- Pré-Show –
05 de Agosto de 2012
As semanas que antecederam o lançamento do primeiro álbum da banda passaram rapidamente e quando o grupo menos esperava já estavam com o CD em mãos. Os preparativos para o grande dia continuaram em ritmo acelerado. Agosto chegou e os ingressos já estavam esgotados e ansiedade de todos aumenta a cada dia.
No primeiro sábado do mês, o sol já estava se pondo e a banda se preparava para a apresentação que deveria começar em três horas. William chamou todos em um canto do palco onde tocariam e disse empolgado:
-Galera, chegou o grande dia. Temos que estar focados e mostrar para todos do que somos capazes.
-Essa vai ser a noite mais foda de nossas vidas – opinou Daniel – e vamos nos surpreender com o que nos espera.
-Vamos fazer história – concluiu Wellington.
-E é por isso que chamei todos vocês aqui. Quero que tudo saia do jeito que combinamos. Não podemos cometer nenhum erro. Vocês não têm nenhuma duvida certo?
Os membros assentiram.
-Vários amigos e familiares estarão aqui. E nossos fãs também. Não podemos decepciona-los, afinal, essa apresentação que definirá o nosso futuro.
-Não pense que nossos fãs vão voltar a ouvir nossa música. Ninguém quer músicas emotivas – Wellington não poderia perder a oportunidade de ironiza-lo.
-Porra Wellington, já conversamos sobre isso.
-Sim e eu concordei tocar, afinal, quero viver de música.
-E vamos viver. Agora voltem ao trabalho porque em breve vamos destruir essa casa de shows.
* * *
-Você tem certeza que quer fazer isso? Não acha perigoso?
-Não me importo se é perigoso. Só quero acabar com a vida desse playboy metido a empresário apaixonado. Dessa noite não passa.
* * *
-Amor, não suba neste palco hoje – Priscila pediu com lágrimas nos olhos.
-Não posso fazer isso. Existem pessoas que vieram de longe para nos ver tocar.
-Sua mãe e eu estamos pressentindo que algo ruim vai acontecer.
-Que a corda da minha guitarra vai arrebentar?
-William! – ela gritou – Não estou brincando.
-Não se preocupe amor. Vou apenas lançar meu CD e realizar o meu sonho, ao teu lado – e a beijou.
Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
E esse é o penúltimo episódio de William, seu dinheiro e... Como já havia adiantado na última semana, a segunda temporada vai começar na metade do próximo ano, mais precisamente em 05 de Agosto, por isso que esse capítulo se passa nesse dia. Espero que gostem e que opinem sobre o que acham que vai acontecer e quem está planejando algo contra William. Aproveito para já desejar um Feliz Natal para todos os leitores e agradecer a querida Vê, do blog Only The Strong Survive, por ter me ajudado na escolha da imagem de hoje.

- Gravação –
Meses depois...
Com sua namorada, William conseguia aos poucos se recuperar do luto e sentia-se feliz como jamais esteve. Até então, não sabia que ter uma relação estável com uma mulher poderia ser tão bom.
Na empresa, William voltou a ser o grande empresário que meses antes havia conquistado o país com suas estratégias que renderam milhões. Sua fortuna continuava crescendo, mas não era apenas isso que pretendia. Era bom ter dinheiro para tudo, mas queria mostrar para o mundo seu verdadeiro talento: a música.
Mais de meio ano já havia passado quando o playboy enfim convenceu Wellington, Daniel e os demais membros da banda que tocar um som mais melódico poderia ajuda-los na hora de assinar com uma gravadora. E isso de fato aconteceu.
As músicas que tocavam deixaram de ser agressivas e com isso conquistaram novos fãs. Não demorou em a banda ter o primeiro contato com uma gravadora. A proposta não era das melhores, mas William, sendo um grande estrategista, conseguiu encontrar fazer com que todos saíssem ganhando.
No inicio, Priscila, que assumiu um cargo importante na empresa, foi contra. Achava que William deveria criar sua própria gravadora, porém ele relutava ao dizer: não quero que pensem que conquistamos fama por eu ser um grande empresário. Quero fazer como todas as outras bandas. Não quero ser diferente apenas por ter mais dinheiro.
Priscila, que demorou a ter um relacionamento sério com seu grande amor, percebeu novamente que ele havia mudado. O antigo William jamais deixaria de usar o dinheiro para conquistar aquilo que sempre quis.
Ela se orgulhava dele.
Para realizar este sonho, William reservou grande parte de seu dia para composições, arranjos e ensaios. Ficava até altas horas da madrugada, trabalhando para que as músicas chegassem a perfeição. O grupo escolheu 14 canções que estariam no primeiro álbum da banda. Metade delas William havia composto ao pai, a mãe ou a sua namorada.  As demais continuavam sendo sobre o cotidiano dos jovens. Ninguém poderia reclamar e eles ainda podiam chegar ao sucesso.
Com as músicas gravadas, faltava apenas um grande show para o lançamento.

Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
O final do ano está chegando e com ele a "primeira temporada" da história de William, que deve ter no máximo mais dois capítulos. O que estão achando? Como esperam que essa primeira parte irá terminar? Será que William continuará sendo um bom cara e que tudo dará certo a ele? Opinem e lembre-se, seu comentário é sempre muito importante.


 - Relacionamento –

A dor da morte não era comparada com a dor da saudade que William sentia mesmo dias depois de perder o pai. Percebeu naquele momento, que as pessoas não choram pela morte dos entes queridos e sim pela saudade que fica eterna.
O jovem empresário deixou os negócios de lado por um tempo. A banda, as véspera da gravação do primeiro CD, também sentiu sua falta. Não tinha mais vontade para nada, e nem parecia aquela velho playboy que queria apenas a diversão com sexo, drogas e música. Ele havia mudado para conquistar Priscila e isso era ainda mais visível.
Após voltar ao país, ela não demorou a perceber que William precisava de sua companhia e voltou a ficar ao lado do jovem por vários dias. Ao contrário do que fazia antes, William não foi ousado e o primeiro beijo após o reencontro aconteceu por acaso, quando seus lábios se encontraram após virarem o rosto despretensiosamente. Era o que precisavam para o relacionamento voltar ao que nunca deveria ter deixado de ser: um verdadeiro amor.
Sem esquecer-se do pai, William apegou-se ainda mais a Priscila. Deixou que o sentimento, que havia se apagado durante o luto voltasse e lutou para que ele aflorasse no coração da garota que sempre esteve ao seu lado, mas que ele havia machucado.
Quando sentiu um amor recíproco e que já poderiam formar um belo casal, resolveu usar de seu dinheiro para preparar uma inesperada surpresa. Os empregados de confiança prepararam uma grande festa, onde Priscila foi a convidada de honra.
Foi preciso menos do que ele esperava, mas no grande dia tudo estava pronto. Sua festa foi destaque na mídia local. Era a festa do ano e todos esperavam por uma nova vitória da empresa, mas estavam errados. Era um novo relacionamento se iniciando.
Naquele dia, o sol já estava se pondo, e o céu ganhava um tom alaranjado, quando William soltou alguns balões que subiu carregando um pano com a mensagem: Namora comigo?
Ficaram observando juntos e sabia que ela jamais recusaria aquele pedido. Era seu primeiro relacionamento estável.

Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
E como ver esse pedido inusitado? E o novo relacionamento? Será que enfim terão paz? Comentem e lembre-se: a opinião é sempre importante para a continuação da série.

William jamais imaginou que um dia teria que passar por um momento como aquele. Não sabia o que fazer e nem como se portar naquele momento de sua vida. Perder seu pai era uma coisa que jamais havia passado por sua cabeça. Marcelo era um homem forte, que amava a vida e estava sempre feliz com o que tinha. Marcelo era uma pessoa para continuar vivo para sempre, mas os imortais não existem, e no fundo, todos um dia morrem inclusive pessoas como Marcelo.
O jovem empresário não tinha vergonha das lágrimas, afinal era seu pai que estava estirado sem vida dentro de um caixão, e elas lhe acompanharam durante aquele dia todo. Ele ficou sentado, velando os últimos momentos de seu pai. Foi abraçado pelos amigos, que tentavam sem sucesso lhe consolar.
Ao longo do dia, William pegou na mão gelada e sem vida de Marcelo, e pediu perdão por todos os erros cometidos em sua adolescência; pelas vezes que levou mulheres nuas e bêbadas em sua casa, sem nem se preocupar em respeitar os pais; por todos os dias que chegou altas horas da madrugada, deixando pai e mãe preocupados; pelos exageros em drogas e bebidas que teve em toda sua adolescência.
Pediu perdão por nunca ter ouvido os conselhos do pai quando este dizia: Meu filho, meu filho, isso tudo que você faz é errado. Está na hora de mudar.
Mas William era teimoso e nunca ouviu seu pai. Agora se arrependia por isso.
As horas daquele dia de luto se passaram e o agente funerário enfim chegou com a tampa do caixão. Estava na hora de William se despedir definitivamente. Ele então beijou levemente a testa do pai e colocou a mão esquerda nas mãos de Marcelo. Ficou assim por alguns instantes antes de uma mão feminina tocar a sua. Seu coração passou a bater mais rápido e isso só significava uma coisa: Priscila havia chegado.
A jovem não demorou a lhe cumprimentar e abraça-lo. Ficaram assim enquanto o caixão foi fechado e o enterro acontecia.
Era o que William precisava naquele momento triste.

