Nesse mês de junho, a editora Martin Claret tem dez novos títuos em seu catálogo, priorizando, como sempre, os grandes clássicos da literatura brasileira e mundial. Um dos grandes destaques é o livro que reúne dois trabalhos do autor José de Alencar: A Viuvinha / Ercanação.
Do fantástico Sir Arthur Conan DoyleAs Aventuras de Sherlock Holmes (Resenha) – a editora aposta no livro O Cão dos Baskerville, uma das principais obras do pai de Sherlock Holmes.
Os livros infantis, mas que é sucesso entre todos os leitores, também tem destaque com As Aventuras de Pinóquio, escrito pelo italiano Carlo Collodi, e Fábulas, uma antologia com os principais contos – como A Cigarra e a Forimga - de Jean de La Fontaine. Conheça todos os lançamentos da editora paulista:

A Viuvinha / Encarnação
Lançamento Original: 1857 /1877
ISBN: 978-85-7232-457-1
Autor (a): José de Alencar
Tradução: -
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
José de Alencar é um dos maiores representantes da ficção romântica nacional e um dos fundadores de uma literatura brasileira autônoma de Portugal.
Em seus romances urbanos A Viuvinha (1860) e Encarnação (1893), Alencar presenteia o leitor com histórias de amor, paixões, ciúmes, heróis e heroínas, apresentando os costumes, comportamentos e interesses da sociedade carioca na época do Segundo Império.
Caracterizados pelos preceitos medievais de revelação e conversão cristãs, e de amor e honra heroicos, os romances deste volume possuem importantes valores do Romantismo universal: o culto ao eu, o idealismo, o pessimismo e a melancolia.

Quem é José de Alencar? Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros.
José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade.
Em 1859, tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. em 1869, candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda.
Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia.
Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado "Teatro José de Alencar".

As Aventuras de Pinóquio
Lançamento Original: 1883
ISBN: 978-85-7232-862-3
Autor (a): Carlo Collodi
Tradução: Leda Beck
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
“Não era madeira nobre, mas um simples pedaço de lenha, desses que, no inverno, metem-se nos fogões e nas lareiras para acender o fogo e aquecer a casa.” Essa é a origem de Pinóquio, até que Mestre Cereja o descobre e faz dele um boneco de madeira. Mas Pinóquio não fica exatamente satisfeito, quer ser um menino.
Mas à parte a história que todos conhecem, visto que imortalizada pelos estúdios Disney, a versão original de Pinóquio é muito diferente. Recheada de um humor tipicamente italiano e de ironia mordaz, a história de Carlo Collodi retrata a dureza e crueldade da vida. Pinóquio passa uma série de dificuldades para aprender a ser um bom menino. Sua vaidade, sua ingenuidade e seu egoísmo são postos em xeque para que ele possa efetivamente transformar-se.
Pinóquio é um clássico de todos os tempos, no qual magia, humor e fantasia se misturam e encantam todos os tipos de leitores.

Quem é Carlo Collodi? Carlo Collodi, pseudônimo de Carlo Lorenzini, (Florença, 24 de novembro 1826 — 26 de outubro 1890) foi um jornalista e escritor italiano do século XIX, famoso por haver criado o Pinóquio.

Brás, Bexiga e Barra Funda
Lançamento Original: 1927
ISBN: 978-85-7232-363-5
Autor (a): Antônio de Alcântara Machado
Tradução: -
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O paulistano Antonio de Alcântara Machado se destacou no movimento modernista quando publicou sua série de contos reunidos no livro Brás, Bexiga e Barra Funda (1927). Seus contos são muito elogiados pela crítica e retratam com humor e exatidão a vida na São Paulo da década de 1920.
Brás, Bexiga e Barra Funda é composta por 11 contos que nasceram da experiência do autor como jornalista e são recheados do linguajar típico das notícias. Os três bairros paulistanos que dão nome ao livro retratam a influência e a integração dos imigrantes italianos na cidade de São Paulo.
Esta edição reúne também os 12 contos de Laranja da China (1928). Fruto de uma paródia do Hino Nacional muito popular na época de Alcântara Machado, “Laranja da China” é uma expressão que dá o tom humorístico e nacionalista aos contos, todos eles pincelados de humor e linguagem coloquial.

