O Código da Vinci: Edição especial para jovens, Dan Brown, tradução de Celina Cavalcante Falck-Cook, 1ª edição, São Paulo-SP: Arqueiro, 2016, 312 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo.

Com a ajuda da criptógrafa Sophie Neveu, o professor de Simbologia Robert Langdon segue pistas ocultas nas obras de Leonardo Da Vinci e se debruça sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental – do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
“Mais estranho? Um homem agonizante se entrincheira na galeria, tira a roupa, desenha um pentagrama no próprio corpo e escreve no assoalho uma acusação misteriosa. Por acaso haveria algo que não fosse estranho em todo esse incidente” (pág. 34).

8ª Confissão, James Patterson e Maxine Paetro, tradução de Carla Gouveia, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2013, 192 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Dois crimes brutais obrigam as amigas do Clube das Mulheres Contra o Crime a iniciarem uma investigação em que as principais vítimas estão em lados opostos da sociedade. De um lado o casal Isa e Ethan Bailey, milionários que voltam para casa após uma apresentação musical e são surpreendidos por um assassino pronto para executar uma vingança e cometer um crime perfeito.

De outro lado, um morador de rua é assassinado e isso intriga a jornalista Cindy Thomas, que à sua maneira vai atrás de informações sobre o caso e acaba descobrindo que a morte desse morador de rua está ligada à uma rede criminosa. O maior problema nisso tudo é o alto preço que o Clube das Mulheres Contra o Crime, liderado por Lindsay Boxer, pode pagar por se envolver em casos tão complexos.
“Hernandez olhou para mim como se à espera de que eu acabasse com o pesadelo, mas eu já estava pensando naquele quebra-cabeça, me perguntando se, de fato, assumira algum tipo de história de Agatha Christie” (pág. 54).

Outro conto sombrio dos Grimm, Adam Gidwitz, tradução de Rodrigo Abreu, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Galera Júnior, 2016, 352 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Aqui muitas coisas são diferentes do que você está imaginando, então não pense que já conhece essa história. Talvez você conheça João, porém não deve imaginar que a sua prima Jill é uma princesa, tampouco o que de fato acontece quando os dois juntos sobem em um pé de feijão para encontrarem com gigantes e procurar por um artefato mágico. E ao refletir sobre essas histórias você tem apenas duas opções: acreditar que tudo acaba por aí ou que muitas coisas sangrentas e horrorosas podem aparecer no caminho de João e Jill.

Acertou quem escolheu a segunda opção.
“Lá no alto, as primeiras estrelas tinham acabado de começar a aparecer no céu. As lágrimas que caíram no poço agitaram a superfície da água e, com isso, o reflexo das estrelas. Agora, talvez você saiba e talvez não, mas essa é a única forma de acordar as estrelas. E foi o que aconteceu” (pág. 26).

Não fale com estranhos, Harlan Coben, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2016, 304 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Apenas algumas palavras ditas por um estranho, em um bar qualquer, foram capazes de destruir a vida de Adam Price. Assim, de uma hora para outra, tudo o que ele acreditava sobre a sua família, e especialmente sobre sua esposa Corinne, se desmoronou, colocando uma pulga atrás de sua orelha que o obrigou a ir atrás de respostas que, para sua infelicidade, mostraram que todas as revelações eram incontestáveis.

Ao confrontar Corinne, ele percebe que a imagem de sua esposa, criada por ele com perfeição, tinha grandes falhas e isso o leva a uma investigação por conta própria, onde acaba se envolvendo em mentiras, chantagens, assassinatos e motivações que vão além de interesses próprios.
“As palavras chegavam até Adam como murros de um pugilista, atordoando-o, debilitando-o, deixando-o trêmulo e zonzo, pronto para receber do árbitro a contagem protetora dos oito segundos. Sua vontade era reagir, esmurrar o filho da puta por ter ofendido sua mulher daquela maneira, agarrá-lo pela camisa e arremessá-lo para o outro lado do salão. Mas não foi o que fez” (pág. 10).

