Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado, Ana Beatriz Barbosa Silva, edição de bolso, Rio de Janeiro-RJ: editora Objetiva (Fontanar), 2010, 240 páginas

Nascida no Rio de Janeiro, a autora best-seller Ana Beatriz Barbosa Silva é graduada em medicina pela UERJ e pós-graduada em psiquiatria pela UFRJ. Com mais de 400 mil exemplares vendidos, é conhecida por suas palestras sobre o comportamento humano, sendo que um dos temas principais é a psicopatia, também tratada no livro Mentes Perigosas: O Psicopata mora ao lado.
A psicopatia é mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Vizinhos, colegas de trabalho, políticos e até mesmo religiosos que estão presentes no nosso dia-a-dia podem sofrer esse distúrbio. Um distúrbio que atinge uma pequena parcela da população e dentre essas pessoas, grande parte passa a vida sem ser diagnosticada. Isso significa que estamos convivendo com psicopatas e precisamos saber agir e evitar os estragos que eles podem causar em nossas vidas. Mostrar como podemos agir é o grande objetivo da Dra. Ana Beatriz em Mentes Perigosas.
Com uma escrita fácil e rápida, a autora faz uma explicação simples sobre os principais temas que precisamos saber para entender como funciona a mente de um psicopata e também a diferença com uma mente normal. Em um dos momentos, Ana Beatriz cita que são semelhantes a nós, mas não possuem a consciência de seus atos.
Como não possuem consciência, eles têm atitudes muitas vezes fora do padrão, o que causa diversas consequências não apenas para eles – que não se preocupam com isso -, mas principalmente para pessoas comuns que fazem parte do convívio. Esse ponto também é explorado pela autora, que ainda faz diversas referências com histórias que vivenciou com seus pacientes ao longo de sua carreira.
Para implementar Mentes Perigosas, a autora dedica um capítulo apenas para falar sobre casos que abalaram nosso país, como de Suzane von Richthofen, que planejou o assassinatos dos próprios pais e depois foi a um motel; e da atriz Daniella Perez - filha da novelista Glória Perez – assassinada por Guilherme de Pádua, ator e companheiro de cena na novela De Corpo e Alma (1992).
O ponto negativo em Mentes Perigosas é a quantidade de vezes que a autora repete a mesma coisa ao longo do livro. Isso chega a se tornar cansativo, porém não é a principal crítica dos leitores. Em sua maioria, os leitores criticam a escassez de informações e acreditam que a autora deveria ter abordado um pouco mais sobre o assunto em questão. Mas essa não foi exatamente a intenção da autora, já que o livro é destinado a todos os leitores e não apenas aqueles que têm certa experiência no assunto. São informações simples e que podem ajudar a todos, por isso não vejo motivo para criticar a simplicidade das mesmas.
Em sua edição de bolso, o livro segue a simplicidade, diferente do que encontramos em versões normais. Mas, o exemplar não deixa de conter detalhes, como um relato de Glória Perez, além de sites e telefones úteis para os que se interessam pelo o assunto.
Mostrando que é comum e com relatos reais, Mentes Perigosas é um verdadeiro resumo de um assunto interessante e muito procurado sobre a mente humana. Graças ao capítulo Manual de Sobrevivência, os leitores ficarão mais atentos para que um psicopata não passe por suas vidas e cause estragos. A Dra. Ana Beatriz mudará a rotina de todos que tiverem a oportunidade de ler este livro, já que olhar nos olhos de uma pessoa será também uma forma de identificar sua verdadeira personalidade.

“Se quisermos manter nossa supremacia biológica no mundo natural, teremos que rever nossos próprios conceitos, criando uma nova cultura que se baseie na solidariedade e no sucesso da coletividade. (pág. 181)”.

O Diário Serial, Igor Castro, 1ª edição, Içara-SC: Dracaena, 2012, 224 páginas.

Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina, o autor Igor Castro nasceu no Rio de Janeiro em 1984 e mora atualmente em Ponta Grossa. Fã de autores como Stephen King e Dan Brown, Igor estreia no mundo literário com o thriller O Diário Serial, que mostra as atitudes do primeiro serial killer em terras florianopolitanas.
Um crânio e a certeza de que um serial killer está solto, querendo que algumas pessoas paguem por atitudes do passado. Ele está disposto a fazer o que for necessário para atingir esse objetivo e começa enviando alguns objetos para a Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o que instiga os policiais Rodrigo e Gomes a desvendar o mistério. Logo acontece a primeira morte e os policiais trabalham para desvendar os mistérios e evitar os futuros assassinatos, que pode colocar em risco as visitas comuns no final de ano em Florianópolis.
Os fãs de um bom thriller podem pegar O Diário Serial sem medo de não encontrar aquilo que se espera de uma história como essa. Como todos os livros do gênero, a escrita é em ritmo acelerado e sempre prezando a riqueza de detalhes, principalmente, neste caso, quando o serial killer está em ação. Por se tratar de um livro curto e escrito tão bem, a leitura poderá ser feita em poucas horas, mais um detalhe que engrandece a obra.

“A vingança deve continuar. O trabalho está sendo feito de uma forma magistral, poética, completa, e não pode ser interrompido. A mão esquerda do Diabo deve prosseguir. (pág. 86)”.

Dividido em seis partes (Introdução; O Padre; O Valente; A Professora; O Médico; A Última Vítima), o livro é narrado, em grande parte, em terceira pessoa, com exceção do início de cada parte. O início fica responsável por mostrar ao leitor o diário do personagem que tem assombrado a capital catarinense, assim como o próprio título sugere. Nesse diário encontramos os ideais e um pouco sobre o que o levou a cometer seus crimes, mostrando também a mente de um psicopata.
O ponto forte de O Diário Serial está na forma como o autor construiu a história de cada uma das vítimas. O passado de todas elas possui algum detalhe que deve ser vingado, ou seja, devido a esse passado, a futura vítima deve pagar. Já que ninguém faria nada, o assassino resolve agir e a vingança será feita com sangue. Em nenhum momento a história das vítimas possui algum ponto cego e no final percebemos que nem tudo foi em vão – pelo menos na cabeça do grande protagonista, ou seria antagonista?
Não apenas as vítimas têm suas histórias bem amarradas pelo autor. O próprio assassino vai ganhando espaço com o passar das páginas, o que deveria realmente acontecer. Os distúrbios existentes na mente de um psicopata são bem trabalhados e não existe um só momento em que estranhamos a atitude do personagem, o que mostra o preparo do autor quanto a isso.
O grande – e único – problema está em relação aos dois personagens que ficam responsáveis em descobrir e acalmar a população. Ainda que suas personalidades sejam bem definidas, senti falta de um pouco da história de Rodrigo e Gomes. Em determinados momentos conhecemos o passado de ambos, mas, mesmo que o livro fosse um pouco mais extenso, seriam detalhes que engradeceriam a história, pelo menos no meu ponto de vista.

“É agora. O ciclo está finalmente completo. Ou estará em breve. Apenas mais um passo e o jogo acaba. Game over. E só uma pessoa poderá sair vencedora dessa batalha: eu. (pág. 168)”.

Para quem, assim como eu, não conhece a capital catarinense, esse é um bom livro para ficar por dentro de lugares que encantam os visitantes que passam por Florianópolis anualmente. A descrição de todos os lugares é capaz de deixar o leitor que não conhece bem familiarizado e os que conhecem imaginarem com maior riqueza de detalhes tudo o que está acontecendo. Só um morador, ou um apaixonado pela cidade, teria capacidade de descrever tão bem a capital catarinense.
A editora Dracaena, que já há algum tempo tem se destacado pelo trabalho de revisão e diagramação, dá um novo show e mostra porque tem crescido no mercado editorial, principalmente quando se trata de autores nacionais. Outro grande destaque da obra é César Oliveira, que elaborou as capas de Porque Eu Amei (Resenha) e O Chamado Selvagem (Resenha), e fez mais um excepcional trabalho – talvez o melhor entre os três em questão. A capa não só tem grande relação com a história, como também é ainda mais bela no próprio exemplar, o que certamente deve chamar a atenção de leitores que escolhem um livro pela capa.
Não chega a ser um livro forte para aqueles que não suportam uma grande quantidade de sangue e muitas mortes, características de livros como esse. A grande diferença em relação a outros livros é o foco principal, já que conhecemos também o lado do serial killer e não apenas do mocinho, que em sua maioria são os detetives. Igor Castro nos brinda com uma aventura por locais importantes de Florianópolis e mostra bem aquilo que existe na mente de um psicopata, sobretudo quando há o sentimento de vingança. Mais um livro que mostra a capacidade de autores nacionais em criar thrillers que podem ser comparados aos grandes gênios do estilo.
Adquira seu exemplar de O Diário Serial através do site da própria editora, clicando aqui.

