Segundo o poeta Ferreira Gullar, imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014, “a arte existe porque a vida não basta”. Desde os mais longínquos tempos o homem busca formas de se expressar e assim que novas expressões artísticas surgiram ao longo dos séculos. Mas mesmo as mais tradicionais precisaram se reinventar e isso se deve principalmente aos artistas visionários que um dia lutaram para romper com os padrões.
No Brasil o principal movimento de rompimento aconteceu entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal de São Paulo. Na época, alguns dos principais artistas do país queriam romper com os ideais do século passado e criar uma identidade própria aos seus trabalhos, sendo necessário, para isso, seguir caminhos até então inexplorados.
Entre outros nomes, a Semana de Arte Moderna, como ficou conhecida, contou com a participação dos poetas Mário de Andrade, Menotti Del Picchia e Guilherme de Almeida, além dos pintores Anita Malfatti e Di Cavalcanti, grande organizador do evento. Seus trabalhos, no entanto, não foram totalmente compreendidos pelo público, o que costuma acontecer sempre que o tradicional é deixado de lado.
As décadas se passaram, porém o mundo das artes não deixou de enfrentar suas mudanças. A pintura, por exemplo, ganhou não apenas novas características, como também novas manifestações, entre elas o grafite. Na década de 70, artistas urbanos norte-americanos transformaram os muros de Nova York em verdadeiras telas ao ar livre e esse novo movimento conquistou cidades de todo o globo.






