Resenha de Filmes 79# - Anderson Silva - Como Água

Anderson Silva – Como Água (Like Water)

Resenha: O Mixes Martial Arts (MMA) é um dos esportes que mais cresce no Brasil e parte disso se deve a um dos maiores lutadores do mundo: Anderson Silva, o Spider. Anderson, que detém o cinturão do peso médio desde 14 de outubro de 2006, teve a sua preparação para uma das lutas mais importantes de sua carreira retratadas no documentário Anderson Silva – Como Água.
Dirigido por Pablo Croce, esse documentário tem muito a mostrar aos críticos do MMA, que não conseguem perceber que tudo não passa de um esporte. Violento? Sim, isso não dá para se negar, mas é um esporte que mostra a diferença entre os próprios lutadores, já que alguns pensam apenas na parte violenta e tem o instinto assassino, enquanto outros sobem ao ringue, conhecido como octógono, com outros objetivos, sobretudo profissionais.
É mostrando a diferença entre as personalidades dos lutadores, que conhecemos o desafiante de Anderson Silva: o polêmico Chael Sonnen. Desde que desafiou Anderson Silva pela primeira vez, o americano Sonnen fez diversas declarações polêmicas e preconceituosas, o que gerou críticas por parte dos brasileiros e fez com que a rivalidade entre os dois lutadores crescesse ainda mais – tanto que nas próximas semanas haverá uma revanche.
Anderson Silva – Como Água é focado na luta entre Silva e Sonnen pelo UFC 117, que aconteceu em 07 de agosto de 2010. Ao longo de pouco mais de uma hora, o documentário mostra toda a preparação física e psicológica do lutador brasileiro. É mostrado a preparação, os treinos, e a falta que a família de Anderson Silva faz a ele, já que a esposa e seus cinco filhos continuaram no Brasil nos meses que antecederam a luta nos EUA. Sonnen tem grande participação no documentário, e suas declarações, como disse, sempre polêmicas, tem o objetivo de transformar Silva no herói e Sonnen no vilão – o que de certa forma é verdade, apesar de que essa imagem pode ser mudada e vista por outros olhos.
Mas, é justamente a relação dos dois lutadores que mais surpreende, já após a luta, quando Anderson Silva ajoelha aos pés de Sonnen, mostrando que Anderson é um lutador humilde, e que apesar das aparências, não deixou que o sucesso o mudasse completamente.
O documentário ainda mostra como a imagem de Anderson Silva é valorizada nos EUA, apesar de estar lutando contra um lutador americano. Toda a parte dos negócios e das amizades de Silva é retratada, contando ainda com declarações de grandes nomes do Ultimate Fighting Championship (UFC), o que só engrandece o documentário que faturou um prêmio no Festival de Tribeca 2011.
Dizem que o MMA tem tudo para se tornar o esporte mais apreciado pelos brasileiros, o que certamente é um exagero – futebol é futebol. Ainda assim, o esporte tem condições de conquistar cada vez mais adeptos. Para isso, basta que os brasileiros tenham a mente aberta para perceber que por trás de trocas de socos existe um esporte como qualquer outro, capaz, inclusive, de mudar a vida de muitos jovens que poderiam estar nas ruas se drogando, por exemplo, e que estão em academias praticando e buscando a realização de um sonho. Anderson Silva - Como Água pode mostrar esse lado aos brasileiros, afinal, mesmo se focando apenas em alguns momentos da vida do lutador, percebemos que essa - e muitas outras histórias - são de uma verdadeira superação.

Resenha 86# - Cruzando o Caminho do Sol

Cruzando o Caminho do Sol, Corban Addison, tradução de Mariângela Vidal Sampaio Fernandes, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2012, 448 páginas.

Alguns livros merecem a leitura apenas por tratar de temas polêmicos. Este é o caso do livro Cruzando o Caminho do Sol, de Corban Addison. Graduado em Direito e Engenharia, Addison se preocupa com os direitos humanos e reflete isso em seus livros - sendo que o segundo será publicado em breve.
Dividido em quatro partes, Cruzando o Caminho do Sol inicia contando a história das irmãs Ahalya e Sita, duas jovens indianas que levavam uma vida tranquila, até que certo dia perdem tudo o que tinham após um tsunami devastar onde vivem, na costa leste da Índia.  Sozinhas no mundo, as duas irmãs partem sem um destino certo e precisarão encontrar forças para sobreviver as dificuldades impostas pelo submundo.
Longe dali, em Washington D.C., Thomas Clarke está em um momento difícil de sua vida, precisando enfrentar a falta que algumas pessoas fazem. Advogado, Thomas não se sente bem em seu emprego e após presenciar um sequestro, decide mudar radicalmente e parte para Mumbai, onde trabalha para a Aces uma ONG que denuncia e luta contra o tráfico humano. Com isso, a história dessas três pessoas se cruza e um pode ser de extrema importância para o outro.

“Ele só queria sua vida de volta, mas ela não voltaria. Ele queria se libertar das sensações que o assombravam naquela casa. Ele queria sentir o aconchego de um corpo junto ao outro, sentir a unidade do amor transfigurada em paixão”. (pág. 81)”.

