Samanta Holtz (Foto: Du Arantes)
“A Contadora de História” será a próxima produção da Cia. Viva Arte. O grupo teatral de Espírito Santo do Pinhal será responsável pela adaptação para os palcos do conto homônimo escrito por Samanta Holtz, escritora que publicou em agosto o livro “Quando o amor bater à sua porta”, pela editora Arqueiro.

O conto “A Contadora de Histórias” foi publicado originalmente na coletânea Crisálida, organizada por Lycia Barros em parceria com a plataforma de leitura Widbook. Segundo Samanta, ao surgir o convite para integrar a antologia ela pôde “revisar a história, reestruturá-la e fazer algumas alterações, como batizar o pai do protagonista com o nome do meu bisavô, Antonio Bonini”. “Foi uma pequena homenagem ao meu pai e à família dele, que sempre admirei pelo espírito trabalhador e empreendedor, tal qual do personagem”, explicou.

Ao comentar sobre a emoção de o seu conto ganhar vida nos palcos, a escritora destacou que quando a Cia. Viva Arte escolheu adaptar a sua história, “tornou real um dos vários sonhos que carrego, que é ver minhas histórias nos teatros”.

Texto: Eduardo Martins
Baseado: Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato
Direção: Eduardo Martins
Duração: 75 minutos.
Gênero: Infantil.
Apresentação: 26 de julho de 2015
A peça narra as primeiras aventuras que acontecem no Sítio do Picapau Amarelo e apresenta Emília (Paolla Tamaso), a boneca de pano tagarela e sabida, Tia Nastácia (Eduardo Martins), famosa por seus deliciosos bolinhos, Dona Benta (Gabriela Sanches), uma avó muito especial, e sua neta Lúcia, a menina do nariz arrebitado, ou como é conhecida, Narizinho (Jaqueline Del Giudice). Narizinho é quem transporta os espectadores a incríveis viagens pelo mundo da fantasia.
Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e com a chegada de seu primo, Pedrinho (Rodrigo Izidoro) ao Sítio para mais uma temporada de férias. Depois do passeio pelo Reino das Águas Claras, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde de Sabugosa (Igor Siton) com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó (Danilo Mazarin).

A princípio não tinha qualquer motivo para escrever mais uma vez sobre a peça O Sítio do Picapau Amarelo — Reinações de Narizinho. A Companhia Viva Arte já havia apresentado essa peça em outra oportunidade e, na ocasião, fiz diversos elogios ao trabalho que me fez voltar a ser criança por alguns instantes. Sabendo que não seria surpreendido negativamente, não tinha a intenção de ir ao teatro pensando no que escrever, mas apenas apreciar as personagens que em outrora foram responsáveis por despertar a minha paixão pelos livros.

Infelizmente uma queda de energia, que deixou a cidades às escuras, mudou completamente os planos do grupo teatral e a consequência disso foi a mudança dos meus próprios planos. A primeira apresentação em comemoração aos cinco anos da Viva Arte, que deveria acontecer em um sábado à noite, precisou ser transferida para a tarde de domingo. Em minha opinião esse era o horário ideal, especialmente por ser uma peça voltada ao público infantil, mas para o grupo a mudança resultou em uma grande dor de cabeça.

Texto: Ronaldo Ciambroni
Baseado: -
Direção: Eduardo Martins
Duração: 60 minutos
Gênero: Comédia
Apresentação: 15 de março de 2015
A comédia é desenvolvida por três personagens: Júlio (Eduardo Martins), Marina (Gabriela Sanches) e Pardal (Daylon Martineli). Júlio e Marina são sequestrados por Pardal logo após o casamento, no caminho da festa de recepção aos convidados. Marina é órfã e milionária, mimada, irritante e egocêntrica. Júlio, ex-funcionário de Marina, casou-se com ela por pleno interesse. A história se passa no cativeiro e é embasada todo tempo em armações do casal contra o sequestrador Pardal para conseguirem se libertar e armações do sequestrador em cima do casal para satisfazer seus desejos psicopáticos. Pardal por sua vez é um sequestrador diferente, apresenta muitas mudanças de humor e problemas em sua autoestima. Com muita comédia, os três desenvolvem um diálogo engraçado e chegam ao extremo do ridículo para exercerem suas vontades sobre o outro. No final da peça, algumas revelações são feitas, os valores se invertem e o desfecho é tão inusitado quanto todo o contexto.
Essa não é a primeira e muito provavelmente não será a última vez que a Cia. Viva Arte surpreende com uma apresentação teatral. Após três anos acompanhando o trabalho do grupo, e assistindo de perto a evolução de todos que fazem parte do mesmo, fica cada vez mais claro que as surpresas estão apenas começando, o que pode ser considerado motivo de muita alegria.

A primeira peça do grupo em 2015 é também a mais singular ao longo de todos esses anos. Além de não se tratar de um roteiro clássico, ainda que seja de autoria de um dos grandes nomes do teatro nacional, Onde Come Um, Comem Dois! nos mostra um lado diferente da companhia e, mais do que isso, revela todos os caminhos que ainda podem ser percorridos, visto que exige muito mais de seus atores.