As primeiras histórias, Truman Capote, tradução de Clóvis Marques, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
José Olympio, 2016, 160 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Quando volto ao passado e releio os meus primeiros textos, agradeço os deuses literários pela evolução pela qual passei ao longo dos anos. Mas apenas a experiência de releitura, e a percepção de tal evolução, muito me deixam feliz e orgulhoso. Não por menos a leitura de Primeiros contos de Truman Capote criou em mim a certeza de que ainda precisarei passar por muitas coisas em minhas aventuras literárias.

Apesar de até então não conhecer absolutamente nada da obra de Truman Capote, escritor que faleceu em 1984, não é de hoje que sei de sua importância para a literatura norte-americana. Portanto a leitura deste livro serve como uma preparação para os grandes clássicos escritos por ele, como “A Sangue Frio” e “Bonequinha de luxo”, que agora entraram na lista dos desejados. Mais do que isso, os textos aqui encontrados dão a certeza de que, embora já fosse um escritor promissor, ele ainda melhoraria muito a qualidade de sua obra.

Se tenho a certeza de que Capote evoluiu até chegar ao auge de sua carreira, também tenho certeza de que sua vida está em seus textos, escancarada para quem quiser ver. Talvez a maior prova disso sejam as dificuldades enfrentadas por ele, com o divórcio de seus pais e a sua própria homossexualidade. Vivendo em uma época em que as pessoas eram ainda mais desprezadas e ignoradas pela orientação sexual, tudo o que passou talvez o influenciou a escrever sobre personagens marginalizados, senão pela sociedade como um todo, ao menos pelas pessoas ao redor.

Batman: Arkham Knight, Marv Wolfman, tradução de Alexandre Callari, 1ª edição, Rio de Janeiro: DarkSide Books, 2016, 272 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Arkham Knight, um dos últimos lançamentos da DarkSide Books, é um livro que impressiona. O design gráfico respeita o estilo gótico do personagem, a tipografia combina perfeitamente, a lateral das páginas é tingida de preto, ele vem com um marcador de páginas em tecido preto e a capa é uma obra de arte. Feita em tecido, como os antigos livros do século XIX, estampa um logotipo do morcego em baixo-relevo, mesma técnica utilizada na lombada, onde se destaca a caveira símbolo da editora. O fato é que o livro é lindo, mas fica a dica, a capa de tecido é bem sensível, você precisará ter um cuidado extra com esse livro, pois ele pode desfiar.

A versão gringa do livro é apenas mais um paperback na estante, não tem nada de mais, o que só ressalta o cuidado da DarkSide quando resolve traduzir e lançar um livro no Brasil. O design e a capa ficaram a cargo do estúdio Retina 78, e a impressão é toda feita no Brasil pela Geográfica. A tradução é perfeita e a revisão cuidadosa, embora alguma coisa tenha sido deixada para trás, mas nada que comprometa.

Se eu comprei o livro pela capa, posso dizer que não me arrependi. Já conhecia o trabalho de Marv Wolfman como roteirista de quadrinhos (Blade, Crise nas Infinitas Terras e Novos Titãs), mas não fazia ideia se ele seria um bom contador de histórias em prosa. Marv Wolfman se mostrou um escritor muito competente, conseguindo inserir muitas informações relevantes sobre o universo DC enquanto desfilava a galeria de personagens psicóticos de Gotham City. Ele mantém um bom ritmo narrativo, apesar do desafio que teve ao adaptar um game para o formato livro. Em algumas passagens parece que estamos em níveis de um game, mas ele faz o possível para não deixar transparecer que se trata de uma versão para um jogo.

13 Horas: Os soldados secretos de Benghazi, Mitchell Zuckoff, tradução de Marcelo Hauck, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Bertrand Brasil, 2016, 350 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Em 11 de setembro de 2012, quando os americanos lembravam os onze anos do maior atentado terrorista da história, terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Durante as treze horas que sucederam o início do ataque, seis soldados da Equipe de Segurança do Anexo foram obrigados a agir com precisão e calma para proteger todos os americanos que trabalhavam nos locais, evitando assim uma tragédia ainda maior.
“Várias dezenas de homens entoando cânticos em árabe e atirando com AKs-47 para cima abarrotaram a entrada de pedestres ao lado do portão principal. No final, eles chegaram a mais de sessenta. (…). Os agressores não usavam insígnia, e nenhum dos americanos viram onde eles tinham se juntando nem exatamente quando chegaram ao portão. Uma coisa era certa: eles demonstravam o desejo em comum de aterrorizar americanos no Complexo da Missão Especial. Ou coisa pior” (pág. 105).