Ricardo Biazotto (ricbiazotto)
E como será agora que Priscila voltou no momento mais difícil da vida de William, será que tudo vai mudar? Será que enfim vão ficar juntos? Será que nada vai atrapalha-los? Comente e deixe a opinião do que ainda está para acontecer na série.

 - Proposta –
William foi para a sua casa e antes de se deitar, tentou ligar para Priscila. Queria conversar com ela, mas insistia em cair na caixa postal, até que enfim desistiu.
Apesar da tristeza, dormiu rapidamente e sua noite foi recheada de sonhos. De bons sonhos, inclusive com Priscila, em um mundo onde ficariam juntos, vivendo felizes para sempre, entretanto não passavam de sonhos. Contos de fadas que não aconteceriam. Pelo menos não naquele momento.
Passava do meio dia, quando William abriu os olhos, porém continuou deitado, devaneando, por longos minutos, que parecia uma eternidade para aquele coração mutilado. Resolveu levantar quando sentiu o delicioso cheiro do almoço de domingo que sua mãe estava preparando, então foi ao banheiro, onde se banhou.
Quando voltou ao seu quarto, enrolado na toalha, pegou seu celular e no visor uma mensagem: seis chamadas perdidas: Priscila.
Por que ela me ligou seis vezes? Só faltava ter acontecido alguma coisa. – se perguntou antes de decidir que iria ligar para matar a curiosidade.
Não demorou a discar os números da garota, que atendeu depois de alguns toques:
-Finalmente conseguir falar com você.
-Priscila, eu pensei que nunca mais falaria contigo.
-Não se preocupe, eu mudei de ideia e não deixaria esse sentimento morrer por pouca coisa. Eu sei que aquela garota quer apenas estragar isso, mas sei também que você não é o príncipe encantado que eu sempre pensei.
-Deixa eu explicar...
-Não perca seu tempo para tentar explicar algo inexplicável William, até porque, não estou pedindo explicações. Estou ligando pra dizer que eu te amo, e que estou indo viajar. Ficarei algum tempo no exterior, e quando voltar, ficaremos juntos. Se você quiser é claro.
-É claro que eu...
-Mas isso não interessa agora, quero apenas que você me prometa que se você quiser ficar comigo, vai se comportar.
-Eu prometo...
-Não prometa em vão, porque Jéssica vai ficar de olho. E aí de você se tentar alguma coisa. Não estamos juntos, mas isso vai definir nosso futuro. Até mais William.
-Obrigado por confiar em mim. – foi o que conseguiu dizer antes que desligasse.

Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
Priscila se arriscou ao voltar atrás com sua decisão? Será que essa é realmente a decisão definitiva? E ele, não ir atrás dela, não passará uma imagem de que não está nem aí? Comentem, afinal, os comentários são essenciais para a continuação da história.

