Para Onde Ela Foi, Gayle Forman, tradução de Santiago Nazarian, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 240 páginas.
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Apesar de Se Eu Ficar necessitar obrigatoriamente de uma continuação, quando soube que o segundo livro seria narrado por Adam passei a vê-o com outros olhos. Não que a personagem não agradasse. Era apenas difícil imaginar outra personagem conquistando a admiração após tudo o que aconteceu com Mia, a narradora do livro anterior. Por sorte não desprezei a obra, já que é infinitamente superior ao primeiro livro, que já era muito bom.

Em Para Onde Ela Foi, a autora Gayle Forman cativou de uma forma jamais imaginada. Parte disso se deve exatamente ao narrador-personagem. O que antes considerava pouco atrativo, se tornou o ponto mais agradável, especialmente por ser possível conhecer Adam profundamente, a ponto de se identificar e torcer por ele.

Título Original: If I Stay
Diretor: R. J. Cutler
Duração: 96 minutos
Baseado: Se Eu Ficar, de Gayle Forman
Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva.
A história de Gayle Forman em Se Eu Ficar, best-seller internacional publicado no Brasil pela Rocco e republicado recentemente pela Novo Conceito, tem um tom de originalidade, apesar de no fundo tratar um tema batido na indústria do entretenimento. Se na literatura a ideia funcionou, o mesmo poderia não acontecer com a adaptação ao cinema.

A chance de o filme Se Eu Ficar não dar certo era alta pelo simples fato de não passar de um romance adolescente como outro qualquer. Ainda mais se levarmos em conta que parte da essência seria obrigatoriamente perdida, visto que a narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da personagem e isso não acontece em um filme. Pelo menos não na mesma proporção.

Se Eu Ficar, Gayle Forman, tradução de Amanda Moura, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP:
Novo Conceito, 2014, 224 páginas.
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Tudo dava a entender que seria mais uma manhã normal para Mia e sua família, apesar de a neve impedir que a população tivesse um dia como outro qualquer. Durante um passeio de carro, tudo muda radicalmente e Mia se lembra apenas da música que conseguiu ouvir após o acidente.

Depois disso e de suas consequências, a jovem musicista vê seu corpo sendo retirado dos destroços e assiste todo o esforço dos médicos para salvar a sua vida. Enquanto seus amigos e parentes esperam por notícias, e seu namorado tenta ficar ao seu lado, Mia precisa refletir e fazer uma difícil escolha.

“O helicóptero atinge um bolsão de ar e é óbvio que eu deveria me sentir enjoada. Mas não sinto nada. Pelo menos este eu, que é um espectador, não sente nada. E o eu que está aqui, deitado na maca, parece que também não. Mais uma vez, preciso me perguntar se estou morta e respondo a mim mesma que não. Não teriam me colocado neste helicóptero e não sobrevoariam as florestas comigo se eu estivesse morta” (pág. 29).