O Despertar do Príncipe, Colleen Houck, tradução de Fernanda Abreu, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 384 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Liliana Young leva uma vida dos sonhos, mas o luxo proporcionado pela riqueza de seus pais tem um preço e, além de conviver com as regras impostas por eles, ela ainda tem de convencê-los a deixá-la escolher a sua própria profissão. Ainda em dúvida sobre essa situação, Lilly visita o Metropolitan Museum of Art, em Nova York, e esbarra com a múmia de um príncipe egípcio que acaba de despertar de um sono de mil anos.

O encontro com o príncipe Amon é apenas o início de uma reviravolta na vida de Lilly. Sem qualquer resistência, ela acaba seguindo Amon até o Vale dos Reis, no Egito, onde deve ajudá-lo a reencontrar com seus dois irmãos adormecidos, a fim de realizar uma cerimônia que pode salvar a humanidade dos malignos planos do deus Seth, o deus do caos. Para isso, eles devem lutar contra o tempo!
“Se sabia alguma coisa sobre o amor, era que valia a pena lutar por ele, mesmo que eu precisasse usar uma espada para protegê-lo. O milagre de encontrar o amor, o amor de verdade, era raro o suficiente para fazer o dever e a obrigação terem que se esforçar para enfrentar a concorrência” (pág. 198).

Holy Cow: Uma fábula animal, David Duchovny, ilustrações de Natalya Balnova, tradução de Renata Pettengill, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Record, 2016, 208 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Não pense que estou ficando louco, mas a primeira coisa que preciso deixar claro é que Holy Cow: Uma fábula animal foi escrita pela vaca Elsie Bovary. Uma vaca muito divertida por sinal. E a própria Elsie compreende o quanto é estranho ela escrever, afinal vacas não têm dedos e não conseguem segurar uma caneta, tampouco digitar em um computador, por isso que para este livro ela contou com a cow-autoria de David Duchovny, astro da série Arquivo X.

Pensando por este lado a missão de Duchovny até pode parecer irrelevante. Ora, dificilmente uma vaca que leva uma vida tão monótona teria algo importante para se contar, certo? Errado! Elsie protagonizou uma aventura digna de ser levada ao cinema e por isso a missão de seu cow-autor deixou de ser simplesmente escrever um livro qualquer; passou a ser contar uma história que tem como principal elemento a relação do homem com o mundo animal.

E toda essa aventura começou no dia em que despretensiosamente Elsie bisbilhotou a casa da fazenda e através da janela, observando o que o Deus Caixa luminoso dizia, descobriu que tudo o que acreditava não passava de uma ilusão. A única forma de ela evitar ser vítima da chamada fazenda industrial era fugir em busca de um mundo melhor e mais seguro, o que consegue fazer em companhia de Shalom, um porco rabugento que se converteu ao judaísmo, e Tom, um peru que não sabe voar mas consegue usar iPhone melhor do que muita gente. Disfarçados de humanos os três conseguem fugir da fazenda e iniciar uma inesquecível jornada.

Enquanto Bela dormia, Elizabeth Blackwell, tradução de Vera Ribeiro, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2016, 368 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

A inveja e os conflitos de interesses podem prejudicar o reino para sempre. A única forma de isso não acontecer é se o rei tiver um herdeiro que dê continuidade ao seu poder, no entanto o maior empecilho é a infertilidade do casal. Sem ter outra alternativa, a rainha Lenore recorre aos supostos poderes mágicos de Millicent, a tia de seu marido, e assim nasce a princesa Rosa, uma menina saudável que se torna descendente do trono.

