![]() |
| Foto: Ah Cravo |
A escolha do vencedor aconteceu na última segunda-feira, 27, no Palácio Capanema, Rio de Janeiro, onde seis escritores de quatro países diferentes formaram o júri que premiou Mia Couto, autor de inúmeros livros, incluindo A Confissão da Leoa, O Fio das Missangas, Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra e Terra Sonâmbula, considerado um dos melhores livros africanos do século XX, todos lançados no Brasil pela editora Companhia das Letras.
Em entrevista à agência Lusa, Mia Couto revelou estar “surpreendido e muito feliz” por ser o vencedor da 25ª edição do Camões. Também em entrevista à Lusa, o jornalista e jurado José Carlos Vasconcelos disse que Mia Couto possui uma “vasta obra ficcional caracterizada pela inovação estilística e a profunda humanidade”.
Já em uma conferência de imprensa realizada na terça-feira, 28, Mia Couto revelou seu desejo de criar um projeto que dê oportunidade aos escritores moçambicanos, já que, segundo ele, “não existe instituição em Moçambique que possa receber esta gente, que possa organizar um momento que é essencial, que é alguém escutar, olhar aquele texto preparado pelo jovem e poder ver se ali há uma potencialidade de alguém que pode ser amanhã um escritor”.
Criado pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, o Prêmio Camões já premiou grandes escritores, como João Cabral de Melo Neto, Jorge Amado, José Saramago, Arménio Vieira e Ferreira Gullar.
![]() |
| Cia. das Letras - 2012 |
Com a premiação, o biólogo e escritor receberá 100 mil euros.












