Memórias de um Sargento de Milícias, Manuel Antônio de Almeida, 6ª edição, São Paulo-SP:
Martin Claret, 2012, 216 páginas.
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Filho de “pisadelas e beliscões”, Leonardo foi rejeitado pelos pais e passou a viver ao lado do padrinho, que o mimou durante toda a infância e ignorou todas as travessuras do garoto, e quando cresce se torna um homem preguiçoso e de amores fáceis. Mais tarde, após passar por várias situações marcantes, ele se torna um sargento. Um sargento de milícias.

Com esse breve resumo é possível destacar parcialmente o tema tratado por Manuel Antônio de Almeida em Memórias de um Sargento de Milícias, grande clássico da literatura brasileira que retrata de forma divertida o Rio de Janeiro do século XIX. Além de marcar a transição do Romantismo para o Realismo, a obra se destaca justamente por mostrar o cotidiano da sociedade carioca no tempo “del-rei”.

“Quando temos apenas 18 a 20 anos sobre os ombros, o que é um peso ainda muito leve, desprezamos o passado, rimo-nos do presente e entregamo-nos descuidados a essa confiança cega no dia de amanhã, que é o melhor apanágio da mocidade” (pág. 128).