Há um ano o Brasil chorava a morte de Ariano Suassuna. Não apenas pelo homem que encerrou a sua missão, mas pelo fato de a Cultura brasileira, especialmente a nordestina, ter ficado mais pobre. Afinal, quem estava nos deixando era o criador de Chicó, João Grillo, Tirateima, Quaderna e tantos outros. Quem estava nos deixando era um Imortal da Literatura.

Filho do então governador (na época chamado de presidente) paraibano, Ariano Vilar Suassuna nasceu no dia 16 de junho de 1927 na cidade de Nossa Senhora das Neves, atual João Pessoa, mas ainda nos primeiros meses de vida se mudou com a família para o sertão. Poucos anos depois, seu pai foi assassinado por motivos políticos e a família novamente se mudou, dessa vez para a cidade de Taperoá.

Em Taperoá, cidade que ficaria conhecida por ser cenário da principal obra de Suassuna, o futuro escritor iniciou seus estudos e teve o primeiro contato com produções artísticas, marcantes para a sua infância, que contribuíram em seus futuros trabalhos.

No entanto, antes de sua primeira obra, passou a viver no Recife, onde concluiu os estudos secundários e logo na sequência iniciou a Faculdade de Direito. Pouco tempo depois ele já estava escrevendo sua primeira peça teatral, “Uma mulher vestida de Sol” (1947), que apenas iniciou uma fase muito produtiva de sua vida, resultando em mais de dez trabalhos, entre teatro, romance e poemas, até o fim da década de 50.

O reconhecimento do trabalho de Ariano Suassuna aconteceu ainda com as obras concluídas ao longo desse período. Afinal, entre os trabalhos estavam “Auto de João da Cruz” (1950), com o qual recebeu o Prêmio Martins Pena, e “Auto da Compadecida” (1955), o texto que se tornaria o mais importante de sua obra e que foi o responsável por torná-lo conhecido nos quatro cantos do país.

Victor-Marie Hugo é o principal representante do romantismo na França e nasceu em 26 de fevereiro de 1802. Devido a posição de seu pai, general do exército napoleônico, Victor Hugo passou a infância viajando com certa frequência, mas isso não o impediu de ser educado e seguir uma formação católica, além de ideais monarquistas impostos por sua mãe.

Embora seus primeiros poemas exaltassem a monarquia e a própria fé, não demorou muito para que Victor se rebelasse contra os ideais de sua mãe e apoiasse, entre outras coisas, a democracia liberal e humanitária. Mas, muito antes de se envolver com questões políticas, ganhou seu primeiro prêmio literário aos quinze anos, mostrando ser um artista precoce e de talento inquestionável.

Ainda entre o fim da adolescência e o início da fase adulta, fundou ao lado de um irmão a revista Le Conservateur Littéraire, que aos poucos deixou de apoiar a monarquia e o catolicismo, tornando-se mais liberal, até encerrar suas atividades após poucos anos de sua fundação.

Na mesma época em que fundou a revista, Victor Hugo se casou com uma antiga amiga de infância, que se tornaria mãe de seus filhos, e publicou suas primeiras obras, incluindo uma coletânea de poemas, que lhe rendeu uma pensão concedida pelo então Rei da França, Luís XVIII, e o romance “Hans da Islândia” (1823), livro muito criticado na época. Aos poucos, o escritor se tornava uma personalidade intelectual de extrema importância e, ainda aos 23 anos, recebeu o título de Cavaleiro da Legião de Honra.

Dois anos depois, em 1827, Victor Hugo publica o livro “Cromwell”, responsável por transformá-lo no principal líder do romantismo da literatura francesa, em especial por propor o rompimento das características marcantes do classicismo. No entanto, o principal trabalho do escritor ainda demoraria alguns anos para ser lançado.

Mesmo após sessenta anos de sua morte, o escritor britânico George Orwell continua sendo um autor atual, em especial pelo teor de duas de suas principais obras, que estão entre as mais vendidas do século XX. Além de importante nome da literatura britânica, Orwell tem um espaço reservado entre os maiores do mundo e justamente o tempo é a maior prova de sua importância.

George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, nascido em Motihari, Índia Britânica, em 25 de junho de 1903. Membro de uma família de aristocratas, Blair era filho de um funcionário do governo britânico e sua mãe tinha origem francesa. Foi com a mãe, com quem se mudou para a Inglaterra no primeiro ano de vida, que o pequeno garoto desenvolveu sua relação com a arte.

Com a intenção de desenvolver a capacidade intelectual do filho, a mãe de Eric pediu que fosse encontrada uma escola de qualidade, ainda que a família não tivesse condições financeiras para mantê-lo. Após alguns contatos, foi possível conquistar uma bolsa de estudo e ele iniciou sua educação em uma das mais tradicionais instituições de ensino da Inglaterra.

