Cobra Norato, Raul Bopp, ilustrações de Ciro Fernandes, 30ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
José Olympio, 2016, 96 páginas.
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O desejo de corrigir um antigo erro pessoal foi o principal motivo que me levou a decidir pela leitura de Cobra Norato, porém ela foi muito aquém do esperado e pelas mesmas razões que me fizeram cometer o erro supracitado, o que me faz questionar se realmente devo considerar que tenha errado no passado.
Quando digo tudo isso me refiro ao fato de em outras oportunidades, ainda no período escolar, ter abandonado leituras tidas como importantíssimas para a Literatura brasileira. Hoje vejo que ter abandonado alguns clássicos pode ser visto como um grande pecado literário, mas tenho a certeza que faria exatamente a mesma coisa com Cobra Norato se tivesse iniciado a sua leitura na época em que era obrigado a fazê-lo. Isso porque, embora tenha uma ótima premissa, não é uma leitura que prende a atenção. Muito pelo contrário.
Esse é um poema de grande importância para a primeira fase do modernismo brasileiro e tem como enredo a trajetória de um ser lendário que sai em busca de sua amada, mas para alcançar o seu objetivo precisa enfrentar uma série de provações e vencer diversos desafios. Na teoria essa é uma história que poderia render ótimos momentos de prazer literário, em especial por explorar um pouco do rico folclore brasileiro, mas na prática ficou bem distante do esperado.





