Foto/Fonte das Informações: Reuters/G1
A morte de uma jovem estudante de 23 anos vítima de um estupro coletivo gerou uma série de protestos na Índia na manhã de sábado (29). Os milhares de manifestantes que participaram do protesto pediam maior proteção para as mulheres.
A agressão a essa jovem aconteceu no último dia 16, quando seis homens estupraram e a espancaram com uma barra de ferro por quase uma hora, antes de jogá-la para fora de um ônibus em movimento, em Nova Déli, capital da Índia. A vítima, que permaneceu internada em estado grave nos últimos dias, estava acompanhada de um amigo, que também foi espancado e jogado para fora desse ônibus.
O estupro chocou o país e já nos dias seguintes a população se manifestou, pedindo punições severas aos estupradores, já que apenas em 2011, mais de 500 estupros foram registrados em Nova Déli. Com a pressão sofrida, o governo anunciou que novas medidas seriam tomadas.
Após ficar mais de uma semana na Índia, onde foi operada três vezes, a jovem, que não teve sua identidade revelada, foi transferida na última quinta-feira (27) para um hospital em Cingapura. Ele teve graves ferimentos intestinais, além de lesões cerebrais e infecção pulmonar, e chegou a ter uma parada cardíaca. Seu estado de saúde era extremamente crítico e veio a falecer às 4h45 (horário local) de sexta-feira (28). O diretor do hospital em Cingapura disse: “Apesar de todos os esforços da equipe de oito especialistas do hospital Mount Elizabeth para mantê-la estável, sua condição continuou a piorar nesses dois últimos dias. Ela sofreu insuficiência severa de órgãos após os graves danos ao seu corpo e cérebro. Ela foi corajosa em sua luta pela vida por tanto tempo, mas o trauma sentido pelo seu corpo foi severo demais para superar”.
Com a morte da vítima, a polícia informou que os seis homens foram acusados oficialmente de assassinato e ainda pediu que a população se manifestasse apenas de forma pacífica, para evitar assim mortes e feridos, como aconteceu em outros protestos nos últimos dias – no domingo um policial foi morto.
Todos os agressores foram presos e serão julgados a partir do dia 3 de janeiro, aceitando o protesto da população que exigia que esse processo acontecesse o quanto antes. Os seis agressores podem ser condenados à prisão perpétua – punição máxima a esse crime na Índia -, porém os manifestantes pedem que o estupro passe a ser punido com a pena de morte.

Em evento realizado em Las Vegas, Estados Unidos, a Miss Universe Organization coroou pela 61ª vez a mulher mais linda do mundo no concurso Miss Universo. Olivia Culpo, representante dos Estados Unidos, foi eleita e substitui a angolana Leila Lopez, Miss Universo 2011.
O concurso de beleza mais importante do mundo foi criado em 1952 e é também um dos eventos mais assistidos. Em suas 61 edições, os Estados Unidos, com 8, e a Venezuela, com 6 títulos, são os maiores vencedores. Com dois títulos, o Brasil é o quinto colocado no ranking geral.
Em 2012 o Miss Universo contou com a participação de representantes de 88 países, sendo que Gabão e Lituânia fizeram suas estreias no concurso. Na primeira parte do evento, todas as misses desfilaram de biquíni e logo foram escolhidas as 16 semifinalistas. Em seguida, intercalando entre apresentações musicais, especiais sobre a vida das misses e sobre os dias que antecederam o concurso, o evento prosseguiu até que foram escolhidas as 10 mulheres mais bonitas do mundo.
As dez escolhidas desfilaram em elegantes trajes de gala, antes da escolha das cinco finalistas. Além de Olivia Culpo, que viria vencer o concurso, Renae Ayris (Austrália), Janine Tugonon (Filipinas), Irene Esser (Venezuela), e a brasileira Gabriela Markus foram as demais finalistas.
Antes do resultado final, as misses desfilaram ao som do australiano Timomatic e responderam as perguntas dos jurados. Para os especialistas, a resposta de Culpo para a pergunta da mexicana Ximena Navarrete foi determinante para o resultado final. Navarrete, Miss Universo 2010, perguntou sobre uma experiência de sua vida que Culpo não repetiria e a americana respondeu: “De cada experiência, seja boa ou má, se aprende algo. Assim é a vida. Arrependo-me de não ter sido mais carinhosa com meus irmãos quando pequena, porque quando crescemos nos damos conta de quanto os queremos realmente”. Mas Gabriela Markus também se saiu bem ao ser perguntada sobre a imagem passada por uma mulher de biquíni. Respondendo em português, Gabriela disse que “o que importa é mostrarmos quem somos interiormente e o que temos no coração”.
O evento ainda divulgou o resultado de outras premiações, como o de Miss Simpatia, título que ficou com a guatemalteca Laura Godoy; Miss Fotogênica, que foi eleita Diana Avdiu, representante de Kosovo; e o de Melhor Traje Típico, escolhido o traje da chinesa Ji Dan Xu.
Por fim, na anunciação do resultado final, a brasileira Gabriela Markus tinha grandes chances de ser eleita Miss Universo, porém ficou apenas na 5ª posição, seguida por Renae Ayris e Irene Asser. Janine Tugonon e Olivia Culpo estavam de mãos dadas quando os apresentadores nomearam a americana como a Miss Universo 2012. É o primeiro título dos Estados Unidos desde 1997, quando Brook Mahealani Lee venceu o concurso.
Após o evento, Gabriela Markus foi uma das mais assediadas pelos fãs. Gabriela revelou que as candidatas latinas estavam lhe apoiando e que os próprios americanos torciam por ela, considerada por muitos a mais bonita do concurso e real merecedora do título.
Muitos contestaram o resultado da Miss Universo 2012 por inúmeros motivos. O fato de Olivia Culpo, de 20 de anos, ter apenas 1,66 de altura – valor considerado baixo para um concurso de beleza – predominou nas críticas, porém pelo próximo ano Culpo tem uma importante missão: além de ser considerada a mulher mais bonita do mundo, participará de diversas ações sociais mundo afora, afinal esse é o principal objetivo do concurso.

O futebol brasileiro está em festa. Em poucos dias, dois dos maiores clubes do país conquistaram importantes títulos internacionais, provando que apesar do péssimo momento da seleção, que trocou de treinador às vésperas da Copa das Confederações, o Brasil jamais deixará de ser o país do futebol. Na quarta-feira (12), a América do Sul foi pintada de vermelho, branco e preto. No domingo (16), o mundo foi pintado de preto e branco. A semana terminou com o planeta bola pintado de verde e amarelo.

A campanha rumo ao título inédito
Antes de chegar a sua primeira final da Copa Sul-Americana, o São Paulo Futebol Clube precisou enfrentar duas fases, sempre disputando jogos no formato mata-mata. Na fase nacional da competição, o São Paulo enfrentou o Bahia e venceu as duas partidas por dois gols, garantindo sua vaga na fase internacional da competição.
Nas oitavas-de-final, que aconteceu em 25 de setembro e 25 de outubro, o São Paulo enfrentou a LDU de Loja, do Equador. Diferente da experiente LDU de Quito, o time equatoriano não tem qualquer tradição no futebol sul-americano, porém conseguiu dois empates contra o time brasileiro: 1 a 1 em Loja e 0 a 0 em São Paulo. No agregado o time paulista se classificou devido ao gol marcado fora de casa.
Considerado por alguns como o time a ser batido nessa competição, o time campeão da Sul-Americana 2011, Universidad de Chile, não deu qualquer tipo de trabalho para o São Paulo, que marcou dois gols no jogo de ida, no Chile, e cinco no jogo de volta.
Também contra um time chileno, na semifinal o São Paulo repetiu os resultados dos jogos contra a LDU de Loja e conquistou a classificação para a final após empatar contra a Universidad Católica por 1 a 1 no Chile e 0 a 0 no Brasil.

