“O Diário de Anne Frank” é considerado um dos maiores clássicos do século XX, e, mesmo passadas tantas décadas, a história da jovem judia Anne Frank continua até hoje emocionando e sendo tema para inúmeras obras, na Literatura e em outros segmentos artísticos. Apesar de sua importância, o conceito histórico que envolve a vida de Anne e sua família ainda tem muito o que ser explorado, não por menos a editora Record lança em setembro A história da família de Anne Frank, narrado pela esposa de um primo da garota, um importante registro que visa resgatar a honra e a memória de todos os familiares da jovem que conquistou o coração do mundo todo.

Título: A Balada do Cárcere
Autor: Bruno Tolentino
Páginas: 224
Sinopse:
Bruno Tolentino se definia como uma língua ferina entortada pelo vício da ironia. Não exibia falsa modéstia quanto a seu papel no cenário literário brasileiro, tinha consciência do próprio talento: “mudei a história da Literatura, pus o Brasil no mapa internacional”, afirmava. Nascido da experiência de onze anos de prisão em Dartmoor, no Reino Unido, A balada do cárcere recebe agora uma segunda edição, comentada, com apresentação do poeta Érico Nogueira, e notas e organização de Juliana P. Perez, Jessé de Almeida Primo, Guilherme Malzoni Rabello, Renato José de Moraes e Martim Vasques da Cunha.

Como autora de “O Morro dos Ventos Uivantes”, Emily Brontë representa ainda hoje um marco na literatura mundial e, não por menos, o livro O vento da noite chega às livrarias brasileiras, pela editora Civilização Brasileira, em uma edição bilíngue que é a única a reunir, no Brasil, 33 poemas escritos pela escritora inglesa que morreu, aos trinta anos, em 1848.

Título: Brasileiro é otário?
Autor: Rodrigo Constantino
Páginas: 280
Sinopse:
O novo livro do autor do best-seller Esquerda Caviar
Com seu estilo instigante e provocador, Rodrigo Constantino enfrenta, desmonta e decompõe o mito do jeitinho brasileiro – do jogo de cintura nacional, da malandragem, da malemolência – como qualidade e marca distintiva de um povo. Neste Brasileiro é otário?, defende que aquilo de que nos ufanamos é sobretudo o que nos atrasa e inviabiliza. Como o já clássico Esquerda caviar, este livro faz, acima de tudo, crítica cultural – sem deixar de lado, claro, os aspectos políticos e econômicos que também definem nossa cultura. Com coragem e rigor, Constantino visita as origens institucionais do país, esmiúça o patrimonialismo que fundamentou a nação, estuda o gigantismo do estado, investiga as razões de os limites entre público e privado serem tão elásticos, e expõe a maneira como esse conjunto de misérias estabeleceu um complexo ambiente de inseguranças, doentio e caríssimo, nas relações produtivas. Ao comparar – apresentando números, dados e fatos, sem misericórdia – a vida do brasileiro médio com a do equivalente americano, oferece as últimas chaves de leitura e não nos deixa alternativa senão a de encarar e responder, nós mesmos, a questão proposta pelo título.

O Estado Islâmico é um dos assuntos mais recorrentes no atual cenário mundial e, apesar de todas as controvérsias que o cerca, este é um tema que aos poucos vai atrair ainda mais a atenção não apenas da mídia, como também do público em geral. Nesse cenário, o selo BestSeller, do Grupo Editorial Record, lança Nas sobras do Estado Islâmico, livro em que Sophie Kasiki narra os momentos de horror que viveu enquanto ficou refém do grupo terrorista que tem assombrado o mundo.

Título: A Fome
Autor: Martín Caparrós
Páginas: 714
Sinopse:
A Fome é um livro construído a partir de histórias de pessoas que trabalham em condições bastante precárias para mitigá-la, daqueles que usam o alimento como meio de especulação financeira provocando fome em muita gente. Para entendê-la e narrá-la, Martín Caparrós viajou pela Índia, Bangladesh, Níger, Quênia, Sudão, Madagascar, Argentina, Estados Unidos e Espanha. Nestes países, encontrou pessoas que, por diferentes motivos — secas, miséria, guerras, marginalização —, passam fome. A Fome tenta, sobretudo, destrinchar os mecanismos que fazem com que quase um bilhão de pessoas não comam o que precisam. Incômodo e apaixonado, é uma crônica que faz pensar, um ensaio que relata e um panfleto que denuncia a pressão de uma vergonha incessante.

