Nicholas Sparks anuncia novo livro
Autor do recém-lançado “No Seu Olhar”, que chegou às livrarias brasileiras pela editora Arqueiro no mês de abril, Nicholas Sparks anunciou o título e a data de lançamento do seu próximo trabalho. O livro “Two by Two” será lançado nos Estados Unidos no próximo dia 04 de outubro, mas ainda não há informações sobre a publicação no Brasil.

Belas-Letras inicia novo método para avaliação de originais
A partir de agora a editora Belas-Letras inovará e será a primeira editora a receber originais através de tweets. Os autores interessados precisarão resumir seus livros em até 140 caracteres, contando o que a editora encontrará de diferente na obra que será avaliada. Após a avaliação os autores das ideias aprovadas serão contatados por e-mail para iniciar as próximas fases da possível publicação.
Outras informações podem ser obtidas pelo site da editora.

Ganhadora do Oscar produzirá adaptação de livro escrito por Harlan Coben
A atriz e produtora Julia Roberts, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme Erin Brockovich, assinou um contrato com o escritor Harlan Coben para produzir e estrelar a adaptação do livro “Fool Me Once”. Este é o 15º livro independente do escritor norte-americano e foi lançado oficialmente nos Estados Unidos no fim do mês de março.
A editora Arqueiro, responsável pelas publicações dos livros de Coben no Brasil, ainda não divulgou a previsão de lançamento no país.

Antologia reúne contos sobre pessoas com dons extraordinários
A Darda Editora lançou recentemente o livro “Poderes — Contos sobre pessoas com dons extraordinários”. O livro tem organização do escritor Davi Paiva e reúne histórias escritas por 24 autores, incluindo o próprio organizador.
Produzido após um processo de estudos e pesquisas que aconteceu ao longo do último ano, o livro narra histórias de heróis e anti-heróis que exploram seus poderes para benefício próprio ou para ajudar as pessoas ao seu redor. Ao comentar a escolha do tema, Davi declarou que “não foi só por ser um campo não explorado na literatura como também por dominar bem o tema graças a quadrinhos, filmes, seriados, livros e jogos”.
O livro “Poderes” pode ser adquirido pelo site da Darda Editora clicando aqui.
O que você faria se tivesse um dom fantástico que o tornasse diferente de outras pessoas? O que acha que o seu vizinho faria se ele tivesse um superpoder? Acha que o seu melhor amigo usaria uma habilidade extraordinária para benefício próprio ou para ajudar a comunidade?
Na antologia Poderes – Contos sobre Pessoas com Dons Extraordinários, os autores se aventuraram pelas possibilidades de gente comum ganhar dádivas e usá-las como quiserem: de vigilantes a pessoas que apenas tomaram outros rumos na vida, apresentamos aos leitores a resposta para a grande pergunta: o poder corrompe?

Título Original: Nights in Rodanthe
Diretor: George C. Wolfe
Duração: 97 minutos
Baseado: Noites de Tormenta, de Nicholas Sparks
Estreia: 03 de outubro de 2008
A vida de Adrienne Willis (Diane Lane) está um caos, o que faz com que busque refúgio em Rodanthe, uma pequena cidade litorânea na Carolina do Norte. Lá ela fica na pousada de uma amiga, onde espera refletir sobre seus problemas com a filha adolescente, que vive criticando-a, e com seu antigo marido, que pediu para retornar para casa. Logo chega ao local o dr. Paul Flanner (Richard Gere), que enfrenta uma crise de consciência. Com uma violenta tempestade se aproximando, eles se conhecem melhor e, buscando consolo um no outro, têm um fim de semana que muda para sempre suas vidas.
Levando em consideração a minha expectativa pela leitura de Noites de Tormenta, livro de Nicholas Sparks relançado pela editora Arqueiro em 2015, posso até afirmar que essa foi uma das grandes decepções literárias no ano que está chegando ao fim. O mesmo não posso dizer de sua adaptação para o cinema, que vem conquistando admiradores desde o seu lançamento e certamente por isso o filme dirigido por George C. Wolfe se tornou tão popular entre os apreciadores de um bom drama.

O grande diferencial de Noites de Tormenta começa a se destacar ainda nos primeiros minutos do longa-metragem, ao revelar um casal protagonista que dá um baile de atuação nos demais casais sparkianos no cinema. Na teoria isso já era o esperado, afinal Richard Gere é o grande astro da produção, no entanto, a maturidade e química existente entre ele e Diane Lane — belíssima! — faz uma diferença enorme. Em cena parece que nasceram um para o outro.

Noites de Tormenta, Nicholas Sparks, tradução de Maria Clara de Biase, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 176 páginas.
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Quando seu marido a trocou por uma mulher mais jovem, Adrienne Willis perdeu a esperança no amor. Focada apenas na educação de seus três filhos, ela ficou presa em sua rotina de mãe, pelo menos até aceitar passar um fim de semana cuidando da pousada de uma amiga.

A previsão de uma tempestade dá a impressão de que o fim de semana será monótono, porém a chegada do cirurgião Paul Flanner muda completamente os planos. Visitando a cidade de Rodanthe para encerrar um capítulo doloroso de sua carreira, ele possui dramas semelhantes aos de Adrienne, por isso a aproximação é natural. O curto espaço de tempo que ficam juntos é mais do que suficiente para algo eterno renascer em seus corações.

“Paul desviou o olhar, mas seus olhos foram atraídos para ela de novo. Embora estivesse chorando, dava para ver que era bonita, mas havia algo no modo triste como mudava o peso de um pé para o outro que deu a entender que ela não se dava conta da própria beleza. O que, pensaria sempre ao se lembrar daquele momento, só servia para torná-la ainda mais atraente” (pág. 33).