Apesar de não gostar do local, durante o seu período de estudo o futuro escritor escreveu dois poemas que seriam publicados e extremamente elogiados. Mas antes de se dedicar a sua vida de escritor, Eric Blair serviu a polícia imperial britânica na Índia e essa experiência, além de inspirar algumas de suas criações literárias, contribuiu também para a sua luta fervorosa contra o imperialismo e a opressão da metrópole em relação as suas colônias.

Apenas cinco anos depois, quando voltou à Inglaterra, Blair adotou o pseudônimo George Orwell. Decidido a se dedicar à literatura, abandonou toda a sua condição financeira para adquirir experiência ao conviver com a pobreza e a desigualdade social. Na época, chegou a trabalhar como operário e prestando serviços domésticos, o que também seria notado em suas obras.

Quando inicia sua carreira como escritor, George Orwell publica seus primeiros artigos e, demonstrando seu talento de imediato, rapidamente publica seu primeiro ensaio, “The Spike” (1931), e pouco mais tarde o romance “Dias na Birmânia” (1934), escrito com base em suas experiências na polícia imperial.


Autor de importantes obras do século XX, e considerado um escritor popular, o gaúcho Érico Lopes Veríssimo nasceu em Cruz Alta no dia 17 de dezembro de 1905. Ainda em seus primeiros anos, quase perdeu a vida vítima de meningite, mas um conceituado médico da época conseguiu salvar a vida do garoto que se tornaria um dos maiores de seu tempo.

Foi durante a adolescência que Érico Veríssimo demonstrou a paixão pela arte e dedicou seu tempo para conhecer alguns dos principais nomes da literatura mundial, como Aluísio Azevedo, Eça de Queirós e Liev Tolstói. Também na adolescência, seus pais se separaram e o jovem se muda, ao lado da mãe e dos irmãos, para a casa da avó materna.

Devido as dificuldades naturais com a situação, consegue seus primeiros empregos, sem deixar de lado a paixão pela literatura, a ponto de, ainda que escondido, escrever os primeiros textos. Trabalhando em bancos, Veríssimo encontrou novas dificuldades antes de se tornar sócio de um amigo de seu pai, em 1926. Já no ano seguinte, o futuro escritor dedica seu tempo também para ministrar aulas particulares de literatura e inglês.

Ainda na década de 1920, Veríssimo publicou os primeiros contos em revistas e jornais, antes de suas publicações próprias. No início da década seguinte, o escritor conquista uma estabilidade financeira e constrói sua família ao lado da esposa Mafalda Halfen Volpe, com quem tem os filhos Clarrisa Veríssimo e Luís Fernando Veríssimo, que seguiria os passos do pai na literatura.

A obra de estreia de Veríssimo foi a coletânea “Fantoches”, enquanto seu primeiro romance foi “Clarissa” (1933). A personagem que dá título ao primeiro romance apareceria ainda em “Caminhos Cruzados” (1935), “Música ao Longe” (1936) e “Um Lugar ao Sol” (1936), sendo que “Música ao Longe” seria adaptada em uma novela da TV Cultura em 1982. Com essas mesmas obras, Érico Veríssimo conquista importantes prêmios literários e passa a marcar seu nome na literatura nacional.


Quis o destino que o dia 13 de outubro, data em que o mundo celebra o Dia Mundial do Escritor, fosse também o dia em que Manuel Bandeira, um dos maiores poetas da literatura brasileira, imortalizasse seu nome após uma vida de mais de oitenta anos dedicados à arte.

De Pernambuco para o mundo das letras, Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em 19 de abril de 1886 e passou parte de sua infância e adolescência entre as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, sua terra natal. Aos 17 dezessete anos, quando sua família volta para São Paulo, decide iniciar um curso para se tornar arquiteto, no entanto mais tarde descobre estar com tuberculose e abandona todos os seus projetos.

Ainda antes de sua primeira publicação literária, o futuro poeta se muda para a Suíça em 1913, voltando ao Brasil após o início da Primeira Guerra Mundial, no ano seguinte. Apenas na volta ao país que publica “A Cinza das Horas” (1917), livro de apenas duzentas edições custeadas pelo próprio poeta. Manuel Bandeira voltou a custear a publicação de “Carnaval” (1919).

Apesar de não estar presente na Semana de Arte Moderna, em 1922, um de seus poemas é lido por Ronald de Carvalho. No mesmo ano, tem início a troca de uma série de correspondências entre o poeta pernambucano e o também poeta Mário de Andrade. Mais tarde, essas correspondências seriam publicadas no livro “Cartas a Manuel Bandeira” (1958).

A essa altura, Manuel Bandeira já se relacionava com os mais importantes representantes da arte brasileira, como Menotti Del Picchia, Carlos Drummond de Andrade e Oswald de Andrade. Além de outras publicações, colabora também com importantes jornais e revistas da época.

