Não Olhe!, FML Pepper, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2015, 352 páginas.
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A reviravolta que aconteceu na vida de Nina em Não Pare! foi apenas uma pequena amostra do que ela ainda teria de enfrentar. Agora, quando acorda na sombria Thron, após ser levada por Rick, um resgatador cruel e pouco confiável, Nina já está em uma jornada sem volta, em que precisará enfrentar seus medos e fugir das mãos de seus inimigos, ao mesmo tempo em que tenta desvendar os segredos de sua identidade. Sem contar que deve lidar com as vontades de seu coração, que pode reservar surpresas nada agradáveis.

Essa premissa de Não Olhe! pode até estar batida no atual cenário da literatura jovem, porém sempre dizem que a primeira imagem é a que fica e não teria coragem de discordar dessa afirmação. O fato é que a autora FML Pepper me surpreendeu no primeiro livro da trilogia Não Pare!, best-seller da Amazon, por isso, diferente do que aconteceria em outras situações, em nenhum momento tive receio de me decepcionar com esta nova leitura.

Não Pare!, FML Pepper, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2015, 280 páginas.
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Nina Scott não suportava mais a vida nômade e solitária que sua mãe a obrigava a ter. Mudar de cidade ou de país a cada piscar de olhos, conviver com tantas perguntas que a consumiam, assombrada por mistérios de um passado guardado a sete chaves. Agora, aos 16 anos, a garota das estranhas pupilas verticais exigia respostas.

E, para sua péssima sorte, elas já estavam a caminho! Quando Stela decide ficar em Nova York, Nina acredita que seu sonho de ter uma vida normal vai se tornar realidade. Mas o “normal” está muito longe da vida de Nina! Perdida no olho de um furacão de mortes e inexplicáveis acidentes, tendo que esconder os terríveis fatos da mãe paranoica, Nina começa a desconfiar da própria sanidade mental, de tudo e de todos. Seria a Morte sua companheira para toda a vida?

Não está na cara o que você sente por ele, Nina?, indagava meu subconsciente a cada instante e, apesar de lutar com todas as minhas forças para não aceitar aquela ideia absurda e insensata, tive que dar razão a ele, baixar a guarda e confessar para mim mesma: eu estava gostando de Richard. Muito mais do que poderia imaginar” (pág. 173).