Chegamos hoje ao último dia do ano e inevitavelmente sou obrigado a olhar para trás e relembrar tudo que aconteceu ao longo dos últimos doze meses. Entre coisas boas e outras nem tanto, este ano me dediquei a leitura de 67 livros (um número muito inferior ao do ano anterior) e, como de costume, não poderia deixar de apresentar uma nova edição do Destaques Literários, que mais uma vez revela o que de melhor foi lido e resenhado da literatura nacional e internacional ao longo do ano que está chegando ao fim.

Queda de Gigantes, Ken Follett, tradução de Fernanda Abreu, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2010, 912 páginas.
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Cinco famílias de diferentes países e classes sociais têm suas vidas interligadas com os acontecimentos que deram origem ao que ficaria conhecido como a Primeira Guerra Mundial. Além dos fatos que contribuíram para o início da guerra, mulheres lutam por direitos iguais, enquanto trabalhadores buscam melhores condições de trabalho e a valorização por parte da alta sociedade.

Pessoas comuns que lutam nas trincheiras, ou simplesmente por seus direitos, são essenciais para o desenvolvimento de tudo que entraria aos livros de história, como as mais importantes e inesquecíveis batalhas e até mesmo a chamada Revolução Russa. São acontecimentos marcantes que dividem espaço com o amor e a amizade, com as dificuldades e as disputas de interesse. São acontecimentos que mudariam a história do mundo para todo o sempre.

“Nos Estados Unidos seria diferente. Tudo lá seria diferente. Os latifundiários norte-americanos não podiam enforcar seus trabalhadores. A polícia norte-americana era obrigada a julgar as pessoas antes de puni-las. O governo não podia sequer prender socialistas. Não havia nobres: todos lá eram iguais, até mesmo os judeus” (pág. 164).