“A plateia parecia comovida com a história de vida do monstro responsável por tudo o que viram até então. Se não sentiam pena dele, pelo menos entendiam os motivos para que um dia ele tivesse um ataque nervoso e saísse pela cidade se vingando de quem o fez mal. (pág. 210)”.

A ansiedade de muitos leitores para a estreia do filme Um Homem de Sorte, era grande desde o lançamento do livro (Resenha), escrito por Nicholas Sparks e publicado pela editora Novo Conceito. Com as características dos romances de Sparks, o filme dirigido por Scott Hicks e com Zac Efron e Taylor Schilling nos papeis principais, vem pra emocionar a todos os espectadores. A comédia Anjos da Lei e o drama Conspiração Americana também têm suas estreias nessa primeira semana de maio.
Entre os nacionais, destaque para Paraísos Artificiais, filme que aborda o mundo dos DJs e que tem Nathalia Dill, destaque em uma das novelas da TV Globo, protagonizando. Após o sucesso do filme sobre o Bandido da Luz Vermelha (Eles e suas Vítimas), os diretores Helena Ignez e Icaro C. Martins trazem ao cinema o filme Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, onde Ney Matogrosso interpreta o serial killer que no passado assassinou quatro pessoas.
Não deixe de conferir um pouco sobre cada um das novas estreias nos cinemas nacionais:

Amor e Dor
Título Original: Love and Bruises
País: França
Direção: Lou Ye
Gênero: Drama
Sinopse:
Estudante estrangeira em Paris, a chinesa Hua (Corinne Yam) acaba de sair de um intenso relacionamento, em que foi deixada pelo antigo amante. Desolada, vaga pelas ruas da capital da França até que conhece Mathieu (Tahar Rahim). O primeiro encontro dos dois já deixa suas marcas, mas algo ainda mais sério viria com o tempo. Nasce uma história de amor possessiva entre ambos. Hua, amedrontada, pensa em voltar ao seu país de origem, mas não será fácil abandonar Mathieu.


Anjos da Lei (Destaque)
Título Original: 21 Jump Street
País: EUA
Direção: Phil Lord e Chris Miller
Gênero: Comédia/Policial
Sinopse:
Jenko (Channing Tatum) e Schmidt (Jonah Hill) estudaram juntos, mas jamais foram amigos. A situação muda quando se reencontram na academia de policiais, onde passam a ajudar um ao outro. Já formados, se envolvem em uma confusão ao tentar realizar a prisão de um traficante de drogas, que atuava no parque onde trabalhavam. Remanejados para uma divisão comandada pelo capitão Walters (Ice Cube), onde jovens policiais trabalham infiltrados, eles recebem a missão de desvendar quem é o fornecedor de uma nova e perigosa droga. De volta ao ambiente escolar e atuando sob nomes falsos, Jenko e Schmidt precisam se acostumar aos novos tempos sem perder o foco na tarefa que lhes foi incumbida.

Conspiração Americana (Destaque)
Título Original: The Conspirator
País: EUA
Direção: Robert Redford
Gênero: Drama/Histórico
Sinopse:
Na esteira do assassinato do presidente Abraham Lincoln, sete homens e uma mulher, Mary Surrat (Robin Wright) foram presos e acusados de conspiração para matar o presidente, o vice e o secretário de Estado. Surrat, de 42 anos, era proprietária do local onde John Wilkes Booth (Toby Kebbell) e outros se encontravam para planejar os ataques simultâneos. Herói da Guerra Civil e advogado recém fomado, Frederick Aiken (James McAvoy) decide defender a muilher diante do tribunal militar e ao decorrer do julgamento começa a perceber que sua cliente pode ser inocente das acusações, sendo usada somente para atrair o verdadeiro culpado, seu próprio filho.

Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha
Título Original: -
País: Brasil
Direção: Helena Ignez e Icaro C. Martins
Gênero: Drama
Sinopse:
Retrata a trajetória de Jorge Bronze, conhecido pelo codinome Tudo-ou-Nada (André Guerreiro). Ele é filho do famoso Bandido de Luz Vermelha (Ney Matogrosso), que assaltava casas de ricos paulistanos e foi transformado em ícone pelo jornal Notícias Populares. Por outro lado, aborda a vida de Luz Vermelha em um presídio de segurança máxima, mostrando como ele lida com a fama de ser um dos criminosos mais famosos do Brasil.

