Corra, Alex Cross, James Patterson, tradução de Ana Resende, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 224 páginas.
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Três mortes misteriosas colocam o detetive Alex Cross em ação, sem que ele imagine que sua vida se tornará um inferno. A primeira pessoa encontrada morta é uma mulher que foi esfaqueada e trancada no porta-malas de seu carro, com seus cabelos louros espalhados pelo corpo.

No mesmo dia, Cross é chamado para uma nova cena de crime, onde uma jovem mulher foi encontrada enforcada do lado de fora do sexto andar de um prédio. No entanto, a legista descarta a possibilidade de suicídio e ainda afirma que a vítima acabou de dar à luz. Além de um assassinato, Cross está lidando também com um sequestro.

Por fim, um rapaz é encontrado baleado e com perfurações na região genital. Além disso, novas mortes acontecem e a possibilidade de três serial killers acaba tornando a responsabilidade de Cross ainda maior. Ele só não pode deixar isso prejudicar sua investigação, colocando assim sua família em risco.

“O primeiro assassinato fora suficientemente bem, o que significava que não havia motivação para parar. Muito pelo contrário. O período de descanso entre Darcy Vickers e essa jovem fora estatisticamente muito curto. Se ele já não estivesse pensando no que queria fazer em seguida, o estaria fazendo em breve” (pág. 68).

Um Desafio para Cross, James Patterson, tradução de Alexandre Martins, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
Rocco, 2008, 254 páginas.
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O ex-detetive do FBI, Alex Cross, é obrigado a encarar um novo caso, dessa vez para solucionar crimes bárbaros cometidos por um psicopata. O desafio se torna ainda maior quando Cross descobre uma relação com um crime que o afetou diretamente no passado. Ao iniciar sua caçada, ele pode não apenas livrar a sociedade de um criminoso, como também fazer vingança com as próprias mãos, cicatrizando feridas para finalmente seguir em frente com sua vida.

“Sua vida era o máximo, não era? Exceto que agora alguém estava tentando matá-lo. E, claro, sempre havia o passado, o modo que tinha crescido no Brooklyn, seu pai maluco, o maldito quarto nos fundos da loja. Mas o Açougueiro tentou não pensar em nada disso naquele momento” (pág. 96).

Feliz Natal, Alex Cross, James Patterson, tradução de Beatriz Medina, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 176 páginas.
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Após prender um ladrão em uma igreja na véspera do Natal, tudo o que Alex Cross deseja é ter a oportunidade de passar a noite ao lado da família e contrariar o que costuma acontecer com profissionais da sua área. No entanto, para infelicidade de toda a família, o detetive é convocado para ajudar em dois difíceis casos.

No primeiro deles, um importante advogado que teve sua carreira arruinada mantém várias pessoas reféns, ameaçando assassinar os filhos, a ex-esposa e seu atual marido. Sob o efeito da metanfetamina, o advogado Henry Fowler precisa ser detido o quanto antes, mas além de encontrar formas de salvar a família, Cross quer também descobrir o que levou a carreira de Fowler decair de maneira tão repentina.

Após solucionar esse caso usando de sua experiência como psicólogo forense, Cross está novamente com sua família quando é chamado pelo FBI, dessa vez para capturar uma terrorista que já o assombrou no passado: Hala Al Dossari. Quando Hala entra em ação, acontecem diversas mortes e explosões, mas fica claro que ela não pretende parar por aí e Cross precisa impedir um desastre nacional.

“Podem dizer que está no meu DNA, não sei. Mas eu não conseguiria ver aquele homem levar um tiro na manhã de Natal.
Eu me joguei em cima dele, abracei-o com arma e tudo e o derrubei com força no chão” (pág. 74).

