Um dos principais e mais importantes eventos literários da América Latina, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo chega a sua 23ª edição nessa sexta-feira, 22. Realizado pela Câmara Brasileira do Livro desde 1970, o evento reúne editoras, distribuidores e escritores que têm como objetivos promover e incentivar o hábito da leitura.

O evento se encerra no próximo dia 31 de agosto e, segundo os organizadores, a expectativa para 2014 é receber cerca de 800 mil visitantes, que terão a disposição mais de 400 expositores. Mais do que a literatura, o evento tem espaço ainda para o teatro, negócios, gastronomia e atrações em outros segmentos artísticos.

Além do lançamento de centenas de livros durante os dez dias de eventos, a Bienal do Livro de São Paulo recebe ainda grandes nomes da literatura nacional, como Pedro Bandeira, Paula Pimenta, Maurício de Sousa, Miriam Leitão, André Vianco, Ziraldo e Luiz Ruffatto. O evento recebe também autores internacionais, como Harlan Coben, Cassandra Clare, Kiera Cass, Ken Follett, Lucinda Riley, entre outros.

A Bienal do Livro de São Paulo acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi (Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana – São Paulo-SP). A programação completa do evento pode ser conferida no guia oficial disponibilizado abaixo:

As pesquisas apontam que o número de leitores brasileiros, e como consequência a quantidade de livros lidos por eles, é cada vez maior. Apesar dessa realidade, que já é motivo de orgulho, infelizmente nossos autores ainda encontram dificuldades para divulgar suas obras e a impossibilidade de viver com a sua arte. Muito se fala sobre o que deve ser feito, e visando uma mudança (de preferência imediata) uma atitude foi tomada: a criação da Semana do Livro Nacional.

Criada por, entre outras escritoras, Josy Tortaro (Josy Stoque), autora de Marcada a Fogo, a Semana do Livro Nacional acontecerá entre 20 a 28 de julho em várias cidades do país. A intenção, além de divulgar a obra dos escritores participantes, é chamar a atenção da mídia, que costuma ignorar os escritores nacionais desconhecidos, e principalmente das editoras, que em sua maioria evitam a publicação, e quando essa ocorre, a divulgação em massa dos autores brasileiros.

Mas Josy Tortaro, que em breve lançará o livro Ilha de Ar, terceiro da Saga Os Qu4tro Elementos, vai muito além desses objetivos. Ela declara que o “manifesto é por mais leitores, mais valorização, mais destaque em livrarias”. Para que esse manifesto tenha resultado, e a Semana do Livro Nacional atinja o sucesso esperado, diversos autores, editoras, livrarias e principalmente blogueiros se uniram na realização e divulgação do projeto.

Entre os parceiros estão os grupos Eu Leio Brasil e Novos Escritores, e a loja virtual Amazon, que promete dar destaque especial aos autores nacionais durante os nove dias da Semana do Livro Nacional. Outros grupos e livrarias se uniram a essa importante causa.

Na grade de programação, vários bate-papos sobre a literatura nacional estão previstos para acontecer em dezesseis cidades, incluindo as capitais Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Recife e Curitiba. Niterói, Guarulhos, Santos, Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto e Caxias do Sul também participam da Semana. Vale lembrar ainda que, com a idealização do projeto, surgiu a ideia de uma Biblioteca Volante, que consiste na doação de livros dos autores participantes para uma instituição pública. Em 2013, a Fundação Cultural de Curitiba recebe a doação.