Para comemorar os cinquenta anos do poeta, acontece a publicação do livro “Homenagem a Manuel Bandeira” (1936), que reúne poemas, críticas e estudos sobre o trabalho de Bandeira. No ano seguinte, é reconhecido pela Sociedade Filipe de Oliveira com a entrega de um prêmio pelo conjunto de sua obra. Por fim, em 1938, passa a lecionar literatura e, dois anos mais tarde, é finalmente eleito para a Academia Brasileira de Letras, onde passa a ocupar a cadeira 24.


A fantasia na literatura surgiu para explorar a imaginação e os fenômenos que causam estranheza desde o início dos tempos. Ao longo dos últimos séculos, o gênero que motivou o surgimento de novos leitores passou por constantes mudanças, principalmente com a influência do trabalho de J. R. R. Tolkien, um dos mais importantes ficcionistas do último século.

Muitas coisas mudaram no mundo desde o nascimento de John Ronald Reuel Tolkien, em 03 de janeiro de 1892. O futuro escritor nasceu em um período pré-guerra em um estado independente da atual África do Sul, mas se naturalizou britânico ao se mudar para a Inglaterra com apenas três anos de idade.

A intenção de sua mãe era passar apenas um tempo no país europeu, porém a morte do patriarca da família Tolkien, que permaneceu na África, mudou os seus planos e ela continuou ali com seus dois únicos filhos. Apesar de a família materna pertencer a Igreja Anglicana, a mãe de Tolkien decidiu se converter ao catolicismo e isso influenciou também a vida e obra do jovem garoto.

Por não ter o apoio de sua família e enfrentar dificuldades financeiras, além de uma saúde muito debilitada, a mãe de Tolkien, que faleceu quando ele tinha apenas doze anos, entregou a guarda de seus dois filhos para o padre jesuíta Francis Xavier Morgan. O padre foi muito importante na construção do caráter de Tolkien, que o considerava como um pai.

Foi durante o tempo em que morou com Francis Morgan que Tolkien conheceu Edith Bratt. Eles se apaixonaram, porém Francis, que era o tutor de ambos, o proibiu de se relacionar com a jovem Edith enquanto não completasse 21 anos. O amor entre eles, no entanto, era verdadeiro, por isso Tolkien aguardou o tempo necessário e, em 1913, quando completou a maioridade, escreveu uma carta para a mulher que se tornaria sua esposa e mãe de seus quatro filhos. Dos filhos do casal, dois continuam vivos.

Todo esse tempo entre o seu nascimento e o início da vida adulta marcaram profundamente a personalidade de J. R. R. Tolkien. As situações difíceis e os lugares por onde passou influenciaram a sua criação literária, bem como a relação com a religião e literatura, mais precisamente os contos de fadas, e as diferentes línguas, apresentadas em sua maioria pela mãe.

Por essa relação com as línguas, o escritor se dedicou ao curso de Literatura em Língua Inglesa na Universidade de Oxford, porém após receber o seu diploma, em 1915, Tolkien foi convocado a servir o exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Foi durante os anos de guerra que nasceu o primeiro filho de Tolkien e Edith.

Não é apenas a língua que aproxima a literatura brasileira e a portuguesa. Como nos é ensinado desde os primeiros anos escolares, Brasil e Portugal caminharam juntos nos últimos cinco séculos, não por menos alguns escritores da mãe-pátria influenciaram diretamente a criação literária no Brasil.

Durante quase três séculos, o Brasil foi uma colônia de Portugal e por mais algum tempo continuou sendo liderado por membros da família real portuguesa. Os costumes dos dois países eram próximos, o que influenciou a cultura e a arte brasileira, já que era fácil criar histórias em que os dois povos se identificavam. Aí surge a importante figura do escritor português Eça de Queirós.

Natural de Póvoa de Varzim, litoral norte de Portugal, José Maria de Eça de Queirós nasceu em 25 de novembro de 1845. Muito provavelmente por influência da avó materna, que era contra a união, seus pais se casaram apenas quando Eça completou quatro anos, apesar do pai ser um homem respeitado por intelectuais e políticos da época.

Por algum tempo, ficou aos cuidados de uma ama, antes de se mudar para a casa de sua avó paterna e posteriormente a um colégio, onde permaneceu até os seus dezesseis anos. Já com essa idade, estudou Direito na Universidade de Coimbra, uma das mais antigas do mundo, e teve seus primeiros textos publicados na Gazeta de Portugal.

Logo após concluir a faculdade de Direito, Eça de Queirós se mudou para Lisboa, onde exerceu a advocacia e contribuiu como jornalista para importantes jornais. Poucos anos foram necessários para que acontecesse a sua primeira publicação literária, que não apenas marcou sua carreira, como também a própria literatura portuguesa. O romance “O Mistério da Estrada de Sintra” (1870), escrito em parceria com Ramalho Ortigão e publicado através de cartas anônimas no Diário de Notícias de Lisboa, é considerado o primeiro trabalho policial da literatura portuguesa.

