Na manhã desta quinta-feira, 08 de outubro de 2015, a Academia Sueca anunciou a vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2015. A vencedora é a jornalista e escritora bielorrussa Svetlana Alexievich, a 14ª mulher a ganhar o Nobel. O júri classificou a obra da autora inédita no Brasil como “monumento ao sofrimento e à coragem". O trabalho de Svetlana é marcado pelos grandes acontecimentos históricos do Leste Europeu, como a queda da União Soviética e o acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. Em “Voices from Chernobyl”, por exemplo, a autora entrevistou diversas vítimas 30 anos depois do desastre que devastou a cidade ucraniana. No início desse século, Svetlana sofreu perseguições por parte do governo bielorrusso e teve que deixar o país. Só em 2011, ela pôde retornar ao seu país.

O historiador e cientista político Moniz Bandeira foi indicado pela UBE (União Brasileira de Escritores) para concorrer ao Prêmio Nobel de Literatura 2015. Moniz Bandeira, que tem morada na Alemanha, é Doutor Honoris Causa pelas Faculdades Integradas do Brasil – UniBrasil, de Curitiba. É também portador da Bundesverdienst Kreuz (Erster Klasse), (Cruz do Mérito - Primeira Classe), conferida pelo governo da República Federal da Alemanha, Grande Oficial da Ordem de Rio Branco (Brasil) e comendador da Orden de Mayo (Argentina). E sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil e da Academia de Letras da Bahia.

O nome de Moniz Bandeira recentemente foi envolvido em uma polêmica nas eleições presidenciais brasileiras de 2014. O historiador enviou uma carta ao PSB logo após a queda do avião do candidato pelo partido na chapa de Marina Silva, Eduardo Campos. O conteúdo dessas cartas aparentemente poderiam ser interpretadas de diversas maneiras, na medida em que o historiador dava asas a teorias conspiratórias envolvendo a CIA, a agência de inteligência norte-americana, e a queda do avião de Campos. Essa carta cita a expressão "Regime Change" (mudança de regime), que significaria uma mudança de regime praticada pela CIA. As teorias conspiratórias a respeito de mudança de regime envolvem os eventos das mortes de Orlando Letelier (ex-ministro de Salvador Allende), Juan José Torres (ex-presidente da Bolívia), João Goulart (Jango), Juscelino (JK), todos mortos no ano de 1976. Os dois primeiros foram assassinados. Os dois últimos morreram em condições suspeitas e há um ex-agente da repressão uruguaia em liberdade condicional, no Brasil (RS) que afirma ter tomado parte na conspiração que matou Jango. A carta de Moniz também leva em consideração inúmeros relatos de jornalistas norte-americanos, os quais tem chamado a suspeita para o caso, como Wayne Madsen.