A Promessa do Tigre, Colleen Houck, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 128 páginas.
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Muitos séculos antes de Ren e Kishan conhecerem Kelsey, outra jovem garota cruzou o caminho dos príncipes. Yesubai era filha de Lokesh e sempre sofreu em suas mãos, por isso precisou esconder que havia herdado os poderes mágicos do pai, que foi capaz de assassinar a esposa quando essa não lhe deu um filho homem.

Aos dezesseis anos, Yesubai e o próprio Lokesh são surpreendidos pelo rei, que acredita nas melhorias causadas por um casamento entre ela e algum pretendente dos reinos vizinhos. Essa pode ser a esperança da jovem, que pela primeira vez tem a chance de se livrar dos maus-tratos do pai e ao mesmo tempo encontrar um verdadeiro amor. Mas ela sabe que as intenções do pai são as piores possíveis.

“Eu imaginava cada botão que eu pegava crescendo livremente ao sol, abrindo as pétalas na direção do céu, embora soubesse que a maioria das flores que recebia era cultivada. Observá-las murchando devagar com o tempo me parecia estranhamente apropriado e extremamente profético” (pág. 24).

O Destino do Tigre, Colleen Houck, tradução de Raquel Zampil, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 400 páginas.
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Para um leitor que passa a gostar de uma série, independente do que tenha mais agradado, o medo de um desfecho insatisfatório é o que mais incomoda. Quando apenas um detalhe impede uma série de se tornar favorita, esse medo é ainda maior, mas a última coisa que o leitor quer é que outros detalhes estraguem uma história que tinha tudo para ser perfeita – ou quase isso.
Ao iniciar a leitura de O Destino do Tigre, quarto livro da saga A Maldição do Tigre, o leitor já espera que grande parte das coisas se resolva, principalmente em relação ao romance, que é previsível e justamente por isso necessitava de um fim o quanto antes. Ainda assim, a protagonista Kelsey continua com seu dilema e suas dúvidas sobre qual dos dois príncipes é o seu verdadeiro amor, mesmo declarando amar tanto Kishan como Ren.
Mas dando sequência ao seu grande objetivo, que é liberar os príncipes indianos de uma antiga maldição, Kelsey precisa enfrentar o grande vilão, Lokesh, em uma aventura envolvendo o fogo, um dos quatro elementos. Apesar de estar em busca do último presente para a deusa Durga, essa aventura não será nada fácil, e o triângulo precisa estar unido para que todas as peças se encaixem e a história seja contada conforme traçou o destino.

“Ele rasgou o ombro do meu vestido, então gemeu e traçou uma trilha de beijos dolorosos do meu ombro nu aos meus lábios congelados. Correu as mãos rudemente pelas minhas costas, subindo e descendo, e puxou meu cabelo. Eu queria vomitar, mas não conseguia. Seu hálito quente e pungente era tudo que eu respirava” (pág. 27).

A Viagem do Tigre, Colleen Houck, tradução de Ana Ban, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2012, 496 páginas.

Em suas obras, Colleen Houck usa de suas principais paixões para construir um enredo fechado e ao mesmo tempo instigante, que já conquistou fãs em 18 países e teve os direitos de adaptação comprados pela Paramount.
No terceiro livro da série, intitulado A Viagem do Tigre, a protagonista Kelsey Hayes continua suas aventuras ao lado dos tigres, e príncipes indianos, Ren e Kishan. O objetivo, como se sabe desde o início, é ajudar os príncipes a ficarem livres de uma antiga maldição e para isso, todos os protagonistas precisam se envolver em uma perigosa aventura, cercada dos mistérios que estão por trás da encantadora mitologia indiana.

“Ele me agarrou, me puxou de encontro ao seu corpo e me beijou. Foi um beijo cheio de fogo e paixão. Seus lábios se fundiram quentes aos meus. Eu nem tive tempo de reagir antes que chegasse ao fim. Ele se afastou e se dobrou para a frente, apoiado no tronco de uma árvore. Estava ofegante e suas mãos tremiam” (pág. 65).