Título Original: The Longest Ride
Diretor: George Tillman Jr.
Duração: 139 minutos
Baseado: Uma Longa Jornada, de Nicholas Sparks
Aos 91 anos, com a saúde debilitada e sozinho no mundo, Ira Levinson (Alan Alda) sofre um acidente de carro e se vê abandonado em um lugar isolado. Ele luta para manter a consciência e passa a ver sua amada esposa Ruth (Oona Chaplin), que faleceu há nove anos. A poucos quilômetros de distância, a bela Sophia Danko (Britt Robertson) conhece o jovem cowboy Luke (Scott Eastwood), que a apresenta a um mundo de aventuras e riscos. De forma inesperada, os dois casais vão ter suas vidas cruzadas.
Como comentei ao resenhar o livro Uma Longa Jornada, o mais recente trabalho de Nicholas Sparks tinha tudo para surpreender e fugir de tudo o que autor havia apresentado até então, o que criou muita expectativa em relação a leitura. Em compensação a sua adaptação ao cinema exigia exatamente o contrário, ou seja, que o longa-metragem seguisse todas as características das adaptações anteriores, ainda que o clichê fosse completamente inevitável.

Isso aconteceu pelo simples fato de existir a extrema necessidade de alterar o enredo de Uma Longa Jornada. Era arriscado, para não dizer improvável, manter o enredo idêntico ao da obra literária, pois seria o mesmo que construir um castelo de cartas e, ao colocar a última carta, o castelo ir ao chão. Afinal, o filme poderia se tornar cansativo e perder o que existe de mais belo em sua essência. Mais do que isso, perderia também todas as características de um trabalho sparkiano.

Uma Longa Jornada, Nicholas Sparks, tradução de Maria Clara de Biase, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2015, 368 páginas.
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Ira Levinson é um solitário senhor de 91 anos, veterano da guerra, que sofre um grave acidente de carro e, enquanto espera por ajuda, se depara com a imagem da sua esposa Ruth, falecida há nove anos. Embora saiba que isso não passa de uma ilusão, Ira encontra na imagem da esposa a força necessária para sobreviver e se aproveita da espera para relembrar os bons momentos vividos ao lado de seu grande amor.

Perto dali, Sophia acompanha sua colega de quarto em um rodeio e, para sua infelicidade, é assediada por seu ex-namorado, iniciando uma confusão que só termina quando o caubói Luke surge para ajudá-la. A ajuda se transforma em algo muito maior e Sophia logo percebe como Luke é diferente dos homens de seu convívio. Mais do que isso, percebe que ele é o único capaz de fazê-la mudar todos os seus planos para o futuro. Isso se os planos dele não colocarem tudo a perder.

“O ar noturno estava se tornando mais claro, dando às estrelas um brilho cristalino. Luke olhou para elas e depois para Sophia. Quando ela começou a acariciar gentilmente a mão dele com o polegar, Luke retribuiu da mesma maneira. Naquele instante, teve certeza de que já estava se apaixonando por ela e não havia nada no mundo que pudesse impedi-lo” (pág. 137).

Nicholas Sparks anuncia data de lançamento do seu novo livro
Através de um vídeo publicado em suas redes sociais, o escritor norte-americano Nicholas Sparks anunciou a data de lançamento de seu novo livro, “See Me”. O lançamento oficial acontece no próximo dia 13 de outubro.
Segundo Sparks, “See Me” “é uma história um pouco como “O Guardião” e “Um Porto Seguro”. Tem uma história de amor e também é um thriller”. “É um romance que eu tenho certeza que vocês vão gostar”, completou.
Ainda não existe confirmação de lançamento no Brasil, mas o livro será publicado pela editora Arqueiro, atual casa editorial do escritor no país.

Abertas as inscrições do Prêmio São Paulo de Literatura
Com iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, o Prêmio São Paulo de Literatura está com as inscrições abertas para a sua edição de 2015, que distribuirá R$400 mil em prêmios. Escritores e editoras de todo o país podem se inscrever até o dia 19 de agosto.
O prêmio, inspirado no britânico Booker Prize, foi criado em 2008 e se tornou um dos mais importantes do país. Em sua atual edição reconhecerá livros de ficção, escritos originalmente em português e publicados pela primeira vez no ano de 2014.
Os interessados podem se inscrever em uma das seguintes categorias: “Melhor Livro do Ano”, “Melhor Livro do Ano — Autor Estreante Mais de 40 anos” e “Melhor Livro do Ano — Autor Estreante Menos de 40 anos”. Enquanto o vencedor na categoria “Melhor Livro do Ano” recebe R$200 mil, os demais vencedores recebem cada um R$100 mil.
Acesse o site do Prêmio São Paulo de Literatura para mais informações.

Pai e filha: Bruna Paiva e J. M. Costa
(Foto: Reprodução/Facebook)
Andross Editora divulga ganhadores do I Prêmio Strix
Durante evento realizado em São Paulo, no último sábado, 04, a Andross Editora realizou a primeira edição do Prêmio Strix, com o objetivo de reconhecer os melhores contos de cada uma das antologias publicadas pela editora no último mês de maio. A cerimônia aconteceu na Biblioteca Viriato Corrêa e contou também com uma apresentação musical.
Para chegar aos vencedores do Prêmio Strix, a editora abriu a oportunidade para que os próprios escritores selecionassem os dez melhores textos das suas respectivas antologias. Em um segundo momento, os organizadores de todos os livros foram os responsáveis por escolherem, entre os contos mais votados, os cinco finalistas de cada categoria.
Um dos destaques da premiação foi o escritor JP Tarcio Jr., que teve seus contos finalistas em três antologias e venceu na categoria “Imaginarium”. Hugo Sales, por sua vez, foi indicado em duas categorias e faturou o prêmio por seu conto em “Legado de Sangue”. Já a escritora Bruna Paiva recebeu o prêmio como melhor conto em “King Edgar Hotel”, antologia especial que teve a participação apenas de autores já publicados pela editora, enquanto seu pai, J. M. Costa, foi o vencedor pelo conto no livro “Sede”.