Lucas se despede do São Paulo com título e promete voltar
Independente do esporte, a cada novo confronto entre brasileiros e argentinos a rivalidade aumenta e ganha capítulos que muitas vezes poderiam facilmente ser evitados, por ambas as partes. Dessa vez uma confusão entre brasileiros e argentinos colocou ponto final na atual edição da Copa Sul-Americana, segunda competição mais importante da América do Sul.
Na final entre São Paulo e Tigre da Argentina, o favoritismo era todo do time brasileiro, acostumado a conquistar títulos nacionais e internacionais. Para o São Paulo, era a tentativa de conquistar o 12º título internacional de sua história; já o Tigre tinha a chance de colocar seu nome entre os maiores clubes do futebol argentino. Independente de quem faturasse a Copa Sul-Americana de 2012, seria um campeão inédito.
O primeiro jogo da final aconteceu no último dia 05 de dezembro em La Bombonera, o lendário estádio do Boca Júniors. Em uma partida difícil e marcada pelo fraco futebol das duas equipes, o primeiro jogo da final mostrou que a inexperiência do Tigre em uma importante competição faria a diferença, mas para o lado negativo. Fazendo uma marcação pesada e agressiva, o time argentino anulou os principais jogadores brasileiros com o uso de faltas duras. Ao se envolver em uma confusão, o craque Luís Fabiano chegou a ser expulso, mudando todos os planos do técnico do São Paulo, Ney Franco. No final, o time voltou para o Brasil apenas com um empate sem gols.
A hora da verdade aconteceu uma semana depois, no místico 12 de dezembro de 2012. A partida realizada no Estádio do Morumbi tinha um gostinho especial para imensa torcida do tricolor paulista e poderia coroar duas gerações distintas. Em campo dois dos atuais ídolos do tricolor: o goleiro Rogério Ceni e o jovem craque Lucas, que fazia sua última partida pelo São Paulo, já que foi contratado pelo Paris Saint-Germain, e tentava seu primeiro título como profissional. Era a última chance para a torcida ver Lucas jogando com a camisa são-paulina e agradecer por tudo o que o craque fez pelo time nos últimos anos. Uma linda festa foi preparada para essa despedida, mas essa festa só estaria completa com o título.
Quando a partida de volta teve início, os jogadores do São Paulo mostraram que, diferente do primeiro jogo, o nervosismo característico de uma decisão não iria impedir o bonito futebol. Durante todo o primeiro tempo, os jogadores brasileiros fizeram o que não conseguiram em La Bombonera e foram superiores, criando as principais chances de gol. Rogério Ceni nem chegou a ser ameaçado.
Mesmo com a quantidade de faltas duras cometidas pelos argentinos, o tricolor paulista encontrou espaço e aos 22 minutos de jogo, após jogada de Jadson e William José, a bola sobrou para Lucas, que não desperdiçou e marcou seu último gol com a camisa do São Paulo. Com o resultado, o time já garantia o seu primeiro título da Sul-Americana, porém ainda era um resultado perigoso e precisava de ao menos mais um gol para todos se tranquilizarem.
O segundo gol veio poucos minutos depois, quando Lucas deu um ótimo passe para Osvaldo, que invadiu pelo lado direito e mandou por cima do goleiro argentino. Um bonito gol, que deixou os mais de sessenta mil torcedores presentes eufóricos com o quase certo título.
Para o Tigre, a missão que já era difícil com apenas um gol de diferença se tornou quase impossível. Foi então que os argentinos deixaram a bola de lado e o número de faltas apenas aumentou. Antes do apito final, Orban acertou uma cotovelada em Lucas, que caiu ao chão com o nariz sangrando e precisou de atendimento, mas ao voltar para o jogo sofreu uma nova falta. Era o jogador mais caçado em campo.
Com o apito final, Lucas provocou o jogador argentino ao mostrar o sangue em seu curativo e isso apenas motivou toda a confusão, que envolveu jogadores e funcionários das duas equipes. Seguranças e policiais também precisaram intervir antes dos jogadores irem para seus respectivos vestiários. Quinze minutos depois, o São Paulo voltou a campo, porém o Tigre continuou no vestiário, alegando que seus jogadores haviam sido agredidos por funcionários do clube paulista.
O árbitro da partida, Enrique Osses, esperou pela volta dos argentinos por 30 minutos, o que não aconteceu. Como eles se recusaram a voltar ao campo, Osses encerrou a partida e com o resultado de 2 a 0, o São Paulo conquistou, de forma invicta, o único título internacional que faltava em sua história. Os são-paulinos receberam suas medalhas e quando a taça lhe foi entregue, o capitão Rogério Ceni chamou Lucas, que emocionado levantou o seu primeiro troféu pelo time que o projetou para o futebol mundial.
Já no dia seguinte, o vice-presidente da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), Eugenio Figueredo, declarou que acontecerá uma investigação antes de definir o resultado final da Sul-Americana de 2012. Em entrevista para uma rádio uruguaia, Eugenio disse: “O juiz não pode finalizar nenhuma partida, apenas suspender. É a Confederação que decide. Esperamos os informes da polícia para estudar as possíveis punições. A última palavra não está dita”.
Apesar da declaração de Eugenio, e de saber que o título ainda não está garantido, a torcida são-paulina comemora o fim de um jejum que já durava quatro anos e também a chance de disputar a Recopa Sul-Americana de 2013 contra o arquirrival, campeão da Libertadores da América de 2012 (Imagem da Semana 79#).

O mundo pintado de preto e branco
Em junho de 2002, o Brasil acordou mais cedo em uma manhã de domingo para assistir um dos jogos mais importantes da história do futebol brasileiro, realizado em Yokohama no Japão, e que daria o quinto título mundial para a seleção brasileira. Dez anos e alguns meses depois, milhões de brasileiros novamente acordaram cedo, dessa vez para assistir a partida final do Mundial Interclubes da FIFA 2012, realizada no mesmo estádio e com a presença de uma torcida tão apaixonada como aquela que festejou um título dez anos atrás.
Representando o futebol sul-americano, o Sport Club Corinthians Paulista colocou seu nome na história. Uma verdadeira invasão alvinegra tomou conta da Terra do Sol Nascente. No Brasil, corintianos torciam por mais um importante título; os adversários torciam pelo time rival, o Chelsea da Inglaterra; os demais amantes do futebol torciam apenas por um título brasileiro. Foi sofrido e com um único gol. Foi como a fiel torcida está acostumada.
Ao entrar em campo, os onze jogadores alvinegros sabiam da importante batalha que estava se iniciando. Não era um jogo qualquer, não era um adversário qualquer. Do outro lado do campo estava o Chelsea, atual campeão da Liga dos Campeões da Europa (Imagem da Semana 72#) e que derrotou o Barcelona de Lionel Messi, campeão do Mundial em 2011 (Imagem da Semana 51#).  Seria um jogo difícil. Seria uma verdadeira final de Copa do Mundo.
Com esquemas táticos parecidos, as duas equipes iniciaram o jogo de forma diferente. Os primeiros minutos mostravam que aparentemente o Chelsea partiria pra cima, em busca de um gol, enquanto o Corinthians esperaria pela oportunidade de contra-ataques. O time inglês tinha o porquê realizar esse tipo de jogo, já que seu elenco era recheado de estrelas do futebol internacional, ao contrário do Corinthians, formado em sua maioria por atletas brasileiros e com poucos jogadores de seleções nacionais. Mas os jogadores desconhecidos foram superiores do que os gigantes do Chelsea.
As principais chances de gol foram do Chelsea, mas quando chegou ao gol do experiente goleiro Petr Cech, os brasileiros assustaram. Eles também se assustaram quando o zagueiro Cahill cabeceou na pequena área do Corinthians e foi travado pelo zagueiro Chicão. No rebote, o próprio Cahill tentou chutar, porém brilhou a estrela do goleiro Cássio, que parou o ataque dos Blues e mais tarde foi considerado o melhor jogador da partida.
Pouco depois da metade do primeiro tempo, o Corinthians deixou de esperar o time adversário e partiu pra cima, sentindo-se mais presente no jogo. Paulinho e Paolo Guerrero tentaram sem êxito abrir o placar e ainda viram outras grandes defesas do goleiro Cássio. O jogo estava lá e cá quando o árbitro turco Cüneyt Çakir apitou, encerrando o primeiro tempo.
Após o intervalo, as duas equipes tinham apenas um objetivo: marcar o gol que resultaria no título mais importante do ano. Apesar disso, parecia que apenas o Corinthians estava com fome de bola e o volante Paulinho já aparecia mais no ataque, assim como tem acontecido desde antes do título Brasileiro em 2011 (Imagem da Semana 49#). O Chelsea até assustou novamente, porém foi o time alvinegro que marcou o primeiro e único gol da partida.
Aos 23 minutos, em um lance chorado, a bola sobrou para Danilo, que cortou o adversário e ao chutar foi prensado. A bola subiu e foi de encontro com um dos craques do Corinthians, o peruano Guerrero, que desviou de cabeça e mandou a bola para o fundo das redes. O título, que muitas vezes foi considerado improvável de acontecer, estava próximo de se concretizar.
Os jogadores do Chelsea sentiram o gol e poucos minutos depois o brasileiro David Luiz cometeu uma falta no meio de campo e foi punido com um cartão amarelo. Em seguida, o treinador espanhol Rafa Benítez colocou Oscar em campo e a esperança inglesa estava nos pés do brasileiro, que a cada jogo conquista a torcida dos Blues.
Mas nem Oscar, nem Ramires, Frank Lampard, Juan Mata ou Fernando Torres resolveram. Torres até tentou, mas ou parava nas mãos do goleiro Cássio, ou aparecia em posição de impedimento. Quando Torres conseguiu colocar a bola no fundo das redes, o auxiliar levantou a bandeira, confirmando a posição irregular. Já não tinha mais tempo. O poderoso Chelsea havia sido derrotado pelo Corinthians e o bando de loucos poderia gritar, em qualquer parte do planeta, que o mundo havia sido pintado de preto e branco e que todos os amantes do futebol agora precisavam reverenciar o time de Parque São Jorge, dono do mundo pelos próximos doze meses.