Com uma escrita fantástica do início ao fim, o primeiro livro de Corban Addison tem uma história encantadora e uma mensagem que não pode ser deixada de lado: o tráfico humano para a prostituição e a escravidão. Tratando de um tema forte – e também com cenas fortes -, o livro mostra a triste realidade de muitas garotas do mundo inteiro que tem seus destinos selados por pessoas desumanas – não consigo chamá-las de outra forma.
Os personagens não são complexos como encontramos em diversos livros do gênero, mas têm muito que passar aos leitores, que entram em suas histórias com a vontade de fazer a diferença na vida de todas elas. Se fosse possível, não hesitaria em dar vida as personagens e ter uma atitude que pudesse evitar o sofrimento, principalmente de Sita, a mais jovem das garotas que é quem mais sofre ao longo de todo o livro. Em diversos momentos do livro nos pegamos pensando: Porque isso está acontecendo com Sita?. Mas a verdadeira pergunta é: Porque isso acontece no mundo?.
Como admirador da cultura indiana, não poderia deixar de achar fantástico tudo aquilo que Addison proporciona, ensinando muito e fazendo referências ao costume indiano na religião, na culinária e na sociedade em geral. Entendemos, por exemplo, certas formas de tratamento e também sobre deuses dessa cultura fantástica. É apenas um detalhe que engrandece a história, e é capaz de mostrar as diferenças com a cultura ocidental, explorada na vida de Thomas.
Criada por Elisabeth Minaltse, a capa de Cruzando o Caminho do Sol também tem detalhes que chamam a atenção por si só, por isso foi bom que a Novo Conceito tenha mantido a capa original. Em seu interior, o livro possui detalhes na diagramação que chamam a atenção – como na divisória de cada parte ou no início de cada capítulo. Vale lembrar que o início dos capítulos têm pequenas frases de pessoas importantes – que vão de Voltaire à Rigveda -, que dão um aperitivo do que encontraremos nas páginas seguintes.

“Ela tentou rezar, tentou acreditar que o macaco não era apenas um pedaço de cerâmica, que o verdadeiro Hanumam vivia e procurava por ela, mas sua fé não foi capaz de sustentar o peso de seu temor”. (pág. 302)”.

Esse romance é uma ficção e o autor deixa isso claro em sua nota, já no final do livro. Addison cita sobre sua pesquisa e dá números que surpreendem, como que mais de 30 bilhões de dólares é gerado por ano com o tráfico de humanos para o comércio sexual e a escravidão. Ele ainda comenta que a organização Aces é fruto de sua imaginação, porém que existem organizações semelhantes e que fazem a diferença, ou seja, nem tudo está perdido.
Se o livro entrou para os favoritos? Certamente. Esse é um livro que mesmo quando acabamos a leitura, continuamos pensando sobre ele durante dias. Não dá para esconder que é um livro triste, mas ele mostra a realidade de nosso mundo usando muita ação, romance, dor e o melhor: superação. Em mais de 400 páginas, Corban Addison mostra que os problemas estão aí, na frente da sociedade, e cabe a nós fazer a diferença. Não adianta dizer que o tráfico humano/sexual está apenas na Índia e que não podemos fazer nada, porque isso não é verdade. Dificilmente essa realidade irá mudar, mas se ao menos uma garota como Sita e Ahalya tiver sua vida devolvida, isso com certeza será de grande ajuda. Agora basta esperar pelo próximo livro do autor – que também será lançado pela Novo Conceito -, pois com certeza será tão bom quanto este primeiro, pois Addison é uma das apostas da literatura mundial e isso é uma certeza que um dia será concretizada.

“Ela segurou com força a pulseira e começou a solução. Foi como se todo o horror, a dúvida, o desespero e a falta de perspectiva dos últimos dois meses e meio houvessem convergido em uma grande onda de lágrimas”. (pág. 404).

Como disse, Cruzando o Caminho do Sol entrou para os favoritos e dificilmente irei esquecer tudo aquilo que acompanhei nesse livro fantástico. Se você quer um livro que se torne inesquecível, esse é o livro certo. Agradeço a Novo Conceito por proporcionar essa leitura e deixo aqui o convite para participar da promoção que terá início ainda essa semana. Aguardem!

Lançamentos de Livros 156# - Bhagavad Gita, Contos Fluminenses, O Primo Basílio e O Último Adeus de Sherlock Holmes

A editora Martin Claret lança no mês de maio mais quatro livros - com novas capas - que podem agradar aos mais variados tipos de leitores. Um desses lançamentos é O Último Adeus de Sherlock Holmes, do grande gênio da literatura mundial, Arthur Conan DoyleAs Aventuras de Sherlock Holmes (Resenha) -, que marca o retorno de Sherlock Holmes, após as críticas dos leitores que não gostaram do que encontraram no livro anterior do personagem mais conhecido da literatura.
Outro lançamento é Contos Fluminenses, de outro gênio da literatura: Machado de Assis. Lançado originalmente em 1870, Contos Fluminenses é o primeiro livro de contos do autor, e reúne sete contos que retratam a sociedade do Rio de Janeiro da época em que foi escrito. Conheça esses e outros lançamentos da Martin Claret:

Bhagavad Gita
Lançamento Original: -
ISBN: 978-85-7232-170-9
Autor (a): Krishna
Tradução: Huberto Hoden
Páginas: 194
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O Bhagavad Gita (A sublime canção), poema místico-filosófico, é o episódio mais célebre do Mahabharata e o texto mais venerado pelos hindus.
Um manual de assertividade, ele nos aponta que a humanidade encontra-se perdida entre dois caminhos: o da passividade, em que o homem, consciente das leis do karma, opta por não agir; e o da agressividade, de acordo com o qual o homem age movido pelo ego, pelos próprios interesses. O Bhagavad Gita então aponta um novo caminho, o caminho do sábio: o reto-agir, o agir de acordo com a essência suprema do ser, agir segundo os mais nobres valores.
Traduzido e comentado pelo filósofo e educador Huberto Hoden, este livro é um verdadeiro compêndio das ideias do hinduísmo.