Autor de importantes livros da literatura norte-americana no século XX, como os mundialmente famosos “Bonequinha de Luxo” e “A Sangue Frio”, o autor Truman Capote iniciou sua carreira literária com a escrita de contos, porém muitos de seus textos do gênero permaneceram inéditos até 2013, quase trinta anos após a morte do escritor. Esses contos, descobertos na Biblioteca Pública de Nova York, foram reunidos no livro Primeiros contos de Truman Capote, um dos principais livros recém lançados pela editora José Olympio.

Título: A Revolta da Chibata
Autor: Edmar Morel
Páginas: 406
Sinopse:
Este é o livro reúne documentos, entrevistas, artigos e fotos sobre a história da rebelião na Marinha de Guerra, em 1910, liderada por João Cândido, o Almirante Negro, que tinha o objetivo de acabar com os castigos corporais aos marinheiros e, num plano mais elevado, instaurar justiça social e dignidade na sociedade brasileira da época. Publicado originalmente em 1959, A Revolta da Chibata lembra fatos que a História oficial havia esquecido.
Forte título do catálogo da editora Paz e Terra volta às livrarias, depois de 7 anos esgotado
Biliografia básica em graduação e pós-graduação em História em todo o país
Obra que cunhou o termo “Revolta da Chibata”
Livro inserido nos debates do protagonismo negro: João Cândido, o Almirante Negro, liderou o levante contra a Marinha brasileira.

Algumas semanas após o falecimento do escritor italiano Umberto Eco, a editora Record, responsável pelas obras do escritor no Brasil, lança mais um ensaio de autoria de um dos mais importantes pensadores do século XX. A definição da Arte, que se foca no problema filosófico da possibilidade de uma definição da arte, foi um dos primeiros ensaios escritos por Eco, publicado ainda na década de 60, mais de dez anos antes de “O nome da rosa”, seu mais importante trabalho.

A editora Bertrand Brasil, por sua vez, publica o livro Um passado sombrio, escrito por Peter Straub, considerado um mestre do horror e do suspense. Ao falar sobre o livro de Straub, o escritor Stephen King, outro mestre do gênero, disse: “aterrorizante… impossível de largar… coloque este livro no topo de sua lista”.

Título: 62 modelos para armar
Autor: Julio Cortázar
Páginas: 256
Sinopse:
O desdobramento do capítulo 62 de O jogo da amarelinha, com novo projeto gráfico
Em 62 Modelo para armar, os cronópios têm acesso ao livro imaginado pelo personagem Morelli no capítulo 62 de O jogo da amarelinha. Publicado em 1968, cinco anos depois do seu livro mais famoso, 62 traz experimentações radicais com a linguagem, que deixaram desconcertada a crítica da época. Seguindo a ideia de seu personagem, o autor se lança a um jogo de escrita em que tudo é como uma inquietação, uma falta de sossego, um desarranjo contínuo. O romance O jogo da amarelinha revolucionou a literatura mundial e se tornou referência para a narrativa contemporânea.

Entre os novos lançamentos do catálogo literário do grupo editorial Record, dois deram origem a filmes que estão em destaque nos cinemas brasileiros. O curioso é que ambos os livros retratam fatos reais.

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi, do diretor Michael Bay, por exemplo, narra a história de seis soldados que trabalhavam em um complexo da CIA em Benghazi, na Líbia, em 2012, e que precisaram agir para evitar um atentado terrorista contra um embaixador americano. A Jogada do Século, por sua vez, tem como tema o colapso financeiro ocorrido em 2008 e apresenta os principais personagens de Wall Street envolvidos na crise.