Lista dos ganhadores do I Prêmio Strix

  • Entre Lobos, de Ulisses Aguiar (“As Quatro Estações”);
  • Maleficium, de Caius Vinicius (“Além das Cruzadas”);
  • Affonso, de Nana Grilli (“De Repente Nós”);
  • O Livro Roxo, de JP Tarcio Jr. (“Imaginarium”);
  • A Bonequinha de Porcelana, de Bruna Paiva (“King Edgar Hotel”);
  • O Silêncio de Gael, de Hugo Sales (“Legado de Sangue”);
  • O Julgamento de Gregorie, de J. M. Costa (“Sede”);
  • No Passado, de O. A. Secatto (“Viagens de Papel”).

Título Original: The Best of Me
Diretor: Michael Hoffman
Duração: 118 minutos
Baseado: O Melhor de Mim, de Nicholas Sparks
Adolescentes, Amanda (Liana Liberato) e Dawson (Luke Bracey) se apaixonam. O pai da garota não aprova o relacionamento e, com o passar do tempo, os jovens acabam se afastando e tomando rumos diferentes. Duas décadas mais tarde um funeral faz com que os dois (Michelle Monaghan e James Marsden) voltem à cidade natal e se reencontrem. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida.
Ao se falar sobre um livro ou adaptação de obra de Nicholas Sparks, a chance de se tornar repetitivo é infinitamente grande. Todos estão cansados de saber como uma história sparkiana é contada, nos livros e também no cinema, por isso não dá para acompanhá-la com a expectativa de surpresas radicais. Isso definitivamente nunca vai acontecer.

Com exceção de algumas mudanças bem desnecessárias, O Melhor de Mim repete tudo que já foi explorado em todas as adaptações anteriores. Ou seja, apesar de mudar diretores, produtores e todo o elenco, no fundo é possível encontrar o que já foi visto anteriormente, como se assistíssemos vários filmes em uma única produção — ou seria um único filme em várias produções?

O Melhor de Mim, Nicholas Sparks, tradução de Fabiano Morais, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2012, 272 páginas.
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Quando eram adolescentes, Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram, mas eles viviam realidades bem diferentes. Ele era de uma família de criminosos, ela de uma família tradicional, e o tempo acabou os separando por muitos anos. Vinte e cinco anos depois da separação, Amanda e Dawson se reencontram para o funeral de Tuck, um homem que se tornou o melhor amigo dos dois.

Antes de falecer, Tuck deixou instruções para que os dois realizassem seus últimos desejos, no entanto a intenção do senhor era também que eles percebessem o que sentiam e que nunca esqueceriam o primeiro amor. Afinal, o primeiro amor é capaz de deixar marcas profundas, enquanto que poucos dias juntos podem mudar suas vidas para sempre.

“Ele era uma figura sozinha em uma terra desabitada, enquanto ela era mais um rosto em uma multidão de desconhecidos. Mas não era assim que sempre fora, mesmo quando eram adolescentes? Tinha sido isso que os unira e, de alguma forma, eles haviam encontrado a felicidade um no outro” (pág. 68).

TV Globo adaptará livro de Marisa Ferrari
Lançado pela editora Novo Conceito no mês de março, através do selo Novas Páginas, o romance “Arrabal e a Noiva do Capitão” ganhará uma adaptação através de uma minissérie da TV Globo. A informação é do jornal O Globo, que na última semana confirmou o fim positivo das negociações entre a emissora e a jornalista carioca Marisa Ferrari, autora da obra.

Confirmada nova adaptação de livro de Nicholas Sparks
O 13º livro de Nicholas Sparks, intitulado “A Escolha” e lançado oficialmente em 2007, será o próximo trabalho do autor adaptado ao cinema. O livro foi lançado no Brasil pela editora Novo Conceito.
A confirmação aconteceu no início do mês de setembro, quando o próprio escritor norte-americano anunciou a contratação do diretor Ross Katz. Bryan Sipe é o responsável pelo roteiro. Ainda não existem informações sobre o elenco e nem previsão de lançamento do longa-metragem, que deve chegar aos cinemas após o lançamento das adaptações de “O Melhor de Mim” e “Uma Longa Jornada”.

Cláudio Quirino publica thriller erótico no Wattpad
Após enfrentar o desafio de publicar o chick-lit “Um Novo Amor à Vista”, que fez muito sucesso na época de seu lançamento pela Amazon, o escritor Cláudio Quirino está se dedicando a um novo gênero oposto ao que trabalhava no início de sua carreira. Desde a última semana, o autor está publicando no Wattpad o thriller erótico “Meu Charme Particular”.
Segundo o autor, “Meu Charme Particular” narra a eletrizante história de Luísa e Doni. “O clima entre ambos promete começar com a calmaria, intercalando entre as visões dos personagens para ampliar o nível de intensidade e a descrição pessoal de cada um dos acontecimentos”. “Conforme vai surgindo uma inesperada afinidade, tem a pretensão de pegar fogo, ficar cada vez mais quente e envolver o leitor sob um ponto de vista próprio”, explica o autor.
Os capítulos serão publicados no Wattpad às segundas e sextas-feiras. Clique aqui para iniciar a leitura de “Meu Charme Particular”.
Quando Doni entrou no restaurante lotado, mal podia imaginar que encontraria à sua espera Luísa – uma mulher atraente e desconhecida. Sem saber por que ela estaria enviando mensagens cheias de convites maliciosos para seu celular, ameaçando seu relacionamento com Alice, contudo intrigado, os dois sentam-se à mesa para tornar as coisas esclarecidas. Tudo parece ter voltado ao normal e, agora, estava muito bem... até que coisas inexplicáveis passam a cercar a vida de Doni.
Você é capaz de ir até o fim, para desvendar esse enigmático segredo?
Primeiro thriller-erótico de Cláudio Quirino – o autor de “Um Novo Amor à Vista”, “Como amar em uma semana” e “O Misterioso Assassinato da Rua 15”.

