Duas Vezes na Floresta Escura, Caio Riter, 1ª edição, São Paulo-SP: Gaivota, 2014, 164 páginas.
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Ao se mudar com o pai para uma pequena cidade sem nada para se fazer, Suzana se sente muito sozinha. Tudo que desejava era que a mãe voltasse de viagem e que ela própria pudesse ter de volta a vida que estava acostumada. Mas isso não aconteceria simplesmente por querer e, de uma forma ou de outra, ela precisava se adaptar.
Enquanto tudo não volta a ser como era, Suzana conhece novas pessoas, incluindo o enigmático César. No entanto, ainda durante o processo de adaptação, um crime bárbaro acontece e abala toda a cidade. E aparentemente apenas Suzana é capaz de solucionar esse mistério.
“Olho mais uma vez pra floresta no fim da rua. Estive lá perto hoje. Ouvi o cantar de pássaros e algo que me pareceu o ronco de um bugio. Não duvido nada que tenha macaco por lá. Até feras deve ter, e cobras, e sei lá mais o quê. Vontade de atravessar a cerca de arame farpado e me enfiar no meio daquelas árvores e me esquecer de tudo e de todos. Só eu e eu mesma. Mas é frio, senti frio lá perto. Não sei se era frio de frio mesmo.
Ou” (pág. 18).





