8ª Confissão, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Carla Gouveia, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2013, 192 páginas.
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Dois crimes brutais obrigam as amigas do Clube das Mulheres Contra o Crime a iniciarem uma investigação em que as principais vítimas estão em lados opostos da sociedade. De um lado o casal Isa e Ethan Bailey, milionários que voltam para casa após uma apresentação musical e são surpreendidos por um assassino pronto para executar uma vingança e cometer um crime perfeito.

De outro lado, um morador de rua é assassinado e isso intriga a jornalista Cindy Thomas, que à sua maneira vai atrás de informações sobre o caso e acaba descobrindo que a morte desse morador de rua está ligada à uma rede criminosa. O maior problema nisso tudo é o alto preço que o Clube das Mulheres Contra o Crime, liderado por Lindsay Boxer, pode pagar por se envolver em casos tão complexos.
“Hernandez olhou para mim como se à espera de que eu acabasse com o pesadelo, mas eu já estava pensando naquele quebra-cabeça, me perguntando se, de fato, assumira algum tipo de história de Agatha Christie” (pág. 54).

7º Céu, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2012, 208 páginas.
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A vida de Michael Campion, filho do ex-governador da Califórnia, sempre atraiu a atenção de todos, por isso o país se comoveu com o seu desaparecimento. Depois de três meses sem qualquer pista sobre o que aconteceu, a polícia de São Francisco descobre que Michael foi visto pela última vez entrando na casa de uma prostituta.

Lindsay Boxer e seu parceiro Richard Conklin são os responsáveis pela investigação, mas não demoram a assumir outro caso: uma série de incêndios criminosos em mansões da cidade. Para encontrar o responsável por esses incêndios, Lindsay conta com a ajuda de suas melhores amigas, enquanto uma delas, Yuki Castellano, protagoniza o julgamento mais importante de sua carreira.

“Por um tempo, talvez algumas horas, os dois ficaram ali, conscientes, esperando a morte chegar. Era mais um caso hediondo de terror psicológico. Os assassinos tiveram a intenção de fazê-los passar por aquele calvário.
Mas quem seriam eles? E que motivos teriam para cometer um crime brutal?” (pág. 39).

6º Alvo, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2012, 208 páginas.
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É sábado e Lindsay Boxer está de folga, o que não costuma acontecer com uma tenente da polícia de São Francisco. Mas quando menos espera, Boxer é convocada para um caso em que um homem abriu fogo contra uma balsa lotada e acabou assassinando três pessoas e ferindo Claire Washburn, melhor amiga de Boxer, e o filho da médica-legista.

Boxer passa a investigar o caso ao lado do inspetor Richard Conklin e não demora muito para que o próprio assassino se entregue. Mas logo quando tem inicio o julgamento, um novo caso ganha a atenção da tenente, que se envolve na investigação do desaparecimento de Madison Tyler, filha de um importante jornalista. Rapidamente Boxer descobre que outras crianças também estão desaparecidas e ela passa a correr contra o tempo já que sabe que as primeiras horas são fundamentais se quer encontrá-las vivas.

“A verdade era que eu ainda acordava suando no meio da noite sempre que sonhava com aquela noite terrível na Larkin Street. Eu me lembrava do impacto daquelas balas no meu corpo, da sensação de impotência, do medo de morrer” (pág. 18).

5º Cavaleiro, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2011, 224 páginas.
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Quando a mãe de Yuki Castellano é levada ao Hospital Municipal de São Francisco e a detetive Lindsay Boxer descobre que mais de 20 pacientes do hospital morreram misteriosamente, ela passa a desconfiar que provavelmente alguém está tirando a vida de inocentes. A tenente, líder do Clube das Mulheres Contra o Crime, sabe que precisa agir o quanto antes para evitar que a mãe de sua mais nova amiga seja a próxima vítima desse assassino.

Enquanto o hospital é processado por negligência médica e enfrenta um dos maiores julgamentos da história de São Francisco, Boxer tenta solucionar o intrigante mistério das mortes no hospital e também encontrar o serial killer que tem assassinado mulheres e descartado seus corpos em carros de luxos por toda a cidade californiana.

“Nos meus primeiros dias no Departamento de Homicídios aprendi que havia dois tipos de crime: um cujas provas eram desorganizadas, isto é, respingos de sangue, objetos quebrados, cartuchos de bala espalhados e corpos pelo chão.
E o outro era exatamente como aquele. Organizado. Planejado. Uma nítida evidência de premeditação” (págs. 18-19).

3º Grau, James Patterson e Andrew Gross, tradução de Alyda Sauer, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Rocco, 2010, 280 páginas.
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Em 3º Grau, terceiro livro da série Clube das Mulheres Contra o Crime, novamente o escritor James Patterson explora suas principais características para criar uma história digna de um bom suspense policial e que poderia facilmente ser levada ao cinema.

Nessa obra, a detetive Lindsay Boxer testemunha a explosão da mansão de um importante executivo e, deixando sua profissão e o desejo de ajudar falarem mais alto, não pensa duas vezes antes de tentar ajudar as possíveis vítimas. A detetive só não imaginava que isso a colocaria em um confronto contra uma perigosa organização terrorista.