O mundo da arquitetura perdeu na última quarta-feira (05) um dos seus maiores gênios, o brasileiro Oscar Niemeyer. Às vésperas de completar 105 anos, Niemeyer estava internado no Hospital Samaritano, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde faleceu às 21h55, deixando uma imensa obra admirada por leigos e arquitetos do mundo todo.
Fernando Gjorup, médico do arquiteto, disse que mesmo aos 104 anos, Oscar Niemeyer pensava em continuar trabalhando e tinha novos projetos em mente. Ele ainda afirmou que até a manhã de quarta-feira, quando foi sedado, Niemeyer continuava lúcido e chegou a conversar com a equipe sobre o assunto, além de nunca falar sobre a morte.
O corpo de Oscar Niemeyer foi levado a Brasília, cidade que projetou durante o mandato de Juscelino Kubitschek, onde foi velado no Palácio do Planalto. A cerimônia, que também foi aberta ao público, contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, do vice-presidente Michel Temer e do senador José Sarney. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, também participou do velório. Como homenagem, os presentes fizeram um minuto de silêncio.
Após o velório em Brasília, o corpo do arquiteto seguiu no avião presidencial de volta ao Rio de Janeiro, onde foi velado por parentes e amigos durante a madrugada de sexta-feira. Às 8h30 as portas do Palácio da Cidade foram abertas ao público, que foram até o local para prestar a última homenagem a Niemeyer. Um ato ecumênico, reunindo representantes de algumas religiões, marcou o velório do arquiteto que era ateu.
Vera Lúcia Cabreira, esposa do arquiteto, permaneceu ao lado do caixão durante todo o dia. O poeta Ferreira Gullar, o prefeito do Rio de Janeiro, bem como o governado do estado, e a viúva do amigo Luiz Carlos Prestes também comparecem ao local.
Por volta das 17h, o corpo foi levado ao Cemitério São João Batista, onde foi enterrado ao som da música Cidade Maravilhosa. Era o fim da história carnal de um homem que será lembrado para todo o sempre por suas curvas e projetos arquitetônicos únicos.

Repercussão Internacional
A morte de Niemeyer foi destaque em jornais do mundo todos e suas principais obras também foram lembradas. No francês Le Monde, Niemeyer foi chamado de “O arquiteto da sensualidade”; já o espanhol El Mundo disse que Niemeyer era o “último símbolo do século XX”; por fim, a BBC destacou a fidelidade do brasileiro aos ideais comunistas.

Vida e Obra
Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares nasceu no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907. Em seus primeiros anos de vida, Niemeyer frequentou clubes e viveu na boêmia, mas casou-se cedo com Anita Baldo, com quem teve uma única filha: Anna Maria Niemeyer (1930-2012).
Após o casamento ele se afastou da boêmia e dedicou seu tempo ao trabalho e aos estudos, se formando na Escola Nacional de Belas Artes em 1934, ano em que começa seus primeiros projetos arquitetônicos. Apesar de já estar formado, o primeiro projeto individual foi a Obra do Berço, inaugurado apenas em 1938 e que já possuía algumas características que seriam marcantes na obra do arquiteto.
Com o passar dos anos, Niemeyer participou do projeto do edifício que seria sede do Ministério da Educação e Saúde. O edifício, concluído em 1943, reuniu importantes nomes da arquitetura da época e é considerado o primeiro marco da Arquitetura Moderna no Brasil.
Antes disso, em 1939, ele foi chamado para ir à Nova York onde projetou o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial realizada na cidade entre 1939 e 1940. O projeto não existe mais, porém já possuía as curvas que ganhariam fama a partir da década de 40, quando Oscar Niemeyer conheceu Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, e este encomendou a construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, um cartão-postal da capital mineira.
Os projetos se superavam e com isso o brasileiro ganhava fama internacional. Isso rendeu o convite para integrar o grupo que desenvolveu o prédio da sede das Nações Unidas. Por ser comunista, Niemeyer encontrou dificuldade para entrar nos Estados Unidos, porém foi ele o responsável pela ideia do prédio construído entre 1949 e 1952.
Voltando ao Brasil, iniciam os projetos de diversas outras obras construídas a partir de ideias de Niemeyer, como o Parque do Ibirapuera e o Edifício Copan, ambos em São Paulo. Já com a eleição de Juscelino Kubitschek em 1956, surgiu o projeto de uma nova capital federal e Oscar Niemeyer participou ativamente da construção de Brasília, cidade levantada em tempo recorde. Entre as principais obras na atual capital federal, estão o Palácio da Alvorada, o Edifício do Congresso Nacional, a Catedral de Brasília, entre outros.
Durante parte da Ditadura Militar, o arquiteto é impedido de trabalhar no Brasil e por isso se muda para Paris, onde permanece durante anos. Nesse período, o nome de Niemeyer, que já era reconhecido internacionalmente, se torna ainda mais respeitado, principalmente pelo fato de suas obras serem construídas em várias partes do mundo, como na Argélia e na própria França.
Ao voltar para o Brasil, já na década de 80, projeta o Memorial JK e o Sambódromo do Rio de Janeiro, onde além dos desfiles de escolas de samba do carnaval carioca acontecem outros eventos, sejam eles esportivos ou não. Já com 84 anos, Oscar Niemeyer projeta o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, uma de suas mais belas e importantes obras.
Às vésperas de completar 100 anos, perde a esposa Anita Baldo e ainda trabalhando, projeta o museu que leva seu nome e que foi construído em Curitiba. Na mesma época o Auditório do Ibirapuera e o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer, na Espanha, também são projetados. Aos 99 anos, se casa com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, 39 anos mais jovem.
Já com 101 anos, Oscar Niemeyer é internado e a partir de então deixa de ir diariamente ao seu escritório em Copacabana, mas continuava lúcido e trabalhando normalmente. Porém, aos poucos a saúde do arquiteto começa a fragilizar, sendo internado diversas vezes em seus últimos dois anos de vida. Em junho de 2012 perde sua única filha, Anna Maria, e vive os últimos meses entre o hospital e sua casa, até que vem a falecer na noite da última quarta-feira, aos 104 anos, deixando arquitetos e seguidores do mundo inteiro órfãos de um grande gênio das curvas; um verdadeiro orgulho para todo o povo brasileiro.

