A morte de Harper Lee foi anunciada no início da tarde de sexta-feira pelo jornal The New York Times, após a confirmação de diversas fontes de Monroeville, cidade no Sul dos Estados Unidos onde a escritora vivia em uma casa de repouso. Aos 89 anos, Lee era uma das mais importantes escritoras da literatura norte-americana, embora tenha publicado apenas dois livros ao longo de sua carreira e permanecido décadas sem participar de eventos literários.
Ao comentar sobre a morte de Harper Lee, o presidente norte-americano, Barack Obama, declarou a necessidade de repassar a história de “O Sol é para todos” às futuras gerações. Segundo ele, “através dos olhos não corrompidos de uma criança, ela nos mostrou a bela complexidade da nossa humanidade, bem como a importância de lutar por justiça em nossas próprias vidas, nossas comunidades e nosso país”.
Já a morte de Umberto Eco aconteceu em Milão, por volta das 22h30 horário local (19h30 pelo horário de Brasília). O escritor, de 84 anos, lutava contra um câncer, porém a causa de sua morte não chegou a ser revelada. Ao longo de sua carreira, Eco públicou diversos ensaios e sete romances, destacando-se, além de “O Nome da Rosa”, os livros “O Pêndulo de Foucault” e “O cemitério de Praga”. O seu último romance, “O número zero” (Record), foi publicado em 2015.
Políticos e escritores comentaram sobre o legado de Umberto Eco. Segundo Matteo Renzi, primeiro-ministro da Itália, Eco foi “um exemplo extraordinário de intelectual europeu, unia uma inteligência única com uma capacidade incansável de antecipar o futuro”. O escritor canadense Guy Gavriel Kay se manifestou através do Twitter dizendo que “Umberto Eco era um ser humano multi-talentoso, genuinamente interessante (e interessado). Escreveu de forma ampla, e bem. Ele fará falta”.