Após essa primeira publicação, chegou a trabalhar na administração pública e também como diplomata, sendo o cônsul de Portugal em Havana e também em duas cidades inglesas. Durante esse período, sua carreira se tornou ainda mais produtiva e assim surgiu um dos mais importantes trabalhos de sua autoria: o polêmico “O Crime do Padre Amaro” (1875).

Falar sobre literatura e ainda assim conquistar a atenção de uma criança é uma tarefa complicada, no entanto é preciso apenas mencionar um nome para que os olhos infantis se voltem ao interlocutor. A aparência pode ser desconhecida, mas o nome é forte e faz parte da vida de crianças, adolescentes e adultos desde meados da década de 1910.

Um dos responsáveis por aumentar a valorização do escritor e do livro em nosso país, Monteiro Lobato se destacou em todas as suas áreas de atuação e sua importância vai muito além da literatura. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, José Renato Monteiro Lobato (mais tarde José Bento) criou personagens inesquecíveis que imortalizaram sua memória.

Ainda muito jovem, Monteiro Lobato leu grande parte dos livros da coleção pessoal de seu avô, o Visconde de Tremembé, e durante sua vida escolar teve os primeiros contos publicados em jornais das escolas que frequentava, já mostrando aptidão com a escrita. Seu sonho sempre foi seguir carreira artística, mas por imposição de seu avô se formou em Direito e exerceu a profissão de promotor público.

Quando o Visconde de Tremembé faleceu, em março de 1911, Lobato herdou uma das fazendas do avô e se mudou para o local ao lado da esposa e dos filhos. Na época publicou artigos em alguns jornais, incluindo O Estado de São Paulo, mas foi apenas em 1914 que sua carreira literária deu um grande salto.

Ao enviar uma reclamação para o mesmo jornal, seu texto foi publicado e ganhou destaque entre leitores e críticos. A crônica não apenas tinha qualidade, como também causou polêmica, o que resultou na escrita de novos textos. Mais tarde, a união desses textos deu origem ao livro “Urupês” (1918), obra-prima de Lobato e responsável por um dos seus mais importantes personagens: Jeca Tatu.

Uma série de fatores determina se um artista tem condições de ter seu nome imortalizado em sua arte. Alguns conseguem isso através de seus textos, outros devido a alguns personagens e alguns por simplesmente criarem seus próprios universos. O inglês Douglas Adams está em um nível totalmente diferente. Ele se tornou imortal pela união de todas as características citadas, ainda que nem todos conheçam amplamente sua história e obra.

A passagem de Douglas Noël Adams por esse mundo foi rápida, porém menos de meio século foi suficiente para torná-lo tão importante e fazer com que seja considerado um grande representante para toda uma geração. Nascido em Cambridge no dia 11 de março de 1952, Douglas Adams morou na infância com a mãe, a irmã e os avós maternos e sempre mostrou seu talento para a escrita.

Com textos publicados ainda durante sua vida escolar, o futuro criador de uma das mais conhecidas obras de ficção científica da literatura frequentou o curso de Literatura Inglesa pela Universidade de Cambridge. Antes de se formar, também escreveu e atuou em teatro de revista, o que seria de fundamental importância para seu trabalho como comediante.

Quando finalmente concluiu a universidade, Douglas Adams já estava decidido a escrever para a televisão e o rádio. Nessa época teve a oportunidade de colaborar com a escrita da série Monty Python’s Flying Circus, onde também teve pequena participação como ator, mas sua escrita era inadequada para o estilo da época, por isso trabalhou também em outras funções. Nunca deixando de escrever.

A persistência resultou no sucesso, que surgiu quando O Guia do Mochileiro das Galáxias apareceu pela primeira vez em um programa de rádio. Inovador para a época, o programa estreou em março de 1978 e rapidamente conquistou importantes prêmios. O reconhecimento veio também quando a série foi transmitida em rádios de outras partes do mundo, incluindo os Estados Unidos e o Canadá.

Desde a mais longínqua infância, detalhadamente ou não, algumas frases são ouvidas e permanecem em nossos pensamentos ao longo de toda a vida. A grande maioria dessas frases é atribuída ao maior escritor de todos os tempos e lida nas mais variadas ocasiões, o que explica a importância de William Shakespeare.

A história da literatura e da dramaturgia mundial se confunde com a grande obra deixada pelo escritor inglês, que também contribuiu para engrandecer a riqueza de sua língua. Escritores de várias partes do mundo se inspiraram, ao longo dos séculos, nos textos deixados por Shakespeare, e suas obras, apesar de escritas entre os séculos XVI e XVII, permanecem atuais.