Contos Fluminenses
Lançamento Original: 1870
ISBN: 978-85-7232-718-3
Autor (a): Machado de Assis
Tradução: -
Páginas: 214
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Machado de Assis é o maior nome do conto brasileiro em seus moldes clássicos. Contos fluminenses é composto de sete histórias, e representa a estreia do escritor como contista.
As narrativas revelam algumas das marcas registradas do autor, com personagens complexos e passagens recheadas de ironias e críticas à sociedade fluminense.
Organizada por Machado em 1870, a obra contém os contos “Miss Dolar”, “Luís Soares”, “A mulher de preto”, “O segredo de Augusta”, “Confissões de uma viúva moça”, “Linha reta e linha curva” e “Frei Simão”.

Quem é Machado de Assis? Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

O Primo Basílio
Lançamento Original: 1878
ISBN: 978-85-7232-528-8
Autor (a): Eça de Queirós
Tradução: -
Páginas: 457
Preço: R$22,90
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Sinopse:
Na segunda metade do século XIX, os ideais liberais consolidavam-se sobre os defensores da monarquia em Portugal, e o país vivia relativo progresso. Todavia, velhos costumes permaneciam entranhados na sociedade portuguesa, ocultos sob o véu tênue da moralidade. Em meio a esse conflito entre progresso e atraso, surge a chamada geração de 1870.
Dessa geração, provêm alguns dos maiores nomes do pensamento português, dentre os quais Antero de Quental, mentor intelectual do grupo, e Eça de Queirós, o mais importe prosador realista em Portugal.
Em O primo Basílio, Eça nos apresenta uma típica família burguesa de Lisboa, por meio da qual exporá a fragilidade de algumas das instituições mais caras aos portugueses – o casamento.

Quem é Eça de Queirós? José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

O Último Adeus de Sherlock Holmes
Lançamento Original: 1917
ISBN: 978-85-7232-833-3
Autor (a): Sir Arthur Conan Doyle
Tradução:
Páginas: 457
Preço: R$14,90
Onde Comprar?
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Sinopse:
Mais famoso do que seu próprio criador, o detetive retorna em mais uma série de contos em O último adeus de Sherlock Holmes. Vendido em forma de livro em 1917, os contos foram originalmente publicados na revista Strand Magazine, entre os anos de 1893, 1908 e 1917. 
Sherlock havia se aposentado no volume anterior, mas os fãs do detetive não deixaram Conan Doyle em paz e, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o detetive volta à ativa como um agente secreto.
Aqui, você pode ler e se deliciar com os novos casos emocionantes narrados por Watson: “Vila Glicínia”, “O círculo vermelho”, “Os planos do Bruce-Partington”, “O detetive moribundo”, “O desaparecimento de Lady Frances Carfax”, “O pé do diabo” e “Seu último adeus”.

Quem é Arthur Conan Doyle? Foi um escritor e médico britânico, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção. Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth.

Imagem da Semana 73#

Foto - Fonte das Informações: Blog do Planalto / G1
Bastou o Congresso Nacional aprovar o Novo Código Florestal para ter início os diversos protestos que pediam para que a presidente da República, Dilma Rousseff, vetasse o código. Isso gerou polêmica e movimentação nas redes sociais, inclusive por parte de pessoas públicas. Depois de muitas manifestações, foi anunciado na tarde de sexta-feira (25), que a presidente fez 12 vetos e 32 modificações no código florestal.
Em discussão no Congresso desde 1999, o Novo Código Florestal foi aprovado em maio de 2011 e partiu para o Senado, onde sofreu algumas modificações. Com isso, o código precisou voltar a Câmara dos Deputados, para só então chegar para a aprovação de Dilma Rousseff. Ainda assim, as atitudes da presidente não agradou a todos, principalmente a bancada ruralista.
Os vetos e modificações foram anunciados pelos ministros da Advocacia Geral da União (AGU), do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. De acordo com o governo, o objetivo dessas mudanças é inviabilizar anistia a desmatadores, beneficiar o produtor e favorecer a preservação ambiental.
Um dos temas mais polêmicos do Novo Código Florestal era em relação a recomposição em beira de rios, que visa a recuperação de matas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e a preservação do curso do rio. Com o veto, a recomposição vai variar de acordo com o tamanho da propriedade, podendo chegar a 100 metros, e não recompor a margem dos rios em apenas 15 metros.
Dilma Rousseff sancionou a lei que autoriza a criação de um programa que suspende multas aplicadas a quem desmatou sem autorização até 22/07/2008 e que reflorestou a área desmatada. Já sobre a reserva legal, que é a parcela que cada propriedade precisa ser preservada, não foi informada se houve o veto ou se foi sancionada.
Para o deputado federal Sarney Filho (PV-MA), a atitude de Dilma não passou de preocupações políticas. Presidente da Frente Parlamentar de Ambientalista, o deputado disse: “Me parece, com a primeira impressão que temos, que este veto parcial foi feito não pelo conteúdo, mas pelas preocupações políticas, de não confrontar a base no Congresso Nacional”. Já o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) criticou o veto de Dilma, dizendo que não foi algo inteligente: “Fixar faixas de recuperação de matas na beira dos rios para valer para o país inteiro não é inteligente. Pelo menos, o governo estipulou limites diferenciados para os pequenos produtores”, comentou o deputado. A ruralista, deputada Ana Amélia (PP-RS) também comentou o veto, dizendo que a presidente se preocupou apenas com os pequenos proprietários. O Greenpeace acredita que o veto foi insuficiente.
Ao anunciar as mudanças, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira disse que “O veto é parcial em respeito ao Congresso Nacional, à democracia e ao diálogo com a sociedade. Foi motivado, em alguns casos, pela segurança jurídica. Em outros, pela inconstitucionalidade”.