“Não é o ângulo reto que me atrai. Nem a linha reta, dura, inflexível criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual. A curva que encontro nas montanhas do meu país. No curso sinuoso dos sentidos, nas nuvens do céu. No corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo” – Oscar Niemeyer sobre o Edifício Copan.

Oscar Niemeyer - 15/12/1907 - 05/12/2012

Foto/Fonte das Informações: Alexandre Durão/G1
Durante os últimos dias, redes sociais e ruas de algumas cidades se transformaram em um palco de protestos, onde os manifestantes pediam que a presidente Dilma Rousseff vetasse o projeto de lei 2.565, aprovado no Congresso, que visava à redistribuição dos royalties do petróleo – tributos pagos ao governo federal pelas empresas que exploram o petróleo.
Na última segunda-feira (26), manifestantes se reuniram na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio de Janeiro, ao lado de políticos e artistas. Pessoas de várias partes do estado também participaram do manifesto Veta Dilma, que contou com bandeiras, faixas e cartazes, além de rostos pintados com as cores da bandeira do Rio de Janeiro. O governo se envolveu a ponto de que o prefeito Eduardo Paes e o governador Sérgio Cabral decretaram ponto facultativo a partir das 14h da segunda-feira.
Nos dias seguintes a discussão sobre o tema continuou envolvendo o Brasil inteiro e sendo destaque nas principais mídias, até que na sexta-feira (30), a presidente decidiu vetar o artigo 3º que diminuía a parcela dos royalties e da participação dos contratos em vigor, assim como queriam os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, maiores beneficiados.
O anúncio da decisão da presidente Dilma aconteceu durante uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto, com a presença dos ministros Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, Ideli Salvatti e Edison Lobão. Em relação ao artigo 3º, Hoffmann, ministra da Casa Civil, declarou: “O veto colocado ao artigo 3º na lei criada pelo Congresso resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a correção das distribuições dos percentuais de royalties ao longo do tempo”. Já Mercadante, ministro da Educação, disse que os contratos passados não foram modificados para evitar uma tensão federativa.
Com as alterações, os estados e munícipios não produtores, que atualmente recebem 1,75% e 7%, passam a receber 21%, nas duas situações; em 2020 essa porcentagem aumenta para 27%. Enquanto isso, os estados e munícipios produtores, que recebem 26% e 26,25%, passam a receber 20% e 15% no próximo ano.
Alguns parlamentares se manifestaram após o veto da presidente. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse: “O governo prefere continuar fazendo cortesia com o bom chapéu alheio, ao destinar os recursos para educação. Imagino que o Congresso deveria reagir a este veto, uma vez que cabe ao governo e à União compensar eventuais perdas aos estados produtores”. Já o petista Lindbergh Farias, senador pelo Rio de Janeiro, parabenizou a presidente e ainda disse: “Para a gente o veto foi muito bom. O Rio de Janeiro agradece. A presidente Dilma teve uma decisão muito equilibrada. Ela acaba com a violência contra os estados. Sobre os royalties, eu acho que foi a posição mais acertada do governo”.

Quis o destino que a temporada mais equilibrada da história da Fórmula 1 terminasse em uma corrida que pode ser considerada a mais emocionante da história. E mais uma vez ficou provado: Interlagos é um espetáculo a parte.
No início do ano, quando as equipes preparavam seus carros para a 63ª temporada da principal categoria do automobilismo, ninguém apostava que a Fórmula 1 pudesse voltar a ser disputada corrida a corrida; ninguém imaginava  que um piloto da Ferrari, escuderia italiana que no último ano conseguiu apenas uma vitória, chegasse na última corrida com chances de título. Mas o que o espanhol Fernando Alonso fez ao longo da temporada foi apenas o retrato de um ano em que não houve um soberano. Seja entre pilotos ou construtores.
No GP da Austrália, primeira corrida da temporada, a Pole Position de Lewis Hamilton e a vitória de Jenson Button, ambos britânicos, deu a falsa ideia de que a McLaren estaria na disputa até o final, já que a Ferrari ainda aparentava não ter condições de levar seus pilotos muito longe. Essa ideia passou a mudar logo na corrida seguinte, no GP da Malásia, quando Fernando Alonso venceu sua primeira corrida no ano.
Por mais cinco corridas o vencedor não se repetiu. Nico Rosberg (Mercedes), Pastor Maldonado (Williams), Lewis Hamilton e os dois pilotos da RBR, Mark Webber e Sebastian Vettel, conseguiram chegar na primeira posição nas corridas seguintes. Até então, Vettel, grande favorito ao título, não mostrava o mesmo rendimento de 2011, quando foi bicampeão (Imagem da Semana 41#) de forma incontestável.
O primeiro a vencer duas vezes na temporada foi o próprio Alonso, quando subiu ao lugar mais alto do pódio no GP da Europa. Feito que conseguiu novamente duas corridas depois, na Alemanha. As três vitórias de Alonso tiraram de Vettel seu favoritismo e faltando nove corridas para o final, todos apostavam no tricampeonato de Fernando Alonso das Astúrias. Só se esqueceram do talento de Sebastian Vettel.
A partir da segunda metade do campeonato o rendimento de Alonso caiu, enquanto Vettel voltou a ser o grande nome da temporada. O primeiro passo para uma reviravolta aconteceu no GP de Cingapura, onde Vettel conquistou a primeira de uma série de quatro vitórias. Faltando três corridas para o final, Vettel já estava na frente de Alonso com uma diferença de 13 pontos.
Alonso, que no primeiro momento era a caça, se tornou o caçador. Com 75 pontos em disputa, ele precisava tirar essa diferença caso quisesse conquistar o seu tricampeonato da Fórmula 1. Ao subir no pódio em Abu Dhabi, mostrou nos dedos da mão que faltavam duas corridas; nos Estados Unidos fez o mesmo, mas agora faltavam apenas uma corrida e ele estava a 13 pontos do líder Vettel. Para Alonso, restava apenas contar com sua inegável sorte e com as situações que só acontecem em Interlagos. E que em 2012 voltaram a acontecer.