O tempo se passou e muitas informações se perderam para toda a eternidade, porém estudiosos afirmam que Shakespeare nasceu na pequena Stratford-upon-Avon em 23 de abril de 1564, há exatos 450 anos, já que os registros relatam que seu batismo aconteceu em 26 de abril e era um costume que isso ocorresse três dias após o nascimento das crianças.

Apesar de todas as dificuldades da época, a estabilidade financeira de sua família tornou a vida de Bardo, como ficou mundialmente conhecido, muito mais fácil durante a infância. Isso mudou apenas aos doze anos, quando seu pai faliu e Shakespeare precisou trabalhar para ajudar a família, composta por oito filhos.

Ainda na juventude aprendeu o latim e aos dezoito anos se casou com Anne Hathaway, oito anos mais velha e que já estava grávida do jovem. William e Anne tiveram três filhos e quatro netos, que não deixaram nenhum descendente ao famoso escritor.

A literatura sempre foi uma ferramenta poderosa e capaz de atingir até os mais fortes. Assim como a música, teve grande importância ao longo dos anos em que o nosso país viveu em um regime militar, mas as vozes ativas desse período sofreram para transmitir suas mensagens e muitas vezes não apenas pela censura imposta pelo governo.

Caio Fernando Abreu é um dos principais representantes da literatura no período da ditadura. Considerado um dos expoentes de sua geração, o escritor gaúcho conseguiu atrair a atenção dos leitores por transmitir sua visão sobre a vida de maneira clara e objetiva. Mas a qualidade de seus textos não foi suficiente para deixá-lo livre das críticas que o perseguiram no início de sua carreira.

Nascido em 12 de setembro de 1948, na cidade de Santiago, Caio Fernando Loureiro de Abreu seguiu os passos de outros importantes escritores da literatura mundial e demonstrou seu interesse pela escrita ainda muito jovem. Na idade em que a maioria das crianças começa a ser alfabetizada, o pequeno garoto gaúcho de seis anos já escrevia seus primeiros textos de ficção.

O tempo se passou e rapidamente ganhou concursos de contos. Aos dezoito anos, publica um de seus contos na revista Cláudia e inicia o processo de escrita do romance “Limite Branco”, livro publicado apenas em 1970 e em que já demonstraria as características presentes em toda a sua trajetória literária.

Após concluir o colegial, Caio passa a estudar Letras e Arte Dramática na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no entanto não conclui nenhum dos cursos e pouco tempo depois, após ganhar um concurso, muda-se para São Paulo e trabalha como repórter da revista Veja. Ainda concorre ao Prêmio José Lins do Rego com uma obra em que o próprio escritor declarou ser “para sempre inédita”.

A partir do momento em que publica “Limite Branco”, sua carreira passa a ganhar novos capítulos com a participação de antologias literárias, como “Roda de Fogo” (1970), e a publicação em diversos jornais.

Com mais de 600 milhões de livros vendidos no mundo todo, Sidney Schechtel está entre os escritores mais lidos de todos os tempos, ficando a frente de grandes fenômenos editorais e de vários dos mais importantes nomes da história da literatura. Mas não apenas os livros o levaram a ser conhecido e reverenciado por várias gerações.

Filho de descentes de judeus alemães e russos, Sidney Sheldon, como mais tarde ficou conhecido, nasceu em Chicago em 11 de fevereiro de 1917 e estudou em uma escola de Denver, no Colorado, antes de frequentar a Universidade Northwestern. Sheldon não chegou a concluir o curso universitário, mas antes disso, durante a Grande Depressão, exerceu diversas funções para ajudar a família a se recuperar da crise que assombrou os Estados Unidos na década de 30. Também nessa época, vítima de um transtorno bipolar, tentou se suicidar.

Antes de iniciar seus trabalhos ficcionais, o futuro escritor participou de composições musicais e vendeu uma de suas letras, no entanto desistiu da ideia e não demorou muito para chegar a Hollywood. Na capital mundial do cinema, Sidney Sheldon marcou seu nome na história antes mesmo de se dedicar aos livros que lhe garantiriam um espaço entre os gênios da literatura.

Em Hollywood, Sheldon dedicava seu tempo à leitura e resumo de roteiros, facilitando a vida dos produtores de cinema. Convivendo com os principais nomes da sétima arte, em uma época em que o cinema crescia sem precedentes, não demorou a escrever seus próprios roteiros. No início seus textos foram rejeitados, mas rapidamente teve o roteiro de South of Panama, escrito em parceria com Ben Roberts, filmado e lançado em 1941.

Apesar de ser contratado como roteirista de uma produtora, Sheldon permaneceu apenas um ano no cargo e não teve seu contrato renovado. Na mesma época, já durante a segunda Guerra Mundial, se alistou no exército e foi treinado como piloto, no entanto acabou sendo impedido de servir devido a uma hérnia de disco. Após isso Sheldon já iniciou uma série de trabalhos inesquecíveis para a época.