Ted


Resenha: O brasileiro tem a mania de criar polêmica onde não existe e algumas vezes isso se torna exagerado, sem sentido. Quando o filme Ted chegou aos nossos cinemas, a polêmica foi instalada, mas se isso acontecesse com todos os filmes... Grande parte das comédias não poderia passar em solo brasileiro.
Durante anos, John Bennett (Mark Wahlberg) teve uma grande amizade com o urso Ted (Seth MacFarlane). Essa amizade começou em um Natal quando John ainda era criança e pediu ao Papai Noel que seu urso de pelúcia ganhasse vida. Esse pedido é atendido e a vida de um passa a se confundir com a vida de outro; ambos se tornam verdadeiras celebridades. Os dois estão sempre juntos, mas isso pode mudar quando a namorada de John, Lori Collins (Mila Kunis) faz um ultimato depois de longos anos dividindo a atenção de John com o urso: Ted ou eu.
Como citado, o filme Ted foi vítima de uma grande polêmica ao chegar ao Brasil. Tudo devido às declarações de um deputado que disse não ser um filme adequado para qualquer faixa etária. Quanto exagero! A produção dirigida por Seth MacFarlane tem um humor negro, assim como o uso de drogas, por exemplo, mas essa é uma questão tão antiga e dispensável que não deveria ser alvo dessa polêmica. O fato é que grande parte das comédias, principalmente americanas, usam e abusam desses detalhes. Até mesmo as comédias nacionais são assim; até mesmo desenhos animados – lembrando que o diretor também é o criador de Uma Família da Pesada - são assim, então por que proibir?
A tal polêmica do deputado é vista como um dos motivos de Ted ter liderado as bilheterias no Brasil, mas o filme em si contribui muito para essa liderança. Usando as palavras dos próprios personagens, “esse filme é tão ruim, mas é tão bom”. Ruim, por abusar de uma velha receita já conhecida; bom, por conquistar mesmo usando essa receita que nem de longe está ultrapassada.
Muito divertido, e explorando a cultura social do povo americano, essa produção também se foca na amizade verdadeira e pode até emocionar certos telespectadores. Com uma atuação de gala de Mark Wahlberg e Mila KunisCisne Negro (Resenha), somos envolvidos em uma história que mostra mais do que humor. O romance de John e Lori pode não ser tão desenvolvido, e possui sim altos e baixos, porém a amizade e a forma como o casal lida com ela ficou fantástica. Também nos envolvemos com essa amizade e nos sentimos angustiados quando o protagonista é obrigado a fazer as escolhas, ou o pequeno urso sofre algo doloroso.
Segundo a Lylu, do blog Relíquias da Lylu, o diretor invejou o autor Marcel Colombo na criação de Ted, comparando o urso com o coelho Sr. Fofinho de Al-Aisha e os Esquecidos (Resenha). Essa comparação é mais do que válida e mesmo antes de assistir ao filme sabemos que isso poderá acontecer. E ela está certa, já que Sr. Fofinho se destaca por si próprio, enquanto Ted não é nada sem John. Existe uma química única entre eles e uma amizade sem igual, mas quando está sozinho em cena é apenas um urso que fala... Pelo menos até ter mulheres ao seu redor.
Quem espera diversão, Ted pode ser a escolha certa. Claro que é um filme politicamente incorreto, mas tem uma leve mensagem, mesmo que seja no fundo de sua essência. Altamente recomendado, o filme possui uma trilha sonora agradável e o cenário bem explorado pelo diretor, o que pode satisfazer grande parte dos espectadores. Só não cometa o mesmo erro do deputado e leve uma criança de 11 anos para assistir um filme recomendável para maiores de 16.

Mesmo sendo do país do futebol, ele não entende nada sobre o assunto e não tem vergonha de assumir. Um assunto que ele entende muito bem é sobre a literatura fantástica e felizmente ele sabe conquistar e divertir o leitor com ela. Apesar de ter se formado em Publicidade, no momento se considera mais um escritor do que um publicitário e sua dica aos escritores que estão iniciando uma carreira literária é para cativar os leitores, algo que fez tão bem em seus trabalhos literários. Em Al-Aisha e os Esquecidos (Resenha), seu primeiro romance, encontramos um livro divertido desde a primeira página e uma escrita marcante, como também aconteceu em Dias Contados - vol. II e Moedas para o Barqueiro - vol. II, antologias da qual participou. Marcel Colombo é um dos grandes destaques da literatura brasileira em 2012 e guiados pelo Sr. Fofinho, estamos De Olho Nele:
Over Shock - Marcel Colombo, obrigado por ceder essa entrevista que tem o objetivo de mostrar aos nossos leitores um pouco mais sobre o seu trabalho literário. Conte um pouco sobre quem é o escritor e publicitário Marcel Colombo, que lançou recentemente o livro Al-Aisha e os Esquecidos:
Marcel Colombo - Eu que fico super feliz pelo convite.
No momento me acho mais escritor do que publicitário.
Sou um cara legal, o genro que toda mãe pediu a Deus. Apelidado carinhosamente pelos amigos de Gardenal. Sou viciado em filmes e de preferências os mais pesados e fortes, daqueles que a sua avó teria um ataque do coração na mesma hora.
Curto conversas de bar. Bater um belo papo. Comer e beber. Ficar horas jogando conversa fora e as únicas coisa sobre as quais eu não falo, são sobre carro e futebol...NÃO ENTENDO NADA.
Estou pra me casar ano que vem  e nesse ano me formo na pós.
E adoro falar palavrão. Então me desculpa se eu falar qualquer merda!

Over Shock - Sua primeira publicação aconteceu aos 13 anos com o livro O Caso Freeney. Até que ponto essa publicação “precoce” ajudou ou atrapalhou sua carreira literária?
Marcel - Me ajudou vendo o que eu não devia fazer em um livro...rs

Over Shock - Ainda antes de publicar Al-Aisha e os Esquecidos, você participou das antologias Moedas para o Barqueiro – Vol. II e Dias Contados – Vol. II, ambas da Andross Editora. Como foi essa experiência?
Marcel - Descobri coisas novas em mim.
Meu lado fofo com as letras e o meu lado gardenal de escrever.
Em Moedas para o Barqueiro, escrevi algo tão fofo e meigo (mesmo que tenha a morte como assunto principal) que eu comecei achar que estava vendo muita novela mexicana.
E em Dias Contados, foi a falta de gardenal, só pode. Escrevi um conto inteiro, usando as letras das musicas de Raul Seixas, focando no fim do mundo. Eu pirei quando terminei.