Título Original: Message in a Bottle
Diretor: Luis Mandoki
Duração: 131 minutos
Baseado: Uma Carta de Amor, de Nicholas Sparks
Estreia: 1999
Ao caminhar pela praia, Theresa Osborne (Robin Wright) encontra uma garrafa com uma carta romântica e extremamente sincera, pois era também uma despedida, um adeus. Ela fica tão impressionada que usa os meios que dispõe trabalhando como jornalista em Chicago e tenta saber quem escreveu a carta. Ela então descobre que foi escrita por Garret Blake (Kevin Costner), um construtor de barcos da Carolina do Norte, para Catherine (Susan Brightbill), sua esposa, e, ao conhecê-lo, fica sabendo que Catherine faleceu precocemente. Em pouco tempo surge uma atração mútua entre Theresa e Garret, mas os fantasmas que ele carrega não permitem que ele viva este novo amor por completo.
Não tem como discutir. Você sendo fã ou não, já tem consciência de que os livros de Nicholas Sparks seguem o mesmo esquema e por isso são sempre previsíveis, apesar de todas as histórias serem inesquecíveis. Já por saber dessa característica, esperamos que as várias adaptações sigam o mesmo padrão. No entanto, quando isso não acontece, como na adaptação de Uma Carta de Amor, a decepção é imediata.

Todos os livros lidos até então foram adaptados ao cinema, então é possível usar a experiência para não dizer bobagem. O que acontece é que todos, de alguma maneira, possuem a mesma essência da obra literária. Com as mudanças necessárias ao produzir um filme, eles convencem e emocionam pelos mesmos motivos dos livros. Em Uma Carta de Amor acontece exatamente o contrário.

Uma Carta de Amor, Nicholas Sparks, tradução de Eliana Sabino, 1ª edição, São Paulo-SP:
Arqueiro, 2014, 288 páginas.
Skoob: Clique Aqui.

Desde que foi traída pelo marido, a colunista Theresa não mais acredita no amor e por isso não consegue se envolver com outra pessoa. Devido a todas as responsabilidades de uma mulher de sua idade, ela se foca apenas no trabalho e em seu filho. Mas quando é convencida por sua chefe a tirar uma semana de folga, encontra uma garrafa com uma folha de papel que mudará a sua vida.

Ao abrir a folha e se encantar com uma carta apaixonada de um homem, Theresa decide encontrar o autor de tais palavras, que assinou apenas Garrett. Ela inicia uma incansável busca por mais informações e acaba descobrindo, além da verdadeira identidade desse homem, novas cartas escritas por ele e que tocam o seu coração.

Ao partir para o litoral da Carolina do Norte, Theresa conhece o homem que passou a admirar apenas por suas palavras. Dessa forma descobre que ele ainda sofre por um antigo amor, mas que pode estar preparado para viver uma nova e inesquecível história ao seu lado.

“Havia algo de sensual no corpo dela à luz do sol poente. O céu estava ficando alaranjando, e a luz quente lhe conferia uma aparência especialmente bonita, deixando seus olhos castanhos ainda mais escuros. Os cabelos dançavam de forma tentadora à brisa vespertina” (pág. 135).

“A Bandeja” será filmado em 2014
A escritora Lycia Barros, ganhadora do segundo prêmio Codex de Ouro, revelou em entrevista ao jornal O Globo que o livro A Bandeja será adaptado aos cinemas e que as filmagens se iniciam em 2014. A notícia foi publicada no último domingo (29), poucas semanas após a própria autora revelar ser a primeira romancista brasileira contratada pela editora Arqueiro.

A Bandeja, primeiro livro da coleção Despertares, será relançado pela editora carioca já no primeiro semestre de 2014.

Novos livros de Nicholas Sparks e Paulo Coelho serão lançados pelo Grupo Sextante
Algumas semanas após Paulo Coelho concluir a escrita de “Adultério”, seu novo trabalho literário, foi divulgado que o livro está previsto para ser lançado em abril pela editora Sextante, atual casa nacional do escritor brasileiro mais vendido no mundo.

Também pelo grupo Sextante, porém através da Arqueiro, será lançado em março o livro “Uma Carta de Amor”, escrito por Nicholas Sparks e publicado originalmente em 1998. Ainda sem previsão de lançamento, a editora carioca lançará também o livro “Três Semanas Com o Meu Irmão”, escrito por Nicholas e seu irmão Micah Sparks.

Novo Século lança segunda edição de “Quero Ser Beth Levitt”
A escritora Samanta Holtz anunciou através de suas redes sociais e blog pessoal que seu segundo romance, “Quero Ser Beth Levitt”, ganhará uma segunda edição ainda em janeiro. O anuncio ocorreu pouco mais de três meses após o lançamento da obra, publicado pela editora Novo Século e lançado em setembro durante a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro.

Ainda em seu blog pessoal, Samanta disse estar feliz pela nova conquista e agradeceu aos seus leitores, que segundo ela também “divulgam, indicam e ajudam a disseminar não somente o meu trabalho como a literatura nacional como um todo”.

Anunciados os próximos lançamentos da editora Valentina
Através dos seus blogs parceiros, a editora Valentina anunciou a lista dos possíveis próximos lançamentos para o primeiro semestre de 2014. Entre os títulos estão os livros “Almanegra”, “Meu Hamster é Um Astronauta” e “Caçadores de Tempestade”, que dão continuidade as séries Incarnate, Cheiroso & Ben Travesso Metidos em Confusão e O Estranho Mundo de Jane True, respectivamente.