Texto: Eduardo Martins
Baseado: O Bem Amado, de Dias Gomes
Direção: Eduardo Martins
Duração: 95 minutos
Gênero: Comédia
Apresentação: 28 de outubro de 2014
O Bem Amado conta a história do prefeito Odorico Paraguaçu (Eduardo Martins), que tem como meta prioritária em sua administração, na cidade de Sucupira, a inauguração de um cemitério. De um lado é apoiado pelas irmãs Cajazeiras, Dorotéa, Judicéa e Dulcinéa (Gabriela Agostini, Paolla Tamaso e Daniela Agostini). Do outro, tem que lutar contra a forte oposição liderada por Neco Pedreira (Edney Souza), dono do jornaleco da cidade. Sempre apoiado por seu secretário e fiel escudeiro Dirceu Borboleta (Daylon Martineli), Odorico arquiteta sua história e altera frequentemente o cotidiano da cidade, visando tomar providências cabíveis a sua administração e ao seu sucesso pessoal.

Mesmo um grupo de teatro amador conquista novos aprendizados com o passar do tempo, por isso novas apresentações significam novas surpresas ao público. Em alguns casos, o tempo resulta, por exemplo, em melhores cenas, em outros melhores interpretações, o que é exatamente o caso de O Bem Amado.

Essa não é a primeira comédia da Companhia Viva Arte, que nos anos anteriores apresentou também O Rico Avarento e O Auto da Compadecida, mas talvez seja a peça mais diferente – e isso não apenas por essa ser baseada no trabalho de outro autor. Baseada na obra do imortal Dias Gomes, a peça possui raros momentos de pura comédia, mas ainda assim não perde a essência do grupo – felizmente.

O Rico Avarento
Texto: Ariano Suassuna
Direção: José Eduardo Martins
Duração: 73 minutos
Gênero: Comédia
Apresentação: 06 de novembro de 2013

Uma, duas três... Sete vezes. Daqui a pouco será impossível contar nos dedos a quantidade de vezes em que assisti a peça O Rico Avarento, de Espírito Santo do Pinhal. Apesar desse número relativamente alto, cada apresentação é uma nova surpresa e por isso pouco importa já saber inúmeras das falas ou as piadas do espetáculo. Independente de qualquer coisa a diversão é garantida.

Tendo como cenário o sertão nordestino, a peça conta a história do humilde Tirateima (José Eduardo Martins), que por falta de um emprego melhor aceita ser o mestre sala de um coronel avarento (Celso Xinini). Esse coronel não vai à casa da mãe para que ela não venha visitá-lo; dorme cedo para não jantar e acorda tarde para não tomar o café-da-manhã; e se recusa a dar esmola aos mendigos.

A avareza do personagem se intensifica com o passar dos dias, até que a chefe do inferno Canita (Rebeca Monteiro), com toda a sua inesperada beleza, aparece para fazê-lo pagar por seus pecados. Tirateima também é perseguido, mas como será que ele reagirá a essa perseguição infernal?

Foto: Reprodução
Sítio do Pica-Pau Amarelo
Texto: Monteiro Lobato
Direção: José Eduardo Martins
Duração: 74 minutos
Gênero: Infantil
Apresentação: 09 de outubro de 2013

A música começa e não demora para que a voz de Gilberto Gil chegue nos ouvidos e toque o coração. Lembro-me da infância, quando tinha um compromisso marcado todos os dias com a televisão. Volto a ser criança por alguns instantes, mas logo percebo não estar no sofá da casa de minha avó. Estou na plateia de um teatro lotado por crianças e o Sítio do Pica-Pau Amarelo está apenas começando.

Após apresentar O Auto da Compadecida, a Companhia Viva Arte teve pouco mais de duas semanas para preparar uma nova peça. O Dia das Crianças estava se aproximando e os alunos da rede municipal de ensino teriam o prazer de conhecer a história de Narizinho (Beatriz Olivi), a garota do nariz arrebitado.

Vivendo no Sítio do Pica-Pau Amarelo, Narizinho está sempre buscando por novas aventuras e tudo o que quer é dar vida para sua boneca Emília (Rebeca Monteiro). A viagem da garota para o Reino das Águas Claras é apenas o inicio dessa divertida história ao lado de Emília, de seu primo Pedrinho (Rodrigo Izidoro) e de todos os moradores do sítio de Dona Benta (Fernanda Monteiro).

O Auto da Compadecida
Texto: Ariano Suassuna
Direção de Arte: José Eduardo Martins
Duração: 90~100 minutos
Gênero: Comédia
Apresentação: 31 de agosto de 2013

Assistir uma única peça da Companhia de Espetáculos Viva Arte em ao menos seis oportunidades causou certa dúvida em relação a um novo trabalho do grupo. Seria possível a Viva Arte realizar um trabalho ainda melhor do que o anterior? Após assistir O Auto da Compadecida é possível dizer que sim, afinal, o grupo superou todas as expectativas. O grupo se superou!

Fã declarado de Ariano Suassuna, um dos mais importantes escritores vivos da nossa literatura, o diretor José Eduardo Martins apostou em um novo texto do escritor paraibano para surpreender. E apesar de todas as comparações, a peça O Auto da Compadecida em nada se assemelha com a tão conhecida adaptação.

Apresentada pelo Palhaço (Beatriz Olivi), que faz o papel do autor e interage com o público em inúmeros momentos, a história narra divertidas situações vivenciadas pelos nordestinos João Grilo (João Victor) e Chicó (Daylon Martinelli), que estão longe de representarem verdadeiros heróis, mas que ainda assim conquistam a afeição do público.

Ao longo da peça, a dupla procura diversas formas de se dar bem, mesmo que para isso seja preciso enganar pessoas normais e líderes religiosos, por exemplo. Eles só não imaginam que no fim isso pode causar uma grande encrenca, sendo necessária a intervenção da Compadecida (Daniela Agostini), que busca sempre ajudar os pobres para que esses tenham o perdão divino.