A cada nova obra, Colleen Houck consegue surpreender e criar situações até então inimagináveis, por isso que a saga continua ganhando um espaço especial na estante e no coração de leitores do mundo todo. O fato é que, apesar de certas inspirações, todos os livros possuem algo novo para transmitir, além de aventuras empolgantes e eletrizantes.
Muitas das características dos livros anteriores continuam sendo determinantes para o desenrolar da história, como as citações de poemas, escritores e até mesmo filmes famosos. As histórias e profecias, tão importantes desde o princípio, estão todas conectadas, ainda que nas entrelinhas, e podem facilitar o leitor que desejar descobrir com antecedência o que vai acontecer. O grande responsável por isso continua sendo o Sr. Kadam e fica fácil compartilhar da mesma opinião de Kelsey: “Eu adorava a forma como o Sr. Kadam contava histórias”.
Nos livros anteriores, as aventuras aconteciam em determinados elementos da natureza. Em A Viagem do Tigre, Kelsey e os tigres precisam enfrentar dragões – vale ressaltar que todos os dragões possuem personalidades marcantes -, em mar aberto e com isso um de seus principais medos é revelado ao leitor. Parte disso mostra a realidade da protagonista, que possui ainda outras características importantes, que a deixa o mais humana possível.

“Na superfície, a água era calma, mas eu sentia que, se olhasse bem nas profundezas, ia ver a água agitada, irrequieta, cheia de pensamentos e lembranças que eu não podia acessar. Mas eu não conseguia enxergar através da superfície daqueles olhos. Não era capaz de arrancar o homem que eu conhecia das profundezas da própria mente. Ele se escondia de mim” (pág. 251).

No primeiro livro da série, A Maldição do Tigre (Resenha), somos apresentados a Ren e facilmente o personagem conquista o leitor, e principalmente a protagonista. Já no segundo livro, O Resgate do Tigre (Resenha), é a vez de Kishan ser revelado em toda sua essência e assim deixar Kelsey confusa. Por fim, em A Viagem do Tigre, tudo acontece ao mesmo tempo e a indecisão da protagonista chega a irritar, principalmente por mudanças na personalidade dos dois tigres.
Entre essas mudanças, o sentimento possessivo de Ren consegue irritar da mesma forma que a indecisão de Kelsey. Após o livro anterior, em que o tigre branco sofreu consequências por ter sido torturado, o mínimo que se esperava era uma resistência maior, o que não acontece. Tudo vai muito rápido e quando menos se esperava, volta ao normal. Então, por alguns instantes, Ren deixa de ser o mocinho por quem todas as leitoras se apaixonaram, enquanto Kishan deixou apenas de ser bad boy – o que pode agradar.
Em uma de suas estratégias de venda, a editora Arqueiro perguntou: “O coração da Kelsey está dividido. E o seu? Você é Team Ren ou Team Kishan?”. Tanto Ren, como Kishan, possuem características únicas e opostas, por isso de início era difícil dizer ao certo qual seria a escolha. A Viagem do Tigre serviu para ajudar, apesar de estar claro que a escolha da protagonista, no final, será contrária ao que desejo.
O antagonista, Lokesh, continua não aparecendo tanto quanto deveria, porém, com mais um final de deixar o leitor impaciente pelo próximo livro, percebemos que em O Destino do Tigre, previsto para ser lançado já no primeiro semestre de 2013, isso não deve acontecer. As intenções, e atitudes de Lokesh, demonstram que ele terá grande importância – é o que se espera de um vilão. De qualquer forma, a autora continua nos brindando com uma saga cheia de ação, suspense, mitologia, um romance exagerado, ao mesmo tempo em que uma história encantadora nos envolve. Fica fácil entender porque a série está se tornando um verdadeiro fenômeno. Se não fosse o tal romance...

“Eu ficaria total e desesperadamente sozinha. Do mesmo modo que acontecera com Li antes, eu precisava escolher. Precisava escolher entre o amor devastador de Ren, que me deixava tão ávida que às vezes eu me esquecia de respirar, e o brilho constante, a bondade infinita e o conforto que Kishan me oferecia” (pág. 389).

Para adquirir seu exemplar de A Viagem do Tigre, acesse o site da Livraria Cultura clicando aqui.

O Resgate do Tigre, Colleen Houck, tradução de Raquel Zampil, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2012, 432 páginas.

