Detalhe Final, Harlan Coben, tradução de Ricardo Quintana, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 304 páginas.
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O agente esportivo Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso e usa da companhia de Terese, uma mulher que acabou de conhecer, para se recuperar de uma recente perda dolorosa. No entanto seus momentos de prazer são interrompidos por seu amigo Win, que não traz boas notícias: um dos seus clientes mais antigos foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Bolitar.

De volta a Nova York, ele está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são enormes e, para solucionar o caso, ele precisa ir a fundo em questões do seu próprio passado que podem inclusive representar o seu fim.

“Myron engoliu em seco. Havia pensado que os acontecimentos recentes o ajudariam a entender melhor Win, que também já matara alguém. Diversas vezes. Agora que Myron também passara por isso, chegara a pensar que se estabeleceria um novo elo, mas não. Pelo contrário. A experiência compartilhada estava cavando um verdadeiro abismo entre os dois” (pág. 12).

Um Passo em Falso, Harlan Coben, tradução de Luciano Machado, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 272 páginas.
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A amizade entre Myron Bolitar e Horace Slaughter começou na época em que Bolitar era um promissor jogador de basquete, mas o tempo acabou os afastando e apenas dez anos depois que seus destinos se cruzaram novamente. Brenda, a filha de Horace, aos poucos se mostra um verdadeiro talento do esporte, porém para acertar o contrato com a jovem, Bolitar precisa antes descobrir o paradeiro de seu antigo amigo.

Após o sumiço de seu pai, Brenda começou a receber ameaças e, depois de muito resistir, Bolitar aceita protegê-la a todo custo. Mas ele está passando por um momento difícil em sua vida amorosa e estar próximo a ela pode ser irresistível. O problema é que existem segredos envolvendo pessoas poderosas e isso pode colocar a vida de todos em grande perigo.

“Lá está ele. Myron Bolitar. O maior jogador de basquete de todos os tempos desta cidade. Ele teria sido um profissional de primeira linha se… Se. O destino. O joelho. Myron Bolitar. Em parte, uma verdadeira lenda. Em parte, uma advertência para a juventude da atualidade. O equivalente, no campo do esporte, ao carro amassado que se usa para demonstrar o perigo de dirigir alcoolizado” (pág. 155).

Quando Ela se Foi, Harlan Coben, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2011, 256 páginas.
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Quando alguém próximo a nós está correndo perigo, somos impulsionados a agir sem medir as consequências de nossos atos. E para que um final feliz seja possível, somos obrigados a abrir mão de valores importantes para a nossa personalidade e lutar com todas as nossas forças.

Quando Ela se Foi, obra de Harlan Coben, mostra como Myron Bolitar, personagem mais importante criado pelo escritor americano, lida quando é obrigado a agir contra os seus valores. Nessa história, Bolitar recebe uma mensagem de uma mulher com quem se relacionou dez anos atrás. Com poucas palavras, Terese Collins pede que Bolitar vá para Paris imediatamente.

A intenção de Collins ao fazer esse pedido, totalmente inesperado, é que Bolitar lhe ajude a encontrar seu ex-marido, Rick Collins, que ligou implorando que ela o encontrasse na capital francesa, porém jamais apareceu. Juntos, Terese e Bolitar não demoram a descobrir que Rick está morto e, claro, Terese é a principal suspeita.

Porém, as pistas não param de surgir e a polícia francesa logo descobre, através de um exame de DNA, que a filha do casal esteve presente na cena do crime. O problema é que essa garota faleceu em um acidente de carro misterioso muitos anos antes e essa aparição desperta a possibilidade da garota estar viva. Para descobrir essa informação, Bolitar se envolve em muitas confusões que vão muito além de apenas a investigação de um assassinato.

“Exalei um suspiro. Violência não resolve nada. Win fazia careta quando me ouvia dizer isso, mas era verdade: sempre que eu recorria à violência – o que acontecia com certa regularidade -, a coisa nunca parava por ali. A violência irradia, se espalha, segue ecoando como se nunca fosse terminar” (pág. 30).

Jogada Mortal, Harlan Coben, tradução de Fabiano Morais, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2012, 256 páginas.