O que deveria ser motivo de festa se torna um problema tão grande quanto o anterior. O rei acaba expulsando Millicent de suas terras e em toda a sua arrogância ela promete se vingar, ameaçando a vida da jovem princesa. A família real então adota medidas para proteger Rosa e é Elise, a dama de companhia e confidente da princesa, quem tem a responsabilidade de mantê-la viva. Custe o que custar.
“Nas histórias, bastava um beijo para selar o amor eterno, porém Marcus não se mostrara extasiado nem declarara sua devoção. Eu não era uma heroína de contos de fadas, falando em forma de rimas elegantes, e ele estava longe de ser um príncipe. Como é que duas pessoas assim entendiam o que se passava no coração uma da outra?” (pág. 151).

A garota sem passado, Michael Kardos, tradução de Marcelo Mendes, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2016, 304 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

1991. Em um domingo qualquer, Ramsey Miller deu uma festa em sua casa para todos os vizinhos. Ao final da festa ele assassinou a esposa e a filha de três anos. Pelo menos é o que pensa todo mundo da pacata Silver Bay.

2006. Ao longo dos quinze anos seguintes, a filha de Ramsey morou com os tios, sob o nome falso de Melanie Denison. Como o seu pai jamais foi capturado pela polícia, seus tios criaram rígidas regras de segurança para evitar que Ramsey fosse atrás da garota. No entanto, ao engravidar de um jovem professor de uma escola local, Melanie decide que seu filho não terá uma vida clandestina como a sua, por isso resolve voltar para a cidade onde tudo aconteceu, reunir pistas e encontrar o seu pai. Antes que ele a encontre.
“Melanie saiu caminhando depressa à frente de Phillip, o homem cujos medos, antes tão engraçadinhos, começavam a ganhar outro peso. Talvez tivesse gostado dele por causa das enormes diferenças que o separavam de Wayne e Kendra. Mas se os tios a estavam sufocando, um namorado medroso não era muito melhor. A covardia dele poderia colocá-la em risco” (pág. 61).

Perdido em Marte, Andy Weir, tradução de Marcello Lino, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 336 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Uma forte tempestade de areia encerra a missão Ares 3 muito antes do previsto. Com a certeza de que Mark Watney morreu, os outros tripulantes deixam Marte, mas na verdade ele está apenas ferido e provavelmente se tornará a primeira pessoa a morrer no planeta vermelho. Isso porque além de estar sozinho e sem qualquer comunicação com a Terra, seus mantimentos vão terminar muitos anos antes da chegada de resgate.

No entanto, em nenhum momento Watney pensa em desistir. Usando de suas habilidades de engenheiro e botânico, ele está disposto a fazer o que for preciso para continuar vivo e não medirá esforços para tentar contato com a Nasa e, quem sabe assim, conseguir voltar para casa.
“Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.
Então, é isso mesmo. Estou ferrado” (pág. 14).

Peter Pan tem que morrer, John Verdon, tradução de Ivanir Calado, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 400 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Desde a sua aposentadoria, o detetive David Gurney leva uma vida pacata ao lado de sua esposa, mas um antigo companheiro de trabalho o envolve na investigação de um caso intrigante. Ao entrar neste caso, ele tem a tarefa de revelar a verdade e determinar assim a culpa ou inocência de uma mulher condenada pela morte de seu marido, Carl Spalter, um homem poderoso que tinha a ambição de se tornar governador e sofreu um atentado no enterro de sua própria mãe, vindo a falecer pouco tempo depois.

Ao longo de sua investigação, Gurney descobre que o assassinato não aconteceu conforme os investigadores apontaram e aos poucos percebe que muitas pessoas, além da esposa condenada, estariam interessadas na morte de Carl. No entanto, reviver um caso encerrado coloca o detetive em uma guerra de inteligência em que é obrigado a estar um passo à frente de seus inimigos caso queira continuar vivo.
“Gurney já estava familiarizado com os aspectos básicos da topografia, da estrutura, dos ângulos e distâncias. Tudo isso fora documentado no dossiê do caso. Mas ver o prédio, e depois identificar a janela de onde a bala fatal foi disparada — em direção à área onde ele estava agora — tinha um efeito chocante. Era o efeito da realidade colidindo com a preconcepção. Uma experiência que ele tivera em incontáveis locais de crime. Era essa diferença entre uma imagem mental e o impacto sensorial verdadeiro que tornava tão importante estar ali” (pág. 70).