A Corrida do Título
Um dos fatores que poderiam ajudar Fernando Alonso era a chuva, elemento comum no GP do Brasil. Mas, além de torcer por água, o espanhol precisava vencer e torcer para que o líder do campeonato chegasse ao menos em quinto. Uma tarefa difícil até mesmo para o sortudo Alonso.
Logo na largada, a Ferrari mostrou que iria lutar bravamente para que seu piloto fosse o campeão. Os ferraristas partiram pra cima. Alonso subiu de sétimo para quarto, enquanto Felipe Massa do quinto passou para o segundo lugar. Atrás deles, Sebastian Vettel bateu no brasileiro Bruno Senna (Williams) e caiu para a 20ª posição. Fernando Alonso pôde sentir o gostinho do título, mas isso durou muito pouco.
Como já havia acontecido em outras corridas, Vettel fez uma brilhante corrida de recuperação e não demorou muito para ultrapassar os carros lentos das pequenas equipes da categoria e chegar à zona de pontuação.
Cerca de quinze voltas depois do início da prova, a chuva apertou. Isso era tudo o que Alonso queria. Todos os pilotos foram obrigados a entrar nos boxes para a troca de pneus, porém a chuva logo parou e Nico Hulkenberg (Force India) e Button, que não pararam, se deram bem. Eram os líderes, seguidos por Hamilton, Alonso e Vettel quando o Safety Car entrou na pista na 23ª volta e ali permaneceu por mais seis.
Na relargada, novamente com a pista molhada, Vettel não deu resistência para as ultrapassagens de Kamui Kobayashi (Sauber) e Massa. O alemão parecia saber que o sétimo lugar seria suficiente para o seu título.
Pouco tempo depois, a chuva era forte quando Hamilton ultrapassou Hulkenberg e pulou para a primeira posição. Atrás, Vettel não conseguia se comunicar com sua equipe, mas recebeu ordem para entrar no box para a troca de pneus. Uma decisão arriscada de um piloto que sabia que qualquer falha – na pista ou na estratégia – poderia resultar na perca do título. Ele voltou em décimo e precisava novamente se recuperar.
Nas primeiras posições, Hamilton, que fazia sua última corrida pela McLaren teve tempo de saborear a liderança por apenas algumas voltas. Isso até carros retardatários apareceram na sua frente e durante uma curva, ele acabar se chocando com Hulkenberg, que tentava recuperar a primeira posição. Pior para Hamilton, que se despediu da equipe onde passou grande parte da sua vida abandonando uma prova; Hulkenberg, que de qualquer forma fazia uma prova excepcional, precisou passar pelos boxes como forma de punição.
Nessa altura da corrida, Vettel novamente trocou os pneus e dessa vez voltou em 11º lugar. Com Alonso subindo ao pódio, o título seria do espanhol, mas ainda faltava muita corrida pela frente e ele também precisou parar.
Voltando na mesma posição, o espanhol não se esforçou para ultrapassar Felipe Massa e com a 2ª posição, era preciso que Vettel chegasse ao menos em oitavo para que o título permanecesse com Alonso. Buscando recuperar o título, Vettel ultrapassou cada um dos pilotos a sua frente, até que chegou Michael Schumacher (Mercedes). Quem pensava que o heptacampeão pudesse dar alguma resistência ao compatriota se enganou. Ao ultrapassar Schumacher e garantir a 6ª posição, apenas uma vitória de Alonso tirava o título do alemão.
Com 21s atrás de Button, a missão de Alonso era praticamente impossível e tudo piorou quando Paul Di Resta (Force India) se acidentou e o Safety Car voltou à pista, faltando duas voltas para o final. O título de Vettel estava garantido, porém ninguém de sua equipe ousou comemorar. Na última curva, o carro de segurança deixou a pista para que os pilotos passassem pela bandeira quadriculada. Faltando uma curva e agora apenas 2s atrás do líder, havia uma pequena chance de Alonso ultrapassar Button, mas o samurai espanhol nem tentou e com isso Sebastian Vettel se tornou o piloto mais jovem a conquistar um tricampeonato, ficando com três pontos a mais do que Alonso. Além de Button e Alonso, Felipe Massa também subiu ao pódio e ficou visivelmente emocionado por mais uma vez estar entre os três melhores em uma corrida no Brasil.
Com o título, Vettel ainda se igualou a Michael Schumacher (2000-2001-2002) e o argentino Juan Manuel Fangio (1954-1955-1956) como os únicos a conquistarem três títulos seguidos. Sua equipe, a RBR, também conquistou o tricampeonato de construtores, deixando Ferrari em segundo e McLaren logo atrás.

Despedida de um gênio
Após conquistar sete títulos, cinco deles seguidos, Michael Schumacher se despediu da Fórmula 1 em 2006. Para os amantes da categoria, um piloto que faria muita falta, mesmo com todas as suas características que muitas vezes não agradou. Longe da categoria em que se tornou rei, continuou ligado ao automobilismo, participando de treinos da Ferrari e também de provas importantes de kart, por exemplo. Em 2009, foi anunciado como novo piloto da Mercedes e no ano seguinte voltou para a Fórmula 1.
Nas três temporadas após o seu retorno, Schumacher não repetiu as mesmas atuações de quando era mais jovem e subiu apenas uma vez ao pódio. Um retorno talvez desnecessário, porém que deu mais uma chance dos amantes do automobilismo rever um dos seus maiores gênios. Com a sétima posição no GP do Brasil, Schumacher se despede de vez das pistas e mesmo com um desempenho abaixo do que o esperado, o gênio fará muita falta.

Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com
Assim como em 2011, quando o Palmeiras participou do jogo que deu o título do Campeonato Brasileiro ao Corinthians (Imagem da Semana 49#), a equipe paulista novamente entrou em campo no jogo que deu o título do Campeonato Brasileiro 2012 ao Fluminense Football Club.
O Fluminense, comandado pelo experiente Abel Braga, fez uma das melhores campanhas desde que o campeonato passou a ser de pontos corridos e com a participação de vinte clubes. Desde o início do campeonato, a equipe carioca dividiu a atenção com o Atlético-MG, outro clube de destaque na competição de 2012. Porém, foi o Fluminense que chegou na 35ª rodada já com chances de conquistar o título.
A arrancada rumo ao tetracampeonato do Fluminense começou na 22ª rodada, quando o Atlético-MG empatou com o Bahia e com a vitória do time carioca sobre o Santos, o time assumiu a ponta e não deixou mais escapar a liderança. Com o passar das rodadas, o time liderado pelo craque Fred mostrou a sua superioridade e um futebol bonito, que além de encantar os admiradores, também quebrou recordes, sendo que o mais expressivo foi o de aproveitamento: 72,4% faltando ainda três rodadas para o final.
Ao entrar em campo em Presidente Prudente-SP pela 35ª rodada contra o Palmeiras, atual campeão da Copa do Brasil (Imagem da Semana 80#), o time carioca sabia que encontraria certa dificuldade, já que além de vencer, dependia dos resultados de Atlético-MG e Grêmio, que mesmo que remota, ainda tinha chances de título. Apesar de ser a melhor equipe, com o melhor ataque e a melhor defesa, o time carioca sabia também que não teria vida fácil para vencer seu jogo contra o Palmeiras, já que o time comandado por Gilson Kleina precisava vencer para continuar vivo em busca de sua permanência na Série A. E realmente não foi fácil.
Como tem acontecido nas últimas rodadas, o Palmeiras chegou mais vezes ao gol, porém a bola insistia em não balançar as redes do goleiro Diego Cavalieri, ex-jogador do Palmeiras e discípulo de Marcos, que pendurou as luvas no início do ano (Imagem da Semana 53#). Isso aconteceu principalmente no segundo tempo, mas antes o Fluminense teve várias chances de abrir o placar. O goleiro Bruno evitou o gol algumas vezes e contou com a ajuda da trave em outras oportunidades. Porém a insistência foi tanta que nos últimos minutos do primeiro tempo, após jogada de Rafael Sóbis e tentativa de Gum, o goleiro alviverde espalmou a bola que sobrou para Fred, que fez o que está acostumado: o gol.
Ao voltar do intervalo, o Palmeiras tinha uma única obrigação: marcar dois gols. A vida do time alviverde não está fácil e na ocasião piorou ainda mais no início do segundo tempo, quando Fred – sempre ele – em jogada pela direita cruzou para Sóbis, mas na tentativa de tirar a bola, Maurício Ramos a desviou mandando-a para o próprio gol. Era o segundo gol do tricolor carioca, que com o empate do Atlético contra o Vasco, estava garantindo o título.
O desespero de torcedores palmeirenses estava visível nos olhos cheios de lágrimas, mas apesar disso, todos acreditavam em ao menos um empate. Jogando com a raça e o coração falando mais alto do que qualquer esquema tático armado por Kleina, os jogadores foram pra cima e tiveram diversas oportunidades. Até que a bola finalmente entrou. Duas vezes.
O primeiro gol alviverde saiu após uma cobrança de escanteio pela esquerda que sobrou livre para o argentino Hernán Barcos, que não desperdiçou. Poucos minutos, em um novo cruzamento, dessa vez em cobrança de falta pela direita, foi a revelação Patrick Vieira quem colocou a cabeça na bola e estufou as redes. A decisão do título estava ficando para a próxima rodada.
Com o empate, a situação do Palmeiras não melhoraria. O time ainda precisava vencer, caso não quisesse ficar seis pontos atrás do primeiro time fora da zona de rebaixamento. Sabendo da situação, os jogadores partiram para o ataque e tiveram outras oportunidades de gol, porém não converteram. Jogando na base dos contra-ataques, o Fluminense conseguiu marcar o terceiro gol faltando três minutos para o fim do tempo normal. Era o 19º gol de Fred. Era o gol do quarto título do time das Laranjeiras.
Campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 e do Campeonato Brasileiro em 1982 e 2010, o Fluminense chega ao quarto título nacional, igualando o rival Vasco, que conquistou o tetra em 2000.
O Fluminense também tem vaga garantida na segunda fase da Libertadores da América de 2013, que terá também Palmeiras, campeão da Copa do Brasil, e Corinthians, atual campeão da Libertadores (Imagem da Semana 79#). Grêmio e Atlético-MG também representarão o Brasil no torneio continental do próximo ano, sendo que ainda existe uma vaga em aberto. Na parte debaixo da tabela, Atlético-GO e Figueirense foram rebaixados para a série B, enquanto Portuguesa, Bahia, Sport e Palmeiras brigam para não cair.
O time campeão irá receber a taça para dar a volta olímpica no jogo contra o Cruzeiro, no domingo (18), no Engenhão, porém a taça só ficará definitivamente com o clube no dia 03 de dezembro, quando acontece a festa de premiação do Campeonato Brasileiro de 2012.