Over Shock - Em uma recente entrevista você revelou que a intenção, ao iniciar a escrita de Al-Aisha e os Esquecidos, era construir uma história de terror, mas sabemos que na verdade é pura fantasia. O que foi preciso fazer para que o livro deixasse de ser uma obra de terror e se transformasse no que foi publicado?
Marcel - Essa pergunta é complicada!
Nem eu sei ao certo quando o livro deixou de ser de terror. Fluiu tão gostoso que eu nem notei a modificação. No começo fiquei meio preocupado comigo, achei que estava escrevendo enquanto dormia, não sei ao certo. Foi tudo muito engraçado e fantástico.

“O raio de luz verde caiu finalmente no solo. Nada se escutou, nem o barulho de seu impacto. Uma agulha caindo na sala ao lado seria mais barulhenta. Do silêncio se formou uma imensa bola que crescia rapidamente. Quando atingiu seu tamanho máximo, maior que a edificação mais alta que você já viu, estourou, jogando para fora uma forte luz verde no céu, expulsando todo o negrume da noite para longe”. – pág. 149 (Al-Aisha e os Esquecidos)

Over Shock - Você encontrou algum tipo de dificuldade para a publicação do seu mais recente trabalho?
Marcel - As dificuldades foram achar uma editora legal, não cair em tentação para mandar para 500 editoras e aguentar a ansiedade na espera da resposta de aprovação.

Over Shock - O livro foi lançado oficialmente poucas semanas antes da Bienal do Livro de São Paulo e você esteve presente divulgando sua obra. O que de mais importante para sua carreira aconteceu nesse evento?
Marcel - Amizades. O número de pessoas maravilhosas que eu conheci valeu o esforço, que eu acabei nem me importante se vendi 10 ou 1.000 exemplares. É o tipo de coisa que me seguirá e irá segui-los também por um longo tempo. Ambos cresceremos juntos nessa jornada.

Over Shock - Al-Aisha e os Esquecidos possui pelo menos dois personagens complexos e marcantes: Sr. Fofinho e Pedrinho. Qual foi a inspiração para a criação desses personagens e por que você optou por um “coelho”?
Marcel - O Sr. Fofinho me inspirei em todos os tipos de mestres e mentores que eu conheço, só que ao contrario...rs. Não queria um sábio de barba longa, nem que adorasse seus pupilos. Imaginei aquele cara que já está de saco cheio de seus alunos e quer mais que eles entrem em coma.
O Pedrinho é aquele amigo gordo e desajeitado que a maioria de nós já teve. Aquele estranho, mas com o coração maior que a barriga.
Tem coisa mais fofa e meiga que um coelho de pelúcia? Tem um brinquedo mais característico que esse, para representar a infância? Tem até o Coelho da Pascoa.
Só que o Sr. Fofinho não suporta nada disso e provavelmente enfiaria o ovo de chocolate de pascoa no...OUVIDO...do coelho da pascoa.

Over Shock - Outro personagem marcante de seu livro é Al-Aisha, que narra toda a história de uma forma diferente e ao mesmo tempo empolgante. Você acha que, no caso do seu livro, ter sido escrito em 1ª pessoa ajudou para as críticas positivas que ele tem recebido?
Marcel - O mais legal (não é só a forma como ela conta os fatos, fazendo perguntas e mostrando o que ela acha daquilo que aconteceu) é que em momento algum ela aparece no livro, mas parece que ela está sempre ao seu lado, como uma grande amiga contando uma historia. E o mais legal, é saber que ela conhece todos os nossos segredos e sabe tudo o que fazemos.
Al-Aisha é aquela amiga verdadeira, em quem você poderia confiar o seu diário.

“Só que eles se esqueceram de mencionar uma coisa em suas profecias, um simples detalhe: que aqueles que sobrevivessem ao fim do mundo esqueceriam tudo no dia seguinte”. - pág. 19 (Dias Contados – Vol. II).

Over Shock - Por falar em críticas, como o público tem visto esse mundo criado por Marcel Colombo?
Marcel - Para minha felicidade, os leitores estão amando. Estão adorando a forma como foi criado essa forma diferente de se contar uma historia e cada um tem o seu personagem preferido.

Over Shock - Na onda dos filmes fantásticos, Al-Aisha poderia ser um grande sucesso, principalmente por ter uma história bem construída do início ao fim. Para você, quais músicas não poderiam ficar de fora da trilha sonora de uma possível adaptação dessa obra?
Marcel - Cacetada!!!
Essa pegou.
Eu escuto uma porrada de música quando estou escrevendo, mas tem algumas que encaixam perfeitamente no livro, mesmo que o estilo não faça muito sentido.
Não pode faltar “Mago de Oz”, “Tuatha de Dannan”, ”Epica”, “Nightwish”
Mas a que realmente não pode faltar e é a cara do Sr. Fofinho é a “balada de super alto astral” “Matanza – A menor paciência”.

Over Shock - O que seus leitores podem esperar da continuação de Al-Aisha e os Esquecidos?
Marcel - Pode esperar dois novos inicios e um grande final.
Não vou falar minhas ideias não meu filho, nem a minha noiva sabe de tudo..rs

Over Shock - Além desse trabalho, você tem algum novo projeto em mente e que pode nos adiantar?
Marcel - Depois que acabar com os 4 livros da Al-Aisha, eu vou ter que dar uma olhada na minha gaveta e tirar algumas ideias que estavam guardadas. Mas tem duas que eu gostaria de terminar.
Um seria um suspense de detetive, voltado para o público mais velho. A ideia é meio doentia, com toques profundos de psicologia.
E o outro seria de terror, baseado em um conto meu, que ainda será publicado.

