Stieg Larsson - Antes de Millennium, Guillaume Lebeau e Frédéric Rébéna, 1ª edição, São Paulo-SP:
Veneta, 2013, 64 páginas.
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Stieg Larsson - Antes de Millennium é uma biografia em quadrinhos trazidas a nós pelo trabalho do roteirista Guillaume Lebeau e Frédéric Rébéna.

Guillaume Lebeau é um escritor e documentarista francês, escritor de vários romances premiados e de dois ensaios sobre Fred Vargas e Stieg Larsson. Seu último romance “Le Troisième Pole”, um thriller ecologista, foi lançado em novembro de 2011. Produziu um documentário chamado “Ice Crime”, sobre a nova onda literária escandinava. Sobre essa nova onda o autor também escreveu Crimes Glacés, com as receitas culinárias dos pratos e das comidas descritas por esses autores em seus livros.

Stieg Larsson sacudiu o mercado editorial com um soco no estômago chamado Millennium. Três livros fortes e vigorosos de denúncia dos vários tipos de mal tratos e humilhações às quais as mulheres vêm sendo submetidas nos últimos anos. Violências essas que a sociedade tenta ignorar com todos os subterfúgios da mais completa e refinada hipocrisia. Os livros de Larsson, que morreu de ataque cardíaco em 2004, venderam mais de 75 milhões de exemplares em 50 países, além de render quatro adaptações cinematográficas.

Stieg Larsson morreu antes de terminar sua obra, que se conjectura seria uma história contada em dez volumes, o que daria umas cinco mil páginas de mistério e aventura. Há teorias da conspiração sobre a natureza da morte prematura de Larsson, que era um ativista de esquerda, um homem de ideias e de ação, tendo inclusive viajado à Eritreia para lutar uma guerra socialista em solo estrangeiro.

O jornal Svenska Dagbladet informou, em fevereiro de 2004, que o escritor, autor de “Os Homens que não Amavam as Mulheres”, encaminhou à polícia 15 caixas com papéis que, segundo ele, ligavam o assassinato do primeiro-ministro da Suécia Olaf Palme, morto a tiros em 1986, a um ex-militar sueco que teria ligações com os serviços de segurança sul-africanos. Olaf Palme era um crítico severo do regime apartheid da África do Sul. A informação sobre o crime foi manchete nos órgãos de imprensa de toda a Suécia. Como no caso do assassinato de Kennedy nos Estados Unidos, a morte de Palme deu origem a uma enxurrada de teorias conspiratórias.