Olá leitores!
Estamos agora na minha segunda participação no blog Over Shock, um espaço tão acolhedor e querido por todos vocês, cada vez mais, me sinto em uma parte de um universo que traço. Um universo que se torna concreto, quando projetos e metas estão sendo feitas e finalizadas. Cada novo elogio, crítica, sugestão e apoio, vindos da parte dos segundos e terceiros, de vocês, leitores, eu me sinto realizado e valorizado. Me sinto contribuinte do pouco conhecimento que consigo passar, do mínimo de informação que gostaria de transmitir, e carregado de êxitos de conquistas desta etapa!
Temos mais dez análises pela frente – depois desta – e creio que em cada, pretendo inovar, talvez indo e vindo, nos mesmos, mas sempre deixando um pouquinho do meu gosto musical e generalizando em apenas uma música, a moral que a banda (ou cantor), geralmente nos passa.
O meu tempo está escasso, e no meu blog (O Livro dos Dias), ainda faltam mais atualizações. Neste ano, irei iniciar a apresentação de poemas e textos que faço além de análises e interpretações em um novo formato, pois já não careço analisar palavra por palavra, linha por linha, conjunto de moral e pesquisas em livros – não que isso não seja importante.
Espero que tenham gostado da primeira análise (Ciranda da Bailarina) e que gostem cada vez mais, deste espaço inovador e que creio ser de importância para debates e discussões.
Na manhã de 27 de janeiro, o Brasil acordou cinza. Cinza, porque chovia. Cinza, porque uma fumaça cobria a cidade universitária de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Até o momento que estou escrevendo, foram na margem de 240 os jovens que tiveram a vida ceifada. Jovens que saíram de casa, que foram se divertir... Nenhum voltou pra casa, e pela manhã do domingo, os celulares tocavam no peito, ninguém atendeu, não havia ninguém vivo para isso, além dos bombeiros e policiais que faziam a perícia no local.
Foram na margem de 240 vidas que foram cortadas [meu lado racional e humano, me faz crer], por incompetência da parte de todos os possíveis imaginados, não vem ao caso, crer que os bombeiros faltaram à cobrança, os jovens, à observação, aos donos, o devido cuidado, aos funcionários, o devido humanismo... Não entra no caso, apenas quero mostrar, o ponto em que uma notícia informativa, se torna uma notícia midiática. Nós, jornalistas, sofremos em grande parte, ao nos depararmos com entrevistados e afins que têm medo do que dizem e do que falaremos do que disseram, ou seja, têm medo e desconfiança de nossa palavra, ora, a informação verídica é a base do jornalismo, é o que o faz ser a informação. Têm medo, do que pessoas que trabalham com a mídia, que vendem e ganham para divulgar algo, que necessariamente não é nem tão importante, nem relevante e tampouco verídico. Mídia é o controle de informação pronto para ser vendido; informação é o ponto necessário para dar-se a notícia.
Por incrível coincidência, escrevi esta postagem no início do mês de fevereiro, e agora, durante toda a semana até o dia desta postagem - 16 de fevereiro de 2013 - a mídia divulgou o fato de Bento 16 (XVI) ter desistido do posto de comando da Igreja Católica Apostólica Romana, abandonando o seu papado.
A postagem não falará abertamente sobre isso, mas fica claro que por incrível e mera coincidência, em ordem cronológica das músicas que seriam (e serão) analisadas neste espaço, O Papa É Pop era a escolhida como a segunda análise, a primeira do Rock.
Ainda sobre o trono de ouro ficar vazio, minha opinião - que ainda assim, não deveria caber neste espaço- é a mesma que a que tenho por Santa Maria: Humanos e erros. Imperfeição constante.
Bento 16 sempre assumiu o posto de intolerância à diversos tipos de grupos sendo eles de morais sociais ou não. Não nos cabe julgar seu lado humano ou papal, mas quanto a decisão, a mídia não poupou o Papa quando lhe fez acusações e o criticou de todas as maneiras possíveis.