“- Natalinha, Nataliona, Natalioca, você fica bem se eu te der uma beijoca? – disse Pedro em meio a uma risada escandalosa. – Muito boa essa, não? Acabei de inventar”. – pág. 214 (Al-Aisha e os Esquecidos).

Over Shock - “Estaria pronto para descobrir o que existe dentro da destruição e da fumaça que se forma, indo muito além da imaginação de seu mundo?”
Marcel - Tão pronto quanto estaria para um apocalipse zumbi.
Pronto. Prontíssimo.

Over Shock - E quais dicas você deixa aos novos talentos que desejam entrar no competitivo mercado editorial brasileiro?
Marcel - Cativem seus leitores. Seja amigos deles e seja você mesmo. O Resto é consequência.

Over Shock - Jogo Rápido:
O Caso Freeney: Leitura de banheiro
Dias Contados – vol. II: Doidera musical sem usar gardenal
Moedas para o Barqueiro – vol. II: Meu lado fofo
Al-Aisha e os Esquecidos: Um par de asas para os leitores
Romance ou conto: Romance
O melhor personagem...uma mistura entre Drinho e Sr. Fofinho
O atual mercado editorial brasileiro... repleto de bons autores
O elenco dos sonhos... ninguém famoso, mas com muito talento
Além de escritor, Marcel Colombo é... Marcelo para muitos e Gardenal para alguns.
Novo Século: Escolha Certa
Sr. Fofinho: O cara
Al-Aisha: Amiga
Blog Literário: Um tal aí...qual o nome mesmo? Over não sei das quantas.

Over Shock - Obrigado por acreditar no trabalho do blog Over Shock e por ter dado a chance não só de ler, como também de conhecer um pouco mais sobre você. Para encerrar, Marcel, deixe uma mensagem aos seus leitores que acompanharam essa entrevista até aqui:
Marcel - Eu que agradeço!
Foi um prazer ser entrevistado por você, mas agora vamos com o meu lado conselheiro:
Ajam sempre pelo lado criativo e com imaginação e deixem de lado a memória.
Memórias seguem regras. A imaginação CRIA.
Sejam criadores, não importa onde e nem com o que. Seja em casa, no trabalho, até mesmo na prova de matemática, sigam seus instintos criativos, que as coisas melhoram.
E usem filtro solar!!!

“Dias, semanas e meses se passaram. João saiu pela cidade, divulgando a palavra, falando sobre a voz, mostrando figuras das igreja que eram parecidas com a de sua camiseta, e recrutava cada vez mais discípulos”. – pág. 23 (Dias Contados – Vol. II).

Al-Aisha e os Esquecidos, Marcel Colombo, 1ª edição, Barueri-SP: Novo Século, 2012, 432 páginas.

Formado em Publicidade, o autor Marcel Colombo nasceu em São Paulo e logo aos 13 anos publicou seu primeiro livro: O caso Feeney. Mais tarde, participou das antologias Moedas para o Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol. II, ambos pela Andross Editora, antes de lançar seu mais recente trabalho: Al-Aisha e os Esquecidos.
Nessa obra somos apresentados ao garoto Lucas Laporte, que na véspera de seu 5º aniversário se depara com a primeira de muitas situações estranhas que acontecerá em sua vida, mas claro que ninguém liga para suas “besteiras de criança”. Os anos passam, Lucas fica mais maduro e essas situações continuam o atormentando, ao mesmo tempo em que vive novas aventuras com seus amigos Pedrinho e Natalia, e com seu coelho de pelúcia, Sr. Fofinho. É o coelho quem o ajuda a entender sua verdadeira importância.
As aventuras vividas por Lucas e seus amigos ao longo da história irão definir a sobrevivência de todos, afinal, dois mundos podem se colidir e tudo mudar. No começo nada sabemos sobre a relação entre os dois mundos, mas aos poucos tudo se esclarece e a cada nova página nos envolvemos com uma história leve e muito divertida.

“O raio de luz verde caiu finalmente no solo. Nada se escutou, nem o barulho de seu impacto. Uma agulha caindo na sala ao lado seria mais barulhenta. Do silêncio se formou uma imensa bola que crescia rapidamente. Quando atingiu seu tamanho máximo, maior que a edificação mais alta que você já viu, estourou, jogando para fora uma forte luz verde no céu, expulsando todo o negrume da noite para longe” (pág. 149).