A popularização da internet trouxe benefícios e malefícios. Junto com todo o avanço causado pela evolução tecnológica, frases passaram a circular na internet como sendo de determinados escritores. Muitas vezes tais escritores jamais teriam escrito as frases, no entanto isso não tira o mérito das homenagens. Sobretudo quando são para Haia Pinkhasovna Lispector.

Nascida na Ucrânia em 10 de dezembro de 1920, ainda nos primeiros meses de vida Haia Lispector chegou ao Brasil após a imigração de sua família. Mais tarde, por iniciativa do pai, a maioria dos membros da família adota um novo nome e a futura escritora passa a se chamar Clarice. Clarice Lispector.

Após uma temporada em Maceió, a família se muda novamente, dessa vez para o Recife, onde Clarice passaria grande parte de sua infância e que seria cenário de algumas de suas principais histórias. Foi ali também que ela aprendeu a ler e estudou piano e hebraico antes de perder a sua mãe, falecida em 1930.

Ainda muito jovem já demonstrava sua aptidão com as palavras, tendo escrito uma peça teatral (que infelizmente se perdeu ao longo do tempo) e várias histórias que acabaram sendo recusadas devido ao estilo de escrita marcante em toda a obra de Clarice Lispector.

Aos quinze anos, após a família enfrentar uma série de dificuldades financeiras, se muda para o Rio de Janeiro, onde conclui o ensino ginasial (atual Ensino Fundamental) e conhece várias obras da literatura mundial. No entanto, as dificuldades financeiras persistiram e por isso, ainda aos 18 anos, passa a ministrar aulas particulares de português e matemática.

Já trabalhando em um escritório de advocacia, Clarice inicia os estudos na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro e em 1940 tem seus primeiros contos publicados em jornais e revistas. Ainda nesse ano, após perder o pai, passa a trabalhar como jornalista, além de publicar textos literários.

Independente de sua formação ou o quanto a literatura é importante para você, é quase certo de que em algum momento de sua vida você ouviu o nome de Cecília Meireles, mesmo sem saber de quem se tratava. Se isso é quase certo existe uma razão: a poetisa carioca é uma das mais importantes figuras da poesia de língua portuguesa.

Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 07 de novembro de 1901 no bairro da Tijuca, porém jamais conheceu o pai e conviveu poucos anos com a mãe, ambos açorianos. Seu pai, que exercia a função de bancário, faleceu poucos meses antes do nascimento da filha, enquanto a mãe, uma professora, morreu quando a futura poetisa tinha apenas três anos, sendo a avó materna a responsável pelos cuidados da pequena Cecília.

As primeiras aventuras da garota na poesia aconteceram ainda na infância, quando começou a escrever poesia aos nove anos. Menos de uma década depois, após se formar na escola, Cecília já publicava seu primeiro livro, intitulada Espectros (1919). A pequena obra, de apenas 17 sonetos, possuía algumas das características que se tornariam marcantes na poesia ceciliana, e mesmo vivendo em um momento que o modernismo ganhava sua força na literatura, era possível perceber a influência da poesia simbolista. O simbolismo que, por sinal, também era marcante na obra da poetisa.

Em qualquer conversa sobre literatura fantástica e de terror um nome é citado de forma muito significativa. Não apenas por ser o percursor dos gêneros, mas também por ter escrito seu nome na história com enredos marcantes, originais e no mínimo inesquecíveis. Por essas e outras características que Edgar Allan Poe é leitura obrigatória.

Representante do romantismo norte-americano, Edgar Poe, como foi registrado, nasceu em Boston em 19 de janeiro de 1809, portanto entre as Guerras Napoleónicas e alguns anos antes da invenção da fotografia, do telefone e da anestesia.

Assim como outros grandes nomes da literatura, Poe também sempre demonstrou seu interesse pela arte. Filho de um ator e uma atriz, o futuro escritor foi abandonado pelo pai com pouco mais de um ano e perdeu a mãe alguns meses depois, sendo acolhido pela família Allan, que lhe deu o sobrenome que assinaria suas futuras obras.

Conhecido por seu estilo boêmio, Poe chegou a se alistar nas forças armadas antes de publicar seu primeiro livro, intitulado Tamerlane and other Poems e publicado originalmente em 1827, dois anos antes do seu segundo livro.

Após servir o exército por dois longos anos e também uma academia militar, Allan Poe se mudou para Baltimore, onde morou com uma tia e sua prima Virgínia, com quem se casaria alguns anos depois. Ainda em Baltimore, passou a escrever histórias ficcionais como forma de garantir sua estabilidade financeira e não demorou a se tornar editor de um importante jornal.

Já morando na Filadélfia, Poe publicou o livro The Narrative of Arthur Gordon Pym e também se tornou editor de uma revista literária, onde publicaria um grande número de artigos, histórias e críticas literárias. Foi nessa mesma época, em 1839, que o escritor publicou uma de suas principais obras: a coletânea Tales of the Grotesque and Arabesque, dividida em dois volumes que teve alguns dos contos publicados no Brasil em Histórias Extraordinárias.

