Título Original: The Martian
Diretor: Ridley Scott
Duração: 144 minutos
Baseado: “Perdido em Marte”, de Andy Weir
Estreia: 01 de outubro de 2015
O astronauta Mark Watney (Matt Damon) é enviado a uma missão em Marte. Após uma severa tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra.

Na época do lançamento de Perdido em Marte, um dos assuntos mais comentados foi o fato de Matt Damon ser o protagonista do longa-metragem dirigido por Ridley Scott (“Alien – O 8º Passageiro”). O motivo não poderia ser mais curioso: em um ano o ator participou de dois filmes dando vida a um astronauta perdido em outro planeta.

Depois de interpretar o Dr. Mann em “Interstellar” (2014), Damon viveu o astronauta Mark Watney em um trabalho que exigiu muito de sua já conhecida qualidade em cena. E embora em nenhum momento tenha duvidado do que ele seria capaz de fazer, me surpreendi do mesmo modo ao vê-lo tão à vontade e percorrendo brilhantemente uma linha tênue entre o drama e a comédia. Por estar sozinho em praticamente todos os momentos, o ator precisava se agigantar e isso aconteceu naturalmente.

O que contribuiu para isso foi a semelhança existente entre a sua personagem e aquela brilhantemente criada e estruturada por Andy Weir no livro de 2011. Se é possível dizer que existe alguma diferença é que no longa-metragem o humor afiado e as ironias de Mark Watney tornam-se mais contagiantes, pelo simples fato de vê-lo em ação. Com isso, mesmo os dramas vividos por ele ganham um ar cômico, dando um toque de originalidade a um filme que por si só segue uma previsibilidade natural.

Perdido em Marte, Andy Weir, tradução de Marcello Lino, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 336 páginas.
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Uma forte tempestade de areia encerra a missão Ares 3 muito antes do previsto. Com a certeza de que Mark Watney morreu, os outros tripulantes deixam Marte, mas na verdade ele está apenas ferido e provavelmente se tornará a primeira pessoa a morrer no planeta vermelho. Isso porque além de estar sozinho e sem qualquer comunicação com a Terra, seus mantimentos vão terminar muitos anos antes da chegada de resgate.

No entanto, em nenhum momento Watney pensa em desistir. Usando de suas habilidades de engenheiro e botânico, ele está disposto a fazer o que for preciso para continuar vivo e não medirá esforços para tentar contato com a Nasa e, quem sabe assim, conseguir voltar para casa.
“Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.
Então, é isso mesmo. Estou ferrado” (pág. 14).