Holy Cow: Uma fábula animal, David Duchovny, ilustrações de Natalya Balnova, tradução de Renata Pettengill, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Record, 2016, 208 páginas.
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Não pense que estou ficando louco, mas a primeira coisa que preciso deixar claro é que Holy Cow: Uma fábula animal foi escrita pela vaca Elsie Bovary. Uma vaca muito divertida por sinal. E a própria Elsie compreende o quanto é estranho ela escrever, afinal vacas não têm dedos e não conseguem segurar uma caneta, tampouco digitar em um computador, por isso que para este livro ela contou com a cow-autoria de David Duchovny, astro da série Arquivo X.
Pensando por este lado a missão de Duchovny até pode parecer irrelevante. Ora, dificilmente uma vaca que leva uma vida tão monótona teria algo importante para se contar, certo? Errado! Elsie protagonizou uma aventura digna de ser levada ao cinema e por isso a missão de seu cow-autor deixou de ser simplesmente escrever um livro qualquer; passou a ser contar uma história que tem como principal elemento a relação do homem com o mundo animal.
E toda essa aventura começou no dia em que despretensiosamente Elsie bisbilhotou a casa da fazenda e através da janela, observando o que o Deus Caixa luminoso dizia, descobriu que tudo o que acreditava não passava de uma ilusão. A única forma de ela evitar ser vítima da chamada fazenda industrial era fugir em busca de um mundo melhor e mais seguro, o que consegue fazer em companhia de Shalom, um porco rabugento que se converteu ao judaísmo, e Tom, um peru que não sabe voar mas consegue usar iPhone melhor do que muita gente. Disfarçados de humanos os três conseguem fugir da fazenda e iniciar uma inesquecível jornada.