Considerações Finais 17# - House M.D.

Poucas são as personagens que conquistaram de forma tão significante como Gregory House (Hugh Laurie) conquistou ao longo de oito temporadas do seriado que leva seu nome. Transmitido pela FOX desde 16 de novembro de 2004, House M.D. não precisou de muito tempo para se transformar na melhor série médica do século XXI e com o seu final, na última segunda-feira (21), temos uma única certeza: vai deixar saudade.
Foram ao todo 177 episódios que rendeu diversos prêmios, incluindo dois Globos de Ouro à série criada por David Shore. Hugh Laurie, ator principal, não é mais visto como o progenitor da família Little (de Stuart Little) e nem mesmo por seus outros papéis. A partir de agora, e talvez por toda sua carreira, Laurie será sempre o House, afinal, atuou perfeitamente ao longo de todos esses anos e se tornou um ícone para os fãs do médico mais ranzinza da história da TV. Mas o que realmente interessa é falar um pouco sobre a série, apesar de que essa é uma missão mais do que difícil...
Gênio. Cínico. Sarcástico. Desinteressado. Antissocial. Diversas palavras podem definir Gregory House, um gênio da medicina que trabalha no Princeton-Plainsboro Teaching Hospital e que a cada caso (episódio), surpreende com sua forma de diagnosticar uma doença que nenhum outro médico foi capaz. É sim comparado com Sherlock Holmes e tem características que se assemelham com o detetive criado por Sir Arthur Conan Doyle, porém Dr. House também tem aspectos únicos e por isso foi conquistando a cada episódio, seja por sua inteligência, por sua forma de ver a vida ou por como trata as pessoas, que como ele diz: sempre metem.
House é o líder de uma equipe de médicos, que ao longo de cada temporada foi se renovando – o que tornava a série cada vez melhor, apesar de que nem todas as novas personagens superam as que estão desde o início. Nas primeiras temporadas a equipe de House era formada por Dr. Robert Chase (Jesse Spencer), Dra. Allison Cameron (Jennifer Morrison) e Dr. Eric Foreman (Omar Epps). Com o tempo, Dra. Remy Hadley, a 13 (Olivia Wilde), Dr. Chris Taub (Peter Jacobson) e Dr. Lawrence Kutner (Kal Penn) também entraram nessa equipe médica de sucesso. Personagens como Dra. Lisa Cuddy (Lisa Edelstein), Dra. Chi Park (Charlyne Yi) e Dra. Jessica Adams (Odette Yustman) conseguem dar um brilho maior a série, quando elas conquistam espaço na equipe que todo estudante de medicina deseja.
Apesar de ser um homem antissocial – na verdade eu usaria outra palavra para descrevê-lo -, House ainda possui um amigo que é de extrema importância para sua vida: Dr. James Wilson (Robert Sean Leonard). Aliás, Robert Sean Leonard é um dos atores que mais surpreendem ao longo da série, o que também acontece com Olivia WildeCowboys & Aliens (Resenha) -, que interpreta uma personagem fantástica e sem dúvidas a favorita. Outros atores e atrizes também fizeram importantes participações em House, como por exemplo, Liana LiberatoConfiar (Resenha) e Reféns (Resenha) -, uma excepcional atriz, ou seja, a série também serviu para mostrar grandes talentos.
Tirando o grande elenco, o melhor que encontramos em House é a forma como seus criadores transformaram uma série médica em algo capaz de entreter, ensinar e conquistar. Não ficamos presos apenas nos casos médicos de cada episódio, e sim conhecemos, pouco a pouco, cada uma das personagens principais e também aquelas que fazem pequenas participações. Gregory House, como realmente deveria ser, é aquele que mais sentimos mudanças ao longo de toda a história – sobretudo na 8ª temporada -, e é esse "jeitão House de ser" que mais encanta os telespectadores que acompanharam essa personagem por tanto tempo.
Em cada episódio, conhecemos todas as doenças capazes de afetar uma pessoa com os poucos sintomas que ela apresenta, e só no final que tudo é de fato revelado, mostrando a genialidade – e aí sim a semelhança com Sherlock Holmes – da protagonista. Quando a verdade é revelada, em muitos episódios entramos no corpo da pessoa, literalmente, para que assim possamos entender melhor aquela doença citada. Mais uma ótima sacada, que certamente agradou a todos e se tornou um diferencial.
Dr. House tem de fato muita coisa diferente do detetive inglês, e os pontos que lembram Sherlock Holmes são explícitos e às vezes até demais. Apesar disso, o que não podemos fazer, é dizer que Gregory House é apenas o Sherlock da medicina, porque não é isso. Ele pode ser uma mistura, que deu mais do que certo e que certamente não será esquecido. Sherlock é único há mais de um século. House é único há quase dez anos.
Felizmente, para os fãs, House terminou da melhor forma possível: no auge. Certamente vai deixar saudade, mas é melhor terminar quando ainda é um sucesso, do que ser esquecido no futuro por aquilo que se tornou, mas que na verdade não é. O último episódio é capaz de emocionar a todos, seja pela história ou por saber que é a última vez que se está assistindo um episódio inédito. O último episódio ainda consegue surpreender e tirar um sorriso e a pergunta: por que não pensei nisso antes?
Provavelmente você viu ao menos um episódio de House ao longo desses oito anos. Se não viu, já está na hora de reservar algumas semanas para assistir a todos os episódios da melhor série médica dos últimos anos, para que assim possa ter o prazer de dizer que acompanhou as aventuras e os devaneios de Gregory House, um homem complicado, de teorias que nem sempre concordamos, que sabe irritar, mas que no fundo tem um bom coração. Um homem que é capaz de armar tudo o que você possa imaginar, que se prejudica com suas atitudes, mas que involuntariamente, ajuda todos aqueles ao seu redor. Aquele que consegue esconder seus sentimentos, mesmo que isso esteja tão claro quanto a luz do dia. Por essas e outras que Hugh Laurie e Gregory House jamais serão esquecidos e que essa série fará falta por longos dias, meses e anos.