Dividido em quatro partes (Quem disse que é fácil ser homenzinho?; Um coelho que não gosta de cenouras; Ter 17 anos não é nada fácil, meus jovens; O caçador de Esquecidos), o livro é narrado por Al-Aisha, uma personagem de outro mundo que não é uma humana e sim um ser, uma entidade – como ela própria diz. Por ser de outro mundo, a narrativa tem passagens engraçadas e Al-Aisha não perde a oportunidade de devanear sobre certos objetos do nosso mundo ou sobre situações dos humanos. Ao contrário do que acontece em muitos livros, essas interrupções não são cansativas, pelo contrário, Marcel Colombo acertou e muito nesse pequeno detalhe.
Outro acerto de Marcel se refere a construção de cada uma das personagens, mas nesse ponto o destaque não vai apenas para o protagonista Lucas. Acredite: você pode ler diversos livros ao longo desse ano, porém nenhum terá dois personagens espetaculares como Pedrinho e Sr. Fofinho. Pedrinho fala sempre a verdade e não poupa ninguém, nem mesmo seus familiares. Tem um jeito característico de falar, misturando palavras e com uma rapidez incomum, até mesmo em momentos que isso não deveria acontecer. Às vezes faz comentários que, desculpa pelo clichê, até Deus duvida e isso deixa tudo mais engraçado.
Já Sr. Fofinho é um coelho de pelúcia ranzinza, que sempre está com um charuto em mãos, tem um humor afiado, de personalidade marcante e capaz de fazer o leitor rir com apenas um comentário, que possui um lado irônico. Não pense que por causa do nome ele é um coelho fofinho, porque isso ele nunca foi e nunca será. E justamente por não ser assim que Sr. Fofinho é o cara! O melhor, e mais misterioso personagem da literatura nacional em 2012!
A narrativa de Marcel é viciante, seja pela curiosidade do que vai acontecer ou apenas pelo humor contido nela. Com ótimas descrições, que mesmo em excesso não cansam, e diálogos marcantes, o livro ainda possui aventura, suspense e romance na medida certa para agradar o leitor – e como disse antes, a grande responsável por isso é Al-Aisha, que nos conta essa história sob seu ponto de vista. Talvez o tema não agrade a todos, o que é natural, mas apenas a escrita é suficiente para uma boa avaliação.

“Lucas olhou-a profundamente nos olhos e seus narizes encostaram. Seus lábios estavam prestes a se tocar, mas ele sentiu a sua mão sendo puxada para baixo. Sua vontade e a de Natalia foram interrompidas pelo puxar desajeitado do coelho de pelúcia” (pág. 222).

Seres de outros mundos podem ser usados por muitos autores e às vezes isso fica até cansativo, mas neste primeiro livro Marcel Colombo consegue se destacar. Apenas alguns acontecimentos mostram as diferenças entre esses dois mundos. A grande e reveladora viagem rumo à Alzirivar acontecerá apenas no segundo volume, ou seja, a história tem tudo para melhorar.
Pensar que Al-Aisha e os Esquecidos começa com um garoto de cinco anos e que tem um coelho falante como grande destaque da história pode levar a crer que se trata de uma história infantil. Ledo engano. Este é um livro fantástico, para todos os públicos, e dá apenas uma prévia do que vamos encontrar no próximo volume, onde a aventura deve aumentar consideravelmente. E a expectativa em relação a essa continuação é enorme, principalmente pelas últimas palavras deste livro. Marcel Colombo conseguiu surpreender quando isso já não parecia ser possível.

“Mas tinha algo além disso. Dessas lembranças que incomodavam o jovem. Algo naquele homem não fazia sentido. Algo naquele sujeito estava de uma forma que não poderia estar. O homem encontrava-se igual à primeira vez que Lucas o vira” (pág. 335).

Companheiro no livro Dias Contados Vol. II, o autor Marcel Colombo descobriu sua vontade de escrever ainda na adolescência e assim desenvolveu seu trabalho, até que surgiu a oportunidade de publicar seu primeiro romance: Al-Aisha e os Esquecidos (Skoob).
Em entrevista, Marcel revelou que a intenção, ao iniciar a escrita desse livro, era escrever uma história de terror, mas que se tornou uma fantasia. Uma fantasia que é guiada por Al-Aisha e por um coelho guia, conhecido também como Senhor Fofinho.
A partir de hoje, Marcel faz parte do time de autores parceiros do blog e aqui você encontrará cada vez mais sobre seu trabalho literário. Abaixo você pode conhecer um pouco sobre ele e também sobre Al-Aisha e os Esquecidos – que em breve será resenhado.

Quem é Marcel Colombo? Marcel Simões Colombo nasceu em São Paulo, Capital, em 03 de setembro de 1983. É formado em Publicidade. Aos treze anos publicou o livro O caso Feeney. Publicou ainda, nas coletâneas Moedas para o Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol. II, os contos Raquel e Renata e VIVA!. Contato com o autor: www.facebook.com/marcel.s.colombo e twitter.com/MarcelColombo 

Al-Aisha e os Esquecidos
Lançamento Original: 2012
Onde Comprar? Site Novo Século
Onde Encontrar? Blog / Facebook / Twitter
Sinopse:
Como num sopro de dragão, um fantasma surge em seu quarto, surgindo no lugar que você jurava ser o local perfeito e seguro. Mas essa aparição é apenas o começo de longos acontecimentos estranhos que estão por vir. Será que você sobreviveria à queda de uma estranha bola de fogo, que poderia destruir, quase que por completo, a sua cidade? Estaria pronto para descobrir o que existe dentro da destruição e da fumaça que se forma, indo muito além da imaginação de seu mundo? O seu mundo está para se colidir com um outro, e isso poderá mudar tudo. Até mesmo o seu destino. Tudo poderá acontecer e, de uma forma ou de outra, sua vida irá mudar para sempre, não importa onde e nem como. Siga as ordens de um coelho ranzinza, ajude o seu misterioso amigo, perdoe quem você jamais perdoaria, ame de verdade e deixe que eu seja a sua guia nessa jornada. Eu me chamo Al-Aisha e irei te guiar. Mas, antes, preciso saber: Você está pronto para ser esquecido? 