Foto/Fonte - Facebook (Foto mais curtida da história)/G1
Depois de uma campanha apertada desde o início, na última terça-feira (6) os americanos foram às urnas e o democrata Barack Obama derrotou o republicano Mitt Romney em uma das eleições mais disputadas dos Estados Unidos. Obama continua seu mandato, que iniciou em 2009, por mais quatro anos.
Diferente do que acontece no Brasil, por exemplo, a população americana não é obrigada a votar, tanto que o dia da eleição é como outro qualquer e a quantidade de votos obtidos nas urnas pode não eleger um presidente, ou seja, é uma eleição indireta. Isso aconteceu em 2000, quando o democrata Al Gore teve 48,38% dos votos, porém foi derrotado pelo republicano George W. Bush, que obteve na ocasião 47,87%.
Apesar da mídia se focar apenas nos candidatos republicanos e democratas, as eleições americanas também conta com outros candidatos que podem ou não aparecer nas cédulas de votação de todos os estados. Em 2012, Gary E. Johnson (Partido Libertário) e Jill Stein (Partido Verde) foram um dos outros seis candidatos que disputaram o cargo máximo dos Estados Unidos, porém juntos obtiveram apenas 1,29% dos votos.
No dia da eleição, Obama foi para Chicago, em Illinois, onde praticou seu passatempo favorito: jogar basquete. Mas ao contrário do que pode se imaginar, o presidente não teve uma terça-feira calma e continuou trabalhando durante grande parte do dia. Em seu escritório de campanha, Obama agradeceu os voluntários presentes e usou o telefone para agradecer a outros que também ajudaram em sua campanha eleitoral.
Ainda na terça-feira, enquanto os americanos iam às urnas, Obama aproveitou para parabenizar seu principal adversário: “Quero dizer ao governador Romney: parabéns pela campanha animada. Sei que os apoiadores dele estão tão engajados e tão entusiasmados e trabalhando tanto quanto os nossos hoje”.
Quando a apuração começou, os primeiros estados que tiveram suas urnas apuradas mostraram que seria uma eleição apertada e Mitt Romney chegou a estar na frente de seu adversário por algumas horas. A reeleição de Obama começou a ser confirmada apenas com sua vitória em estados como Ohio, Virgínia, Flórida e Illinois, que sozinhos lhe garantiram 80 votos do Colégio Eleitoral. Dessa forma, Barack Obama ultrapassou o número mínimo de votos, 270, e sua vitória estava garantida. No total, Obama obteve 332 votos, enquanto Romney ficou com 206.
Já no início da madrugada de quarta-feira (7), Romney reconheceu a derrota e disse ter ligado para Obama para cumprimentá-lo. O candidato republicano ainda disse que “os eleitores dele [Obama] e sua campanha também merecem felicitações. Eu desejo bem a todos eles, mas especialmente ao presidente, à primeira-dama e a suas filhas”. Obama, por sua vez, disse em seu discurso da vitória: “Acredito que podemos aproveitar este futuro juntos Porque não estamos tão divididos como nossos políticos sugerem. Nós não somos tão cínicos quanto os especialistas acreditam. Nós somos mais do que a soma de nossas ambições individuais, e continuamos mais do que um conjunto de estados vermelhos e estados azuis. Nós somos, e sempre vamos ser os Estados Unidos da América”.
Além de sua ajuda após a passagem do furacão Sandy no final de outubro (Imagem da Semana 96#), outro fator fundamental para a reeleição de Obama foi sua mulher, Michelle Obama. Apesar de não se envolver ativamente no mandato do marido, a primeira-dama é muito popular entre os americanos e sua principal preocupação é com as crianças e as mães de família, o que rendeu votos ao presidente reeleito, também apoiado por homossexuais e latinos.
Sobre a vitória, o presidente da Irlanda, Michael D. Higgins, comentou: “Obama, obrigado pela sua ajuda e esforços, a estreita relação entre Irlanda e Estados Unidos prosperou durante seu mandato. Temos muito trabalho a fazer, por exemplo, em várias áreas durante o próximo ano, quando a Irlanda assume a presidência de turno da União Européia (UE) e trataremos de firmar um acordo comercial com os Estados Unidos para favorecer o crescimento de ambas as economias”. Dilma Rousseff, que ligou para o presidente eleito, parabenizou Obama durante a abertura da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, que aconteceu em Brasília na quarta-feira, enquanto François Hollande, presidente da França eleito em maio (Imagem da Semana 71#), disse: “Saúdo a eleição clara dos estadunidenses por um país mais aberto e solidário, plenamente comprometido com o cenário internacional”.

O Presidente
Nascido em Honolulu, Havaí, no dia 4 de agosto de 1961, Barack Hussein Obama II é filho de um economista queniano e de uma antropóloga americana. Graduou-se em ciência política em 1983 e obteve o título de bacharel de artes no mesmo ano. Mais tarde, o futuro presidente ingressou na escola de direito de Harvard, uma das instituições de ensino mais prestigiadas do mundo. Em 1992, Barack Obama casou-se com Michelle LaVaughn Robinson, com quem tem duas filhas: Malia e Natasha.
A carreira política de Obama teve início em Chicago, onde era líder comunitário. Sua primeira eleição foi em 1996, quando foi eleito senador estadual, cargo que ocupou até 2004. Nesse ano foi eleito novamente senador, porém dessa vez ocupou o cargo federal.
Em 2008, foi o representante do partido democrata nas eleições presidenciais e derrotou o republicano John McCain, que tentava prosseguir com o trabalho de George W. Bush. Com a vitória, Barack Obama se tornou o 44º presidente dos Estados Unidos, o primeiro afro-americano a administrar a maior potência mundial.
Durante seu mandato, Obama tentou reerguer a economia americana, afetada pela crise de 2008, mas também teve importante participação na retirada de tropas americanas do Afeganistão e do Iraque, o que garantiu o Prêmio Nobel da Paz de 2009. Em seu mandato Obama também anunciou a morte de Osama bin Laden.
Com a reeleição, o presidente continua na Casa Branca até dia 20 de janeiro de 2017, quando passa o cargo para o presidente eleito em 2016.