Eu estive aqui, Gayle Forman, tradução de Fabiano Morais, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 240 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Com o suicídio de sua melhor amiga, Cody fica chocada e se questiona a todo instante porque não notou que algo de errado estava acontecendo com Meg. Elas viviam juntas e compartilhavam tudo o que lhes acontecia e, ainda assim, sem qualquer aviso, Meg acabou tomando um frasco de veneno sozinha num quarto de motel.

A pedido dos pais de Meg, que para ela eram como uma família, Cody viaja para a cidade em que a amiga fazia faculdade para reunir seus pertences e conhece um pouco da vida que ela levou longe da cidade natal. Ali Cody também conhece os amigos e um guitarrista com quem Meg se envolveu pouco antes de sua morte e que possui os seus próprios segredos. Mas é ao vasculhar o computador da amiga que ela descobre que nem todos os detalhes da morte de Meg estavam realmente esclarecidos.
“Mas não quero ir embora. Estou totalmente desperta e furiosa com Ben McCallister, que, como ficou claro para mim agora, fodeu com a minha amiga, em mais de um sentido. Ele por acaso a tratou como uma groupie descartável qualquer? Não percebeu que era com Meg Garcia que estava lidando? Ninguém descarta Meg” (pág. 31).

Detalhe Final, Harlan Coben, tradução de Ricardo Quintana, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 304 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

O agente esportivo Myron Bolitar está num verdadeiro paraíso e usa da companhia de Terese, uma mulher que acabou de conhecer, para se recuperar de uma recente perda dolorosa. No entanto seus momentos de prazer são interrompidos por seu amigo Win, que não traz boas notícias: um dos seus clientes mais antigos foi assassinado e a principal suspeita é Esperanza, melhor amiga e sócia de Bolitar.

De volta a Nova York, ele está determinado a provar a inocência de Esperanza, mas os obstáculos são enormes e, para solucionar o caso, ele precisa ir a fundo em questões do seu próprio passado que podem inclusive representar o seu fim.

“Myron engoliu em seco. Havia pensado que os acontecimentos recentes o ajudariam a entender melhor Win, que também já matara alguém. Diversas vezes. Agora que Myron também passara por isso, chegara a pensar que se estabeleceria um novo elo, mas não. Pelo contrário. A experiência compartilhada estava cavando um verdadeiro abismo entre os dois” (pág. 12).

Noites de Tormenta, Nicholas Sparks, tradução de Maria Clara de Biase, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 176 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Quando seu marido a trocou por uma mulher mais jovem, Adrienne Willis perdeu a esperança no amor. Focada apenas na educação de seus três filhos, ela ficou presa em sua rotina de mãe, pelo menos até aceitar passar um fim de semana cuidando da pousada de uma amiga.

A previsão de uma tempestade dá a impressão de que o fim de semana será monótono, porém a chegada do cirurgião Paul Flanner muda completamente os planos. Visitando a cidade de Rodanthe para encerrar um capítulo doloroso de sua carreira, ele possui dramas semelhantes aos de Adrienne, por isso a aproximação é natural. O curto espaço de tempo que ficam juntos é mais do que suficiente para algo eterno renascer em seus corações.

“Paul desviou o olhar, mas seus olhos foram atraídos para ela de novo. Embora estivesse chorando, dava para ver que era bonita, mas havia algo no modo triste como mudava o peso de um pé para o outro que deu a entender que ela não se dava conta da própria beleza. O que, pensaria sempre ao se lembrar daquele momento, só servia para torná-la ainda mais atraente” (pág. 33).

Almanegra, Jodi Meadows, tradução de Bruna Hartstein, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
Valentina, 2015, 336 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Se existe um problema de se gostar muito de um livro ou mesmo de um autor, certamente é ter que esperar um longo tempo para ter a oportunidade de ler novos títulos. Se isso é frequente em livros únicos, dá para se imaginar que o sentimento se torna ainda mais forte quando existe a necessidade de se esperar pela continuação de uma história. Em certos casos, a expectativa criada ao longo da espera pode ser uma grande vilã; em outros uma aliada que dificilmente almanovas encontrariam em Heart.

