A máquina de caminhar, Cristovão Tezza, seleção de Christian Schwartz, ilustrações de Bennet, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Record, 2016, 192 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Organizando eventos literários em minha cidade há quase quatro anos, tive o prazer de conhecer imortais da Academia Brasileira de Letras, escritores premiados e outros que incentivaram o meu hábito da leitura, figuras polêmicas e alguns que não se enquadram em nenhuma dessas categorias. Mas posso afirmar que nenhuma experiência foi tão marcante quanto a viagem de duas horas acompanhado de Cristovão Tezza, que faz parte do time dos premiados.

Quando o amigo Zaga Tessarine me convidou para buscar Tezza, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, tive de pensar por alguns instantes. Ele participaria, no dia seguinte, da III Semana Edgard Cavalheiro e, como um dos organizadores, ainda precisava acertar os últimos detalhes para que tudo saísse como o planejado. Mas deixei isso de lado e não demorei a aceitar o convite, sem imaginar que essa se tornaria uma das decisões mais acertadas.

Papo vai, papo vem e durante a viagem em direção à Serra da Mantiqueira falamos sobre cachaça, café, altitude, literatura e A máquina de caminhar. Ainda que brevemente, Cristovão Tezza comentou que dentro de alguns meses seria lançado, pela editora Record, um livro que reuniria algumas de suas crônicas, não por menos a leitura desta obra foi para mim como uma extensão daquele riquíssimo e inesquecível papo com um dos maiores nomes da literatura brasileira.