Fonte/Foto - G1/Instagram
Durante uma semana a população de sete países viveu dias de caos e medo devido a aproximação do furacão Sandy, que se formou no Caribe no dia 24 de outubro e se dissipou apenas na última quarta-feira (31). Mais de 160 pessoas perderam a vida, enquanto 22 ficaram desaparecidas devido às consequências do furacão.
O ciclone tropical foi elevado à categoria de furacão em 24 de outubro, antes mesmo de entrar na Jamaica. Três dias depois, Sandy passou por Cuba com fortes chuvas e ventos que chegavam a 175 km/h, o que causou onze mortes e um prejuízo de cerca de $80 milhões. Sandy ainda passou por Bahamas antes de perder forças. Porém a devastação continuou.
A população da costa leste dos Estados Unidos começou a sentir os efeitos de Sandy na manhã da última segunda-feira (29) e todos se preparam para esse que poderia ser o pior furacão a atingir o país. Por sorte, antes de tocar o solo americano, Sandy perdeu ainda mais força e foi rebaixado para tempestade pós-tropical. Quando o furacão ainda estava no oceano, a rotina dos americanos já havia mudado com o cancelamento de voos, a paralização do transporte público e a falta de alimentos, por exemplo.
Quando Sandy tocou o solo no Estado de Nova Jersey na noite de segunda-feira, a população passou a enfrentar os fortes ventos e as chuvas torrenciais, que causaram a queda de árvores e a interrupção do fornecimento de energia para pelo menos onze estados. Algumas famílias receberam ordens para deixar suas casas e comunidades ficaram inundadas, o que resultou na criação de centros para abrigar essas pessoas. Com a paralização do transporte público, as pessoas precisaram usar seus automóveis, porém a falta de combustível atrapalhou os planos de milhares de americanos. Por pelo menos dois dias as ruas ficaram desertas, contrastando com a realidade das movimentadas cidades americanas.
Com a passagem de Sandy pelo país, a rotina dos candidatos à presidência também foi afetada. O presidente Barack Obama, que tenta a reeleição, cancelou todos os seus compromissos e voltou para a capital Washington para comandar a ajuda para a população atingida. Já seu adversário, o republicano Mitt Romney, cancelou um dia de sua campanha, porém no dia seguinte passou a também a ajudar com a coleta de produtos destinados as vítimas. As atitudes em relação ao Sandy podem favorecer os candidatos nessa reta final da campanha e influenciar diretamente o resultado da eleição da próxima terça-feira (06). Apesar disso, Obama declarou ainda na segunda-feira: “A prioridade agora é a segurança, a eleição se ocupará de si mesma durante a semana”.
Já no dia seguinte da passagem do furacão pela costa leste dos EUA, teve início a recuperação dos estragos. Segundo o governo, ao menos uma semana será necessária para essa recuperação, porém pode demorar até um mês para que a vida dos americanos atingidos volte ao normal.
Um brasileiro está entre os 88 mortos nos EUA. Tiago Ferreira Neto, de 54 anos, trabalhava como entregador de pizza em Armonk e morreu após bater seu carro em uma árvore que havia sido derrubada pela força dos ventos. O corpo de Tiago será trazido ao Brasil nos próximos dias e o enterro acontecerá no Rio de Janeiro.

Confira abaixo um resumo dos resultado das eleições nas 17 capitais em que aconteceu o segundo turno nesse domingo, 28:
Foto: Vagner Campos/G1
Depois de 30 anos de vida política, Zenaldo Coutinho assumirá a prefeitura de Belém
Com 56,61% dos votos válidos, o tucano Zenaldo Coutinho derrotou o candidato do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), Edmílson Rodrigues, e se tornou o novo prefeito de Belém. Eleito vereador pela primeira vez em 1983, Zenaldo também já foi deputado estadual e federal, além de comandar uma secretaria estadual. Ao assumir o cargo, em 1º de janeiro, Zenaldo pretende reunir todos os prefeitos eleitos na Região Metropolitana de Belém para discutir os principais problemas.

Depois de um grande ciclo, o PMDB deixa a prefeitura de Campo Grande
Com quase quarenta minutos de apuração, o candidato do PP (Partido Progressista), Alcides Bernal, já era considerado o novo prefeito de Campo Grande. A vitória de Alcides coloca fim a uma história de vinte anos do PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) no poder.
Natural de Cobumbá, o prefeito eleito iniciou a campanha atrás do candidato do PMDB, Edson Giroto, no entanto conseguiu uma importante virada e venceu o primeiro turno. Já no segundo turno, Alcides contou com o apoio de candidatos do PT (Partido dos Trabalhadores), PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) e PV (Partido Verde), e conquistou 62,55% dos votos válidos.
Alcides Bernal ficou conhecido principalmente por seus programas de rádio e televisão, o que o ajudaram a ser eleito vereador em 2004 e 2008, e mais tarde, em 2010, eleito deputado estadual. Como prefeito, Alcides pretende criar escolas em tempo integral de qualidade.

Mauro Mendes: Um Novo Caminho para Cuiabá
Candidato da coligação Um Novo Caminho para Cuiabá, Mauro Mendes, do PSB (Partido Socialista Brasileiro), foi eleito com 54,65% dos votos e comandará a capital mato-grossense pelos próximos quatro anos. Mauro derrotou o petista Lúdio Cabral, que com 140.798 votos obteve 45,35% dos votos válidos.
Nascido em Goiás, Mauro é empresário e concorreu também nas eleições de 2008 e 2010, porém foi derrotado em ambas as oportunidades. Seu plano de governo prevê a criação de um centro de saúde especializado em atender mulheres e crianças.
Ao saber da notícia, o prefeito eleito declarou: “O que venceu hoje é a democracia da população nas urnas. Eu só tenho que comemorar”.

Em apuração recorde, ex-tucano é eleito com o apoio do Governo Federal
Em pouco mais de vinte minutos de apuração a capital paranaense já conhecia o prefeito que comandará Curitiba pelos próximos quatro anos. Na cidade que teve a votação mais acirrada entre as capitais no primeiro turno, foi eleito o candidato do PDT (Partido Democrático Brasileiro) Gustavo Fruet, que no pleito realizado em 07 de outubro (Imagem da Semana 92#) havia ficado em segundo lugar.
Com o apoio de dois ministros do Governo Dilma, o ex-tucano conquistou 60,65% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Ratinho Júnior (PSC), ficou com 39,35%.
Graduado em Direito, Gustavo Fruet participou de outras eleições sendo eleito vereador (1996) e deputado federal (1998, 2002 e 2006), porém este será o primeiro mandato do pedetista no Poder Executivo. Em seu plano de governo, Freut definiu como prioridade o aumento do investimento em educação.

Depois de oito anos, o PMDB deixa a prefeitura de Florianópolis
Mesmo com o apoio do atual prefeito, Dário Berger, o candidato do PMDB Gean Loureiro não conseguiu ser eleito em Florianópolis e depois de oito anos o partido deixa o comando da capital catarinense. O novo prefeito é Cesar Souza Júnior, deputado estadual pelo PSD (Partido Social Democrático).
Apoiado pelo governador, Cesar foi considerado favorito desde as primeiras pesquisas, porém uma arrancada de Loureiro no primeiro turno levou as eleições em Florianópolis para o segundo turno. Nessa votação, Cesar ficou com 52,64% dos votos, enquanto Loureiro atingiu a marca de 47,36%. A principal proposta de Cesar é a proibição de novas construções em áreas sem infraestrutura urbana e saneamento básico.
Filho do comunicador Cesar Sousa, o novo prefeito de Florianópolis iniciou sua carreira política quando foi eleito deputado estadual em 2006. Dois anos mais tarde, tentou, sem êxito, ser eleito prefeito. Durante os últimos quatro anos, foi novamente eleito deputado estadual e também exerceu o cargo de Secretário do Estado de Turismo, Cultura e Esporte.

Com apoio do governador, Roberto Claudio é eleito em Fortaleza
Após ser o candidato mais votado no primeiro turno, o petista Elmano de Freitas foi derrotado por Roberto Claudio, do PSB, em Fortaleza. Roberto substituirá Luizianne Lins, do PT.
O prefeito eleito foi apoiado pelo governador Cid Gomes e por vários dos candidatos derrotados no primeiro turno, inclusive por Moroni Torgan (DEM), que no início era o favorito nas pesquisas eleitorais. Graduado em medicina, o ex-deputado estadual conquistou 53,02% dos votos válidos, enquanto seu adversário ficou com 46,98%, e assume a prefeitura querendo construir um posto de saúde em cada bairro.

Deputado Estadual petista é eleito prefeito de João Pessoa ao derrotar senador tucano
Em uma das principais disputas entre tucanos e petistas, Luciano Cartaxo (PT) levou a melhor e foi eleito prefeito de João Pessoa. Com todo o apoio do ex-presidente Lula e do atual prefeito Luciano Agra, Cartaxo conquistou 68,13% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Cícero Lucena (PSDB) obteve apenas 31,87%, a maior diferença entre dois candidatos nas capitais nesse segundo turno.
Deputado estadual eleito em 2010, Cartaxo, de 48 anos, iniciou sua vida política em 1996, quando eleito vereador. Para sua futura administração, pretende criar subprefeituras para auxiliar no governo.