O primeiro Papa-Pop (que a música de análise seguinte fala), se tornou pop por uma tragédia que terceiros lhe causaram. O segundo Papa-Pop (que não falarei porque irá fugir da minha moral), causou tumulto e divergências, se tornou pop por suas polêmicas e por uma escolha unica e própria de seu livre arbítrio: abandonar o maior posto de representação humano-divina da Igreja Católica Apostólica Romana, cabe à ele saber se isso é certo ou errado, e cabe à mídia saber informar ou manipular ideias.
A postagem não falará abertamente sobre isso, mas fica claro que por incrível e mera coincidência, em ordem cronológica das músicas que seriam (e serão) analisadas neste espaço, O Papa É Pop era a escolhida como a segunda análise, a primeira do Rock.
Ainda sobre o trono de ouro ficar vazio, minha opinião - que ainda assim, não deveria caber neste espaço- é a mesma que a que tenho por Santa Maria: Humanos e erros. Imperfeição constante.
Bento 16 sempre assumiu o posto de intolerância à diversos tipos de grupos sendo eles de morais sociais ou não. Não nos cabe julgar seu lado humano ou papal, mas quanto a decisão, a mídia não poupou o Papa quando lhe fez acusações e o criticou de todas as maneiras possíveis.
O primeiro Papa-Pop (que a música de análise seguinte fala), se tornou pop por uma tragédia que terceiros lhe causaram. O segundo Papa-Pop (que não falarei porque irá fugir da minha moral), causou tumulto e divergências, se tornou pop por suas polêmicas e por uma escolha unica e própria de seu livre arbítrio: abandonar o maior posto de representação humano-divina da Igreja Católica Apostólica Romana, cabe à ele saber se isso é certo ou errado, e cabe à mídia saber informar ou manipular ideias.
![]() |
| O disco leva o nome por crítica e brincadeira da situação de como uma notícia trágica se torna repetitiva e lucrativa. |
O Papa é Pop é um dos mais bem elaborados discos das banda de rock brasileiro, sendo gravado pelos Engenheiros do Hawaii em 1990. Tendo em seu lado A o nome de Lado Papa e do lado B o nome de Lado Pop, o disco é cheio de simbologias, dentre elas, as próprias cores do disco, onde o preto e vermelho, se faz de alusão ao popularismo do Grupo de Regatas do Flamengo, que tem número de fãs e torcedores notavelmente alto, além do fato de que quando o Papa João Paulo II (a pessoa que a música trata, em questão), veio ao Brasil, ele usou uma camiseta do time.
No encarte do CD tem a foto da mesma pessoa em questão tomando chimarrão – um ato simples, que nas mãos de jovens revolucionários, se torna piada e chacota (não que o tenham feito).
Ainda sobre o disco, ele teve mais de 500 mil cópias vendidas, tendo portanto dois Platinas. Leva o nome de “O Papa é Pop”, graças ao mantra de que “afinal, o que é rock in roll?”, contido na sétima faixa, que leva o mesmo nome do disco de características pop.
No dia 13 de maio de 1981, João Paulo II enquanto abençoava a multidão na Praça de São Pedro em Roma, foi atingido por quatro tiros, dois acertando seu estômago, um o seu dedo mindinho e outro o seu braço direito. Se recuperou e após cinco dias saiu do hospital. O atirador, Mehmet Ali Hagca foi sentenciado à prisão perpétua no mês seguinte ao atentado, após certo tempo, João Paulo II perdoou Hagca e o visitou na prisão... Com a intermediação da pontifícia presença, o atirador foi liberado após 19 anos.
O Papa é Pop.
As manchetes dizem isso nas entrelinhas.
As pessoas que compram jornais, que assistem TV, que ouvem o rádio e leem revistas, consomem notícias do papa. Toda a hora, as mesmas coisas...
Todo mundo revê a mesma notícia que ainda não foi vista daquela forma. Todo mundo está comprando as coisas mais vendidas, “todos tem, e eu quero ter!”.
