Almanegra, Jodi Meadows, tradução de Bruna Hartstein, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
Valentina, 2015, 336 páginas.
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Se existe um problema de se gostar muito de um livro ou mesmo de um autor, certamente é ter que esperar um longo tempo para ter a oportunidade de ler novos títulos. Se isso é frequente em livros únicos, dá para se imaginar que o sentimento se torna ainda mais forte quando existe a necessidade de se esperar pela continuação de uma história. Em certos casos, a expectativa criada ao longo da espera pode ser uma grande vilã; em outros uma aliada que dificilmente almanovas encontrariam em Heart.

Foram quase dois anos esperando por Almanegra, mas dizer que a ansiedade era gigantesca seria uma grande mentira. Existia sim a curiosidade pelo segundo volume da trilogia Incarnate, porém neste caso especificamente a expectativa por um novo livro incrível era maior que a ansiedade pela continuação da história da protagonista Ana. Isso até poderia soar estranho, caso não existisse um motivo muito significante para essa afirmação.

Almanova, Jodi Meadows, tradução de Ana Resende, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Valentina, 2013, 288 páginas.
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No mundo criado magistralmente por Jodi Meadows, por milhares de anos as almas reencarnaram vida após vida, continuando com todos os aprendizados em um processo de evolução. Isso mudou quando Ana nasceu e causou o desaparecimento de outra alma, despertando assim um grande mistério.

Para todos ao seu redor, Ana representa uma ameaça e por isso é afastada da vida em sociedade. Mais tarde ela parte para a cidade de Heart, onde tem esperança de encontrar respostas. Nessa missão conhece Sam, aparentemente o único capaz de entender a importância de sua vida, ainda que ninguém saiba se ela reencarnará. O problema é quando a cidade passa a ser atacada por seres mitológicos e todos demonstram ser contrários à aproximação de ambos.

“Cambaleei ao ficar de pé e saí tropeçando pelo cômodo, mas não havia lugar para ir nem para correr. Li ia me encontrar. Ela saberia o que eu dissera. E ia me bater e gritar que uma sem-alma não podia amar. Eu fora tola e descuidada com as palavras, pois pensar na música me fazia relaxar. Eu tinha de ser cuidadosa. Sem mais deslizes” (pág. 49).