PSOL elege seu primeiro prefeito em uma capital
Fundado em 2005, o PSOL elegeu em Macapá seu primeiro prefeito em uma capital. A vitória de Clécio Luís mostra que aos poucos os pequenos partidos vão ganhando espaço no cenário político nacional, apesar de que Clécio é apenas o segundo prefeito eleito pelo partido presidido pelo deputado Ivan Valente.
A disputa apertada nesse segundo turno em Macapá nada se assemelha a eleição do último dia 07, quando o adversário de Clécio, Roberto Goés (PDT), ficou em primeiro lugar ao atingir 40,18% dos votos válidos, contra 27,89% do candidato do PSOL. Já na eleição realizada no domingo (28), Clécio obteve 50,59% contra 49,41% de Roberto, diferença de pouco mais de 2.300 votos.
Atualmente Clécio é vereador e professor da rede pública, além de suplente do senador Randolfe Rodrigues.

Em Manaus prevaleceu o favoritismo de Artur Neto
Considerado o favorito para assumir a prefeitura de Manaus, o candidato tucano Artur Neto conquistou mais de 65% dos votos e derrotou a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), candidata apoiada por Dilma Rousseff. Um dos principais nomes da política manauense, Artur já foi deputado federal (1979 e 1994), prefeito (1988) e senador (2002). Em seu próximo mandato, Arthur pretende, entre outras coisas, levar água às casas de toda a cidade.

Pela terceira vez, o pedetista Carlos Eduardo Alves é eleito prefeito de Natal
Tentando se reeleger pela terceira vez, Carlos Eduardo Alves (PDT) propôs a recuperação de Natal e contou com o apoio de outros sete partidos, o que o ajudou a conquistar 58,31% dos votos e ser eleito, derrotando o peemedebista Hermano Moraes.
Ex-deputado estadual, o carioca Carlos Eduardo Alves foi eleito vice-prefeito em 2001 e assumiu a prefeitura no ano seguinte, quando o então prefeito renunciou ao cargo para concorrer ao governo do estado. Em 2004, Carlos Eduardo foi reeleito e permaneceu na prefeitura até 2008.

Candidato do PSB conquista 63,03% dos válidos e é o novo prefeito de Porto Velho
Político desde 1989, Mauro Nazif (PSB) assume a prefeitura de Porto Velho no próximo dia 1º de janeiro. Após se eleger deputado federal e estadual, o médico terá a responsabilidade de comandar a cidade de pouco mais de 428 mil habitantes. Com uma grande diferença em relação ao seu adversário, Lindomar Garçon (PV), Nazif foi eleito com 63,03% dos votos válidos.

Em sua primeira eleição, candidato do PT continuará o trabalho de Raimundo Angelim em Rio Branco
Com uma pequena diferença em relação ao seu adversário, o petista Marcus Alexandre foi eleito prefeito de Rio Branco. Concorrendo contra o tucano Tião Bocalom, Marcus conquistou 50,77% dos votos válidos.
Com o apoio de diversos partidos, a coligação Frente Popular de Rio Branco propôs a criação de sete escolas de tempo integral, além de 20 creches. Marcus contou com o apoio do atual prefeito, Raimundo Angelim e do governador, Tião Viana, ambos do PT.
Nascido em Ribeirão Preto, o novo prefeito está no Acre desde 1999 e essa é sua primeira eleição. Após a vitória, Marcus afirmou: “A cidade escolheu, a maioria decidiu. A partir de agora, vamos governar para todas as pessoas, com muito carinho e responsabilidade. A eleição se encerrou hoje, agora é pensar para toda a cidade e fazer o nosso plano de governo com carinho e com os pés no chão”.

Herdeiro de uma tradicional família política, ACM Neto é o novo prefeito de Salvador
Líder dos Democratas na Câmara dos Deputados, ACM Neto derrotou o petista Nelson Pelegrino e foi eleito prefeito de Salvador ao conquistar 53,51% dos votos válidos. Em sua campanha, ACM foi alvo de críticas de seus adversários, porém sempre foi o favorito a se eleger e tinha como meta, caso eleito, estreitar a relação entre prefeitura-bairros.
Neto do importante político Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), ACM Neto se elegeu pela primeira vez deputado federal em 2002, com apenas 23 anos. Em pouco tempo se tornou um dos principais deputados do país e em sua terceira disputa, em 2010, foi o 8º mais votado no Brasil. Membro de uma das famílias mais tradicionais da política brasileira, ACM Neto tentou se eleger prefeito em 2008, mas foi derrotado ainda no primeiro turno e tenta agora melhorar a capital baiana.

Pela primeira vez um prefeito não é reeleito em São Luís
Tentando a reeleição, o atual prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) foi derrotado por Edivaldo Holanda Júnior, do PTC (Partido Trabalhista Cristão), e é o primeiro prefeito a não conseguir a reeleição na capital maranhense.
Prometendo mudança, Edivaldo Holanda superou as primeiras pesquisas que diziam que seu principal adversário se reelegeria e foi o mais votado já no primeiro turno. No pleito de domingo (28), Edivaldo, que já foi eleito vereador em duas oportunidades, obteve 56,06% dos votos e assume pela primeira vez um cargo no Poder Executivo no 1º dia de 2013.

Em São Paulo, o novato Fernando Haddad vence o já veterano José Serra
Após surpreender a todos com sua ida ao segundo turno, o petista Fernando Haddad (foto) foi eleito novo prefeito de São Paulo. Em sua primeira disputa eleitoral, Haddad conquistou 55,89% dos votos válidos e venceu o veterano José Serra (PSDB), que teve 44,11%.
Antes de se candidatar a prefeitura, Haddad participou do mandato da ex-prefeita Marta Suplicy e comandou o Ministério da Educação no Governo Lula. Foi o responsável pela instituição de importantes programas, além de ter reformulado outros projetos, como o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). Em seu cargo como ministro, Haddad também criou projetos que geraram diversas polêmicas, como o chamado “kit gay”.
A evolução do novo prefeito durante sua campanha foi significativa, já que no início muitos apostavam que os segundo turno seria entre Serra e o candidato Celso Russomanno (PRB). Com a vitória de Haddad, o PT volta a comandar a maior cidade do país depois de oito anos.

Pela sexta vez seguida, PSDB comandará a prefeitura de Teresina
Em uma campanha difícil e com um resultado apertado, Firmino Filho é eleito prefeito de Teresina, continuando uma hegemonia de seis eleições em que o PSDB sai vitorioso na capital piauiense. O atual deputado estadual obteve 51,54% dos votos, enquanto seu adversário, Elmano Férrer (PDT), ficou com 48,46%. Em 1996 Firmino já havia sido eleito prefeito, se reelegendo em 2000.

Em sua segunda tentativa, Luciano Rezende é eleito prefeito de Vitória
Após ser derrotado na eleição de 2008, Luciano Rezende, candidato do PPS (Partido Popular Socialista), foi eleito novo prefeito de Vitória. Assim como no primeiro turno, a votação na capital capixaba foi apertada e Luciano eleito com 52,73% dos votos, enquanto seu adversário, o candidato do PSDB Luiz Paulo, obteve 47,27% dos votos válidos.
Luciano já fez parte da delegação brasileira em Jogos Olímpicos e é pós-graduado em medicina esportiva. Sua primeira participação no meio político foi em 1993, quando assumiu o cargo de vereador. Luciano Rezende ocupou uma cadeira da Câmara dos Vereadores por quatro mandatos, até que tentou o cargo máximo da cidade em 2008. No ano seguinte, assumiu a Secretária de Estado de Esportes.

PMDB continua sendo o partido com maior número de prefeitos, porém com queda de 14,15%
Com o final das Eleições 2012, o PMDB continua sendo o partido com maior número de prefeituras no país (1.031), porém com uma queda de 14,15% em relação a eleição anterior. Já o PT teve um crescimento de 13,98%, contra uma queda de 11,12% do PSDB, base da oposição do governo federal. Nas capitais, PSB elegeu cinco prefeitos, contra quatro de PSDB e PT.
O novato PSD, fundado em 2011 pelo atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, comandará 497 cidades. O também novato, PPL (Partido Pátria Livre) elegeu 12 prefeitos.
O partido que mais cresceu em relação a 2008 foi o PSC (Partido Social Cristão), que elegeu prefeitos em 83 cidades, enquanto o que mais caiu foi o Democratas – lembrando que o PSD é formado por vários dissidentes do Democratas -, 227 prefeitos contra 496 na eleição anterior.