Além dos títulos internacionais está também o livro nacional “Ah, o Verão”, primeiro da série juvenil As Quatro Estações do Amor, escrita por Fernanda Belém. O livro está previsto para chegar às livrarias ainda em janeiro.

Possíveis Próximos Lançamentos da Editora Valentina:
Ah, o verão - Fernanda Belém
Respirar, Meditar, Inspirar - Priscila Warne
Destino Mortal - Suzanne Brockmann
Par Perfeito - Eleanor Prescott
Graffiti Moon - Cath Crowley
Filha da Ilusão - Teri Brown
Intenso Demais - S. C. Stephens
Almanegra - Jodi Meadows
Meu Hamster é Um Astronauta - Dave Lowe
Caçadores de Tempestade - Nicole Peeler

Um Porto Seguro (Safe Haven)


Resenha: Não é preciso ser nenhum especialista para saber que os livros do escritor Nicholas Sparks são escritos com uma estrutura que facilita a adaptação para o cinema. Algumas vezes isso pode ser visto como um fator positivo, mas também está suscetível a falhas. É o caso de Um Porto Seguro, baseado no livro lançado no Brasil pela editora Novo Conceito.

O longa-metragem mostra quando a bela Katie (Julianne Hough) se instala em uma pequena cidade da Carolina do Sul. Katie vive normalmente nessa cidade, onde consegue um emprego e conhece Alex (Josh Duhamel), um viúvo e pai de dois filhos.

Além de Alex, Katie também forma uma amizade com sua vizinha Jo (Cobie Smulders), que parece ter uma única intenção: unir sua amiga com o rapaz. O interesse por parte de ambos não demora a aparecer, mas ao se envolver com a família dele, ela não imagina que os fantasmas de seu passado voltarão a persegui-la para impedi-la de ser simplesmente feliz.

Um Porto Seguro, Nicholas Sparks, tradução de Ivan Panazzolo Júnior, 1ª edição, Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2012, 414 páginas.
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Alguns autores possuem um estilo de escrita que pode se perder com o passar dos anos, mas isso não tira o mérito de seus livros, principalmente quando esses continuam de alguma forma emocionando. É o caso das obras de Nicholas Sparks, autor de vários livros, inclusive A Escolha (Resenha), e que já teve mais de 75 milhões de exemplares vendidos no mundo todo.
Um Porto Seguro, lançado originalmente em 2010, conta a história de Katie, uma misteriosa mulher que acaba de chegar em Southport, cidade na Carolina do Norte. Aos poucos ela vai se adequando a essa nova vida, enquanto trabalha em um conhecido estabelecimento da pequena cidade. Katie vive sozinha, por isso não demora a criar um laço de amizade com Jo, sua simpática vizinha, que acaba incentivando o início de uma aproximação com Alex, um viúvo e ótimo pai para seus dois filhos.
Tudo conspira para que ambos se apaixonem, inclusive a relação de Katie com os filhos de Alex, mas um segredo do passado da bela mulher pode colocar em risco não apenas o relacionamento, como também a própria vida de Katie, que sabe apenas que mais cedo ou mais tarde o passado irá voltar para atormentá-la, e quando isso acontecer, apenas o amor pode ajudá-la.

“É claro, aquilo não significava que ele estava pronto para mergulhar de cabeça na vida de solteiro. Se acontecesse, tudo bem. E se não acontecesse? Ele imaginava que só pensaria em atravessar aquela ponte quando chegasse até ela. Estava disposto a esperar até encontrar a pessoa certa, alguém que não somente trouxesse a alegria de volta à sua vida, mas que amasse seus filhos tanto quanto ele os amava”  (pág. 33).

O ano de 2012 foi deveras importante para o blog Over Shock, por inúmeros motivos, mas principalmente por continuar levando a literatura, nas mais variadas formas e gêneros, ao público leitor. Para atingir esse objetivo, 70 obras foram lidas, sendo que 69 resenhadas, mas claro que uma ou outra se destaca. Abaixo estão relacionadas as melhores obras nacionais e internacionais de determinados gêneros, obras essas que merecem ser lembradas, lidas e relidas pelos leitores.

Contos/Crônicas
Apesar de terem sido publicados originalmente entre 1891 e 1892, os contos de Sir Arthur Conan Doyle encontrados em As Aventuras de Sherlock Holmes (Resenha) são fabulosos e a escrita desse gênio da literatura é viciante desde a primeira página – o que não é novidade para ninguém. Obviamente, como todas as coletâneas, um ou outro conto não agrada, mas todos possuem a genialidade de Conan Doyle e a inteligência incomparável de Sherlock Holmes, o que já basta para destacá-la entre qualquer outra obra internacional lida ao longo do ano.
Como músico, Tico Santa Cruz é um dos grandes nomes do rock nacional do início do século XXI e após ter “altos e baixos” em sua carreira musical, se aventurou na literatura com o livro Clube da Insônia (Resenha), que reúne contos, crônicas e até mesmo poesias, marcadas sempre pela musicalidade já conhecida do estilo de Tico. Se o conteúdo escrito já é fantástico, a arte gráfica se supera e a obra se destaca.