Título: 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
Autor: Mitchell Zuckoff
Páginas: 350
Sinopse:
O best-seller que deu origem ao filme dirigido por Michael Bay
13 Horas apresenta, pela primeira vez, a história real dos acontecimentos de 11 de setembro de 2012, quando terroristas atacaram o Complexo da Missão Especial do Departamento de Estado dos EUA e o Anexo, base da CIA, em Benghazi, na Líbia. Uma equipe de seis soldados lutou bravamente para repelir os agressores e proteger os americanos que lá trabalhavam, indo além de suas obrigações e realizando atos extraordinários de coragem e heroísmo para impedir uma tragédia ainda maior. Este é seu relato pessoal do que aconteceu durante as treze horas do infame atentado. Pondo em pratos limpos o ocorrido em uma noite encoberta por mistério e controvérsia, este livro instigante leva os leitores para dentro da história desses heróis que arriscaram sua vida uns pelos outros, por seus compatriotas e por seu país. Escrito por Mitchell Zuckoff, autor best-seller do New York Times, 13 Horas é uma obra atordoante que fará o leitor arregalar os olhos – e, o mais importante, é a verdade. A história sobre o que enfrentaram aqueles homens – e a grandeza do que realizaram – é inesquecível.

Dilma Rousseff é hoje a pessoa mais importante do Brasil. Embora sua popularidade não esteja em alta como outrora, por bem ou por mal seu nome está na boca do povo e diariamente os brasileiros se deparam com os discursos da presidente que mesmo no mais importante cargo do país não está livre de falhas, em especial de sua oratória.

Em cada novo discurso de nossa presidente existe a chance de surgir uma nova pérola, tal como a recente sugestão de “estocar o vento”, e isso deu origem ao livro Dilmês — O Idioma da Mulher Sapiens. Publicado pela editora Record, o livro de Celso Arnaldo Araújo explora com humor “os verdadeiros espetáculos de comédia bufa protagonizados pela dramática inaptidão da oratória de Dilma”.

Título: A Poeira da Glória
ISBN: 9788501105707
Autor: Martim Vasques da Cunha
Páginas: 630
Sinopse:
O livro que até mesmo o politicamente incorreto considerou imprudente
Na contramão da análise convencional da literatura brasileira, Martim Vasques da Cunha ousa ao escrever o que estremeceu até mesmo o politicamente incorreto: em A poeira da glória, ele desmonta as teses sustentadas pela repetição da crítica, rechaça o estilo que falseia a sensibilidade moral e recoloca as ideias no lugar ao apontar como e quando a ideologia política envenenou a imaginação artística. Aos que pensavam que a crítica cultural no Brasil – mais que a simplesmente literária – havia encontrado “o fim da história” em Antonio Candido e seus discípulos, uma imensa surpresa: Martim recoloca todas as peças no tabuleiro, inclusive a de Candido.
Dono de um texto que convence o leitor por nocaute de argumentos, o ensaísta mostra em detalhes como o país foi brutalizado pela paranoia e mistificação a respeito de si mesmo, de tal maneira que se transformou em um grande “Carandiru intelectual”, o paraíso distópico onde a realidade brasileira gira em falso.

Dezesseis anos após o falecimento do escritor Dias Gomes, um dos maiores dramaturgos brasileiros, a editora Bertrand Brasil está relançando, com um trabalho gráfico especial, algumas das principais peças teatrais escritas por ele, que durante oito anos ocupou uma cadeira da Academia Brasileira de Letras. Entre os destaques dos lançamentos estão os livros O Santo Inquérito e O Berço do Herói, que deu origem à Roque Santeiro, uma das principais novelas da história da televisão no país.

Título: História da Chuva
ISBN: 9788501105387
Autor: Carlos Henrique Schroeder
Páginas: 160
Sinopse:
As enchentes de novembro de 2008, que deixaram uma série de cidades de Santa Catarina em estado de calamidade pública, dão início ao novo romance de Carlos Henrique Schroeder, História da Chuva. O leitor é conduzido por um legado de perdas, mas também é apresentado ao mundo das artes cênicas, ao envelhecer e à arte. O livro investiga a intrincada relação de Arthur e Lauro: amigos, parceiros profissionais e diretores do Grupo Extemporâneo de Formas Animadas, GEFA, especializado em teatro de animação. A narrativa começa num ponto crítico da vida de Lauro: recém-divorciado e atordoado pela ausência de Arthur, ele procura um sentido para a existência das suas memórias.
A obra é narrada por uma outra identidade do autor, que tenta, ao criar um perfil de Arthur, descobrir o quanto o teatro e a arte ainda fazem sentido para sua existência. Brilhantemente criada, a literatura de Schroeder tem disso: é recheada de elementos reais e ficcionais que jogam com o leitor provando que não há limite entre o palco e o mundo. Não é à toa que História da chuva foi contemplado com a Bolsa de Criação Literária do Programa Petrobrás Cultural 2012.