Considerado o mestre das noites em claro, o americano Harlan Coben é autor de diversas obras que já foram traduzidas para mais de 40 idiomas e que conquista fãs a cada dia. Vencedor de importantes prêmios literários, Coben vendeu mais de 50 milhões de livros e já teve uma de suas obras adaptadas ao cinema.
Em Jogada Mortal, lançado originalmente em 1996, Coben coloca em ação um de seus personagens mais emblemáticos, o ex-jogador de basquete Myron Bolitar. Myron é agente esportivo e recebe ligações de Valerie Simpson, jogadora de tênis que no passado era considerada uma grande promessa do esporte, mas que por problemas se afastou e deixou de ser uma jovem lenda. O que Myron não esperava era a morte de Valerie, que é assassinada durante o Aberto dos Estados Unidos.
Como as ligações de Valerie aconteceram pouco antes de ela ser assassinada e ele não as atendeu, Myron sente-se responsável em descobrir quem cometeu o crime, sobretudo quando Duane Richwoodum dos seus atletas – é considerado o principal suspeito. Com ajuda de Windsor Lockwood e Esperanza Diaz, o agente esportivo embarca em uma investigação recheada de mentiras em busca do verdadeiro assassino e o que motivou o crime.

“Às vezes a coisa mais difícil do mundo é dizer não para uma quantidade exorbitante de grana. Mas, no fim das contas, a decisão é sua, não minha. O dinheiro é seu”. (pág. 81).

Poucas páginas são necessárias para entender o motivo de Harlan Coben ser considerado o mestre das noites em claro. Mesmo escrito em terceira pessoa, sentimos como se o livro fosse uma conversa do autor, que além de descrever com excelência, narra a história de forma empolgante e viciante. Apenas um livro é necessário para se surpreender e ter vontade de devorar outros livros do autor.
Como o protagonista está relacionado com o esporte e a vítima também, diversos são os momentos em que o mundo de atletas é tratado no livro. Para um amante de esportes, esse detalhe apenas engrandece a história, apesar de não se tratar totalmente de um livro esportivo. O esporte é usado na medida certa para que esse casamento – esporte e investigação – agrade o leitor.
Myron Bolitar é um personagem excepcional, porém com algumas atitudes que irrita não apenas o leitor, como também as demais personagens da trama. É justamente esse jeito de ser, e investigar, que faz dele um personagem diferente e que na companhia de Windson se torna ainda melhor. O problema é a demora em descobrir algumas verdades, que para o leitor já estava claro e que para ele parecia estar bem distante de ser descoberta.

“- O herói e a heroína estão sempre se rejeitando. Em meio a guerras, ataques de piratas ou festas da alta sociedade, os dois brigam, trocam farpas e parecem se odiar. Mas no fundo estão apaixonados. Eles reprimem seus sentimentos, entende?”. (pág. 143).

Vale ressaltar a importância e as características de Win, uma personagem que tinha tudo para ser apenas um coadjuvante, devido a tudo o que Bolitar representa, mas Win vai além. Um tanto quanto assustador, Win tem teorias distintas e que ao mesmo tempo consegue se tornar válidas, apesar de não passar de um psicopata – algo que é descrito em diversos momentos do livro.
Os mistérios do passado parecem ser uma característica do autor e é muito bem explorado ao longo de 48 capítulos, ainda que as pessoas mais importantes já não estejam presentes para ajudar. A relação de Valerie e Alexander Cross, filho de um senador, tem grande importância no desenvolvimento da história e tudo isso devido a problemas do passado que causa todo o mistério. Mas a especialidade de Bolitar faz toda a diferença no rumo da história, ou seja, nem mesmo o passado intimida a personagem principal.
Recheado de ironias e com um humor característico, Jogada Mortal pode não ser o melhor livro do autor – espero comprovar isso o quanto antes -, mas certamente consegue prender o leitor da primeira à última página. Está comprovado que Harlan Coben é fantástico no que faz e tem tudo para agradar grande parte dos leitores, principalmente aqueles que gostam de mistério e investigações.

“Sim, a agressão era o mais perto que o homem moderno conseguia chegar do seu eu primitivo, por assim dizer. E, sim, a violência era o teste final do homem, em que se punham à prova ao mesmo tempo sua força física e sua sagacidade animal”. (pág. 210).