Quem é Antônio de Alcântara Machado? Antônio Castilho de Alcântara Machado d'Oliveira (São Paulo, 25 de maio de 1901 — Rio de Janeiro, 14 de abril de 1935) foi um jornalista, político e escritor brasileiro. Em vida, publicou o romance Pathé-Baby (1926), e os livros de contos Brás, Bexiga e Barra Funda (1927) e Laranja da China (1928).

Elogio da Loucura
Lançamento Original: 1511
ISBN: 978-85-7232-754-1
Autor (a): Erasmo de Rotterdam
Tradução: Paulo Sérgio Brandão
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Escrito em 1509 e publicado em 1511, Elogio da loucura é considerado um dos mais importantes livros da civilização ocidental e um grande influenciador da Reforma Protestante.
Neste ensaio singular, repleto de alusões clássicas, escritas no estilo típico dos humanistas do Renascimento – em que a loucura é a narradora que ao longo do texto vai mostrando o quanto está presente no mundo dos homens e que, no fundo, é quem torna a vida mais branda e suportável –, Erasmo critica o ensino da Escolástica, os falsos sábios distanciados da vida simples, a suntuosidade do alto clero em contraste com os ensinamentos de Cristo, a hipocrisia das instituições humanas e as guerras.
Uma das grandes obras do Renascimento, Elogio da loucura influenciou o processo das profundas transformações que marcaram o fim da Idade Média e início da Idade Moderna.

Quem é Erasmo de Rotterdam? Nasceu em Geert Geertsen, em Roterdã, Holanda do Sul, Países Baixos. Acreditava que a raiz da palavra Geert tivesse origem em begeren ("desejar") e traduziu isto para o latim e para o grego. A informação sobre a sua família e sobre a sua juventude é vagamente referida nos seus escritos. Ele era quase seguramente filho ilegítimo. O seu pai foi um padre chamado Gerard. Pouco se sabe sobre a sua mãe para além do nome: Margarete. Apesar de ilegítimo, os seus pais tomaram conta dele até às suas mortes prematuras, com a peste negra, em 1483. Nessa altura a sua educação ficou a cargo de uma série de mosteiros, e foi uma educação exemplar, a melhor possível a um jovem do seu tempo.

Fábulas de La Fontaine
Lançamento Original: -
ISBN: 978-85-7232-863-0
Autor (a): Jean de La Fontaine
Tradução: -
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Considerado o pai da fábula moderna, La Fontaine tornou-se conhecido internacionalmente com suas criações inspiradas na tradição clássica e oriental.
Fábulas é sua obra mais famosa. Escrita em versos, com uma linguagem simples e atraente que conquista imediatamente seus leitores, inclui histórias mundialmente conhecidas, como A cigarra e a formiga, O corvo e a raposa e A lebre e a tartaruga.
La Fontaine trata de temas universais, como a vaidade, a estupidez e o vício humanos, retratados por meio dos animais. Segundo ele, sua obra “é uma pintura em que podemos encontrar nosso próprio retrato”.
Esta edição é uma antologia de suas mais importantes composições, traduzidas por célebres escritores brasileiros e portugueses, com ilustrações de Grandville.

Quem é Jean de La Fontaine? Jean de La Fontaine (Château-Thierry, 8 de julho de 1621 — Paris, 13 de abril de 1695) foi um poeta e fabulista francês.

Kama Sutra
Lançamento Original: -
ISBN: 978-85-7232-861-6
Autor (a): Vatsyayana
Tradução: -
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Escrito para a nobreza da Índia por Vatsyayana, estudante celibatário que viveu em Pataliputra, o Kama Sutra faz parte da literatura religiosa hindu. Apesar do caráter erótico e com foco no prazer, seus ensinamentos pregam, em primeiro lugar, a elevação espiritual do homem.
Kama significa amor, prazer e satisfação. O termo é um dos pilares da religião hindu, em conjunto com o Dharma e o Artha (o mérito religioso e a aquisição de riquezas, respectivamente).
A obra foi composta nos séculos I e II da nossa era e proclama a arte indiana do amor. O mundo ocidental conheceu o Kama Sutra por meio da clássica tradução de Sir Richard Francis Burton e Foster Arbuthnot.
Atemporal, Kama Sutra é o maior clássico indiano sobre a arte do amor.

Quem é Vatsyayana? Mallanaga Vatsyayana é o nome de um filósofo indiano de tradição Carvaka e Lokyata, que viveu entre os séculos IV e VI antes de Cristo. Ele é conhecido como o autor do Kama Sutra.