De Olho no Mundo Editorial 17# - Autores em Destaque

A editora Dracaena e seus autores possuem muitas novidades para essa semana, incluindo entrevistas, lançamentos de livros e eventos com a participação de autores da editora. Confira todas essas novidades abaixo:

Lançamentos de Livros
Equinócio – Primavera
Lançamento Original: 2012
ISBN: 9788564469815
Autor (a): Lu Piras
Tradução: -
Páginas: 440
Preço: R$44,90
Onde Comprar? Site Dracaena
Leia um Trecho: -
Sinopse:
A cidade do Rio de Janeiro é o pano de fundo onde a estudante de medicina Clara vive sua rotina diária com a família e amigos. 
O que ela não imaginava é que tudo o que acreditava estivesse prestes a mudar, com a visita inusitada de um anjo. 
As força do mal ameaçam escravizar a raça humana e, para impedir, o anjo da guarda Nath-Aniel (Nate) vem à Terra, disfarçado de humano, para alertar sua protegida Clara de que sua vida está em risco. 
Proibido de agir em nome dos humanos e alterar seus destinos, o anjo acaba por se envolver demasiado quando revela a Clara que o pai dela, um renomado cientista, é o responsável pela descoberta que despertou as forças do mal: a fórmula da perpetuação da vida humana (criônica). 
Toda a missão da legião de anjos celestiais é colocada em risco quando Nate e Clara se apaixonam.

Quem é Lu Piras? Me chamo Ana Luisa, mas pode me chamar de Lu. Nasci em 1980, no Rio de Janeiro e sou advogada. Desde pequena tenho adoração por livros. Adorava a feirinha de livros que havia todo o ano no colégio onde estudei em Botafogo. Ficava na fila para conseguir autógrafos de livros que ainda hoje guardo com carinho.
Literatura fantástica é a minha preferida. Especialmente aquelas destinadas ao público chick lit, romances cor de rosa! Eu a-d-o-r-o! 
Essa minha paixão me levou a escrever meu primeiro romance aos 15 anos. Chama-se "A Rosa" e está algures, nas profundezas de um baú no meu quarto. É sério! Escrevi com uma máquina de escrever da Olivetti, verde. O presente mais lindo que recebi e veio do meu avô.
Em 2009 decidi recomeçar. Tudo. Uma nova vida no Brasil, depois de sete anos morando em Portugal, a minha carreira, os meus sonhos. E escrever, claro, faz parte disso. Comecei a escrever a série Equinócio naquele ano e o fiz com tanto prazer, que em 7 meses os quatro livros estavam terminados. Claro, depois foi uma tortura todo o processo de revisão (corta, estica, encurta, muda blá, blá, blá!). Mas escrever... ah, quantas madrugadas acordada me sentindo a pessoa mais feliz do mundo!
E hoje estou convicta de que nunca abandonarei minha vocação de escrever livros.
Vou recomeçar. De novo e de novo e de novo...

