Morte Invisível, Lene Kaaberbøl e Agnete Friis, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 320 páginas.
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Um objeto encontrado em meio às ruínas de um hospital militar soviético pode render muito dinheiro no mercado negro, além de contribuir para que uma família de ciganos abandone a pobreza e se livre assim de todo o preconceito. No entanto, esse mesmo objeto, tão valioso, pode provocar a morte de centenas de pessoas caso pare nas mãos de pessoas erradas.

A enfermeira Nina Borg também se preocupa com as minorias que sofrem algum tipo de preconceito, por isso, contrariando um pedido de seu marido, ela acaba colocando sua vida em risco ao aceitar cuidar de ciganos húngaros que estão sofrendo de uma misteriosa doença. Ela só não poderia imaginar que estaria se envolvendo também com um segredo ligado a atos terroristas e pessoas fanáticas.

“Ela fora levada até ali por conta daquela mesma ansiedade irracional que a acometia nesse tipo de situação, ciente de que Morten não gostaria nada de saber que ela quebrara sua promessa por causa de algumas crianças que, no fim das contas, nem doentes estavam de verdade. O marido talvez não desse nenhuma importância à condição daquelas crianças, mas Nina dava” (pág. 123).

O Menino da Mala, Lene Kaaberbøl e Agnete Friis, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 256 páginas.
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Uma pesquisa recente revelou que mais de 1,2 milhões de crianças são vítimas de tráfico humano anualmente. Esse número revela um triste fato que infelizmente não é nenhum tipo de ficção e não faz parte apenas das páginas dos livros. Sabendo disso, a chance de se comover com a história de O Menino da Mala é muito grande.

No primeiro livro da série sobre a enfermeira Nina Borg, as autoras Lene Kaaberbøl e Agnete Friis exploram não apenas o tráfico humano como também a realidade de países que em outrora fizeram parte da antiga URSS. Nesse caso, Nina recebe uma ligação de sua amiga Karin, que pede a ajuda da enfermeira da Cruz Vermelha. Sem entender o motivo desse misterioso pedido, Nina vai até a estação ferroviária de Copenhague buscar uma mala, onde encontra um menino de três anos que está nu e dopado, mas vivo.

A situação causa espanto em Nina, que sem saber que atitude tomar e com medo da reação da polícia, procura por Karin sem imaginar que sua amiga seria brutalmente assassinada. Ela logo percebe que isso tem apenas um significado: ela e o garoto também correm perigo. Seguindo o seu coração e a vontade de ajudar o próximo, Nina passa a buscar informações sobre o garoto para só então entender como pode ajudá-lo; como pode salvar sua própria vida.

“Ela estava morta.
A morte tem lá os seus sinais, detalhes insignificantes quando vistos de maneira isolada, mas inconfundíveis quando somados. Conhecendo-os, Nina não teve dúvida. Os punhos ligeiramente virados. A perna que havia escorregado inerte de sua posição original. A cabeça caída sobre o colchão com um peso além do normal” (pág. 85).