Leviatã
Lançamento Original: 1651
ISBN: 978-85-7232-762-6
Autor (a): Thomas Hobbes
Tradução: Rosina D'Angina
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Leviatã (1651) é a mais importante criação de Thomas Hobbes e considerada por muitos sua obra-prima.
A filosofia de Hobbes, especialmente sua teoria a respeito da origem contratual do Estado, exerceu profunda influência no pensamento de Rousseau, Kant e dos enciclopedistas. Além disso, contribuiu para preparar, no plano ideológico, o advento da Revolução Francesa.
Partidário do absolutismo político, defende-o sem recorrer à noção do “direito divino”.
Segundo o filósofo, a primeira lei natural do homem é a da autopreservação, que o induz a impor-se sobre os demais – “guerra de todos contra todos”. Leviatã é, sem dúvida, leitura obrigatória para os interessados em filosofia.

Quem é Thomas Hobbes? Thomas Hobbes (Malmesbury, 5 de abril de 1588 — Hardwick Hall, 4 de dezembro de 1679) foi um matemático, teórico político, e filósofo inglês, autor de Leviatã (1651) e Do cidadão (1651). Na obra Leviatã, explanou os seus pontos de vista sobre a natureza humana e sobre a necessidade de governos e sociedades.

Mahatman Gandhi
Lançamento Original: 1858
ISBN: 978-85-7232-112-9
Autor (a): Huberto Rohden
Tradução: -
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Mahatma Gandhi (1958), escrito pelo filósofo e educador Huberto Rohden, é um marco importantíssimo na cultura brasileira.
Rohden foi um dos primeiros a trazer para o Brasil a biografia espiritual do imortal líder, místico e político indiano.
Gandhi é um fenômeno de incrível força cósmica. Sua mensagem de não violência é a mais revolucionária estratégia social, política e religiosa dos nossos tempos.
A obra, fartamente ilustrada, contém uma série de fatos interessantes, descrevendo a trajetória de Gandhi: seus estudos, sua vida pessoal, suas ações como líder do movimento de independência da Índia, sua vida espiritual e sua influência para a humanidade.

Quem é Huberto Rohden? Huberto Rohden (1893-1981) foi professor, filósofo, conferencista e escritor com mais de 65 obras sobre Ciência, Filosofia e Religião, várias delas traduzidas para outras línguas, inclusive o Esperanto e até mesmo em Braille, para institutos de cegos.
Maiores informações sobre o seu trabalho e seus livros podem ser conseguidos no site da Editora Martin Claret, que edita suas obras: www.martinclaret.com.br/huberto.htm
Rohden nasceu em Tubarão, Santa Catarina, Brasil. Fez estudos no Rio Grande do Sul. Formou-se em Ciências, Filosofia e Teologia em Universidades da Europa - Innsbruck (Áustria), Valkenburg (Holanda) e Nápoles (Itália). De regresso ao Brasil, trabalhou como professor, conferencista e escritor.

O Cão dos Barskerville
Lançamento Original: 1902
ISBN: 978-85-7232-860-9
Autor (a): Arthur Conan Doyle
Tradução: Alda Porto
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O detetive Sherlock Holmes e seu fiel amigo dr. Watson retornam em mais uma série de mistérios, assassinatos, pistas e perseguições em O cão dos Baskerville.
Considerada uma das melhores aventuras do detetive, a obra foi originalmente impressa em partes, publicadas pela revista Strand Magazine de agosto de 1901 a abril de 1902, quando, no mesmo ano, foi lançada em formato de livro.
O mistério a ser solucionado envolve a morte de Sir Charles Baskerville e um cão fantasmagórico que aterroriza os moradores da mansão Baskerville Hall.
O cão dos Baskerville possui uma história eletrizante que se tornou um clássico da literatura policial e promete prender a atenção do leitor a cada virada de página.

Quem é Arthur Conan Doyle? Foi um escritor e médico britânico, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção. Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth.

O Príncipe e o Mendigo
Lançamento Original: 1880
ISBN: 978-85-7232-857-9
Autor (a): Mark Twain
Tradução: Veronica Romano
Páginas: -
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Mark Twain é considerado um dos maiores escritores norte-americanos. Durante sua vida, foi uma testemunha ocular da história de seu país, assistindo às muitas mudanças que a jovem nação enfrentava. Em meio a conflitos internos, ao crescimento da população, à escravidão e à expansão da indústria, Twain retratou a realidade dos Estados Unidos de forma abrangente – seja com uma prosa leve ou com ácidas críticas sociais.
O Príncipe e o Mendigo (1880) narra as aventuras de dois meninos fisicamente idênticos, que ao trocarem de lugar enfrentam realidades totalmente diferentes. Voltado ao público infantil, mescla, com qualidade, uma narrativa leve e juvenil com uma crítica à exploração das classes pobres.