A autora Colleen Houck tem conquistado milhares de fãs nos últimos tempos, isso pelo sucesso que tem sido suas obras, a começar pelo livro A Maldição do Tigre (Resenha), que em breve ganhará uma versão cinematográfica. Mas antes disso, no Brasil, a editora Arqueiro lançou no mês de maio o livro O Resgate do Tigre, que dá continuidade as aventuras de Kelsey Hayes.
O primeiro livro da saga já tinha tudo o que um livro de estreia precisa ter: aventuras, romances, ação e uma história muito bem contada pela talentosa autora americana. Em O Resgate do Tigre, a autora nos surpreende com um livro que supera tudo o que já tínhamos, comprovando porque a história de Kelsey se tornou um verdadeiro sucesso em diversos países do mundo.
A jovem Kelsey continua em sua missão de tentar quebrar a maldição que atinge os príncipes indianos Ren e Kishan há séculos. Ao contrário do primeiro livro, onde ela viveu grandes aventuras ao lado de Ren, dessa vez é Kishan quem está do lado da nossa protagonista e isso nos dá a chance de conhecer um lado diferente do tigre negro. A presença de Kishan em grande parte do livro é importante para mostrar o desenvolvimento de todas as personagens e principalmente para que as conclusões em relação a ele não continuem sendo precipitadas. Ele vive momentos engraçados em grande parte da história, o que não acontece quando nos referimos a Ren, já que este é uma personagem mais centrada. O segundo livro ajuda aqueles que ainda não escolheram um tigre com seu favorito a tomar partido.

“O temor pela vida de Ren reforçou minha determinação. Como uma mãe ursa protegendo o filhote, postei-me diante de Ren, decidida a impedi-los de continuar avançando ou pelo menos a lhes dar um alvo diferente contra o qual disparar”. (pág. 147).

A imaginação da autora também merece destaque em O Resgate do Tigre. O que já era excepcional no primeiro se tornou ainda melhor, começando pelo encontro que as personagens principais têm com o Dalai Lama, figura de extrema importância para a continuidade da história e que se tornou uma cena de fato marcante. Kelsey e Kishan ainda se aventuram em um lugar extraordinário e qualquer leitor, lendo a descrição de Houck, sem dúvidas deseja estar na pele das personagens e poder apreciar cada detalhe exposto na obra. Toda a mitologia indiana por trás da história se torna mais intensa e graças ao Sr. Kadampersonagem favorito – conhecemos diversas lendas. Ele dá uma verdadeira aula sobre uma das mitologias mais fantásticas que existe no mundo, o que ninguém pode colocar defeito.
Mas, para os apaixonados de plantão, é bom dizer que o final fica longe de ser o mais agradável e esperado pelos leitores. Chega a ser decepcionante esperar todo o livro por algo e quando isso deveria acontecer, a autora simplesmente criar uma reviravolta inesperada. Isso dá apenas uma certeza: o terceiro livro, A Viagem do Tigre, que tem lançamento nacional previsto para novembro, tem tudo para ser ainda melhor.
Não é exagero quando lemos que O Resgate do Tigre tem o dobro de aventura, ação e romance. Houck não criou a história na medida certeza. Ela foi além desse detalhe e com sua escrita simples e ao mesmo tempo empolgante, criou um enredo capaz de conquistar o leitor da primeira à última página. Sendo assim, um dos livros mais esperados no primeiro semestre de 2012 atendeu as expectativas.

“Eu estava perguntando a Kishan se ele conscientemente deixaria o irmão morrer para se assegurar de que teria a vida que queria ter. Seria fácil para ele ocupar o lugar de Ren, caso o irmão não estivesse mais aqui. Eu estava lhe perguntando se ele era esse tipo de homem”. (pág. 399).

 A Maldição do Tigre, Colleen Houck, tradução Raquel Zampil, 1ª Edição, São Paulo: Arqueiro, 2011, 342 páginas