Qualquer nota e novidade, qualquer notícia, qualquer página em branco com fotos coloridas... Em qualquer lugar, qualquer coisa que se mover é um alvo, e ninguém está a salvo. Todos somos sujeitos a sermos escravos da mídia, manipulados e distorcidos por ela.
Todo mundo relê a mesma notícia, de uma perspectiva ou palavras diferentes... Tá na caras – aqui se refere à revista Caras, tanto quanto às caras das pessoas. Qualquer dinheiro, qualquer nota, qualquer taxa alta, vale páginas em branco com fotos coloridas, fazendo um marketing próprio ou da empresa... Qualquer rota, qualquer caminho, gera a rotatividade, do dinheiro, das pessoas e do público... E qualquer coisa que se mova é um alvo, e ninguém está a salvo destes caminhos que o consumo em massa nos leva.
![]() |
| A TV é uma das causas da desmoralização social. |
Uma palavra na camiseta, fazendo a propaganda involuntária – pagando pelo produto e fazendo o marketing do mesmo sem querer, apenas por uma etiqueta – os sonhos desejados, as ideias planejadas... Tudo escrito: palavras feitas a lápis para durarem uma semana (notícia, informação).
Gessinger finaliza a música apontando que toda a catedral é populista, é pop, que é macumba pra turistas. Creio que quando diz isso, se refere à influência que aquilo causa, ou então à hipocrisia que aquilo traz.
Finaliza o hino perguntando o que é Rock In Roll, Os óculos do John ou olhar do Paul? (Referência aos Beatles, que foram de maior influência para os roqueiros da época)
Isso se refere, creio, aos versos do refrão onde o “Papa é pop/O Papa é pop/O pop não poupa ninguém/O Papa levou um tiro à queima roupa/O Rock não poupa ninguém” – O pop é o momento, o pop é a novidade. O Rock não é a malícia ou violência. O Rock é atitude, seja ela boa ou não, é a mudança, a coisa momentânea, a voz que canta por uma geração 80-90. O Papa é pop porque o pop não poupa ninguém, o Papa é Rock porque o rock não poupa ninguém. O pop alcança à todos para informação e venda, o rock alcança à todos por crítica e atitude.
![]() |
| Paul Mccartney e John Lennon foram as maiores influências para o Rock. Atitude, ritmo e letra era a inspiração criada pelos Beatles. |
(Deixo claro, antes da assinatura, que não sou ligado à nenhum movimento Católico Apostólico Romano para fazer sensacionalismos quanto a ilustre figura de João Paulo II - que independentemente do movimento cristão ou religioso, o adota como exemplo máximo de perdão e evolução espiritual -, tampouco um anti-catolicismo para pregar algo negativo. Também não estou ligado à vínculo algum relacionados à boate Kiss ou informações sobre isso. Sobre a tragédia, apenas penso que foi uma falha coletiva, e humana, acima de tudo. Quanto ao breve e introdutivo comentário ao Papa Bento XVI, julgo ser de escolha própria querer parar ou continuar na responsabilidade de comandar e representar um dos maiores movimentos religiosos da história da humanidade. A modernidade avançou de modo alastrante, e por isso, sua moral foi manipulada tão aberrantemente e ele se tornou tão polêmico quanto às causas que defendia.
Sobre a influência da mídia - que não entrou hoje na análise - ela está em todas as partes, e a Mídia é a distorção da noticia. Quando a noticia tem fins lucrativos, de audiência e sensacionalismos, ela se torna Mídia e foge da Informação. Espero ter sido coerente e entendido).
Eduardo Rezende - Tenho 17 invernos de vida, sou jornalista, idealizador de um "Grupo de Debates", membro da "Casa do Escritor Pinhalense Edgard Cavalheiro", gosto muito da música popular brasileira, do nosso rock nacional, e de livros e café que aconcheguem e combinem. Fiz trabalho voluntário em Sala de Leitura e Estudo/Biblioteca, apaixonado por estudo de religiões, sociedade e simbolismos.