Quem é Mark Twain? Samuel Langhorn Clemens, mais conhecido como Mark Twain, foi um escritor estadunidense que nasceu na Florida, no dia 30 de novembro de 1835, e se criou às margens do rio Mississipi. Twain foi um aventureiro incansável que encontrou em sua própria vida a inspiração necessária para sua obra literária. Aos doze anos seu pai morreu, Mark largou os estudos e começou a trabalhar como aprendiz de topógrafo numa editora, onde começou a escrever seus primeiros artigos jornalísticos.
Aos dezoito anos, saiu de casa para correr atrás de aventuras e fortuna. Trabalhou como tipógrafo, como aprendiz de piloto de uma embarcação movida a vapor, até que a Guerra da Secessão (1861) interrompeu sua carreira de piloto. Em seguida, partiu para o oeste, em direção às montanhas de Nevada, onde trabalhou em campos de mineração. Seu desejo de enriquecer o levou a procurar ouro, sem muitos resultados, fato que o obrigou a trabalhar como jornalista. Seu primeiro êxito literário aconteceu em 1865, com um conto de curta duração, chamado “A Célebre Rã Saltadora do Condado de Calaveras”, que apareceu num periódico já assinado como Mark Twain.
Como jornalista, viajou a São Francisco, onde conheceu o escritor Bret Harte, que o incentivou a prosseguir na carreira literária. Foi a Polinésia e à Europa, cujas experiências foram relatadas no livro “Os inocentes no Estrangeiro” (1869). 
Depois de se casar, em 1870, com Olivia Langdon, estabeleceu-se em Connecticut. Seis anos depois, publicou a primeira novela que lhe daria fama: “As aventuras de Huckleberry Finn” (1882), obra também ambientada nas margens do rio Mississipi, mas não tão autobiográfica como “Tom Sawyer”, sua obra prima e uma das mais destacadas da literatura estadunidense. É preciso destacar também “Vida no Mississipi” (1883) que, além de uma novela, é uma esplêndida evocação do sul, não isenta de crítica, consequência do seu trabalho como piloto.
Com um estilo popular e cheio de humor, Twain contrapõe estas obras no mundo idealizado da infância, inocente e ao mesmo tempo astuta, com uma concepção desencantada do homem adulto, do homem da era industrial, da era dourada, enganado pela moralidade e pela civilização. Contudo, nas obras que se seguiram, o sentido de humor e a ternura do mundo infantil dão lugar a um pessimismo e amargura cada vez mais evidentes, expressados com ironia e sarcasmo.
Uma série de desgraças pessoais, como o falecimento de sua esposa e de uma de suas filhas, bem como falta de dinheiro, escureceram seus últimos anos de vida. Depois de publicar mais de 35 livros, Mark Twain faleceu em Redding, no dia 21 de abril de 1910.

A editora Martin Claret lança no mês de maio mais quatro livros - com novas capas - que podem agradar aos mais variados tipos de leitores. Um desses lançamentos é O Último Adeus de Sherlock Holmes, do grande gênio da literatura mundial, Arthur Conan DoyleAs Aventuras de Sherlock Holmes (Resenha) -, que marca o retorno de Sherlock Holmes, após as críticas dos leitores que não gostaram do que encontraram no livro anterior do personagem mais conhecido da literatura.
Outro lançamento é Contos Fluminenses, de outro gênio da literatura: Machado de Assis. Lançado originalmente em 1870, Contos Fluminenses é o primeiro livro de contos do autor, e reúne sete contos que retratam a sociedade do Rio de Janeiro da época em que foi escrito. Conheça esses e outros lançamentos da Martin Claret:

Bhagavad Gita
Lançamento Original: -
ISBN: 978-85-7232-170-9
Autor (a): Krishna
Tradução: Huberto Hoden
Páginas: 194
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O Bhagavad Gita (A sublime canção), poema místico-filosófico, é o episódio mais célebre do Mahabharata e o texto mais venerado pelos hindus.
Um manual de assertividade, ele nos aponta que a humanidade encontra-se perdida entre dois caminhos: o da passividade, em que o homem, consciente das leis do karma, opta por não agir; e o da agressividade, de acordo com o qual o homem age movido pelo ego, pelos próprios interesses. O Bhagavad Gita então aponta um novo caminho, o caminho do sábio: o reto-agir, o agir de acordo com a essência suprema do ser, agir segundo os mais nobres valores.
Traduzido e comentado pelo filósofo e educador Huberto Hoden, este livro é um verdadeiro compêndio das ideias do hinduísmo.