Ameaça Mortal, James Patterson, tradução de Luciano Vieira Machado, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2012, 192 páginas

James Patterson4 de Julho (Resenha) - é um dos autores mais surpreendentes da atual literatura mundial. Seja pela quantidade de livros lançados anualmente ou por sua escrita viciante, o autor americano natural de Newburgh é um gênio e em Ameaça Mortal, 18º livro da série Alex Cross, a comprovação se repete.
Ainda nas primeiras páginas, Ethan e Zoe Coyle, filhos do presidente dos Estados Unidos, são sequestrados mesmo estando em um importante colégio e contarem com a proteção do Serviço Secreto durante o dia todo. Pouco tempo depois do crime, o respeitado detetive Alex Cross chega ao colégio e passa a participar da investigação, se envolvendo ativamente com o caso.
Dias mais tarde, ainda sem qualquer notícia dos filhos do presidente, o sistema de abastecimento de água da cidade é contaminado e tudo leva a crer que os dois crimes possuem uma grande relação. Outros crimes semelhantes são cometidos. O possível atentado terrorista e o sequestro das duas crianças podem ser uma ameaça não apenas para Alex Cross, como também para todo o país, por isso ele se sente obrigado a solucionar esse problema rapidamente.

““Um dos detetives resolveu um importante caso de sequestro há alguns anos. Se sou cuidadoso como acho que sou, preciso reconhecer que ele é uma ameaça para tudo o que fiz e pretendo fazer. Estou certo disso. Ele é diferente dos outros da mesma forma como sou diferente de meus colegas. Já sei o que devo fazer, mas tenho dúvida se vai ser fácil. Será que consigo matar Alex Cross? É o que preciso fazer?”” (pág. 72).

Assim como todos os livros do autor lidos até então, Ameaça Mortal segue a mesma estrutura de se contar uma história e é dividido em cinco partes, sempre com capítulos curtos que deixam a leitura rápida e viciante, como já citado. Esse tipo de detalhe é totalmente dispensável, afinal, é o estilo de escrita que fez James Patterson se tornar um verdadeiro mestre da literatura.
Se compararmos Ameaça Mortal com O Dia da Caça (Resenha) fica claro a diferença entre as duas e que nem todos os leitores irão gostar de ambas as obras. Apesar de protagonizados pelo mesmo personagem, em O Dia da Caça o detetive Cross se envolve em uma verdadeira caça, como sugere o título, e enfrenta perigos que podem levá-lo a morte a qualquer momento, além de que cenas pesadas – escritas para quem tem estômago forte - são descritas com maestria. Já em Ameaça Mortal, a investigação é muito mais intensa do que a aventura, ainda que a vida de Alex Cross não esteja totalmente fora de perigo. São duas obras diferentes, que podem ou não agradar todos que gostam de uma boa investigação e de aventura.
Vale lembrar também que neste caso são as crianças mais importantes dos Estados Unidos que o detetive precisa encontrar, de preferência com vida, e querendo ou não essa responsabilidade acaba sendo muito maior do que o detetive está acostumado a lidar. O envolvimento de Alex Cross também é diferente, mesmo que no 14º livro da série uma ex-namorada do detetive estava entre as vítimas do criminoso que ele estava a procura – o que não é spoiler.
Alex Cross é um dos personagens mais bem elaborados da literatura policial e fica claro, mais uma vez, a preocupação de James Patterson em fazer um personagem real e não apenas um herói. Na sua mais recente aventura, Cross se envolve diretamente com o caso, afinal, também é pai e sabe o que o presidente Coyle está passando com o sequestro de seus filhos. Além disso, ele se depara com um pequeno problema em sua própria casa e precisa dividir sua atenção sem perder o foco de sua investigação, que sempre tem algo diferente, e também sem descontar seu estresse em pessoas de sua família. Por esses e outros motivos que Alex Cross é um personagem fantástico e sempre com algo novo.
Ameaça Mortal também passa uma imagem de veracidade, ainda que tudo seja ficção. Isso acontece porque, além da Casa Branca e seus membros, o autor ainda envolve o Oriente Médio e organizações fictícias que, a exemplo do que acontece na realidade, possuem um único objetivo contra a maior potência mundial. A história ganha um rumo novo com o envolvimento dessa organização e de todos os seus membros.
Não importa o livro, os casos ou os personagens, o autor sempre surpreende. Ameaça Mortal é mais uma obra para ser lida em poucas horas e acaba sendo impossível para o leitor não ficar preso à história da primeira a última palavra. Como ainda é impossível definir o melhor livro desse gênio chamado James Patterson.