Adoradora de livros de ação, aventuras, ficção científica e romance, a autora Colleen Houck estudou na Universidade do Arizona e durante 17 anos trabalhou como intérprete de língua, antes de lançar seu romance de estreia, intitulado Tiger’s Curse, lançado no Brasil com o título A Maldição do Tigre.
Depois de perder os pais biológicos e se formar no Ensino Médio, Kelsey Hayes resolve procurar um emprego provisório durante o verão, visando custear a faculdade no semestre que está prestes a começar. Após procurar um lugar onde possa trabalhar, encontra uma vaga em um circo que está pela cidade, mas precisamente para cuidar de um tigre branco, com quem não demora a demontrar um carinho enorme. "Tirei a mão da jaula, sempre lentamente, e fiquei observando-o por um minuto, refletindo sobre o que havia acontecido. Ele tinha uma expressão de melancolia quase humano. Se os tigres têm alma, e acredito que tenham, imagino que a dele seja triste e solitária. (pág. 41)”.
Pouco tempo depois, o tigre, Ren, é comprado e será levado para a Índia, e Kelsey recebe a proposta de ir até o país acompanhando e ajudando a cuidar de Ren. Essa viagem reserva muitas surpresas e emoções para a garota, que logo descobre que Ren na verdade é um príncipe, Alagan Dhiren Rajaram, que foi amaldiçoado há mais de três séculos e pode se tornar humano apenas 24 minutos por dia. Ela então recebe a missão de ajuda-lo na busca pela libertação e para isso precisa enfrentar diversas aventuras por este país de cultura tão rica. "Seus olhos eram o que mais me chamava a atenção. Aqueles eram os olhos do meu tigre, o mesmo tom cobalto profundo. Estendendo a mão, ele falou: - Oi, Kelsey. Sou eu, Ren.(pág. 82)". 
Inacreditável provavelmente seja a palavra mais correta para descrever A Maldição do Tigre, o primeiro dessa série. Pra começar, a cultura indiana é sem duvidas uma das mais ricas do mundo, e sempre que é usada, seja com muito destaque ou não, somos agraciados com uma ótima história, e é exatamente isso que acontece no livro de estreia da autora.
Se não bastasse a cultura indiana, que já é motivo para agradar a muitos, temos uma história interessante e com um desenrolar bem trabalhado ao longo das páginas. Isso acontece devido escrita simples da autora, que conta os detalhes dos sentimentos, dos lugares e das pessoas que passam na vida da protagonista com uma riqueza de detalhes.
Além de Kelsey e Ren, o príncipe que foi amaldiçoado, conhecemos outras personagens, cada uma com sua característica para agradar ou não ao leitor, apesar de não haver um que tenha me desagradado. Impossível não citar Sr. Kadam, um dos responsáveis em ajudar Ren. Podemos vê-lo como um pai ou avô protetor, que faz de tudo para todos se sentirem bem, e isso cativa a todos, inclusive a autora. Para quem se pergunta se Kelsey é uma protagonista irritante, que toma atitudes impensadas e que você chega a critica-la ao longo do livro, tenha a certeza que ela é exatamente o oposto, enquanto que Ren e seu irmão Kishan, que também foi amaldiçoado, possuem personalidades diferentes, mas também conseguem agradar por suas atitudes e pensamentos, seja como tigres ou como humanos.
Com toda a aventura e mistério que encontramos no livro, o romance não poderia faltar, e mais uma vez Colleen usa de algo cada vez mais raro em histórias do tipo, afinal, não temos um romance enjoativo, com um casal insuportável, pelo contrário: é romance simples, que vai se construindo ao longo da história e ainda imprevisível. "Senti minha determinação desmoronar. Eu o queria, queria muito. Também precisava dele. E quase cedi. Quase lhe disse que não havia nada no mundo que eu quisesse mais do que estar com ele. Que não pensava que seria capaz de deixa-lo. Que, para mim, ele era mais importante do que tudo. Que eu abriria mão de qualquer coisa para ficar com ele (pág. 339)". 
Sem muito que fazer na diagramação do livro, que é simples, a Arqueiro merece o elogio principalmente por manter a capa original, que por si só já agrada a muitos. No interior, a tipografia usada, sobretudo nos títulos dos capítulos, como nos poemas que encontramos ao longo dele, é bem atraente e estilizada, com certo toque indiano, o que faz todo o sentido, é claro.
A forma como a autora conduz o final da história parece ter sido escrito com um único propósito: aumentar o desejo do leitor pela continuação da série, que no Brasil deve ser lançado no próximo ano com o título provisório O Resgate do Tigre. Para quem gosta de ler o inicio de outros livros, o que não é meu caso, encontra um pequeno trecho da continuação no final do livro.
Como a grande maioria sabe, esse não é o meu gênero favorito na literatura, mas A Maldição do Tigre conseguiu conquistar e ganhar a minha recomendação. É realmente incrível como a protagonista abdica de tudo o que tem para salvar um príncipe que acabou de conhecer, mostrando que ela é sim capaz de fazer e passar por todos os perigos, para salva-lo.
Novamente agradeço a Editora Arqueiro pelo exemplar cedido para que essa resenha pudesse acontecer, e aproveito para indicar uma entrevista que a Eduarda do blog BookAddict fez com a autora. Colleen conta um pouco sobre o livro, seu personagem favorito, sua cena favorita, o que podemos esperar da continuação e ainda se pretende vir ao Brasil. É uma entrevista incrível, que eu aproveito para parabenizar a Duda por fazê-la. Caso se interesse, clique aqui e conheça aquilo que você não encontrará facilmente na Internet sobre Colleen Houck.