O Desertor, Daniel Silva, tradução de Maria Luiza Newlands da Silveira, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 304 páginas.
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O ex-espião israelense Gabriel Allon está com um novo disfarce, em uma pacata cidade da província de Úmbria, quando recebe a visita de seu antigo chefe, Uzi Navot. As notícias, no entanto, não são nada agradáveis: o desertor russo Grigori Bulganov, que já salvou a vida de Gabriel em duas oportunidades, está desaparecido.

Como existe a suspeita de que Grigori seja um agente duplo, as autoridades não se importam com o caso, mas Gabriel tem convicção de que o sumiço é, no mínimo, muito estranho. O ex-espião não pensa duas vezes antes de assumir a investigação, sem imaginar que o seu inimigo vai se aproveitar dos seus erros para sequestrar a pessoa mais importante de sua vida. Quando isso acontece, ele está disposto a tudo para se vingar.

“Tinham caído numa armadilha, como Grigori. Mas daquela vez não era uma sequestro, mas uma execução. Para sobreviver, nos próximos dez segundos, Gabriel teria de atuar na defensiva, algo que, para ele, significava romper com décadas de experiência e treinamento. Infelizmente, não tinha outra escolha, pois viera para Oxford desarmado” (pág. 72).

Anjo Caído, Daniel Silva, tradução de Claudio Carina, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2013, 272 páginas.
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Apesar de ser o menor país do mundo, o Vaticano também é palco para inúmeras polêmicas ao longo da história e disso ninguém pode discordar. Por esse e outros motivos, todo e qualquer tipo de livro ficcional que tem como base a cidade-estado ou a instituição religiosa ali sediada possui o seu charme. Com Anjo Caído não poderia ser diferente.

No 12º livro protagonizado pelo ex-agente israelense Gabriel Allon, a curadora de arte Claudia Andreatti é encontrada morta dentro da Basílica de São Pedro no mesmo dia em que iria revelar uma importante informação para o secretário pessoal do Santo Padre, monsenhor Luigi Donati.

Tentando evitar que detalhes sobre essa morte ultrapassem os limites do Vaticano, o monsenhor Donati chama Allon, que está restaurando uma das mais importantes obras de Caravaggio, para realizar uma investigação de forma discreta. Aos poucos o ex-agente descobre detalhes sobre a morte da curadora e, mais do que isso, percebe que essa morte é apenas o estopim de algo muito maior, que pode causar um conflito capaz de abalar a religião mundial.

“Ele perseguiria a verdade, não pelo general, nem mesmo por seu amigo Luigi Donati, mas por Claudia Andreatti. A imagem da mulher deitada no chão da basílica estava na atormentadora galeria de sua memória: A morte da virgem, óleo sobre tela, por Carlo Marchese.
Mulheres mortas são como cofres de banco... quase sempre contêm segredo desagradáveis...” (pág. 91).