Convites
Lançamento Oficial - Equinócios – Primavera
No próximo dia 01, a autora Lu Piras lançará no Rio de Janeiro, seu livro intitulado Equinócio – Primavera. O evento acontecerá a partir das 17h30, na Livraria Travessa, da Travessa do Ouvidor, nº 17, no Centro do Rio de Janeiro. Confira o convite do lançamento:
Lançamento do Livro – Manfelos
O autor Rafael de Souza, convida a todos para o lançamento de seu livro, que acontecerá em um evento na cidade de Mococa, no interior de São Paulo. Manfelos – A Distorção da Realidade é o primeiro livro da saga Septem Signum e terá seu lançamento na Biblioteca Municipal de Mococa. Compareça.
Entrevistas
Entrevista com R. L. Mandu, autor do livro A Ordem dos Lendários
O autor R. L. Mandu, que lançou recentemente o livro A Ordem dos Lendários, concedeu uma entrevista ao blog da editora Dracaena. O autor fala um pouco sobre como escreveu seu livro, qual a relação com o público e também com a editora Dracaena. Confira um trecho dessa entrevista:
Aline Martins - Houve uma boa relação entre você e a Editora Dracaena?
R. L. Mandu - A relação com a Dracaena com certeza foi um diferencial desde o início, com quem vivenciei minha melhor experiência no mercado literário. Imagine alguém que enviou um material para avaliação, cheio de dúvidas e anseios, principalmente por ter o trabalho recusado inúmeras vezes e de repente tem uma resposta positiva.
Mesmo antes de ter meu trabalho avaliado, a forma com que fui tratado no primeiro contato mostrou um respeito enorme não só pelo futuro autor, mas pela pessoa que estava em busca de uma oportunidade de realizar seu sonho. Durante o processo de avaliação da Ordem dos Lendários: O Livro das Revelações, recebi todas as informações pertinentes e sempre fui tratado com muita atenção e paciência a cada nova situação.
Ao ter o trabalho aprovado descobri que a extensão da editora seguia o padrão de atendimento inicial.  Os profissionais com quem trabalhei, direta e indiretamente, me passaram segurança com relação a todo o processo que permeia a produção de uma obra literária e o resultado final é fruto de uma excelente sinergia entre as partes envolvidas.
Ao ter a possibilidade de trabalhar com a Dracaena tive a real dimensão do diferencial da editora, onde o respeito dedicado aos parceiros e clientes se reflete em trabalhos de altíssima qualidade e de repercussão nacional e internacional.

Você pode ler a entrevista na íntegra clicando aqui.

Entrevista com José de Oliveira, autor de O Alma
O autor José de Oliveira esteve no último dia 14 no programa Tintim Por Tintim, da Just TV e em um bate-papo de meia hora, o autor falou um pouco sobre seu trabalho literário, incluindo os primeiros trabalhos do autor. Confira abaixo essa entrevista:

Estreias da Semana 73#

Após o sucesso dos dois primeiros filmes, Will Smith volta aos cinemas no filme Homens de Preto 3, que tem direção de Barry Sonnenfeld e é o grande destaque da última sexta-feira de maio. Outro destaque é o filme Essential Killing, filme que se passa no Afeganistão, tem a direção de Jerzy Skolimowski e a parceria entre diversos países.
Baseado em um livro de grane sucesso na França, o francês A Delicadeza do Amor também chega em alguns cinemas brasileiros e com um destaque especial, afinal, contou com a direção de Stéphane Foenkinos, autor do livro e que conquistou diversos prêmios literários. Conheça esses e outros filmes que estreiam nessa sexta-feira:

A Delicadeza do Amor
Título Original: La Délicatesse
País: França
Direção: David Foenkinos e Stéphane Foenkinos
Gênero: Comédia Romântica
Sinopse:
Nathalie (Audrey Tautou) é jovem, bonita, tem um casamento perfeito e leva uma vida tranquila, com tudo no lugar. Contudo, quando seu marido vem a falecer após uma acidente, seu mundo vira de cabeça para baixo. Para superar os momentos tristes, ela decide focar no trabalho e deixa de lado seus sentimentos. Até o dia em que ela, sem mais nem menos, tasca um beijo em Markus (François Damiens), seu colega de trabalho e os dois acabam embarcando numa jornada emocional não programada, revelando uma série de questões até então despercebida por ambos, o que os leva a fugir para redescobrir o prazer de viver e entender melhor esse amor récem-descoberto.

Essential Killing (Destaque)
Título Original: -
País: Polônia, Irlanda, França, Noruega e Hungria
Direção: Jerzy Skolimowski
Gênero: Suspense
Sinopse:
Afeganistão. Alguns soldados norte americanos sedentos para capturar um inimigo aprisionam um guerreiro local. Encapuzado e algemado, ele é preso, tem a cabeça raspada e é vestido com um uniforme laranja. Interrogado e torturado, é espancado antes de ser colocado num avião cujo destino é desconhecido. Sobrevoando uma imensa paisagem branca de neve, o comboio cai numa colina. Mohammed (Vincent Gallo) se vê livre, mas perdido num ambiente hostil. Sem água ou comida, ele enfrenta uma árdua jornada para sobreviver e permanecer livre.

Flores do Oriente (Destaque)
Título Original: The Flowers of War
País: China
Direção: Zhang Yimou
Gênero: Drama / Guerra
Sinopse:
Durante a segunda guerra entre China e Japão, em 1937, John Miller (Christian Bale) chega a uma igreja católica para providenciar o enterro de um padre. Uma vez lá, ele se depara com jovens estudantes de um convento e prostitutas de um bordel próximo do local. Solitário, acaba se tornando protetor dos dois grupos heterogêneos, constantemente em pânico devido ao consecutivos estupros e execuções promovidas pelos homens do exército japonês.