Fantasia
O mundo criado por Patrick Rothfuss na trilogia A Crônica do Matador do Rei é incrível e tudo foi colocado na medida certa, fazendo de O Nome do Vento (Resenha), além de destaque entre as fantasias, ser também o favorito do ano. Patrick inovou em tudo, desde a instituição educacional, até mesmo a contagem do tempo e o próprio protagonista, que não sabemos ao certo se é um herói ou apenas mais um vilão da literatura. Nem mesmo as mais de 650 páginas assustam. O que “assusta” é a genialidade de Rothfuss, presente na lista de mais vendidos do The New York Times e dos melhores autores da atualidade.
Se comparado com O Nome do Vento, O Sonho de Eva (Resenha) é totalmente diferente, mas tão marcante quanto o destaque internacional. Além de ter sido uma das apostas nacionais da editora Novo Conceito, que passa a dar destaque aos nossos autores, o livro de Chico Anes prende a atenção e mostra até que ponto a tecnologia está presente em nossas vidas e que “dormir pode ser um jogo perigoso”. Com muito mistério, ação e aventura, o livro conquista pelas semelhanças ao estilo de escrita de Dan Brown e se destaca principalmente pela criatividade do autor.

Não-Ficção
Geralmente os livros de não-ficção têm o objetivo de informar e ensinar os leitores, não emocionar, como aconteceu com Para Sempre (Resenha), de Kim e Krickitt Carpenter. A autobiografia narra em sua grande parte os acontecimentos posteriores a um grave acidente sofrido pelo casal Carpenter e que resultou na perda da memória de Krickitt. Mas, se apegando a Deus e não deixando o amor morrer, Kim superou todas as adversidades e reconquistou sua esposa, virando exemplo para pessoas do mundo todo; inspirando até mesmo a produção de um filme de mesmo nome; e transformando esse livro em uma leitura obrigatória.
Obrigatória também é a leitura dos livros de Laurentino Gomes, entre eles 1822 (Resenha), onde o autor mostra aos leitores, de maneira clara e objetiva, “como um homem sábio, uma princesa triste e um escocês louco por dinheiro ajudaram D. Pedro a criar o Brasil – um país que tinha tudo para dar errado”. Desde a leitura do livro anterior a 1822 que digo: todos os brasileiros precisam ler as obras de Laurentino Gomes.

Policial
Se existe uma categoria em que não é fácil fazer uma escolha, essa categoria é a de livros policiais. Bons autores e autoras foram apresentados ao longo de 2012, mas um velho (ou não tão velho assim) conhecido novamente merece ser lembrado: James Patterson. Suas obras possuem sempre a mesma estrutura, o que não impede que cada uma delas se destaque. Nesse caso, Ameaça Mortal (Resenha) pode ser considerada a melhor obra internacional, afinal, onde tem Alex Cross é garantia de ação e envolvimento até o fim.
Já no Brasil, pelo menos três autores policiais foram lidos, mas nenhum conseguiu fazer o que foi feito por Leonardo Barros em Presságio: O Assassinato da Freira Nua (Resenha). Leonardo reuniu em um único livro o que já havia sido usado em seus demais trabalhos literários, e ainda proporcionou viagens através dos presságios de uma protagonista que precisa provar não ser louca e ajudar a evitar que um serial killer faça novas vítimas. Com mistério, sensualidade e muitas reviravoltas, o livro chegou apenas aos 45 do segundo tempo, mas chegou com tudo!

Romance
Quando se trata de romances, Nicholas Sparks é um dos melhores e foi o primeiro a despertar minha atenção ao gênero, o primeiro a realmente emocionar, e talvez também o primeiro a deixar apreensivo e com medo do que aconteceria nas páginas seguintes, isso em A Escolha (Resenha). Assim como James Patterson, Sparks segue sempre a mesma receita e ao menos por enquanto não deve mudar, já que ainda está dando certo e a emoção continua falando mais alto.
Outra obra emocionante e que se destacou ao longo de 2012 foi O Pássaro (Resenha), da jovem autora Samanta Holtz. Nesse romance, Samanta cria uma história envolvente, onde nem tudo o que parece realmente é, e mostra com muita fidelidade o que jovens de séculos passados sofreram ao tentar alçar voos até então proibidos pela sociedade. O Pássaro ainda dá vida a uma das grandes protagonistas do ano: Caroline Mondevieu, uma guerreira que voou em busca de seus sonhos e ideais.

Livros em Destaque
Ao saber que Cruzando o Caminho do Sol (Resenha) serviu de inspiração para uma novela global, nota-se que não é um livro qualquer. Porém, esse detalhe é muito pequeno para descrever a obra de Corban Addison, um livro que emociona, ensina, revolta, e que, acima de tudo, mostra uma realidade que infelizmente ainda acontece, mesmo no nosso século XXI. Apesar de uma das melhores obras do ano, esse é um livro para ser ler lido no momento certo, principalmente devido as fortes cenas descritas por Addison, um autor que entrou para a lista dos favoritos, bem como seu primeiro livro.
Outro livro lançado pela editora Novo Conceito é Garota Replay (Resenha), de Tammy Luciano. Devido aos poucos livros do gênero lido, seria inviável colocar esse livro em alguma categoria própria, porém também não poderia deixar de destacá-lo. Mesmo não sendo um gênero que agrade, pessoalmente falando, Garota Replay prendeu a atenção. Mais do que um livro retratando a vida de adolescentes, esse envolveu “reflexões sobre atitudes e segredos”, além de incluir um mistério gostoso de ser desvendado. Como citado na resenha, o público jovem está muito bem representado com Tammy Luciano.

Autores em Destaque
Aparentemente Ruta Sepetys e Alane S. A. Brito não possuem nada em comum, mas suas obras, A Vida em Tons de Cinza (Resenha) e O Trio (Resenha), respectivamente, apesar de diferentes, conseguem emocionar e passar uma lição que ficará eternizada na memória de cada um de seus leitores.
O amor e a amizade são fundamentais nesses dois livros, que se passam em lugares diferentes e em momentos históricos opostos. Mas em ambos os casos percebemos o valor dos nossos sentimentos, que podem nos ajudar a superar todas as barreiras encontradas ao longo de nossas vidas e também curar todas as cicatrizes causadas pelo sofrimento.
Os dois livros ainda possuem momentos angustiantes, seja pela dor ou simplesmente pelas injustiças sofridas pelos personagens, e poderiam facilmente estar entre os melhores do ano em determinadas categorias – e estão. Mas o que os diferencia de outras obras é a maestria de se contar uma história dessas duas grandes autoras: Alane, que pode ser comparada aos grandes mestres de nossa literatura; e Sepetys, que soube como ninguém mostrar a dura realidade enfrentada pelos povos do Báltico durante o tempo em que Stalin esteve no poder.