Entrevista para o canal TVO, no programa Tem Futuro

Marcel estará na Bienal do Livro de São Paulo no próximo dia 10, a partir das 15hrs, conversando com os leitores e falando sobre seu primeiro romance no estande da editora Novo Século, na rua H70. Antes disso, acontecerá o lançamento do livro Al-Aisha e os Esquecidos no dia 20 de julho, na Livraria Saraiva, do Shopping Eldorado, em São Paulo. Não deixe de prestigiar e acompanhar o início da carreira de Marcel e também de apoiar a literatura nacional. E aguarde por todas as novidades que ainda estão por vir.

Diversos autores nacionais têm seus livros lançamentos pela editora Novo Século neste mês de junho. Um dos grandes destaques é Marcel Simões, autor de Al-Aishia e os Esquecidos. Formado em Publicidade, Marcel publicou um livro aos treze anos e participou de algumas antologias, como por exemplo, Dias Contados – Volume II (Resenha), da editora Andross.
Outro autor em destaque é Roberto Bombarde, com o seu lançamento intitulado Filho de Amanhã e que já lhe rendeu o reconhecimento como Escritor Revelação após despertar atenção da mídia em geral.
Ana Macedo, jovem autora nascida em 1995, também estreia no mundo editorial com o livro Lágrima de Fogo, que teve capa desenvolvida por Celtic Botan. Conheça esses e outros lançamentos da editora paulista:

Al-Aishia e os Esquecidos
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-724-1
Autor (a): Marcel Simões
Tradução: -
Páginas: 432
Preço: R$39,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
Leia um Trecho: Clique Aqui
Sinopse:
Como num sopro de dragão, um fantasma surge em seu quarto, surgindo no lugar que você jurava ser o local perfeito e seguro. Mas essa aparição é apenas o começo de longos acontecimentos estranhos que estão por vir. Será que você sobreviveria à queda de uma estranha bola de fogo, que poderia destruir, quase que por completo, a sua cidade? Estaria pronto para descobrir o que existe dentro da destruição e da fumaça que se forma, indo muito além da imaginação de seu mundo? O seu mundo está para se colidir com um outro, e isso poderá mudar tudo… Até mesmo o seu destino. Tudo poderá acontecer e, de uma forma ou de outra, sua vida irá mudar para sempre, não importa onde e nem como. Siga as ordens de um coelho ranzinza, ajude o seu misterioso amigo, perdoe quem você jamais perdoaria, ame de verdade e deixe que eu seja a sua guia nessa jornada. Eu me chamo Al-Aisha e irei te guiar. Mas, antes, preciso saber: Você está pronto para ser esquecido?

Quem é Marcel Simões? Marcel Simões Colombo nasceu em São Paulo, Capital, em 03 de setembro de 1983. É formado em Publicidade. Aos treze anos publicou o livro O caso Feeney. Publicou ainda, nas coletâneas Moedas para o Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol. II, os contos Raquel e Renata e VIVA!. Contato com o autor: www.facebook.com/marcel.s.colombo e twitter.com/MarcelColombo 

Ausência
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-716-6
Autor (a): Flavia Cristina Simonelli
Tradução: -
Páginas: 280
Preço: R$29,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
Leia um Trecho: -
Sinopse:
“O que é um homem sem memória? Um homem que não se reconhece mais em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhum rosto?” Daniel é médico neuropsiquiatra e começa a tratar de Ervin de Apolinário, professor aposentado que apresenta uma doença degenerativa. Tudo estaria dentro da rotina do consultório, não fosse a doença de Alzheimer reavivar na memória de Daniel antigas dores, misturadas à paixão obcecada por Natasha, filha do paciente, provocando a desestruturação de seu casamento e a culpa por transpor seus limites éticos. Ausência é um romance que coloca ao leitor uma questão perturbadora: o que acontece quando a mente começa a apagar as lembranças que constituem a própria biografia? O desenvolvimento do Alzheimer e o dilema de Daniel são o fio condutor dessa trama permeada por relações complexas e questionamentos existenciais que levam a refletir sobre o dinamismo inesperado da vida.

Quem é Flavia Cristina Simonelli? Flavia Cristina Simonelli, nasceu em São Paulo, estudou no Colégio Dante Alighieri e se formou em Letras e Administração pela Universidade de São Paulo.
Em 2001, iniciou seus estudos de Antroposofia, vindo a concluir, anos depois, a Formação de Pedagogia Curativa e Terapia Social, reconhecida pela seção médica do Goetheanum, em Dornach. Em 2008, começou a cursar Formação Biográfica pela Escola Livre de Estudos Biográficos, com o intuito deaprofundarseus conhecimentos do desenvolvimento da vida humana, com base nas leis biográficas, dentro de uma visão antroposófica. Publicou seu romance de estreia, A Porta, em 2007. Além de se dedicar intensamente à escrita, também trabalha na área de sustentabilidade.

