Amor à moda antiga, Fabrício Carpinejar, 1ª edição, Caxias do Sul-RS:
Belas-Letras, 2016, 112 páginas.
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A primeira vez que tive contato com o escritor Fabrício Carpinejar foi assistindo uma de suas entrevistas ao Programa do Jô. Na ocasião não cheguei a correr atrás de nenhum de seus livros, porém pensei: Caramba, esse cara é bom!. E após muito tempo, quando finalmente conheci a sua escrita e passei a acompanhá-lo nas redes sociais, ele não parou mais de comprovar que fiz a escolha certa ao decidir ouvi-lo. Também por isso fiquei ansioso pelo lançamento de seu novo livro.

Amor à moda antiga é a maior prova de como o escritor sempre tem algo bom para dizer. No caso, por ser uma antologia de poemas sobre o amor, suas palavras carregam muitos sentimentos e, mais do que isso, o prazer de lê-los é semelhante ao prazer de ouvi-los sendo declamados. E o mais interessante nessa experiência com o novo livro de Carpinejar é perceber como ele tratou o amor de forma tão pura e verdadeira, retratando o ciúme, as loucuras, os desejos e tantos outros detalhes como de fato o são.

E por não ser um leitor de poemas, pelo menos não no sentido de entrar em uma livraria com o intuito de procurar uma obra do gênero, não posso falar com propriedade sobre eles. Apesar disso, sempre que um poema cai em minhas mãos acabo sendo fisgado para o seu interior, embora nunca tenha acontecido como dessa vez. No fim, encontrei nas palavras de Carpinejar os sentimentos que muitas vezes não soube como expressar e sensações que estou acostumado a carregar em mim, mas que se mantinham até então guardadas à sete chaves.

Para onde vai o amor?, Carpinejar, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Bertrand Brasil, 2015, 176 páginas.
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Caro leitor, antes de iniciar a leitura do livro Para onde vai o amor? é preciso ter consciência de que você não será a mesma pessoa ao fechá-lo pela última vez. Isso se não passar algumas horas seguidas lendo e refletindo sobre tudo que é tratado por Fabrício Carpinejar em sua coletânea de crônicas de fossa, pois sendo um livro de sensibilidade extraordinária, largá-lo acaba sendo uma missão muito complicada.

Entre as piores sensações que podemos conviver em nossas vidas, a separação é de longe uma das mais dolorosas. É bem verdade que ela pode ocorrer de diversas formas e acontecer nos piores momentos possíveis, nem sempre com a necessidade de existir um culpado, mas, quando uma parte de nós nos deixa, é preciso saber conviver com a sua ausência. O que não é nada fácil!