Contos Fluminenses
Lançamento Original: 1870
ISBN: 978-85-7232-718-3
Autor (a): Machado de Assis
Tradução: -
Páginas: 214
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Machado de Assis é o maior nome do conto brasileiro em seus moldes clássicos. Contos fluminenses é composto de sete histórias, e representa a estreia do escritor como contista.
As narrativas revelam algumas das marcas registradas do autor, com personagens complexos e passagens recheadas de ironias e críticas à sociedade fluminense.
Organizada por Machado em 1870, a obra contém os contos “Miss Dolar”, “Luís Soares”, “A mulher de preto”, “O segredo de Augusta”, “Confissões de uma viúva moça”, “Linha reta e linha curva” e “Frei Simão”.

Quem é Machado de Assis? Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

O Primo Basílio
Lançamento Original: 1878
ISBN: 978-85-7232-528-8
Autor (a): Eça de Queirós
Tradução: -
Páginas: 457
Preço: R$22,90
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Sinopse:
Na segunda metade do século XIX, os ideais liberais consolidavam-se sobre os defensores da monarquia em Portugal, e o país vivia relativo progresso. Todavia, velhos costumes permaneciam entranhados na sociedade portuguesa, ocultos sob o véu tênue da moralidade. Em meio a esse conflito entre progresso e atraso, surge a chamada geração de 1870.
Dessa geração, provêm alguns dos maiores nomes do pensamento português, dentre os quais Antero de Quental, mentor intelectual do grupo, e Eça de Queirós, o mais importe prosador realista em Portugal.
Em O primo Basílio, Eça nos apresenta uma típica família burguesa de Lisboa, por meio da qual exporá a fragilidade de algumas das instituições mais caras aos portugueses – o casamento.

Quem é Eça de Queirós? José Maria de Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25 de novembro de 1845 — Paris, 16 de agosto de 1900) é um dos mais importantes escritores lusos. Foi autor, entre outros romances de importância reconhecida, de Os Maias e O crime do Padre Amaro; este último é considerado por muitos o melhor romance realista português do século XIX.

O Último Adeus de Sherlock Holmes
Lançamento Original: 1917
ISBN: 978-85-7232-833-3
Autor (a): Sir Arthur Conan Doyle
Tradução:
Páginas: 457
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Mais famoso do que seu próprio criador, o detetive retorna em mais uma série de contos em O último adeus de Sherlock Holmes. Vendido em forma de livro em 1917, os contos foram originalmente publicados na revista Strand Magazine, entre os anos de 1893, 1908 e 1917. 
Sherlock havia se aposentado no volume anterior, mas os fãs do detetive não deixaram Conan Doyle em paz e, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, o detetive volta à ativa como um agente secreto.
Aqui, você pode ler e se deliciar com os novos casos emocionantes narrados por Watson: “Vila Glicínia”, “O círculo vermelho”, “Os planos do Bruce-Partington”, “O detetive moribundo”, “O desaparecimento de Lady Frances Carfax”, “O pé do diabo” e “Seu último adeus”.

Quem é Arthur Conan Doyle? Foi um escritor e médico britânico, mundialmente famoso por suas 60 histórias sobre o detetive Sherlock Holmes, consideradas uma grande inovação no campo da literatura criminal. Foi um escritor prolífico cujos trabalhos incluem histórias de ficção científica, novelas históricas, peças e romances, poesias e obras de não-ficção. Arthur Conan Doyle viveu e escreveu parte de suas obras em Southsea, um bairro elegante de Portsmouth.

