Peter Pan tem que morrer, John Verdon, tradução de Ivanir Calado, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 400 páginas.
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Desde a sua aposentadoria, o detetive David Gurney leva uma vida pacata ao lado de sua esposa, mas um antigo companheiro de trabalho o envolve na investigação de um caso intrigante. Ao entrar neste caso, ele tem a tarefa de revelar a verdade e determinar assim a culpa ou inocência de uma mulher condenada pela morte de seu marido, Carl Spalter, um homem poderoso que tinha a ambição de se tornar governador e sofreu um atentado no enterro de sua própria mãe, vindo a falecer pouco tempo depois.
Ao longo de sua investigação, Gurney descobre que o assassinato não aconteceu conforme os investigadores apontaram e aos poucos percebe que muitas pessoas, além da esposa condenada, estariam interessadas na morte de Carl. No entanto, reviver um caso encerrado coloca o detetive em uma guerra de inteligência em que é obrigado a estar um passo à frente de seus inimigos caso queira continuar vivo.
“Gurney já estava familiarizado com os aspectos básicos da topografia, da estrutura, dos ângulos e distâncias. Tudo isso fora documentado no dossiê do caso. Mas ver o prédio, e depois identificar a janela de onde a bala fatal foi disparada — em direção à área onde ele estava agora — tinha um efeito chocante. Era o efeito da realidade colidindo com a preconcepção. Uma experiência que ele tivera em incontáveis locais de crime. Era essa diferença entre uma imagem mental e o impacto sensorial verdadeiro que tornava tão importante estar ali” (pág. 70).