“A vida é feita de reviravoltas estranhas. Num segundo você está tentando evitar que uma pessoa o mate. Já no segundo seguinte você faz de tudo para salvar a vida dela” (pág. 184).

O Dia da Caça, James Patterson, tradução de Fabiano Morais, 1ª edição, São Paulo: Arqueiro, 2011, 224 páginas.

James Patterson é um dos autores mais lidos da atualidade, apesar de estar surgindo no Brasil apenas agora. Em mais de trinta anos de carreira, o autor lançou diversas séries, sendo que o detetive Alex Cross é um de seus protagonistas, aparecendo em diversos livros, incluindo em Cross Country, lançado originalmente em 2008. No Brasil o livro foi lançado recentemente pela Editora Arqueiro com o nome O Dia da Caça, e já podemos perceber porque Patterson já vendeu mais de 230 milhões de livros em todo o mundo.
Alex Cross, detetive do Departamento de Crimes Hediondos de Washington, é chamado para investigar o assassinato de uma família inteira, e ao chegar ao local descobre que uma das vítimas é uma ex-namorada dos tempos de faculdade. Os crimes voltam a acontecer, e uma nova família é exterminada, inclusive alguns membros que estavam na Nigéria. Isso faz com que Alex parta para o país africano buscando por esse assassino em série, e lá, enfrenta uma caça onde está dos dois lados. O detetive encontra um país passando por conflitos internos, e pessoas vivendo os mais variados horrores, desde a fome até o abuso sexual, e muito mais, e ainda usa elementos verossímeis, o que deixa a história ainda melhor.
Dividido em quatro partes, percebemos logo na primeira delas porque Patterson é um dos autores de suspense mais vendido do mundo, afinal, ao longo de todo o livro, encontramos uma história hilariante e rápida, onde se você tiver tempo, passa horas e horas com o livro na mão. Já a capa, como sou um grande defensor das brasileiras, novamente se sobressaia das demais mundo afora, com uma arte muito mais real e tipografia mais viva e bem distribuída. Com capítulos curtos, a leitura é contagiante e a escrita de Patterson é um ponto diferencial, sobretudo nas descrições, fazendo com que tudo pareça ser o mais real possível, e aí que entra o único motivo que pode afastar algumas pessoas deste livro sensacional.
Como disse, há um cenário de horror e não apenas na Nigéria, como também nos EUA, onde se passa algumas partes da história. Temos diversos massacres, abusos, um cenário de miséria e horror, e acredito que pessoas “fracas” deveriam se afastar de O Dia da Caça, que pode ser uma história muito pesada. Para os fãs do suspense com esse tipo de incremento, é uma leitura essencial e que tenho certeza despertará o interesse pelos demais livros do autor.
É impossível, ao longo do livro, não sentir algum tipo de emoção com as diversas histórias vividas por Cross; ódio por Tiger, o assassino (não, não é spoiler) ou admiração por alguma personagem. Eu particularmente gostei da coragem da jornalista Adanne, que é uma personagem com uma pequena participação, mas de suma importância, afinal, é quem revela grandes segredos em torno de toda a trama. O único um ponto em que discordei do que o autor fez foi exatamente com Adanne. “Sem dúvida, como a maioria dos homens que Adanne conhecia, tive vontade de beijá-la, mas me contive. Não queria insultá-la ou desrespeitar seus pais, ou, o que era mais importante pra mim, Bree. (pág. 139)”.
O suspense sempre foi, e sempre será, o gênero que mais me agrada, talvez por isso, é difícil encontrar algum defeito na trama de Patterson, entretanto, vale salientar que é um livro forte e sem duvidas haverão cenas difíceis para muitos leitores. Fora isso, é um dos maiores livros de suspense que li até então, e não demorará para que eu adquira os demais livros do autor, e principalmente da série de Alex Cross, que já entrou para a lista de personagens eternos.
Agradeço a atenção da Editora Arqueiro, e pelo exemplar enviado no último mês. Muitos dos livros que li nos último anos são da editora Arqueiro/Sextante, e todos eles fazem parte da lista de favoritos. Esse é só mais um que entra para esse grupo. E pretendo a voltar a ler muitos livros da editora nos próximos meses.