Estreia: 06 de abril de 2012
Resenha: Dirigido por Tarsem Singh, o longa-metragem Espelho, Espelho Meu foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino e concorre com Branca de Neve e o Caçador (Resenha), ambos baseados na famosa história escrita pelos irmãos Grimm.
Julia Roberts vive a rainha má, que assume o reino após a morte do então rei e devido a sua vaidade passa a cobrar altos impostos do povo, transformando o lugar que em outrora fora cheio de vida. Em seu castelo, a rainha mantém sua enteada, Branca de Neve (Lily Collins), trancada em um quarto. Branca de Neve só deixa o castelo ao completar 18 anos e com isso conhece a realidade do reino, voltando disposta a derrubar sua madrasta.
Ao contrário de Branca de Neve e o Caçador, que conta uma história sombria, Espelho, Espelho Meu busca mostrar o lado infantil e conhecido de Branca de Neve, não deixando de trabalhar com muito cuidado a personalidade da rainha, que ganhou um brilho a mais com a excepcional atuação de Julia Roberts. Mas, a parte visual do filme é o que realmente chama a atenção.
Além das belas construções e belezas naturais, que dão um clima encantador ao filme, nos deparamos com um excelente trabalho do figurinista Eiko Ishioka, vencedor do Oscar em 1993 com o filme Drácula de Bram Stoker. O figurino, em um ótimo casamento com a beleza das atrizes principais, deixam tudo com um tom exótico e belo, passando a verdadeira imagem de “princesa” que encontramos no clássico da Disney, por exemplo.
Ainda que a intenção seja contar a história de Branca de Neve de forma simples, os produtores pecaram ao desenvolver a história em Espelho, Espelho Meu, que possui mudanças determinantes e com falhas. Mudanças que não surtiram o efeito esperado, já que situações que eram marcas naturais dessa história não permanecem a mesma, decepcionando assim aqueles que apostaram todas as fichas na produção. Como exemplo pode ser citado os anões, que apesar de importantes e com destaque, não chamam tanta a atenção como deveria. Acaba sendo um filme para distrair assistindo com a família, e não mais uma ótima forma de contar a velha história dos irmãos Grimm.
Na próxima edição do Oscar, que será realizado em 24 de fevereiro, Espelho, Espelho Meu concorre com o filme já citado e com Os Miseráveis, Anna Karenina e Lincoln – sendo que os três ainda não chegaram ao Brasil. A julgar pelo histórico e experiência de Eiko Ishioka, as chances de vencer é muito grande, mas, um filme não é feito apenas de figurino. É necessária uma história convincente do início ao fim, e não com altos baixos. Fica claro que Tarsem Singh faria muito mais sucesso caso se dedicassem a história tanto quanto a parte visual - e também a dança nos créditos finais, totalmente hilária.
















