Poder, Sarah Pinborough, tradução de Edmundo Barreiros, 1ª edição, São Paulo-SP:
Única, 2014, 224 páginas.
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Ao ser enviado por seu pai para uma aventura em busca de soluções a um mistério, e principalmente experiência para que no futuro seja capaz de assumir o trono, o príncipe não poderia imaginar que encontraria muitos segredos por trás de um reino que permaneceu adormecido por quase um século.

Quando atravessa a mata fechada e finalmente chega ao seu destino, acompanhado do Caçador e de Petra, ele encontra todas as pessoas adormecidas, incluindo a encantadora Bela. Mas os problemas se iniciam mesmo quando o grupo quebra a maldição e toda a cidade volta ao normal, dando vida também ao que foi capaz de assustar o reino muito antes do início da maldição.

“As mulheres eram de longe o sexo mais sensual, mas a maioria dos homens não sabia como manter esses sentimentos vivos nelas. A maioria dos homens as fazia sentir vergonha de seus desejos, em vez de se deleitar com eles, e depois se perguntava por que as coisas murchavam e morriam entre o casal. Com ele não seria assim, se um dia achasse a garota de seus sonhos” (pág. 88).

Feitiço, Sarah Pinborough, tradução de Edmundo Barreiros, 1ª edição, São Paulo-SP: Única, 2013, 248 páginas.
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Desde que as releituras de contos de fadas se tornaram uma febre em todos os segmentos da indústria do entretenimento, a protagonista mais utilizada foi Branca de Neve, a mais popular das personagens. O problema era que isso já estava causando certa desmotivação. Pelo menos até o lançamento de Feitiço, livro em que Sarah Pinborough utiliza a tão maltratada Cinderela para apresentar um enredo muito mais interessante.

A história de Cinderela também é bem conhecida: uma garota maltratada pela madrasta e suas irmãs, que conta com ajuda de uma fada madrinha para conquistar o príncipe encantado. Mas as aparências enganam e o desejo por um final feliz pode nem sempre ser atendido como o esperado.

Quando a realeza anuncia um baile para encontrar uma noiva para o príncipe, Cinderela rapidamente é descartada por sua família, mas quando menos espera, sua fada madrinha surge para ajudá-la a conquistar o coração do príncipe de seus sonhos. No entanto, para ajudar Cinderela a realizar o seu maior desejo, a fada madrinha precisa de um favor e a moça está disposta a tudo para se tornar a nova princesa. Enquanto isso, Lilith, a madrasta de Branca de Neve, continua usando da sua poderosa magia para realizar suas vontades, ainda que a situação de seu reino esteja cada vez pior.

“Ela empurrou o corpo contra seus dedos e arfava enquanto ele contava a ela histórias de beleza e música até que, por fim, com a mente em um turbilhão de salões de bailes, o príncipe, música e amor, ela estremeceu contra o toque dele” (pág. 30).

Veneno, Sarah Pinborough, tradução de Edmundo Barreiros, 1ª edição, São Paulo-SP: Única (Ed. Gente), 2013, 224 páginas.
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Não é de hoje que os contos de fadas deixaram as páginas dos livros e, ao menos nas versões mais conhecidas, ganharam um toque infantil, que nem sempre condiz com a história original. Mas a lenda diz que de infantil os contos de fadas não têm nada e Veneno tenta explicar o motivo.

Nessa história, a rainha Lilith não age por pura maldade, mas sim devido ao seu passado sofrido; Branca de Neve, além de ser muito mimada, tem atitudes condenáveis para uma princesa; e o príncipe pode até encantar as garotas, no entanto não vai além disso. Em um conto de fadas diferente do que estamos acostumados, iremos perceber que ninguém, absolutamente ninguém pode ser visto como herói ou vilão.

“O príncipe já estava mexendo neles. Será que aquilo era um sonho? Será que ainda estavam caminhando pela noite e aquela era uma ilusão que a qualquer instante ia se desfazer? Será que ela podia estar acordada? Ele desejara aquele momento desde a primeira vez que pusera os olhos nela, e agora tinha acontecido, do nada” (pág. 156).