Incendeia-me, Tahereh Mafi, tradução de Bárbara Menezes, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 384 páginas.
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Os dois romances e dois contos da trilogia Estilhaça-me aumentaram a expectativa em relação ao último e derradeiro título da história da protagonista Juliette, personagem criada por Tahereh Mafi. E se existia algo esperado era que Incendeia-me fosse uma obra empolgante e eletrizante. No início esse aparenta ser o caso, já que nos deparamos com diálogos bem elaborados e revelações até certo ponto inesperadas.

Apesar desse início eletrizante, o livro oscila em diversos momentos e não demora a ir contra a primeira impressão. A começar pelo ritmo que nem sempre é marcado pela intensidade e por revelações, que deixam de ser frequentes e se tornam raras. A importância dos acontecimentos também acaba prejudicando o ritmo de leitura, já que muitas cenas são desnecessárias e a ação acontece apenas nos momentos finais – diferente de Estilhaça-me e Liberta-me, por exemplo, em que isso acontecia a todo instante.

Fragmenta-me, Tahereh Mafi, tradução de Bárbara Menezes, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 70 páginas.
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A escrita de histórias paralelas só pode ser um sinal de que a história original se tornou um grande sucesso, mas no caso da trilogia Estilhaça-me acontece também que outros personagens são tão adorados/odiados quanto a protagonista Juliette. O conto Destrua-me serviu para o leitor rever sua opinião sobre Warner, o que também acontece no conto Fragmenta-me, protagonizado por Adam.

Ainda que a ideia seja a mesma, ou seja, a autora Tahereh Mafi tem a intenção de se aprofundar em outro personagem entre cada um dos livros, Destrua-me e Fragmenta-me possuem resultados finais bem distintos. O primeiro é capaz de fazer o leitor simpatizar por seu narrador, no segundo o ódio pode aumentar, ainda que seja apresentado o lado emocional de Adam.

Liberta-me, Tahereh Mafi, tradução de Bárbara Menezes, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 444 páginas.
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A vida de Juliette sempre foi conturbada e sofrida, mas em nenhum momento sua emoção prevaleceu tanto, a ponto de fazê-la passar grande parte do tempo cobrando a si mesma e se sentindo um verdadeiro monstro. Apesar desse sentimento, a cobrança por uma decisão que acalme o seu coração também perturba a jovem, que vive em um mundo distópico e, à sua maneira, tenta tornar sua vida mais fácil ao buscar forças para lutar contra um governo autoritário e capaz de tudo para conquistar seus objetivos.

Com essa história, desde o livro de estreia da trilogia Estilhaça-me, a narrativa de Tahereh Mafi provou ser o grande diferencial do trabalho que conquistou tantos fãs. Como não deve ser novidade para mais ninguém, a maneira profunda como ela apresenta o mundo e seus personagens dá um ritmo próprio ao enredo. Em Liberta-me especificamente, mais do que um bom ritmo de leitura, temos respostas para algumas questões que estavam no ar e revelações surpreendentes.

Destrua-me, Tahereh Mafi, tradução de Maria Angela Amorim de Paschoal, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2013, 70 páginas.
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Com a facilidade encontrada para divulgar um trabalho através da internet, muitos autores escrevem histórias que teoricamente não fazem parte da série original, mas que também servem como presente dedicado aos fãs, que muitas vezes anseiam por novas histórias. Isso acontece com autores consagrados e também com aqueles que ainda buscam por seu espaço.

Após Estilhaça-me, intenso livro narrado pela personagem Juliette, a autora Tahereh Mafi decidiu escrever sob a visão do vilão Warner, responsável por liderar o setor 45. Foi quando surgiu o conto Destrua-me, considerado pela própria autora o volume 1.5 de sua série e que é distribuído gratuitamente pela internet.

Estilhaça-me, Tahereh Mafi, tradução de Robson Falchetti Peixoto, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2012, 304 páginas.
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A estreia da autora Tahereh Mafi no mundo literário se deu com o livro Estilhaça-me, do original Shatter Me. Mafi, que atualmente mora na Califórnia, conseguiu encantar ainda no primeiro livro da trilogia, apesar de alguns pontos que deixam a desejar.

Narrado em 1ª pessoa, o livro nos leva para as aventuras de uma jovem garota que tem o toque letal. Esse simples dom, se é que podemos chamá-lo assim, causou mudanças drásticas na vida de Juliette e por longos 264 dias ela ficou presa, para que assim não viesse a matar ninguém. A rotina de Juliette começa a mudar quando Adam Kent aparece em sua vida. Ela não demora a perceber que seu dom pode servir de arma para O Restabelecimento, uma ordem com planos nada amigáveis, apesar da ideia original de alguma forma ser boa.