Paraísos Artificiais (Destaque)
Título Original: -
País: Brasil
Direção: Marcos Prado
Gênero: Drama
Sinopse:
Erika (Nathalia Dill) é uma DJ de relativo sucesso e muito amiga de Lara (Lívia de Bueno). Juntas, durante um festival onde Erika trabalhava, elas conheceram Nando (Luca Bianchi) e, juntos, vivem um momento intenso. Entretanto, logo em seguida o trio se separa. Anos depois Erika e Nando se reencontram em Amsterdã, onde se apaixonam. Só que apenas Erika se lembra do verdadeiro motivo pelo qual eles se afastaram pouco após se conhecerem, anos antes.



Paralelo 10
Título Original: -
País: Brasil
Direção: Silvio Da-Rin
Gênero: Documentário
Sinopse:
Retrata um trabalho pioneiro e arriscado realizado em uma pequena base Xinane, da FUNAI, próximo ao Paralelo 10º Sul, oeste do Acre, na fronteira com o Peru. Em instalações simples, no meio da selva, o sertanista José Carlos Meirelles leva adiante a difícil missão de proteger os índios isolados da região, contando com o auxílio do antropólogo Terri Aquino. Com poucos recursos, os especialistas desempenham incansavelmente suas tarefas. Além de realizarem uma negociação permanente com as populações ribeirinhas da área, eles também lidam com o enfrentamento com traficantes e posseiros que tentam invadi-la.

Um Homem de Sorte (Destaque)
Título Original: The Lucky One
País: EUA
Direção: Scott Hicks
Gênero: Drama
Resenha: Clique Aqui
Sinopse:
Enquanto estava no meio do conflito no Iraque, o sargento da Marinha norte-americana Logan Thibault (Zac Efron) encontra a fotografia de Beth (Taylor Schilling), sem conhecê-la e passa a considerar o fato como uma espécie de amuleto em terras inimigas. Quando retorna para seu país, decide que vai encontrá-la e através de um pedido de emprego que fez para a mãe dela, Nana (Blythe Danner), começa a manter contato, mas mantendo em segredo o verdadeiro motivo de sua vinda. Só que Beth tem problemas pessoais com seu ex-marido, com quem tem um filho, mas o romance entre os dois acaba brotando, apesar de toda a desconfiança que ela mantém sobre o misterioso funcionário da casa.

Ted Bundy

Nome: Theodere Robert Cowell Bundy
Apelido: Ted Bundy
Data de Nascimento: 24 de novembro de 1946
Data de Morte: 24 de janeiro de 1989
Primeira Vítima: -
Número de Vítimas:
Pena: morte por eletrocussão
Bio: Ted nasceu em novembro de 1946 e teve uma infância perturbada, o que o ajudou a ter atitudes que assustariam a população. Possuía características de uma boa pessoa, sendo comunicativo, simpático e atraente. As pessoas próximas só não imaginavam que ele seria capaz de assassinar muitas mulheres.
Chegou a ser preso, mas conseguiu fugir e voltou a matar, ferir e estuprar mulheres de determinados lugares dos EUA. Na maioria das vezes, ele atraía as mulheres – morenas - para seu carro, depois agredia suas vítimas e as levava a um lugar, onde terminava “o seu serviço”.
Quando foi preso, foi julgado em diferentes Estados e em todos eles se defendeu e recebeu elogios, conseguindo admiradores. No final, foi condenado à morte por eletrocussão e executado em janeiro de 1989. Até hoje, é considerado um dos maiores assassinos em série dos EUA.
"Nós, serial killers, somos seus filhos, somos seus maridos, nós estamos em toda parte" - Ted Bundy

Executivos psicopatas? Isso é mais comum do que muitos imaginam, e para provar essa teoria, um grupo de psiquiatras e psicólogos norte-americanos se dedicaram a uma pesquisa e chegaram a conclusão de que 3,9% dos executivos possuem características psicopatas. Esse número é superior ao número de psicopatas na sociedade em geral, que chega a 1% da população.
O autor Paul Babiak, um dos pesquisadores, afirmou que isso se deve as mudanças sofridas pelo mundo dos negócios após os anos 80: “As mudanças no mundo dos negócios desde a década de 80 tornaram o sucesso mais fácil para pessoas com este perfil. As empresas que mantém um ritmo de trabalho rápido, têm equipes enxutas e vivem sob constante mudança são muito atrativas para pessoas com esses traços”.
A pesquisa ainda apontou que as empresas são atraídas por esses funcionários, afinal, suas características trazem resultados e isso que um bom funcionário necessita. O problema é que muitas vezes as empresas não percebem o tipo de funcionário que estão contratando.
Abaixo, confira os sinais que podem ajudar na identificação dos chefes psicopatas.