Para vocês, quais as melhores obras, lidas em 2012, nesses e outros gêneros literários? E qual autor se destacou?

A Escolha, Nicholas Sparks, 1ª edição, tradução de Ivan Panazzolo Júnior, Ribeirão Preto-SP: Novo Conceito, 2012, 307 páginas.

Com mais de 50 milhões de exemplares vendidos no mundo todo, Nicholas Sparks – Um Amor para Recordar (Resenha) e Um Homem de Sorte (Resenha) - é um dos maiores autores da atualidade e ano após ano lança sucessos inesquecíveis. Sua genialidade é tanta que suas obras ganharam espaço também nos cinemas, o que o torna uma lenda viva da literatura contemporânea. Sem contar que até leitores que não gostam de histórias românticas se surpreendem com sua escrita.
Com seu estilo característico de escrever, em A Escolha o autor conta a história de Travis Parker, um veterinário que tem tudo o que um homem deseja ao seu redor, menos uma companheira fixa, já que pra ele os relacionamentos passageiros são suficientes. A vida de Travis começa a mudar quando ele conhece sua vizinha Gabby, que vai até ele tentando resolver alguns problemas envolvendo seus cães. No início Gabby parece não querer a aproximação de Travis, mas isso é praticamente inevitável e um relacionamento sério entre eles é apenas questão de tempo.

“As cores, tão vívidas que pareciam quase ter vida própria, faziam-no pensar que a natureza às vezes mandava sinais, e que é importante lembrar que a alegria sempre pode vir após o desespero. Mas, um momento depois, o arco-íris desapareceu e o granizo voltou, e ele percebeu que a alegria, às vezes, era apenas ilusão” (pág. 252).

Dividido em duas partes, A Escolha possui momentos de extrema felicidade, onde o paraíso parece realmente existir para as personagens; e momentos de incertezas, onde o leitor é levado ao drama de uma forma capaz de emocionar, apesar de ser uma história até certo ponto simples. Enquanto na primeira parte conhecemos o início do relacionamento de Travis e Gabby, de uma forma leve e às vezes entediante, na segunda parte a emoção é mais explícita, por isso ficamos mais envolvidos e na expectativa da escolha de uma das personagens. Quem costuma criticar o autor pela mesmice encontrada em seus livros, pode e certamente vai se surpreender a partir da página 217.
Como costuma acontecer, Sparks cria personagens com algumas características que não fogem da realidade, o que as torna cativantes ao leitor. Dessa vez, acompanhamos uma mulher linda, simpática e apaixonante que se envolve com um homem inteligente e de um humor marcante. Duas pessoas que, acima de tudo, possuem uma química essencial para um relacionamento saudável. Apesar disso, novamente uma personagem secundária merece destaque: Stephanie, a irmã de Travis. Stephanie não só é engraçada, como também tem um amor forte por seu irmão e não poupa esforços para vê-lo feliz, o que rende momentos engraçados, principalmente no início do relacionamento do casal. Com ela é praticamente impossível passar o livro sem ao menos uma risada.
Talvez por desatenção, demorei a perceber a verdadeira escolha que deveria ser tomada, mas quando isso aconteceu um sentimento de apreensão tomou conta da leitura. Isso porque a escolha poderia causar algo que nenhum leitor esperava ou desejava, e não foi difícil se entristecer por aquilo que estava acontecendo. Quem passou por algo semelhante, mesmo sem ter a mesma responsabilidade, com certeza ficou na torcida pelo amor falar mais alto e para que em determinado momento a sensação de alívio fosse maior. Mas os livros de Nicholas Sparks nem sempre tomam rumos esperados, ou seja, tudo é possível.
Como a maioria dos livros, A Escolha dá uma verdadeira lição de como o amor é capaz de mudar nossa vida e nos deixar em uma encruzilhada. Com a dose certa de romance e emoção, é um livro que ganha um novo ritmo em determinada parte e não fica na mesma, sem algo para transformá-lo. Ainda que esteja longe da mesma emoção de Um Amor para Recordar, possui algo muito especial e por isso é uma grande leitura. Se comparado aos livros do autor, pode não superar alguns ou até mesmo ser considerado apenas mais um; deixando de lado o nome Nicholas Sparks, é um livro para nunca ser esquecido e uma história que vai nos mostrar até onde devemos ir em nome do amor.

“Ele não conseguiu terminar a sentença. O passado havia ficado para trás, e o futuro ainda iria se desdobrar, e ele sabia que deveria concentrar sua vida no presente... mesmo assim, o dia a dia da sua existência lhe parecia infindável e insuportável” (pág. 289).