Após a misteriosa explosão, outros incidentes aterrorizam a cidade de San Francisco e todo o meio político e econômico. Cada vez que o grupo terrorista age, uma nova mensagem é deixada e com ajuda de suas amigas, que formam o Clube das Mulheres Contra o Crime, Lindsay não demora a perceber que os riscos são grandes para todas elas. Isso pode mudar para sempre esse círculo de amizade.

“Entrei no chuveiro e bebi um gole de cerveja que tinha levado. Inclinei-me para trás sob a água quente, a sujeira, a fuligem e o cheiro de cinza escorreram pelo meu corpo e rodopiaram aos meus pés. Alguma coisa me fez sentir vontade de chorar.
Estava tão sozinha...
Eu podia ter morrido hoje” (pág. 36).

4 de Julho, James Patterson e Maxine Paetro, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2011, 207 páginas

Em mais de 30 anos de carreira, o americano James Patterson vendeu mais de 230 milhões de livros e é autor de diversas séries que se tornaram um verdadeiro sucesso, como é o caso de Clube das Mulheres contra o Crime, uma de suas séries escritas em parceria com Maxine Paetro.
O quarto livro da série, intitulado 4 de Julho e lançado originalmente em 2005, é narrado em sua maioria em primeira pessoa pela tenente Lindsay Boxer, uma das amigas que compõem o Clube das Mulheres contra o Crime. Certa noite, após um dia cansativo, ela se encontra com as amigas em um bar e recebe um chamado de Warren Jacobi para participar da investigação de um crime que tem assombrado a cidade de São Francisco. Nisso, os possíveis suspeitos acabam apontando uma arma para os investigadores e a única saída vista por Lindsay é atirar. Fazendo isso, ela tira a vida de uma adolescente e deixa o irmão deficiente.
Apesar de ter atirado em legítima defesa, Lindsay tinha certo nível de álcool em seu sangue, também por isso é levada paro banco dos réus e fica impedida de trabalhar enquanto o julgamento não chegue ao fim. Ela aproveita as férias inesperadas para um descanso em uma pequena cidade e passa a acompanhar uma série de assassinatos que tem ocorrido ali. Como uma grande investigadora, não aceita e não pode ficar parada, por isso passa a trabalhar até que tudo seja resolvido, contando com a ajuda de Claire, Cindy e da sua advogada de defesa, Yuki Castellano.
Com a leitura de O Dia da Caça (Resenha), pude entender o motivo que levou James Patterson a esse sucesso indiscutível. Desde então, minha vontade de continuar devorando as obras do autor apenas aumentou, conforme as resenhas positivas apareciam dia após dia. A segunda oportunidade veio com mais um livro incrível e que tem a companhia da romancista e jornalista Maxine Paetro, que acredito dar o toque feminino nas personagens, já que as personalidades de todas elas são bem definidas, o que talvez uma mulher pode fazer com mais competência, apesar de se tratar de James Patterson.
Apesar de não ser o primeiro livro – o que em nenhum momento impede a leitura -, conhecemos aos poucos a história de todas as personagens, principalmente de Lindsay Boxer. A tenente tem uma personalidade forte, o que é característico em todas que trabalham na área, e se aproveita disso para conseguir descobrir as peças que faltam e assim formular as teorias que podem vir ajudá-la a desvendar a série de assassinatos.
Como também acontece no livro protagonizado por Alex Cross, em 4 de Julho acompanhamos a narração de todos os crimes, mas dessa vez a narrativa não é tão forte – apesar de que isso é difícil quando se trata de um crime -, por isso não existe mais desculpa para os que evitam ler romances como esse. Mesmo com muitas mortes, esse não é bem o ponto alto do livro, por isso não tenha medo.
Dividido em seis partes (Ninguém Se Importa, Férias Inesperadas, De Volta À Ativa, Chuvas e Trovoadas, Um Mar de Rosas), incluindo o Epílogo, o livro mostra bem a preparação da protagonista para enfrentar o julgamento que pode mudar o rumo de sua carreira que sempre foi muito bem sucedida. O interessante de tudo, além da investigação, é o fato de mostrar bem – assim como encontramos nas séries de TV - a justiça norte-americana, ainda que esse não seja o foco principal.
Mantendo o ritmo acelerado que faz parte de seu estilo de escrita, James Patterson proporciona uma leitura agradável e ágil, colocando nas páginas – que sim, viram sozinhas – muita investigação, ação, humor e romance, como não poderia faltar. A série Clube das Mulheres contra o Crime é sem dúvida indispensável para todos os fãs do gênero, ainda que o livro tenha um pequeno detalhe no enredo que pode virar uma crítica para os que não gostam de ser surpreendidos no final, porque de alguma forma, Patterson e Paetro me surpreenderam e no meu caso essa surpresa foi mais do que agradável.

“Meus instintos investigativos estavam à flor da pele. Eu era uma policial sem casos para resolver, uma agente sem trabalho. Não queria ler sobre homicídios. Queria eu mesma conseguir as informações”. (pág. 64).