Quebrando regras
Os executivos com tendências psicopatas são egocêntricos e se acham a pessoa mais esperta do grupo, e isso faz com que eles se sintam onipotentes, ou seja, isso impulsiona a quebra das regras. Babiak afirma que “Eles são apenas leais para eles mesmos, mesmo que isso signifique o detrimento da companhia e dos colegas de trabalho”.

Não assume responsabilidade
Os psicopatas – sejam pessoas normais ou os próprios executivos – não assumem responsabilidades e não se preocupam com resultados de suas ações. Para conseguirem, eles precisam mentir e colocar a culpa em outras pessoas ou até mesmo roubar suas ideias. “Eles fazem o suficiente para parecer bons e suas habilidades de comunicação os habilitam a exagerar as próprias conquistas”, disse Babiak.

Não se deixa levar pelas emoções
Mesmo que nada esteja bem, os psicopatas não se abalam e por isso se expõem aos erros com mais facilidade, não ficando com medo de situações que poderiam atrapalhar outras pessoas. Os executivos psicopatas ainda conseguem manter a postura, e se fazem de carismáticos e outras características simpáticas. Tudo não passa de um teatro.

Manipulação
Claro que não poderia faltar a manipulação, presente em qualquer pessoa que sofra algum distúrbio psicológico. Eles manipulam e buscam as necessidades, desejos e fraquezas das pessoas que estão ao seu redor. “Eles não se importam com os meios, apenas com os fins”, diz Jeffrey Gardere, professor de medicina e apresentador de TV.

Não sente remorso, culpa ou empatia
E mesmo com todas as situações e ações impostas em busca da realização e do sucesso, essas pessoas não sentem remorso.

Apesar de todos os pontos que podem definir um executivo psicopata, nem todos possuem os distúrbios e por isso essa é apenas uma forma de tentar identificar um psicopata e não de afirmar que alguém seja um. Isso também mostra que nem todas as pessoas que sofrem algum distúrbio psicológico são assassinas em série.

Maníaco da Cruz

Nome: D.F (Iniciais divulgadas)
Apelido: Maníaco da Cruz
Data de Nascimento: 1992/1993
Data de Morte: -
Primeira Vítima: Catalino Cardena, 33, pedreiro morto em julho de 2008.
Número de Vítimas: pelo menos 3 pessoas
Pena: -
Bio: Aparência grotesca. Gótico. Em seu perfil no Orkut, fotos em cemitérios e em rituais satânicos. São as poucas informações conhecidas sobre o Maníaco da Cruz, que em 2008, com apenas 16 anos, participou de três assassinatos em Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul.
Preso em outubro daquele ano, o Maníaco da Cruz cometeu seu primeiro crime em 24 de julho de 2008. A vítima foi o pedreiro Catalino Cardena, de 33 anos, encontrado morto em um terreno baldio. Morto com facadas no coração e enforcado com um saco de lixo. Em seu peito, as letras INRI (Jesus Nazareno, Rei dos Judeus) foram escritas à faca.
Um mês mais tarde, o corpo de Letícia Neves de Oliveira, 22 anos, foi encontrado sem vida no cemitério São Cristóvão. Nua sob um túmulo, as pernas da vítima estavam fechadas e os braços abertos, formando uma cruz. Inteligente, o assassino sabia que na antiguidade as pessoas crucificadas eram mortas asfixiadas, e por isso, ele esganou Letícia.
Naquele mesmo dia, um show da dupla Maria Cecília & Rodolfo acontecia na cidade, e apesar do medo da população – do assassino agir novamente no dia 24 – algumas pessoas arriscaram e foram ao show. Uma delas, após o show, foi abordada por um estranho homem, que a levou até um local onde fez diversas perguntas. Identificada como Carla, a jovem tinha tudo para ser mais uma vítima, mas após as perguntas, o assassino constatou que ela não fazia parte do perfil da vítima e disse: “Você é realmente ingênua. Saí para matar uma vadia e encontrei você. Você está livre”.
A última vítima foi Gleice Kelly, uma garota de 13 anos, encontrada morta em uma construção no dia 07 de outubro. No local, cruzes e um bilhete com letras espalhadas foram encontradas. Várias palavras foram formadas, entre elas INFERNO. Mas como nenhum crime é perfeito...
...o Maníaco da Cruz cometeria um erro que seria fundamental para a solução do caso: um recado no perfil do Orkut de sua última vítima. O perfil que enviou um recado (Mortos não recebem screeps seus doentes) passou a ser investigado pela polícia, que encontrou fotos de um jovem em um cemitério e praticando rituais satânicos. Comunidades do perfil também chamaram a atenção, mas foi com a quebra do sigilo telefônico da última vítima, que a polícia chegou ao jovem, que mesmo após a morte de Gleice, continuava ligando ao seu celular.
Ele foi preso em 09 de outubro e em seu quarto, foi encontrado um canivete sujo de sangue, a blusa e o celular de Gleice, pulseiras de Letícia, pôster do Maníaco do Parque, revistas pornográficas, entre outras coisas.
Lamentavelmente, o Maníaco da Cruz pode ser libertado, pois já cumpriu os três anos da medida socioeducativa. Especialistas dizem que ele possui as características de um psicopata – ou seja, não sente culpa ou remorso – e por isso pode ser transferido para uma unidade psiquiátrica. Vale lembrar que a psicopatia só pode ser diagnosticada em pessoas acima dos 18 anos.