Um Homem de Sorte (The Lucky One)

Resenha: Baseado no livro de Nicholas Sparks – Um Amor para Recordar (Resenha) e Um Homem de Sorte (Resenha) – o filme Um Homem de Sorte dá continuidade as adaptações aos livros de um dos autores mais vendidos do mundo e trabalha com o mesmo estilo encontrado em todas as suas histórias.
Fuzileiro do exército americano na Guerra do Iraque, Logan Thibault (Zac Efron) encontra no chão a foto de uma mulher desconhecida e acredita que só saiu com vida devido a essa foto, que ele passa a considerar como um talismã. Com o fim de seus serviços, Thibault volta aos Estados Unidos decidido a procurar a mulher e agradecê-la.
O rapaz atravessa o país em busca da mulher e a encontra em uma pequena cidade. Beth (Taylor Schilling) dedica seu tempo a cuidar de um canil e do filho Ben (Riley Thomas Stewart), e no início tem receio de ter um homem desconhecido por perto. Ela acaba aceitando que ele trabalhe em seu canil, mas não sabe o motivo que o levou até ela – e nem o que pode acontecer entre eles.
Como a maioria dos dramas, a história de Um Homem de Sorte se desenrola calmamente e o espectador sabe, desde o início, o que acontecerá da metade para o fim do filme. Devido a algumas cenas, mesmo quem não conhece o livro é capaz de desvendar o desfecho da história de Thibault e Beth.
A suavidade das cenas e o sentimentalismo que encontramos em cada uma delas são reforçados com a bela fotografia e a trilha sonora, que entre outras, possui a música The History, de Brandi Carlile. As paisagens – principalmente a que inicia/encerra o filme – dá um clima apaixonante para a história, se focando, não totalmente, ao campo e as belezas naturais.
Evitando a leve enrolação natural dos livros de Nicholas Sparks, o filme Um Homem de Sorte, a exemplo de Um Amor para Recordar (Resenha), ganha um ritmo ainda mais acelerado quando o amor entra definitivamente em cena. O diretor Scott Hicks explora o envolvimento entre o casal principal, e ainda não deixa de lado a relação de Thibault e o garoto Ben, interpretado em grande estilo pelo jovem Riley Thomas Stewart.
Enquanto a escolha de Riley Stewart agrada por sua excepcional atuação, Zac Efron mais uma vez decepciona. O ator pode ter conquistado pelos filmes juvenis, mas neste caso está longe de ser a pessoa ideal para interpretar Logan Thibault – não, não é uma implicância. Um dos motivos é o fato do personagem, pelo menos em sua versão literária, aparentar ser mais maduro e com um passado sofrido, afinal, participou de uma guerra. Zac Efron não apenas é mais jovem do que provavelmente deveria ser, como também não passa emoção – ou a tristeza de um passado - alguma ao longo do filme. Com exceção de um ou outro momento, o ator está sempre com a mesma expressão fechada, como se não fosse preciso se envolver com a cena. Sua sorte é contracenar com Taylor Schilling e Jay R. Ferguson, que interpreta o ex-marido de Beth, Keith Clayton.
Com duas sequências de ação, o filme produzido pela Warner Bros foge da mesmice encontrada nos dramas, porém ao mesmo tempo repete o estilo característico das histórias de Nicholas Sparks: prende a atenção do início ao fim, apesar de em nenhum momento ter algo totalmente inovador. Uma típica história de amor capaz de conquistar sem precisar de muito para isso; uma adaptação que corta algumas partes do livro, sem que isso o prejudique.

Um Amor para Recordar (A Walk to Remember)

Estreia: 2002

Resenha: Sempre surgem adaptações cinematográficas capazes de agradar aos leitores da história original, e de certa forma, Um Amor para Recordar, baseado na obra homônima (Resenha) de Nicholas Sparks, faz parte desse tipo de adaptações. Dirigido por Adam Shankman, o filme teve sua estreia original em 2002, e continua até hoje emocionando a todos.

Assim como no livro, de 1999 e lançado no Brasil em 2011 pela editora Novo Conceito, o filme conta a história de Landon Carter (Shane West), um jovem irresponsável e tem responsabilidades em um acidente que quase deixa um colega de escola paraplégico. Como punição, Landon precisa entrar para o grupo de teatro e fazer outros trabalhos voluntários.

Com a mudança que tem em sua vida, Landon se aproxima de Jamie Sullivan (Mandy Moore), filha do pastor e considerada por todos, uma garota brega. Com essa aproximação, Landon e Jamie passam a viver uma grande história de amor e superam todas as dificuldades e situações que não estão favoráveis ao relacionamento. Mas nem tudo são flores...

Acredito que todos os comentários referentes ao livro, e ao filme, são unanimes ao dizer que a história criada por Sparks, apesar de simples, é emocionante. Ela possui todos os detalhes necessários para colocar essa emoção. Desde o inicio, onde tudo parecia ser impossível, até o desfecho, onde o impossível se torna possível como em um verdadeiro conto de fadas – não que essa seja a intenção.

Claro que de alguma forma, o que encontramos em Um Amor para Recordar não é nem um pouco inovador, mas assim como no livro, a simplicidade faz toda a diferença. O único problema são alguns pontos trocados em relação ao livro, que já era esperado que acontecesse. Alguns desses pontos poderiam ter sido mantidos originais, afinal, não seria difícil deixa-los na adaptação.

Os atores e atrizes escalados para os principais papéis não decepcionam, apesar de que na leitura, imaginava um Landon completamente diferente – talvez pela diferença das épocas entre livro e filme. Ainda assim, Shane West representa bem o papel de um jovem encrenqueiro, que tem sua vida mudada com a presença de um grande amor. Já Mandy Moore – voz em Enrolados (resenha) -, que muitos poderiam desacreditar em um bom papel, também está bem ao interpretar a garota careta e que tem muito a ensinar. Depois de assistir, fica difícil imaginar outra atriz para o mesmo papel.

Mandy Moore tem mais importância do que apenas sua atuação. Também tem a responsabilidade de ter algumas músicas na trilha sonora do filme e impossível não gostar das cenas em que essas músicas foram colocadas.

Um Amor para Recordar tem uma adaptação interessante e não teria medo de recomendar, entretanto, ainda acho necessário deixar claro que é um filme para aqueles que gostam de adaptação, para aqueles que se interessa por dramas, ou, que assim como eu, assistem de tudo. Desde que seja um bom filme.