Após vários dias dedicados aos mais variados segmentos artísticos, como a música, o teatro e a dança, a Semana Edgard Cavalheiro chegou ao fim, no último sábado, 01, com a ilustre presença do escritor infanto-juvenil Pedro Bandeira.
A primeira atividade do autor do recém-lançado “A Droga da Amizade” aconteceu em estabelecimentos comerciais do Centro de Espírito Santo do Pinhal-SP, onde autografou livros e atendeu os seus leitores. Logo na sequência, o escritor se encontrou com o público presente no Theatro Avenida, local em que, durante a noite, ministrou uma palestra sobre a importância da leitura na construção de um país.
Por estar participando de um evento em homenagem ao escritor pinhalense Edgard Cavalheiro, criador do Prêmio Jabuti e maior biógrafo de Monteiro Lobato, o escritor declarou a sua admiração pelo criador de, entre outros, “O Sítio do Pica-Pau Amarelo”. Segundo disse em entrevista exclusiva, Lobato foi quem “fez as minhas ideias políticas, quem fez o meu patriotismo, o meu nacionalismo, minha sede pela leitura, pela cultura e pela justiça”.
Pedro Bandeira ainda contou que seu pai faleceu antes do seu nascimento, por isso Monteiro Lobato foi o único homem adulto a falar por ele. “Ele serviu para me formar”, afirmou. “É como se eu realmente pudesse falar de um pai, um pai que eu também não conheci pessoalmente, mas até hoje eu o conheço”.
O escritor ressaltou também o trabalho de Edgard Cavalheiro ao escrever sobre a vida e obra de Monteiro Lobato. Para ele, Cavalheiro compreendia o lado pioneiro de Lobato e não o retratava apenas como um polemista, algo que acontece muitas vezes ao falar sobre a vida do escritor. “Ele foi um pioneiro em um monte de coisas. Não um pioneiro efetivo - as coisas que ele tentou fazer muitas vezes não deram certo -, mas deixaram portas abertas”.
Por fim, Pedro garantiu que a amizade entre Cavalheiro e Lobato foi essencial para a construção do mais importante livro do escritor homenageado na semana cultural. “A informação que ele nos dá de Lobato é muito mais sólida”, por isso que “hoje quem vai falar de Lobato primeiro lê Edgard Cavalheiro, depois vai falar de Lobato. A primeira fonte: Edgard Cavalheiro, não tem outra”.








