O Último Passageiro, Manel Loureiro, tradução de Sandra Martha Dolinsky, 1ª edição, São Paulo-SP:
Planeta de Livros Brasil, 2014, 384 páginas.
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Em agosto de 1939, poucas semanas antes do início da Segunda Guerra Mundial, o transatlântico Valkirie aparece à deriva no Oceano Atlântico. Um navio cargueiro acaba o encontrando e, quando os tripulantes resolvem rebocá-lo, encontram apenas um bebê de poucos meses, mas esse não é o único mistério que envolve o Valkirie.

Pouco mais de setenta anos depois, um homem rico decide restaurar o transatlântico e repetir a sua última viagem, não deixando nenhum passo de lado. Disposta a contar a história dessa nova viagem, a jornalista Kate Kilroy embarca sem imaginar que muitas situações sinistras estão prestes a acontecer e que os mistérios do passado podem se repetir.

“As cintilações de luz branca reverberavam no meio da névoa, criando uma atmosfera irreal. Cada vez que o holofote se acendia, milhões de gotinhas dançavam no feixe de luz, girando loucamente, como se não soubessem que direção seguir. Enquanto isso, o Valkirie brilhava a pouca distância, úmido e escuro como a pele de um monstro marinho que os esperava” (pág. 22).