Diversos são os lançamentos da editora Martin Claret neste mês de maio, e como já é costume, a editora traz aos seus leitores clássicos indispensáveis e com preços acessíveis. Dentre os lançamentos, destaque especial para A escrava Isaura, famosa história já adaptada à TV, escrita pelo mineiro Bernardo Guimarães e lançada originalmente em 1875. Outro clássico de nossa literatura, e que ganha uma nova versão pela editora, é o livro Lira dos Vinte Anos, de Álvares de Azevedo.
Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe, é um dos livros internacionais a ser lançado pela editora em maio. Nesse livro, encontramos importantes contos do escritor que até os dias de hoje conquista fãs e é estudado pelos especialistas. Conheça esses e outros lançamentos da Martin Claret:

A Doutrina de Buda
Lançamento Original: -
ISBN: 978-85-7232-859-3
Autor (a): Bukkyo Dendo Kyokai
Tradução: Jorge Anzai
Páginas: 214
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O substantivo “buda” significa “iluminado” e é derivado do nome de uma árvore (bodhi). Como nome próprio refere-se ao príncipe Siddharta Gautama, fundador de uma das grandes religiões do mundo, e, para os budistas, modelo de perfeita virtude.
A referência à árvore remete à história de que depois de anos de experiências ao noroeste da Índia, sentado embaixo de uma árvore, Buda alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo da reencarnação universal.
Esta obra foi idealizada pela Fundação para a propagação do Budismo e possui distribuição mundial. Um verdadeiro alimento para o espírito, a tradução brasileira foi possível graças aos esforços do sr. Yehan Numata.

A escrava Isaura
Lançamento Original: 1875
ISBN: 978-85-7232-291-1
Autor (a): Bernardo Guimarães
Tradução: -
Páginas: 193
Preço: R$14,90
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Sinopse:
A campanha abolicionista de 1875 foi o pano de fundo perfeito para a publicação de A escrava Isaura. A obra narra as muitas desventuras de uma escrava branca, bela e de caráter nobre, que vive sob o jugo de um luxurioso e cruel senhor. 
O romance – folhetim anti-escravagista e libertário, com fortes traços de idealização romântica – foi um grande sucesso editorial, conquistando a imaginação popular ante as situações intoleráveis do cativeiro e transformando Bernardo Guimarães em um dos mais populares romancistas de sua época no Brasil.
Além de retratar a realidade brasileira, A escrava Isaura ajudou a construir a identidade nacional do país recém-independente, mantendose como um clássico de leitura imperdível. 

Quem é Bernardo Guimarães? Bernardo Joaquim da Silva Guimarães (Ouro Preto, 15 de agosto de 1825 — Ouro Preto, 10 de março de 1884) foi um romancista e poeta brasileiro, conhecido por ter escrito o livro de nome A Escrava Isaura. É filho de João Joaquim da Silva Guimarães, também poeta, e de Constança Beatriz de Oliveira Guimarães. Casou-se com Teresa Maria Gomes de Lima Guimarães, e tiveram oitos filhos: João Nabor (1868-1873), Horário (1870-1959), Constança (1871-1888), Isabel (1873-1915), Affonso (1876-1955), José (1882-1919), Bernardo (1832-1955) e Pedro (1884-1948). Formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1847, e nesta cidade tornou-se amigo dos poetas Álvares de Azevedo (1831-1852) e Aureliano Lessa (1828-1861). Os três e outros estudantes fundaram a Sociedade Epicuréia.

Histórias Extraordinárias
Lançamento Original: 1837
ISBN: 978-85-7232-823-4
Autor (a): Edgar Allan Poe
Tradução: Eliane Fittipaldi e Katia M. Orberg
Páginas: 118
Preço: R$14,90
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Sinopse:
“Poe é uma influência determinante em toda a nossa modernidade, o criador das histórias de detetive e das tramas de ficção científica, presente nas atualíssimas tendências fantásticas, góticas e underground.
Mas ele é, acima de tudo, um esteta de talento que abriu caminhos para todas as correntes literárias de linha subjetivista e barroca que vieram depois dele. Trata-se de um escritor-crítico que tem pleno domínio da arte retórica e da arte poética, um artífice que controla, com mão de ferro e cordas de alaúde, os efeitos que exerce em seu leitor. Um arquiteto do estilo que sabe estruturar um conto como poucos (...).” - Eliane Fittipaldi
Traduzido por Eliane Fittipaldi e Katia M. Orberg, Histórias extraordinárias reúne alguns dos mais conhecidos e importantes contos de Edgar Allan Poe: O gato preto, O enterro prematuro, A queda da casa de Usher, William Wilson e O poço e o pêndulo.