Filho de Amanhã
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-732-6
Autor (a): Roberto Bombarde
Tradução: -
Páginas: 456
Preço: R$39,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
Leia um Trecho: Clique Aqui
Sinopse:
UMA HISTÓRIA SURPREENDENTE E ATERRADORA, EM QUE CADA ESCOLHA DETERMINARÁ A SOBREVIVÊNCIA OU DESTRUIÇÃO DA RAÇA HUMANA. E tudo o que me resta agora é atravessar as portas do suicídio, que me receberá calorosamente, transcendendo todas as categorias de loucura e de desespero. Depois, sem hesitar sequer, esse lugar de pavor sentirá o cheiro da minha alma recém chegada, onde os que gritam nas sombras, os seres arcanos, os filhos da danação, se precipitarão feito vespas sobre mim. E os de dentes afiados, cujas bocas, outrora e em vida, proferiram blasfêmias, se banquetearão profusamente do meu “eu impuro”. E o inferno que foi formado e temperado pelos pecados dos mais antigos e profanos seres fará jus ao nome que tem, pois não permitirá que o meu sofrimento termine.

Quem é Roberto Bombarde? Roberto Bombarde, escritor e poeta. Nascido na cidade de Dracena, interior de São Paulo, começou a escrever aos catorze anos, compondo peças de teatro para sua escola. Participou da Associação do Escritores de Dracena, sendo responsável pelo design da capa do livro de poesias Céu de Flores. O reconhecimento maior veio com o Prêmio Homem do Ano 2011, pelas mãos da jornalista e promoter de eventos Adela Villas Boas, na Assembleia Legislativa em São Paulo. Foi reconhecido como Escritor Revelação, pois a sua obra Filho do Amanhã despertou grande atenção da mídia. Além desta série, que promete surpreender, Roberto tem uma seleta lista de obras, que certamente irão maravilhar a todos.

Iluminados
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-733-3
Autor (a): Iasmine Guidogli
Tradução: -
Páginas: 208
Preço: R$29,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
Leia um Trecho: Clique Aqui
Sinopse:
O QUE VOCÊ FARIA SE UMA DESCONHECIDA ESTRANHAMENTE LINDA MUDASSE TODA A SUA VIDA? Esse é um dilema que Gehon Evilath enfrentará com a chegada de Miranda Físon na pequena cidade de Millis, Massachusetts, capaz de virar sua vida de cabeça para baixo. Para Miranda, a situação tampouco é simples, pois Gehon é seu último e mais difícil trabalho. O que nenhum dos dois esperava era a intervenção do amor. Dois jovens, duas vidas, entre o bem e o mal. Um envolvimento perigoso, capaz de desencadear uma guerra entre céu e inferno.

Quem é Iasmine Guidogli? Iasmine Guidogli nasceu em 17 de abril, na cidade de Sete Lagoas, MG. Sempre gostou de escrever, mas seu gosto pela leitura começou após ler a saga Harry Potter. Depois disso, seu mundo se transformou, e apenas o real já não era mais suficiente. Ela é o tipo de garota que olha para o céu e espera ver anjos.
Seus livros favoritos são: Academia de Vampiros, O Morro dos Ventos Uivantes, a série House of Night, Os Imortais, Fallen, Água para Elefantes, A Maldição do Tigre e outros. Além da família e dos amigos, suas paixões são: os livros, a música, animais (principalmente gatos), nadar e petit gateau. 

Lágrima de Fogo
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-722-7
Autor (a): Ana Macedo
Tradução: -
Páginas: 312
Preço: R$29,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
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Sinopse:
No universo existem oito mundos paralelos, entre eles Agnitellure, conhecido como “a terra casta”. Durante vários milênios, todas as raças viveram em harmonia e prosperidade, mas mesmo neste lugar, a paz não durou para sempre. Quando anjos caídos e dragões decidem invadir o terceiro dos oito mundos, denominado “Terra”, os anjos da paz recebem ordens dos Quatro Grandes – criaturas ancestrais, protetoras de Agnitellure – para que levem ao seu mundo a mais mortal e perigosa criatura: os humanos. Agnitellure nunca mais foi a mesma. As criaturas mágicas passaram a se esconder. Uma nova guerra está para surgir. Profecias e lendas começam a criar vida. As árvores pararam de cantar ao som do vento, os mares estão agitados. Laços de sangue estão instáveis, os valores deturpados, e somente uma criança pode trazer a paz.

Quem é Ana Macedo? Ana Macedo nasceu em 18 de maio de 1995, criada em uma pequena cidade do interior paulista. Foi alfabetizada aos quatro anos e a partir daí passou a criar poesias e histórias.
Desde os seis anos, Ana almeja ser atriz e escritora, mas foi somente depois de um sonho, e muito incentivo dos amigos, que surgiu Lágrima de Fogo – Mundo de Sombras, o primeiro de uma série de oito livros. 

