Tigana: A Voz da Vingança, Guy Gavriel Kay, tradução de Ana Cristina Rodrigues, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Saída de Emergência Brasil, 2014, 352 páginas.
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Como todos sabem, os leitores podem ser divididos em dois grupos: quem não entende a insistência de alguns autores em criar séries intermináveis e quem é apaixonado por essas próprias séries. O fato é que existem situações e situações, por isso, por mais estranho que possa parecer, em alguns casos é impossível não desejar que um mundo literário seja abordado o máximo possível. Mesmo que você não suporte séries.

A obra-prima de Guy Gavriel Kay, que no Brasil foi dividida em dois volumes, é o que podemos classificar como um livro inesquecível. Isso porque não é o tipo de história que marca sua vida por um determinado motivo, mas sim pelo conjunto da obra, seja em Tigana: A Lâmina na Alma ou em sua segunda parte, Tigana: A Voz da Vingança.

Tigana: A Lâmina na Alma, Guy Gavriel Kay, tradução de Carlos Daniel S. Vieira, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Saída de Emergência Brasil, 2013, 368 páginas.
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Tigana é uma antiga nação oprimida por conquistadores vingativos. Os últimos sobreviventes dessa província da Península da Palma se unem, depois de muito tempo, para tentar libertar esse povo de uma maldição do Rei Brandin. Com essa maldição, o nome dessa terra não pode ser lembrado ou pronunciado por outros povos, e isso está causando a perca da identidade e da história dos tiganeses.

Liderado pelo Príncipe Alessan, esse grupo inicia uma perigosa jornada com o objetivo de destronar os reis que conquistaram as províncias e que desde então estão no poder. O objetivo principal é recuperar o nome banido, e para isso todos entram em uma aventura cercada de paixões, mitos, vinhos e muita música para acompanhar a luta por um antigo sonho.

“E Dianora pensara, enquanto sua visão sentia a dor daquela ausência: o que é uma pessoa que segue seus dias como sempre fez, que fala, anda e trabalha, que come, faz amor, dorme e às vezes até consegue rir, mas cujo coração foi cortado e arrancado de seu corpo? Nenhuma cicatriz fora deixada à vista. Nenhuma ferida, pela qual pudessem se lembrar do golpe da lâmina” (pág. 193).