Quem é Edgar Allan Poe? Segundo filho de David Poe e Elizabeth Arnold, ambos atores, Edgar Poe ficou órfão ainda criança e foi adotado por um casal rico de Richmond, Virgínia, Jonh Allan e Frances Kelling Allan. Isso lhe permitiu ter uma educação de qualidade, bem como fazer uma longa viagem pela Inglaterra, Escócia e Irlanda com os pais adotivos. Regressou aos Estados Unidos em 1822 e continuou seus estudos sob a orientação dos melhores professores dessa época. Dois anos depois, entrou para a Universidade de Charlotesville, distinguindo-se tanto pela inteligência quanto pelo temperamento inquieto, que o levou a ser expulso da escola. A seguir, verificou-se um período ainda pouco esclarecido na vida de Poe, no qual se registram viagens fora dos Estados Unidos. Retornou a seu país em 1829 e manifestou desejo de seguir a carreira militar. Foi admitido na célebre Academia de West Point, mas acabou expulso poucos meses depois por indisciplina. Com a morte da mãe adotiva, John Allan voltou a casar-se, com uma mulher muito jovem que lhe deu dois filhos. Isso impediu que Poe se tornasse herdeiro da fortuna paterna e ele se afastou da casa do pai adotivo, deixando Richmond. Após um período de relativa dificuldade, conheceu uma certa prosperidade ao vencer simultaneamente os concursos de conto e poesia promovidos pela revista "Southern Literary Messager". O fundador da publicação, Thomas White, convidou-o a dirigir a revista que rapidamente se impôs ao público. Durante dois anos, Poe esteve a frente do periódico, onde pôde exibir seu talento, que se manifestava num estilo novo, no conto e na poesia, bem como pelos artigos de crítica literária que revelavam seu rigor e sensibilidade estética. Escritor bem-sucedido, Poe casou-se com Virginia Clemm. Entretanto, ao fim de dois anos, White cortou relações com o escritor, que já desenvolvera a doença do alcoolismo. Poe passou a produzir como "free-lancer", em grande quantidade, mas sem ganhar o suficiente para manter uma vida digna e saudável, o que o levou a afundar-se ainda mais na bebida. A morte de sua mulher agravou o problema. O escritor passou a suicidar-se aos poucos, bebendo cada vez mais e já sofrendo os primeiros ataques de delirium tremens. Numa viagem a Nova York, para tratar de negócios, parou em Baltimore e hospedou-se numa taberna onde se distraiu durante horas bebendo com amigos. Era a noite de 6 de outubro de 1849. O escritor morreu na madrugada do dia 7, aos 40 anos. Hoje Poe é um escritor estudado e cultuado em todo o Ocidente. Entre suas obras destacam-se: The Raven (O Corvo, poesia, 1845), Annabel Lee (poesia, 1849) e o volume Histórias Extraordinárias (1837), onde aparecem seus contos mais conhecidos, como "A Queda da Casa dos Usher", "O Gato Preto", "O Barril de Amontillado", "Manuscrito encontrado numa Garrafa", entre outros, considerados obras-primas do terror.

Lira dos Vinte Anos
Lançamento Original: 1853
ISBN: 978-85-7232-342-0
Autor (a): Álvares de Azevedo
Tradução: -
Páginas: 230
Preço: R$14,90
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Sinopse:
Como todo romântico influenciado fortemente por Lord Byron, a poesia de Azevedo contém traços marcantes de desejo, decepções, morbidez, tédio, melancolia e vício.
Mesmo muito jovem, Álvares de Azevedo se cansou da vida e dos dramas que todo adolescente enfrenta, usando esse descontentamento e a angústia da alma como combustível para suas criações.
A Lira dos vinte anos é uma de suas obras mais célebres e inclui alguns de seus poemas mais famosos: “Idéias íntimas”, “Spleen e charutos”, “Lembranças de morrer”, “É Ela! É Ela! É Ela! É Ela” e “Se eu morresse amanhã”