Mira-Olho
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-740-1
Autor (a): Itaciara Poli
Tradução: -
Páginas: 184
Preço: R$29,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
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Sinopse:
Mira-olho retrata a saga de Theodore Durkè, um menino que vive na pacata Nabbora, atormentado pela capacidade inata de ver a verdade que todos escondem. Visto como um louco e rejeitado por sua mãe, em quem desperta um sentimento cada vez maior de desgosto, o garoto tem sua vida transformada depois de uma consulta médica misteriosa. A partir daí, passa a encarar as vicissitudes da vida real como um homem comum, sem imaginar as consequências funestas de viver na ilusão. Somente quando reencontra Julia, seu amor de infância, que a surreal invasão das lembranças desvela verdades impensáveis e lhe coloca em xeque, condicionando sua existência ao fim de um sonho. Uma narrativa delicada e envolvente na qual Itaciara Poli nos remete às fronteiras do inverossímil através das contraditórias facetas da nossa realidade.

Quem é Itaciara Poli? Itaciara Poli nasceu em São Paulo, Brasil, em julho de 1976. Licenciada em Direito, a escritora aventurou-se nas veredas da literatura já na adolescência, mas só em 2007, quando mudou-se para a Itália, que a latente paixão pela escrita assumiu contornos concretos. Leitora voraz de filósofos contemporâneos, experimentou na afinidade com as palavras o maior estímulo para a produção de seu primeiro romance - Mira-olho. Para ela, sua obra não é autobiográfica na essência e sim uma tentativa de penetrar em mundos surreais nos quais poderíamos viver... Onde o impossível se torna possível. Itaciara esforça-se para criar novas dimensões dentro de sua estrutura literária e acredita no individualismo, rejeitando conceitos e ideologias que limitem a liberdade de expressão. 

Quase Acaso
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-718-0
Autor (a): André Tressoldi
Tradução: -
Páginas: 168
Preço: R$24,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
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Sinopse:
Depois de tentar a vida na cidade grande, Reinaldo, de origem simples, volta para o interior e resolve cursar uma faculdade. Lá, apaixona-se por Vânia, uma garota misteriosa que arrebata por completo o coração do rapaz. Mas entre os segredos da garota está o fato de ela já ter um namorado. Desiludido, Reinaldo resolve desistir desse amor. Com o passar dos anos, torna-se um renomado Doutor em Educação, dedicando-se a ministrar palestras pelo mundo. Porém, o tempo e as transformações não foram suficientes para que se esquecesse de Vânia. O destino, no entanto, pode mudar a seu favor com a presença do mafioso Giuseppe Fiorentini, que possui um inusitado plano para ajudar o amigo. Quase Acaso é uma narrativa imprevisível e apresenta reflexões sobre como as escolhas, as surpresas e a sorte são determinantes para a trajetória de cada um.

Quem é André Tressoldi? ANDRÉ ALGE BALESTRA TRESSOLDI nasceu em Joaquim Távora/PR, no ano de 1976.
Desde julho de 2011 é advogado. Antes disso, como todos os brasileiros que se esforçam para mudar de vida, passou por poucas e boas, como ter o visto de entrada nos Estados Unidos negado e ser deportado da Inglaterra. Mas é como dizem: o brasileiro não desiste nunca, e ele não desistiu, continua lutando. Há tempos queria escrever, mas apenas no final de 2010, por incentivo de alguém, começou a saga. Não parou mais, tendo produzido a obra Suicídios em Bom Jesus (romance policial); e os infantis O Menino e a Mamangava e A Menina da Calopisita, (ainda não publicados). Atualmente, trabalha no projeto de um livro de terror. 

Suprema – O Roubo do Intocável
Lançamento Original: 2012
ISBN: 978-85-7679-673-2
Autor (a): Reginaldo Fazio
Tradução: -
Páginas: 424
Preço: R$29,90
Onde Comprar? Site da Novo Século
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Sinopse:
Thomas é um garoto que vive uma vida normal até se ver diante de uma inexplicável mudança no comportamento de todos ao seu redor. O inimaginável acontece. Ele descobre a existência de um planeta invisível na órbita da Terra e que o roubo de um Intocável está deixando os seres humanos sob a influência do mal. Por alguma razão, só ele pode resgatar o objeto retirado do Reino dos Gentis e evitar que o pior aconteça. Thomas, então, é conduzido a um mundo completamente desconhecido e se vê lançado numa jornada que vai muito além da aventura, que ultrapassa o confronto entre o bem e o mal. Fantasia e realidade se misturam. Uma história fantástica. Um livro que você certamente não conseguirá parar de ler.

Quem é Reginaldo Fazio? Reginaldo Fazio mora em São Paulo desde 1999. Nasceu em Franca, em 1974, mas passou sua infância e adolescência na pequena cidade de Pedregulho. Aos quinze anos, sentou-se à frente de uma máquina de escrever e nunca mais parou de brincar com as suas ideias. Mas foi em 2002 que surgiu a história que daria, sete anos depois, origem à série Suprema.
O Roubo do Intocável é o primeiro a chegar às livrarias, sob a promessa de ser o precursor de tantos outros, construindo uma história fantástica, uma fantasia que beira o real.