Título Original: Need for Speed
Diretor: Scott Waugh
Duração: 130 minutos
Baseado: Need for Speed, de Brian Kelleher
Estreia: 13 de março de 2014
Tobey Marshall (Aaron Paul) herdou do pai uma oficina mecânica, onde, juntamente com sua equipe, modifica carros para que se tornem o mais rápido possível. Além disto, Tobey é um exímio piloto e volta e meia participa de rachas. Um dia, o ex-piloto da Fórmula Indy Dino Brewster (Dominic West) o procura para que Tobey possa concluir um Mustang desenvolvido por um gênio da mecânica que já faleceu. Apesar das divergências entre eles, Tobey aceita a proposta por precisar muito do pagamento oferecido por Dino. O carro é concluído e posteriormente vendido.
Entretanto, a velha rixa entre eles faz com que disputem um último racha, que conta ainda com a participação de Pete (Harrison Gilbertson), grande amigo de Tobey. A corrida termina em tragédia devido ao falecimento de Pete. Considerado culpado pela morte, Tobey passa dois anos na prisão. Quando enfim é solto, ele organiza um plano para que possa participar de uma conhecida corrida do submundo onde Dino também correrá.
Não é possível precisar os anos que se passaram desde o primeiro contato com a franquia de games Need for Speed. Fato é que a cada novo jogo a adrenalina, sentida ao pilotar as potentes máquinas, era inevitável e causadora de um grande vício. Isso voltou a acontecer com o livro de mesmo nome, escrito por Brian Kelleher, e agora com o filme do diretor Scott Waugh.
Como não poderia deixar de ser, o foco de Need for Speed – O Filme é diferente do que encontramos na obra literária. O fato de ambas as produções surgirem simultaneamente impede que o filme seja classificado como uma ótima adaptação do livro, apesar de idênticos, mas como os dois são adaptações dos games, é possível dizer que agradam de um modo geral e conforme suas possibilidades.
Enquanto o livro tem como ponto forte suas descrições técnicas, para alegria dos fãs da velocidade, o filme tem um satisfatório misto de adrenalina, perseguições e corridas, ação e o melhor das rivalidades das ruas. Pode ser clichê, como qualquer história do gênero seria, mas não deixa de ser empolgante acompanhar de forma mais real a potência dos veículos desejados por dez entre dez fãs da franquia dos games.
Se as diferenças entre filme e livro se devem exclusivamente às possibilidades de uma produção cinematográfica, o mesmo acontece com as emoções das personagens, quase imperceptíveis na narrativa de Kelleher. Isso já era esperado pela presença do premiado Aaron Paul, apesar de no início ele estar apático e sem graça. Quem já conhece a história entende seus motivos e sabe que é questão de tempo para a fúria e o espírito vingativo de Toby Marshall fazer a diferença. Dito e feito.
Marshall é a típica personagem que possui um ar de herói e está sempre decidido a encarar o mal. Até aí nenhuma novidade, porém raramente uma personagem como essa pode se orgulhar de ter Aaron Paul lhe dando vida. O talentoso ator prova, mais uma vez, o motivo de ser querido por fãs e críticos, atuando brilhantemente ao lado de sua belíssima parceira, Imogen Poots, muito criticada por sua atuação, mas também dando vida a uma personagem estereotipada, e com um insuportável rival, interpretado por Dominic Cooper.
O grande erro ao tratar essa adaptação é compará-la com Velozes e Furiosos, uma franquia com outras intenções e ambições, por isso de uma qualidade propositalmente maior. Need for Speed – O Filme é para os saudosistas, que acompanharam a evolução dos games ao longo de vinte anos. Mesmo sendo longo e com falhas no enredo, como a aguardada corrida representar uma pequena parcela da totalidade, o ronco dos motores, em especial do Mustang, e todas as sequências são empolgantes para quem já viveu situações semelhantes nos games.







Oi Ricardo,
ResponderExcluirEu não sou grande fã da franquia Need For Speed. Eu gosto muito mais de Midnight Club *-*' kkk Mas claro que é muito emocionante ver um jogo saindo do console e virando livro/filme. Acho que estão em alta essas adaptações, né? O Aaron com certeza deve desempenhar o papel perfeitamente, depois do protagonista de Breaking Bad não duvido desse cara ter sucesso em qualquer filme que ele faça.
Espero poder conferir e torço para que não façam da franquia um Velozes e Furiosos, que era tão bom, mas cansou por querer fazer trezentos filmes ao passo que poderia ter terminado no segundo.
Beijos,
Mari Siqueira
http://loveloversblog.blogspot.com
Olá, Mariana.
ExcluirInfelizmente meu contato com Midnight Club foi menor, mas as experiências também foram incríveis. *-*
Sobre o filme, não sei se existe a ideia de lançar novos filmes, mas se isso acontecer eu também espero que não pensem apenas nos lucros. Uma pena quando a essência é deixada de lado. :(
Beijos!
Caramba, quero muito assistir este filme.
ResponderExcluirJogo Need for Speed desde meu primeiro PS2 e fiquei muito curioso para conferir o filme.
Como você citou a questão do Velozes e Furiosos, eu já imaginava que teriam grandes comparações dos filmes, porém realmente ambos tem direções e intenções bem diferentes.
www.booksever.blogspot.com
Caramba, quero muito assistir este filme.
ResponderExcluirJogo Need for Speed desde meu primeiro PS2 e fiquei muito curioso para conferir o filme.
Como você citou a questão do Velozes e Furiosos, eu já imaginava que teriam grandes comparações dos filmes, porém realmente ambos tem direções e intenções bem diferentes.
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Eu nunca joguei Need for Speed mas assisti esse filme e adorei! Realmente não da pra comparar com Velozes e Furiosos, tirando os carros são duas coisas bem diferentes e a maior qualidade de Velozes e Furiosos é indiscutível. Não gostei muito da atriz não sei porque, ela evolui no decorrer do filme mas ainda a achei meio fraca na história. Mas o filme é ótimo, um pouco longo mas compensa assistir. beijos
ResponderExcluirNossa eu não conhecia este filmes, mas amooo de paixão filmes de adrenalina, pois são tops demais para mim.
ResponderExcluirAmo assistir Velozes e Furiosos rs.
Obrigado por me apresentar.
Beijos