Fonte: RobsonSlip

Viúva Negra

Nome: Mary Ann Robson
Apelido: Viúva Negra
Data de Nascimento: Outubro de 1832
Data de Morte: 24 de Março de 1873
Primeira Vítima: Tudo indica que tenha envenenado todas as suas vítimas, entre elas os filhos de seu primeiro casamento.
Número de Vítimas: 21
Pena: condenada a morte
Bio: Como grande parte dos psicopatas, a vida de Mary Ann foi conturbada desde sua infância, sobretudo com a rigorosidade de seu pai, um mineiro muito religioso que faleceu quando ela tinha apenas oito anos. Alguns anos mais tarde, Cotton passou a trabalhar como enfermeira e aos vinte casou-se pela primeira vez. Com seu primeiro marido, teve cinco filhos, no entanto, quatro deles morreram com febre gástrica ainda nos primeiros anos de vida. Ficou viúva em 1865, após o marido morrer com uma doença intestinal.
Após ficar viúva, se casou novamente, poucos meses depois de perder o primeiro marido. Cerca de um ano mais tarde, seu segundo marido também viria a falecer, com os mesmos problemas intestinais que haviam matado o primeiro marido de Mary.
Contratada pelo marinheiro James Robinson, ficou grávida de Robinson, e em abril de 1867, a única filha sobrevivente do primeiro casamento, e os filhos de outro relacionamento de Robinson morreriam, com os mesmos sintomas. Após isso, Mary e James se casaram e ela deu a luz a mais filha em novembro daquele mesmo ano, sendo que a filha faleceria poucos meses mais tarde. Desconfiando, o marinheiro se separou.
Mary então morou na rua até conhecer Frederick Cotton, seu quarto e último marido, com quem também engravidou, dando a luz no inicio de 1871. Naquele mesmo ano, Frederick viria a falecer.
Isso não impediu que ela se envolvesse com outro homem e engravidasse novamente, mas as mortes continuaram a acontecendo: primeiro o filho que Frederick tivera com a primeira esposa, e depois o filho de Mary.
A morte do filho de Frederick ajudou na investigação que descobriu que Mary era uma assassina em série. Com a morte do garoto, jornalistas descobriram todas as mortes relacionadas de alguma forma com Mary, e que todos morreram com os mesmos sintomas: febre gástrica.
Depois da investigação, ficou comprovado que Mary utilizava arsênico para assassinar suas vítimas, que tinha, além dos filhos e o marido, a própria mãe, amantes e amigos. No julgamento, que durou por alguns dias, ela foi considerada culpada e condenada a morte, sendo enforcada em 24 de março de 1873. Ela é conhecida como Viúva Negra e considerada a primeira serial killer britânica.
“Depois da condenação tal mulher infeliz exibiu forte emoção, mas isso deu-se apenas em alguns segundos, voltando ao seu habitual comportamento frio, reservado para sua esperança de que ela receberá clemência de Sua Majestade, afirmando veementemente sua inocência do crime que ela tinha sido acusada”. – correspondente do The Times, importante tabloide inglês, que acompanhou o julgamento de Mary Ann Robson.