Hasta La Vista – Venha Como Você É
Título Original: Hasta La Vista!
País: Bélgica
Direção: Geoffrey Enthoven
Gênero: Comédia Romântica
Sinopse:
Esta é uma viagem de superação para três jovens deficientes físicos: um é cego, outro é paraplégico e o terceiro é tetraplégico. Dizendo aos pais que eles pretendem conhecer as vinhícolas da Espanha, os três partem em busca de realizar o que todo jovem comum gosta de fazer: dançar, beber e paquerar. Eles têm um objetivo preciso em mente: perder a virgindade.




Homens de Preto 3 (Destaque)
Título Original: Men In Black III
País: EUA
Direção: Barry Sonnenfeld
Gênero: Comédia / Ação / Ficção Científica
Sinopse:
O terrível Boris, o Animal (Jemaine Clement) foi capturado no passado pelo agente K (Tommy Lee Jones) e na época perdeu o seu braço. Vivendo na prisão lunar de segurança máxima, o alienígena consegue bolar um plano de fuga para dar andamento ao seu objetivo de recuperar o membro de seu corpo e ainda acabar com K de uma vez por todas. Para isso, ele pretende viajar no tempo e mudar o rumo da história. Para evitar que ele triunfe em seu plano maligno, o agente J (Will Smith) também volta ao passado e lá encontrará os jovens agentes K (Josh Brolin) e O (Alice Eve), descobrindo segredos que mudarão sua vida e a amizade de ambos.

Resenha de Filmes 78# - Capitão América: O Primeiro Vingador

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Estreia: 29 de julho de 2011

Resenha: Diversos são os heróis dos quadrinhos que ganham adaptações aos cinemas e na maioria das vezes essas adaptações agradam pelo simples fato de dar vida a personagens marcantes. Quando esse caso se refere ao Capitão América, pra mim um dos melhores personagens da Marvel, a expectativa é grande e é fácil o filme entrar na lista dos favoritos, principalmente após uma excepcional produção.
Se passando na 2ª Guerra Mundial, Capitão América: O Primeiro Vingador conta a história de Steve Roger (Chris Evans), um jovem franzino que é rejeitado a servir o exército, mas que após uma nova tentativa, é escolhido pelo Dr. Abraham Erskine (Stanley Tucci) para participar de um experimento de supersoldados.
Considerado uma arma humana potente para ser desperdiçada, ele passa a servir como uma celebridade, usando um uniforme com as cores da bandeira americana para ajudar os verdadeiros combatentes. Mas os planos nazistas viram uma ameaça e Steve percebe que não pode ficar parado. Ele entra em ação como o Capitão América, aquele capaz de destruir os planos dos nazistas e também Caveira Vermelha (Hugo Weaving), personagem tão conhecido e que é o grande vilão do longa-metragem.
Impossível começar a falar do filme sem citar a maestria de Chris EvansQual seu Número? (Resenha) – em mais uma atuação. Ele mostra ser um ator mais competente do que foi em outras atuações e surpreende em todos os momentos, a começar quando interpreta um jovem fraco, incapaz até mesmo de ser escolhido para uma guerra. É show os efeitos especiais usados no ator, que o deixaram exatamente como imaginaríamos no início da história. Todos aqueles que disseram não existir alguém capaz de interpretar o Capitão América melhor do Evans estavam certos.
Os efeitos especiais ainda surpreendem nas sequências, principalmente quando há a ação aguardada por muitos. Em ritmo acelerado, acompanhamos todas as aventuras de Steve e é impossível desgrudar os olhos da tela. Encontramos ainda tudo aquilo que buscamos na adaptação de um herói: carisma, ação, bom humor e cenas marcantes.
Aqueles que tinham medo de que algo fosse deixado de lado e assim prejudicasse o filme, vão se surpreender com magnificência com que os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely desenvolveram a história, dando espaço inclusive para algumas explicações e surpresas em relação a heróis – sim, no plural.  Um enredo muito bem amarrado que dá espaço para os aliados do protagonista, e também por isso foi considerado um dos melhores longas-metragens da Marvel Studios – sendo superado, talvez, por Homem de Ferro.
A espera será grande, mas o dia 04 de abril de 2014 pode ter um espaço reservado na agenda, já que Steve Rogers volta para um novo filme solo, que dá continuidade a sua história a partir de Os Vingadores, que teve sua estreia em 27 de abril.
Para os fãs de filmes como esse – seja fã da personagem ou não -, é certamente uma ótima escolha, ainda mais por explorar bem a história que Steve Rogers realmente merece por tudo aquilo que representa desde 1941, quando Joe Simon e Jack Kirby criaram o personagem mais patriota da história dos quadrinhos.

Area Gamer #10 - Diablo 3

 

 Depois de mais de 11 anos de espera, o Diabão está de volta. Um dos clássicos eminentes de PC, o primeiro RPG a misturar o gênero com ação em tempo real, quebrando a barreira dos RPGs de turno, voltou com tudo, e com muitas novidades, mas também, conservou tudo aquilo que era de sucesso na franquia. Todo este tempo foi suficiente para a Blizzard aprender com bons jogos do mercado dos RPGs, e aplicar os aprendizados no Diablo 3.