Quando sua esposa Virgínia ficou doente, vítima da tuberculose, o escritor se entregou ainda mais à boemia e rapidamente se mudou para Nova York, onde publicou seu poema mais conhecido: O Corvo, que se tornou uma marca representativa da figura de Edgar Allan Poe.

Órfão, pobre, mulato, gago e epilético. A união dessas características em uma única pessoa poderia levá-la ao desprezo perante a sociedade, principalmente quando estamos tratando de meados do século XIX, época em que o Brasil acabara de se tornar independente de Portugal.

Quem diria que um homem com essas características tão particulares se tornaria o maior representante de nossa literatura?

Carioca nascido em 21 de junho de 1839 no Morro do Livramento, Joaquim Maria Machado de Assis cresceu e viveu toda a sua vida no Rio de Janeiro, onde enfrentou muitas dificuldades antes de eternizar seu nome na história da literatura mundial com a produção de nove romances, nove peças teatrais, duzentos contos, além de uma infinidade de poemas, sonetos e crônicas.

Filho de um operário mestiço e de uma lavadeira portuguesa, Machado de Assis perdeu a mãe ainda na infância e, devido as dificuldades financeiras, foi obrigado a dividir seu tempo entre os estudos e o trabalho como vendedor. Apesar de tudo conspirar contra seus estudos, o jovem Machadinho, como era carinhosamente chamado, nunca se importou com isso e procurou as mais variadas formas de aprendizado: aprendeu latim com um padre e francês com um casal de conhecidos, além de ter tido aulas de português e álgebra com uma professora amiga da família.

Segundo alguns biógrafos, Machado de Assis sempre demonstrou interesse pelos livros e publicou seu primeiro poema, intitulado “Ela”, aos 16 anos, na revista Marmota Fluminense. Na ocasião, o escritor escreveu as seguintes palavras: “Com sua boca mimosa/solta voz harmoniosa/que inspira ardente paixão/dos lábios de Querubim/eu quisera ouvir um -sim-/P’ra alívio do coração!”.

Na mesma época em que aconteceu sua primeira publicação, o escritor conseguiu seu primeiro emprego fixo como auxiliar de tipógrafo, onde conheceu o escritor Manuel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um Sargento de Milícias. Trabalhando em um dos principais veículos da imprensa carioca da época, Machado conheceu ainda outros nomes da literatura e aos poucos conquistou seu próprio prestígio, o que contribuiu para convites que o levaram a colaborar com vários periódicos, inclusive os importantes Diário do Rio de Janeiro e Correio Mercantil.

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O sobrenome Andrade é muito bem representado na literatura com três importantes escritores. Apesar de nenhum parentesco, Oswald, Mário e Carlos são fundamentais para a história do modernismo no Brasil, por isso, ao homenagear Carlos Drummond de Andrade, estamos homenageando não apenas um escritor, mas toda uma geração que ficará marcada eternamente na história da literatura.

Filho dos fazendeiros Carlos de Paula Andrade e Julieta Augusta Drummond de Andrade, primos e membros das duas famílias mais ricas da cidade mineira de Itabira, Carlos nasceu em 31 de outubro de 1902 na cidade da região metropolitana de Belo Horizonte. Ainda adolescente, após estudar o curso primário em sua terra natal, estudou em um colégio da capital mineira e só então se mudou para Nova Friburgo-RJ, onde frequentou as aulas de um colégio de jesuítas até ser expulso por “insubordinação mental”.

Em 1920 volta para Belo Horizonte e no ano seguinte passa a publicar seus textos na seção “Sociais” do jornal Diário de Minas. Na mesma época conhece vários importantes nomes que frequentavam o Café Estrela ou a Livraria Alves. Entre os novos amigos de Carlos Drummond estão João Alphonsus e Aníbal Machado.

O primeiro prêmio do poeta acontece graças ao conto Joaquim do Telhado, vencedor do concurso Novela Mineira em 1922, mesmo ano em que publica trabalhos em duas revistas: Todos e Ilustração Brasileira.

Formado em farmácia, Carlos Drummond de Andrade se casou em 1925 com Dolores Dutra de Morais, mãe de seus dois filhos: Carlos Flávio, que viveu apenas por meia hora, e a futura escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. No mesmo ano funda A Revista, que tinha como objetivo divulgar o modernismo no Brasil. Vale ressaltar ainda que essa revista foi fundada um ano após Carlos conhecer três dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922: a pintora Tarsila do Amaral e os escritores Oswald de Andrade e Mário de Andrade, com quem troca correspondências até a morte de Mário, em 1945.