Abdullah Shah

Nome: Abdullah Shah
Apelido: -
Data de Nascimento: 22 de fevereiro de 1945
Data de Morte: 20 de Abril de 2004
Primeira Vítima: -
Número de Vítima: mais de 20 pessoas
Pena: condenado a morte
Bio: Shah é considerado o único serial killer afegão de todo o século XX, porém pouco se sabe sobre sua vida, sobretudo sua infância e adolescência. Entre as poucas informações que se tem, é sobre sua participação na guerra contra a União Soviética durante o final da década de 70 e a década de 80. Quando os soviéticos deixaram o Afeganistão, serviu o primeiro-ministro afegão, Gulbuddin Hekmatyar, onde supostamente fez suas primeiras vítimas. Segundo alguns relatos, Shah e seus aliados assaltavam pessoas nas estradas próximas a Cabul, capital afegã. Com o fim da guerra civil, Shah deixou a região de Cabul e ficou foragido até o inicio da última década, quando foi preso. Em seu julgamento, algumas pessoas prestaram depoimento, inclusive uma das mulheres que sobreviveram ao ataque de Shah. Os corpos da maioria das vítimas foram encontrados na cidade de Paghman. Abdullah Shah foi executado em abril de 2004, após autorização do presidente Hamid Karzai. Apesar de ter sido acusado de diversas mortes, a Anistia Internacional foi contra a execução, alegando os mais variados motivos.

Charles Milles Manson

Nome: Charles Milles Manson
Apelido: -
Data de Nascimento: 12 de Novembro de 1934
Data da Morte: --
Primeiras Vítimas: Em 1969, Manson, com ajuda de alguns 'amigos' próximos (prováveis membros de seu 'grupo de assassinos') assassinaram sua esposa, Sharon Tale, junto de 4 outras pessoas, nas quais foram espancadas, esfaqueadas, e baleadas, de forma brutal, até a morte, e com o sangue delas, foi escrito "Pigs", "Death" na parede.
Número de Vítimas: Indeterminado
Pena: Comutada a prisão perpétua
Bio: Charles Manson é um dos, se não um dos maiores Serial Killer's e Psicopata de todo os tempos.Nascido no dia 12 de Novembro de 1934, na cidade de Cincinnati, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, filho de uma prostituta, frequentou diversos reformatórios juvenis por todos o país, por furto, e outros crimes. Ficou conhecido após ser descoberto que sua "Família" ( Manson Familiy, sendo um tipo de uma seita ) estava envolvida em assassinatos brutais. Ao longo de sua vida, sua 'seita' ou 'família' cometeu diversos assassinatos, incontáveis. Alguns admiradores o chamam de 'reencarnação de Cristo'. Foi condenado a prisão perpétua, após o assassinato do casal LaBianca, envolvendo a atriz Sharon Tate, morta com oito meses de gravidez, e estava no auge de sua carreira, após atuar como protagonista no filme O Vale das Bonecas em 1967. Manson foi preso, e sentenciado a prisão perpétua junto de seus comparsas, Charles "Tex" Watson, Susan Atkins e Patricia Krenwinkel e estão presos há 42 anos.

Chico Picadinho

Nome: Francisco Costa Rocha
Apelido: Chico Picadinho
Data de Nascimento: 27 de Abril de 1942
Data de Morte: -
Primeira Vítima: Em 1966, quando matou e esquartejou uma boêmia, conhecida por ele e por seus amigos
Número de Vítimas: 2
Pena: 30 anos, já cumpridos, apesar de ainda continuar em um hospital psiquiátrico
Bio: Chico Picadinho nasceu em abril de 1942 em Vila Velha, no Espírito Santo. Seu pai era muito severo, enquanto sua mãe se envolvia com diversos homens, sobretudo os casados. Seu primeiro crime aconteceu em 1966. Convidou sua vítima, Margareth, a ter relações sexuais com ele, mas quando já estavam em seu apartamento, ele a estrangulou (com a mão e depois com um sinto), e depois que a mulher já estava morta, a esquartejou. Um amigo, com quem dividia o apartamento, avisou o delegado que prendeu Chico Picadinho. Ao sair da cadeia, por bom comportamento, Chico voltou a assassinar e esquartejar uma mulher e tentou se livrar do corpo jogando pedaços em um vaso sanitário. Foi preso novamente e condenado a 30 anos de prisão. Em 1994, foi submetido a um exame e o diagnóstico apontou que ele era perigoso, por isso continua preso, mesmo já tendo cumprido a pena máxima do Código Penal Brasil: 30 anos.
Culto, Francisco até hoje pinta quadros e é um homem inteligente, sendo que inclusive cursou Direito, mas seu caso é um exemplo que deveria ser seguido para todos os outros, afinal, um homem perigoso não pode estar livre, mesmo que esteja arrependido e que se mostre uma nova pessoa.