É inegável que Ferreira Gullar, imortal da Academia Brasileira de Letras desde 2014, é o maior poeta vivo da literatura brasileira. Ganhador do Prêmio Camões em 2010, o poeta maranhense tem uma riquíssima obra que inclui, entre outros, dezenas de livros de poemas, como Crime na Flora. A obra, lançada originalmente em 1986, ganhou este ano uma nova edição, pela editora José Olympio, com um projeto gráfico especial para aquele que tão bem representa a qualidade de nossa literatura.

Título: A Garota sem Nome
ISBN: 9788501402721
Autor: Marina Chapman
Páginas: 322
Sinopse:
A incrível história real de uma criança criada por macacos
Em 1954, em um vilarejo remoto da América do Sul, uma menina de 4 anos foi sequestrada e abandonada no coração da floresta tropical colombiana. Sozinha e com medo, agarrou-se à única companhia que encontrara: um grupo de macacos que a acolheu em sua família. Em um relato comovente, Chapman revela os detalhes do período ao longo do qual foi pouco a pouco se tornando feroz. O que ela não sabia, no entanto, é que o seu maior teste de sobrevivência não seria na selva.
Depois de anos na floresta, Chapman, já com 10 anos, foi capturada por caçadores e devolvida à civilização. Vendida para um bordel, seria escravizada e espancada diariamente, até escapar – para viver a perigosa rotina de uma criança de rua, e depois a de prisioneira dentro da casa de uma família mafiosa colombiana. Mas havia uma esperança...
A garota sem nome narra esta incrível história de sobrevivência e perseverança — uma demonstração do verdadeiro significado de “humano” e do que nos conecta às pessoas.

Ao reconhecer o escritor Patrick Modiano com o Nobel de Literatura 2014, a Academia Sueca não estava apenas premiando o 15º autor francês a conquistar o prêmio, mas reconhecendo também um escritor que soube como poucos usar a Segunda Guerra Mundial como cenário de suas obras. Dentre tantas obras, três dos principais trabalhos de Modiano foram lançados recentemente pela editora Record.

Os três lançamentos fazem parte da chamada trilogia essencial da obra de Patrick Modiano. Além de Primavera de Cão, considerado o mais misterioso livro do autor, a trilogia é formada ainda por Remissão da Pena e Flores da Ruína, sendo todas elas histórias independentes.

Título: A Europa Alemã
ISBN: 978-85-7753-252-0
Autor: Ulrich Beck
Páginas: 128
Sinopse:
Um estudo sobre a hegemonia política e ideológica da Alemanha na Europa.
Em um famoso discurso proferido em Hamburgo em 1953, Thomas Mann advertiu os alemães sobre o perigo de quererem voltar a almejar uma “Europa alemã”. E que muito menos catastrófico seria que conseguissem obter uma “Alemanha europeia”. Mas no rastro da crise do euro, foi justamente o que aconteceu. Com uma política “Merkiavélica”, brinca o autor em referência à liderança de Angela Merkel, a Alemanha se tornou hegemônica na Europa, tanto do ponto de vista político como do ideológico.
Como líder econômica do continente pode ditar aos países da zona do euro as condições para a obtenção de novos créditos, incluindo o esvaziamento dos direitos de coparticipação dos parlamentos grego, italiano, espanhol e até mesmo do alemão.
Quais as consequências da polêmica política de contenção alemã para o equilíbrio de poder europeu? Que soluções são possíveis no conflito entre os arquitetos da Europa e os ortodoxos do Estado nacional? Como conciliar os imperativos da solução da crise e da democracia face ao risco-Europa? São essas as questões que Ulrich Beck aborda. E ele conclui que é preciso um novo contrato social europeu: um contrato que, através da própria ideia de Europa, garanta mais liberdade, mais segurança social e mais democracia.