Quem é Álvares de Azevedo? Filho de Inácio Manuel Álvares de Azevedo e Maria Luísa Mota Azevedo, passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos. Voltou a São Paulo (1847) para estudar na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias. Destacou-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental. Durante o curso de Direito traduziu o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduziu Parisina, de Lord Byron; fundou a revista da Sociedade Ensaio Filosófico Paulistano (1849); fez parte da Sociedade Epicureia; e iniciou o poema épico O Conde Lopo, do qual só restaram fragmentos. Não concluiu o curso, pois foi acometido de uma tuberculose pulmonar nas férias de 1851-52, a qual foi agravada por um tumor na fossa ilíaca, ocasionado por uma queda de cavalo, falecendo aos 20 anos. A sua obra compreende: Poesias diversas, Poema do Frade, o drama Macário, o romance O Livro de Fra Gondicário, Noite na Taverna, Cartas, vários Ensaios (Literatura e civilização em Portugal, Lucano, George Sand, Jacques Rolla), e a sua principal obra Lira dos vinte anos (inicialmente planejada para ser publicada num projeto - As Três Liras - em conjunto com Aureliano Lessa e Bernardo Guimarães). É patrono da cadeira 2 da Academia Brasileira de Letras. Atualmente tem suscitado alguns estudos acadêmicos, dos quais sublinham-se "O Belo e o Disforme", de Cilaine Alves Cunha (EDUSP, 2000), e "Entusiasmo indianista e ironia byroniana" (Tese de Doutorado, USP, 2000); "O poeta leitor. Um estudo das epígrafes hugoanas em Álvares de Azevedo", de Maria C. R. Alves (Dissertação de Mestrado, USP, 1999). Suas principais influências são: Lord Byron, Goethe, François-René de Chateaubriand, mas principalmente Alfred de Musset. Um aspecto característico de sua obra e que tem estimulado mais discussão, diz respeito a sua poética, que ele mesmo definiu como uma "binomia", que consiste em aproximar extremos, numa atitude tipicamente romântica. É importante salientar o prefácio à segunda parte da Lira dos Vinte Anos, um dos pontos críticos de sua obra e na qual define toda a sua poética. É o primeiro a incorporar o cotidiano na poesia no Brasil, com o poemas Ideias íntimas, da segunda parte da Lira. Segundo alguns pesquisadores, Álvares de Azevedo que teria escolhido o título "As Três Liras", pois havia uma garota - que até hoje ninguém sabe a identidade, muito bem escondida pelo Dr. Jaci Monteiro - que tocava esse instrumento. Figura na antologia do cancioneiro nacional. E foi muito lido até as duas primeiras décadas do século XX, com constantes reedições de sua poesia e antologias. As últimas encenações de seu drama Macário, foram em 1994 e 2001.

O Guarani
Lançamento Original: 1857
ISBN: 978-85-7232-338-3
Autor (a): José de Alencar
Tradução: -
Páginas: 379
Preço: R$14,90
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Sinopse:
O guarani – romance mais famoso de José de Alencar – foi uma das primeiras obras criadas com o objetivo de fundar uma literatura brasileira autônoma de Portugal.
Em meio à história de amor entre o índio Peri e a moça branca Ceci, José de Alencar cria uma narrativa épica, cheia de amor, aventura, traição, lutas e vingança, prendendo a atenção do leitor a cada nova página.
O romance proclama a brasilidade, focando importantes aspectos da realidade brasileira do século XVII: o índio e o branco; a cidade e o campo; o sertão e o litoral.

Quem é José de Alencar? Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Fundou, na época, a revista Ensaios Literários, onde publicou o artigo questões de estilo. Formou-se em direito, em 1850, e, em 1854, estreou como folhetinista no Correio Mercantil. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. José de Alencar foi mais longe nos romances que completam a trilogia indigenista: Iracema (1865) e Ubirajara (1874). O primeiro, epopeia sobre a origem do Ceará, tem como personagem principal a índia Iracema, a "virgem dos lábios de mel" e "cabelos tão escuros como a asa da graúna". O segundo tem por personagem Ubirajara, valente guerreiro indígena que durante a história cresce em direção à maturidade. Em 1859, tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo. Em 1860 ingressou na política, como deputado estadual no Ceará, sempre militando pelo Partido Conservador (Brasil Império). Em 1868, tornou-se ministro da Justiça, ocupando o cargo até janeiro de 1870. em 1869, candidatou-se ao senado do Império, tendo o Imperador D. Pedro II do Brasil não o escolhido por ser muito jovem ainda. Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia. Produziu também romances urbanos (Senhora, 1875; Encarnação, escrito em 1877, ano de sua morte e divulgado em 1893), regionalistas (O Gaúcho, 1870; O Sertanejo, 1875) e históricos (Guerra dos Mascates, 1873), além de peças para o teatro. Uma característica marcante de sua obra é o nacionalismo, tanto nos temas quanto nas inovações no uso da língua portuguesa. Em um momento de consolidação da Independência, Alencar representou um dos mais sinceros esforços patrióticos em povoar o Brasil com conhecimento e cultura próprios, em construir novos caminhos para a literatura no país. Em sua homenagem foi erguida uma estátua no Rio de Janeiro e um teatro em Fortaleza chamado "Teatro José de Alencar".