Os escritores europeus são de importância vital para a literatura mundial, tanto por influenciarem escritores de várias partes do mundo, como também pela qualidade de seus textos. Qualidade essa inquestionável.

Entre tantos nomes lembrados e estudados até os dias hoje, talvez poucos conseguem agradar quase que por completo. Arthur Ignatius Conan Doyle pode ser incluído nessa lista, afinal, além de criador de um dos personagens mais importantes da literatura, continua influenciando todos aqueles que se aventuram na literatura policial. Mesmo depois de décadas de sua morte.

Influenciado por Edgar Allan Poe, Jules Verne, entre outros, Arthur Conan Doyle nasceu em Edimburgo, na Escócia, em 22 de maio de 1859. Membro de uma família católica, após concluir o colegial Conan Doyle se tornou agnóstico, porém antes disso, estudou em um colégio jesuíta e posteriormente cursou medicina. Nessa mesma época, iniciou a escrita de pequenos textos, sendo que sua primeira publicação aconteceu antes mesmo de completar vinte anos.

Apesar de sua formação em medicina, o escritor exerceu a profissão por apenas oito anos, tempo suficiente para servir em viagens navais pelo Oceano Ártico e pela costa da África. Desistiu da ideia após enfrentar dificuldades durante as viagens, o que o levou a atender pacientes em Portsmouth.

Como possuía poucos pacientes, Conan Doyle aproveitou o tempo livre para voltar a escrever suas histórias e disso surgiu o romance Um Estudo em Vermelho, publicado pela revista Beeton’s Christmas Annual em novembro de 1887. Um Estudo em Vermelho marca a primeira aparição de Sherlock Holmes, detetive mais querido da literatura mundial, e o encontro entre Holmes e seu grande amigo, Dr. John Watson.

Toda cidade tem um filho ilustre, que dá motivos para a população se orgulhar de tudo o que foi feito representando o município a nível estadual, federal, e às vezes até mesmo internacional. Quando se trata de uma cidade do interior, o orgulho deveria ser mais evidente; a memória mais lembrada e estudada; o nome mais homenageado e conhecido.

Mas será que você, caro leitor, conhece o filho ilustre de sua cidade?

Infelizmente poucas vezes essas figuras são valorizadas, e lamentavelmente, a história de Edgard Cavalheiro, um dos grandes responsáveis pela atual situação da literatura nacional, é quase que deixada de lado em sua cidade natal, Espírito Santo do Pinhal, pequena cidade de pouco mais de quarenta mil habitantes na majestosa Serra da Mantiqueira.

Membro de uma família de origem italiana, Edgard Cavalheiro nasceu em 06 de julho de 1911 e desde cedo mostrou seu gosto pela literatura, que herdou de sua mãe, e que não seguiria a profissão de seu avô paterno, um carpinteiro, de seu avô materno, um músico, e muito menos de seu pai, que era dono de um armazém. Seu talento mesmo era com as palavras.

A primeira vez que seu talento foi mostrado a outras pessoas foi quando um professor da escola primária “Dr. Almeida Vergueiro”, a mais antiga da cidade, reuniu todos os seus alunos para realizar a leitura de um texto escrito por Edgard. Mais tarde, após sair de Pinhal e se mudar para Campinas, publicou seu primeiro poema, em um jornal fundado por ele em parceria com outros amantes das letras.

Foto: Euler Paixão
O Prêmio Nobel de Literatura foi criado em 1901 e desde então serve como um reconhecimento do trabalho de pessoas que se destacaram no meio literário. Apesar de muitas vezes ser polêmico, o prêmio pode ser visto como a grande consagração de escritores ou de suas línguas, o que aconteceu com José Saramago, primeiro escritor de língua portuguesa a ser condecorado com Nobel de Literatura.

Filho de camponeses, José de Sousa Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, em Portugal, no dia 16 de novembro de 1922 e foi registrado em 18 de novembro do mesmo ano. Antes mesmo de completar dois de idade, seus pais se mudam para Lisboa, capital portuguesa, onde o futuro escritor moraria em grande parte de sua vida.

Apesar das dificuldades econômicas que o impediram de frequentar uma Universidade, sempre demonstrou interesse pelos estudos e chegou a se formar em uma escola técnica. Sua paixão pelos livros era a responsável por incentivar a visita de José Saramago a bibliotecas, sem que ninguém imaginasse que ele se tornaria um dos maiores gênios da literatura de língua portuguesa.

Antes de mostrar seu talento com as palavras, e trabalhar exclusivamente com a literatura (o que aconteceria apenas em 1976), Saramago trabalhou como serralheiro mecânico, desenhista, funcionário da saúde e da providência social. Se casou pela primeira vez em 1944 e com sua primeira esposa, Ilda Reis, se tornou pai em 1947. Além de Ilda, o escritor também se casou com Isabel de Nóbrega e com María del Pilar del Río Sánchez, com quem viveu até a data de sua morte.