Bandido da Luz Vermelha

Nome: João Acácio Pereira da Costa
Apelido: Bandido da Luz Vermelha
Data de Nascimento: 24 de junho de 1942
Data de Morte: 5 de janeiro de 1998
Primeira Vítima: -
Número de Vítimas: 4 assassinatos
Pena: 351 anos, 9 meses e 3 dias (ficou preso por 30 anos, pena máxima no Brasil)
Bio: João Acácio perdeu os pais com apenas quatro anos e não demorou muito para começar a praticar seus crimes, ainda em Santa Catarina, estado onde nasceu. Para fugir, partiu para São Paulo, se instalando em Santos, mas seria na capital paulista que cometeria seus primeiros crimes. Participou de pelo menos 77 assaltos, em sua maioria mansões. Passou a ser chamado de Bandido da Luz Vermelha pela imprensa, já que ele cometia seus crimes no final da madrugada, quando cortava a energia das casas, cobria o rosto com um lenço e carregava uma lanterna com bocal vermelho e isso se tornou uma de suas características. Foi preso em 08 de agosto de 1967, no Paraná, e foi acusado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos. Após cumprir 30 anos de prisão, foi libertado em 26 de agosto de 1997 e foi assassinado em 05 de janeiro de 1998, após tentar estuprar a mãe de um tratador de animais no Pará.
O Bandido da Luz Vermelha recebeu esse nome por ter se inspirada em  Caryl Chessman, bandido norte-americano. Após ficar conhecido, na década de 60, um filme foi produzido contando sua vida. João Acácio também inspirou músicos e humoristas.

Henry Lee Lucas


Nome: Henry Lee Lucas
Apelido: -
Data de Nascimento: 23 de agosto de 1938
Data de Morte: 13 de março de 2001
Primeira Vítima: Em 1951, asfixiou uma prostituta de dezessete anos que resistiu a violação.
Número de Vítimas: Envolvido em pelo menos 600 assassinatos entre 1975 e 1983, ao lado de Ottis Toole.
Pena: Inicialmente condenado a morte, porém mais tarde foi condenado a prisão perpétua.
Bio: Henry nasceu em Blacksburg, Virginia, e desde pequeno apanhava da mãe, que o obrigava a vê-la tendo relações sexuais com outros homens. Ela também o obrigou a ir vestido de menina para a escola, e essa teria sido apenas uma das atitudes que a mãe, sempre muito agressiva, teria cometido contra o menino que fez sua primeira vítima quando tinha apenas 13 anos. Quando completou 18 anos, ficou preso por um tempo acusado de roubo. Mais tarde, em 1960, matou a mãe e apesar de dizer que foi em legítima defesa, foi preso e condenado de 20 a 40 anos de prisão, cumprindo apenas 10 anos. Entre 1976 e 1978, Henry conheceu Ottis Toole, com quem participaria da maioria dos seus crimes. Ambos eram necrófilos, ou seja, se excitavam ao ver pessoas mortas, e eram acompanhados por uma sobrinha de Toole, que teria tido uma relação com Henry sendo sua última vítima. Foi preso em 1983, pela morte de uma idosa de 82 anos e de Frieda Powell, sobrinha de Ottis Toole. A partir daí ajudou a polícia, que solucionou mais de 200 assassinatos, apesar de algumas controvérsias. Ainda preso, dava ordens aos policiais que obedeciam. Ottis morreu em 1996, enquanto Henry faleceu em março de 2001, devido a uma falha cardíaca.
“Matar alguém é como caminhar pela rua. Se eu quisesse uma vítima, eu ia e obtinha uma. – Henry Lee Lucas”.