    A mudança mais visível, obviamente são os gráficos, já que o 3º game da série Diablo encontra-se várias gerações a frente de seu antecessor. Gráficos estes que causaram uma certa 'euforia' por parte dos fãs, contra a Blizzard. Acreditavam eles que os gráficos estavam muito coloridos para Diablo, porém, o jogo é ainda mais obscuro do que qualquer outro jogo da série. Como resposta a essas críticas, a Blizzard espalhou alguns Boss ester eggs por um mapa totalmente colorido, cheio de florzinhas e poneis bonitinhos pulando alegremente, como pode se ver na imagem CLICANDO AQUI. Visualmente o jogo é atrativo, porém não é o seu ponto mais forte, acredite.



    O melhor de tudo, para quem mora no Brasil, sem sombras de dúvidas é o fato de que o jogo está totalmente traduzido para o Português-BR, ou seja, tanto a parte escrita, quanto a dublagem é totalmente brasileira. O legal disso, é que você não precisa se esforçar lendo minusculas legendas, que muitas vezes não ajudam muito aqueles que não sabem alguma língua estrangeira. É possível encontrar pelo jogo algumas vozes familiares, como o dublador do Seu Madruga do Chaves, a voz do dublador do Samuel El Jackson e também a dubladora da Cruela do desenho 101 Dalmatas. Ver que a industria de games estrangeira está dedicando-se ao mercado brasileiro, buscando trazer os jogos traduzidos para nossa língua, mostra que o Brasil cada vez mais está crescendo seu mercado de jogos.
 
    Houve muitas mudanças de fato, no jogo, e maior delas foi na jogabilidade. Agora você não precisa ficar se perdendo distribuindo skills para o seu personagem, preocupando em distribuir em determinada habilidade, uma certa quantidade de pontos, tudo agora é mais fácil. O novo sistema de habilidades funciona da seguinte maneira: você pode ter todas as habilidades do jogo, e elas agora são liberadas conforme seu level, ou seja, conforme você vai subindo de nível, as habilidades são liberadas automaticamente, sem necessidade de investir pontos, porém, você ainda tem a opção de adicionar runas as habilidades, para fortalece-las e deixa-las ainda mais poderosas. Outra coisa fundamental ainda na parte de habilidades, é que cada classe tem seu determinado requisito para usar magias, deixando de existir a clássica mana, mas falarei mais disso adiante, junto com os personagens.


     O jogo não é só mil maravilhas, mesmo se falando de Diablo. Poderia ser perfeito, se não fosse um pequeno detalhe: é necessário estar a todo tempo conectado a internet, pela rede Battle.net para poder jogar. Diablo foi alvo de criticas por parte dos fãs, que fizeram petições, que nada adiantou para criar um modo single player para o jogo, para assim, aqueles que não tem internet, poderem jogar. Infelizmente esse não é o único problema com o jogo. A Blizzard prometeu várias coisas para os fãs, porém não cumpriu grande parte de tais coisas, mas prometeram lançar gradativamente estas melhorias através de atualizações.

    Outro fator que levou o jogo a ter nota negativa em grandes sites de Reviews, como o Metacritic, foi o grande congestionamento no lançamento do jogo, que apresentou diversos erros e problemas com conexão no servidor. Muitas pessoas faltaram ao trabalho, da escola, e de afazeres ao redor do mundo, para se conectarem no primeiro minuto, porém, se depararam com inúmeros erros, um dos mais comuns, o erro 37. Demorou algumas dezenas de horas para que tudo ficasse estabilizado, mas isso não conteve a fúria dos fãs, que pagaram cerca de R$100,00 pelo jogo.
   


  Voltando a falar de mudanças significantes, uma que pode agradar ou desagradar os fãs da franquia é as classes. As classes de Diablo 3 agora são : Arcanista, Feiticeiro, Caçador de Demonios, Monge e o Bárbaro que já estava presente no antecessor. Cada um possui um tipo de habilidade, e como disse anteriormente, cada personagem possui uma requisito para usar suas magias. Ao invés de escreve-las aqui, e especificar cada classe, é melhor assistir o maravilhoso trailer de lançamento dublado de Diablo 3, onde cada classe é explicada.



   Por fim, uma das grandes novidades, uma das que mais foram pedidas pelos fãs é a casa de leilões. É um sistema no qual o jogador pode vender itens adquiridos no jogo por dinheiro real, podendo assim, usar este dinheiro, para comprar outros itens, comprar produtos da Battle.net, como dias de jogo em World of Warcraft, ou ainda, sacar o dinheiro pelo PayPal, porém, quando você opta por sacar o dinheiro, você tem de pagar uma taxa para a Blizzard, para sacar este dinheiro. Muitos olharam para este sistema com um olhar critico, pelo fato de que a produtora sempre estará lucrando com isto, porém é uma maneira bem interessante de ganhar uns trocadinhos por aqueles itens que não te servem, que você pegou em uma dungeon difícil, ou de algum boss que te deu trabalho.
   Se você é fã da franquia Diablo, nem pense 2 vezes antes de comprar o 3º jogo da série, mas se você nunca jogou nenhum jogo da franquia da Blizzard, não merca tempo e vá comprar o seu, pois é um jogo essencial no computador de todo gamer. O preço é um pouco salgado, porém compensa muito.