Foram quase dois anos esperando por Almanegra, mas dizer que a ansiedade era gigantesca seria uma grande mentira. Existia sim a curiosidade pelo segundo volume da trilogia Incarnate, porém neste caso especificamente a expectativa por um novo livro incrível era maior que a ansiedade pela continuação da história da protagonista Ana. Isso até poderia soar estranho, caso não existisse um motivo muito significante para essa afirmação.

O Sol é para todos, Harper Lee, tradução de Beatriz Horta, 5ª edição, Rio de Janeiro-RJ:
José Olympio, 2015, 350 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Scout é uma criança sensível, filha do advogado Atticus Finch, responsável pela defesa de um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca em Maycomb. Desde que seu pai se dispôs a defender esse homem, Scout passou a encarar de perto o preconceito e a desconfiança de todos ao seu redor, percebendo com seu olhar infantil as diferenças entre as pessoas, as famílias e principalmente a injustiça entre brancos e negros.

Mas a rotina da garotinha, que não deveria ir além do convívio com seu irmão, Jem, e o melhor amigo deles, Dill, acabou se transformando conforme toda a população se voltou contra o negro. Embora Scout não perca a esperança, perder a inocência é praticamente inevitável.

“O argumento de que Atticus tinha sido obrigado a fazer a defesa teria evitado muitas discussões e confusões. Mas será que explicava a atitude dos moradores da cidade? O tribunal designou Atticus para fazer a defesa do negro, Atticus tinha a intenção de defendê-lo, era disso que eles não gostavam. Eu estava confusa” (pág. 204).

Zoo, James Patterson e Michael Ledwidge, tradução de Claudio Carina, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 288 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Algo muito estranho está acontecendo na natureza e isso está se espalhando pelo mundo. Sem qualquer explicação aceitável, os animais passaram a atacar os humanos, mas o que aparentava ser apenas algo que atingiria os animais selvagens, não demora a também atingir os animais de estimação, aumentando consideravelmente o número de vítimas.

O jovem biólogo Jackson Oz parecia prever que algo de ruim aconteceria. Durante anos ele tentou alertar as autoridades sobre esse cenário preocupante, porém foi desacreditado por todos. Após quase ser vítima de uma emboscada de leões em Botsuana, Oz percebe que precisa agir imediatamente. Mais do que convencer, é necessário também encontrar a explicação e quem sabe a solução para o problema. Caso contrário, ele sabe, a humanidade pode estar com os seus dias contados…

“Os leões dos flancos começam a rastejar rapidamente pela grama, em silêncio, escondendo-se de todas as formas possíveis. A pelagem marrom-amarelada os torna quase invisíveis, massas fulvas camufladas. Eles se distribuem como uma rede larga ao redor do sabugueiro e das vítimas, eliminando qualquer chance de fuga” (pág. 62).

Refúgio, Harlan Coben, tradução de Fabiano Morais, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2012, 224 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Após a morte do pai e a internação da mãe em uma clínica de reabilitação, Mickey Bolitar se vê obrigado a morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI. Enquanto se esforça para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e para se adaptar ao novo colégio, o jovem se envolve com a doce Ashley. Mas pouco tempo depois Ashley desaparece misteriosamente.

Não querendo perder outra pessoa importante de sua vida, Mickey passa a investigar o que aconteceu com Ashley, contando com a ajuda de seus novos e excêntricos amigos, Ema e Colherada. No entanto, uma vizinha lhe conta algo sem dar qualquer explicação: o pai de Mickey ainda está vivo. Quando os dois mistérios se cruzam, o jovem percebe que está muito envolvido e que precisa fazer algo caso queira salvar as pessoas que ama.

“Tornei a pensar em Dona Morcega me dizendo que meu pai ainda podia estar vivo. Talvez esse fosse o motivo de tudo, de encontrar Ashley, do careca do carro preto, da própria dona Morcega. Talvez eu fizesse essas coisas todas só por causa da chance, uma em um milhão, de que ela estivesse falando sério, de ser verdade” (pág. 107).