Meio Rei, Joe Abercrombie, tradução de Alves Calado, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2016, 288 páginas.
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Filho caçula do rei Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior defeito de um homem.

Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida, curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava.

Certa noite, o jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi determinarão o destino do reino e de todo o povo.
“Pelos deuses, como ele odiava aquela malha! Como odiava Hunnan, o mestre de armas, que durante tantos anos fora seu principal tormento. Como abominava as espadas e os escudos, detestava o campo de treino e desprezava os guerreiros que faziam dali o seu lar! Acima de tudo, como odiava sua própria mão, que não passava de uma piada ruim, uma lembrança de que ele jamais poderia ser um deles” (pág. 21).

Antes da Forca, Joe Abercrombie, tradução de Alves Calado, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 496 páginas.
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Apesar de O Poder da Espada não ser um livro ruim, algumas situações que incomodaram anteriormente me obrigaram a postergar a leitura de sua continuação, Antes da Forca. Algumas vezes por ter outras prioridades, outras apenas por receio de encontrar uma leitura cansativa. Hoje, mais de nove meses depois de ter o livro em mãos, posso dizer que não deveria ter enrolado por tanto tempo.

É bem verdade que o segundo livro de Joe Abercrombie não foi a leitura mais rápida dos últimos tempos, contudo foi possível se surpreender com um enredo mais convincente, cenas memoráveis e algumas explicações fundamentais para o entendimento deste universo. Ainda que também demore a mostrar ao que veio, quando isso acontece o envolvimento é quase imediato.

O Poder da Espada, Joe Abercrombie, tradução de Alves Calado, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Arqueiro, 2013, 480 páginas.
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Três personagens com características distintas e que têm seus destinos cruzados com a volta de um único personagem. Essa é a premissa de O Poder da Espada, primeiro livro da trilogia A Primeira Lei.

Sand Dan Glokta trabalha a serviço da Inquisição de Sua Majestade, utilizando as mais questionáveis técnicas para erradicar a deslealdade, não se importando nem mesmo em torturar os supostos traidores.

Considerado uma verdadeira lenda, Logen Nove Dedos enfrentou muitas dificuldades e sobreviveu a elas de forma cruel, muitas vezes com manchas de sangue. Agora Logen está decidido a mudar e não mais ser lembrado apenas como um temido guerreiro.

Por fim, o jovem Jezal dan Luthar gosta de aproveitar a sua vida com mulheres e sem muitos esforços. Vivendo cercado de regalias, Luthar quer apenas vencer o campeonato de esgrima. Ele só não imagina que todos seus planos podem mudar com uma guerra e com a volta de Bayaz, o Primeiro dos Magos, que acaba de retornar de um exílio que durou séculos.

“Quem está com sede de verdade bebe mijo, água salgada ou óleo, mesmo que faça mal, tamanha é a necessidade de beber. Ferro tinha visto isso nas Terras Ruins. Assim era sua necessidade de matar aquele homem. Queria rasgá-lo com as próprias mãos, arrancar a vida dele esganando-o, retalhar seu rosto com os dentes. O desejo era quase forte demais para resistir” (pág. 260).