O nome de Deus é misericórdia, Papa Francisco, tradução de Catarina Mourão, 1ª edição, São Paulo-SP:
Planeta do Brasil, 2016, 144 páginas.
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Ainda me lembro, como se fosse ontem, da minha reação quando foi anunciado ao mundo a eleição de Jorge Mario Bergoglio como líder da igreja católica apostólica romana. Em um primeiro momento alegria pela escolha de um latino-americano, mas logo na sequência um misto de encanto e admiração pelo senhor que em suas primeiras palavras como sumo pontífice surpreendeu por ser a simplicidade em pessoa. De lá para cá a admiração pelo Papa Francisco apenas aumentou.
Dito isso, não é nenhuma surpresa que o meu interesse por O nome de Deus é misericórdia tenha sido despertado tão logo soube de sua publicação. Mesmo antes de ter detalhes sobre o livro, ele estava na lista de livros para ser lidos, ainda que não se enquadre em nenhum dos meus gêneros favoritos. A verdade é que se fosse outro papa não teria o mesmo interesse, assim como se fosse outro papa o livro não tocaria o meu coração como aconteceu.
Essas palavras podem ser radicais, mas é preciso deixar claro que a explicação é que Francisco consegue algo que poucos líderes religiosos são capazes: estreitar a relação para com os fiéis de sua igreja. Ao menos para mim, ele sempre foi mais um amigo de longa data, pronto para acalentar meu coração com palavras doces e sinceras, do que o líder máximo de minha igreja. O nome de Deus é misericórdia é a maior prova disso.
“Deus é um pai zeloso, atento, pronto para acolher qualquer pessoa que dê um passo ou que tenha o desejo de dar um passo na direção de casa. Ele está ali a observar o horizonte, nos aguarda, já está à nossa espera. Nenhum pecado humano, por mais grave que seja, pode prevalecer sobre a misericórdia ou limitá-la” (pág. 85).