- O Fim –
-Sua vagabunda – gritou Priscila para Gabriela, que olhou assustada e envergonhada – eu ainda te mato.
-Você é quem pra dizer isso? – Gabriela tentou não se mostrar intimidada.
-A pessoa que vai acabar com a sua vida se você não sair daqui agora.
William apenas observava as duas, sem saber o que fazer. Gabriela por sua vez gargalhava, olhando com um sorriso falso para Priscila.
-Você nunca mais vai estampar um sorriso falso nessa sua boca imunda.
Ela se aproximou de Gabriela, dando-lhe um tapa na cara. Em seguida, puxou-a pelos cabelos e levou para fora do camarim. Humilhada, Gabriela ainda tentou intervir mostrando que estava seminua, mas não era preciso, Priscila jamais esqueceria a forma que a encontrou. William também tentou chamar a atenção:
-Priscila, precisamos conversar. Não é nada disso que você está pensando.
Ela olhou para trás, ainda com os cabelos de Gabriela nas mãos, antes de responder:
-Cala a boca William, cansei de você me decepcionar e agora tenho que acertar as minhas contas com essa garota. Sei que ela veio só para acabar com a nossa paz, e que você não resistiria caso eu não tivesse chegado a tempo.
-Deixa ela pra lá.
-Eu estou deixando você pra lá, e dessa vez é pra sempre. Por mais difícil que possa ser, eu ainda te esquecerei – e saiu dali, batendo a porta e deixando William sozinho com as roupas de Gabriela em suas mãos.
Quando era mais jovem, havia errado contra Gabriela, mas não entendia qual o motivo para ela prejudica-lo. Não conseguia ver sua atitude como de alguma pessoa que realmente lhe desejasse, então por que fazer isso? Apenas para ter o prazer de se vingar? William não tinha as respostas.
Ele então colocou as roupas de Gabriela em uma mesa e se arrumou. Iria embora com mais um sentimento de derrota, e pela primeira vez não por algo que fez e sim, por algo que haviam feito contra ele. A música trouxe Priscila de volta, porém o destino não estava trabalhando ao seu lado. Não havia nada a ser feito. Perdera Priscila para sempre.

Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)

O que acharam da atitude de Priscila? Ela está certa em não querer conversa? E ele, está certo em se sentir derrotado e nem ao menos tentar ir atrás da garota? Não deixe de comentar e dizer o que esperam para o próximo miniconto.

- Mulheres –
-Gabriela? O que você está fazendo aqui?
-Vim parabeniza-lo – se aproximou de William e beijou-lhe levemente nos lábios – essa sua canção é a mais linda que já ouvi.
-O que você está fazendo aqui? – repetiu a pergunta.
-Acho que esse beijo foi muito fraco, acho... – Gabriela voltou a se aproximar de William para beija-lo novamente, mas ele impediu, lhe afastando.
-Se foi pra isso que você veio, por favor, se retire ou chamarei os seguranças.
-Não era você que se gabava por ter conquistado todas as mulheres que quis? – a linda jovem encarou o playboy.
-Sim, mas como eu não quero você, não me importo com nada disso.
William se afastou, dando as costas a Gabriela. Ela permaneceu em silêncio, o que assustou o músico. Quando olhou para trás novamente, foi pego de surpresa ao vê-la se despindo.
-Você está louca não é mesmo?
-Louca de amor – respondeu enquanto continuava a se despir – e vamos comemorar juntos.
-Nem pense em continuar a fazer isso.
-Eu sei que você quer.
-Não quero e sabe por quê?
Respondeu negativamente.
-Porque quando te reencontrei, percebi que existem mulheres e mulheres. As verdadeiras mulheres são aquelas que lutam por aquilo que querem e não se entregam facilmente. Não fazem isso que você acabou de fazer. As verdadeiras mulheres valorizam a sua imagem.
Gabriela gargalhou antes de voltar a falar:
-Sério que estou ouvindo isso de você? Não diga essas coisas porque não faz o seu tipo.
-Eu mudei Gabriela. Quando senti que estava perdendo uma pessoa que me amava, percebi o quanto idiota estava sendo. Não quero mais saber de mulheres, bebidas e drogas. Quero ser uma pessoa normal e ser lembrado pelo que sou e não pelo que tenho.
-Ah, deixa disso e vamos aproveitar esse momento nosso – ignorou as palavras de William, e tentou beija-lo.
* * *
Depois de muita conversa, Priscila convenceu os organizadores do evento a deixa-la entrar no camarim de William. Quando entrou, encontrou William segurando Gabriela pelo ombro e gritando:
-Eu não quero isso Gabriela. Eu amo a Priscila.
“Ama-lo pelas palavras ou odiá-lo por vê-la seminua?” – Priscila se perguntou.

Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
O que será que Priscila vai fazer agora que encontrou essa cena? Ela vai amar ou odiar William? Não deixe de opinar sobre isso. Lembrando que caso use de algum trecho desse, ou de outro texto aqui do blog, dê os devidos créditos e que a imagem foi retirada do site WeHeartit. Espero que continue gostando da série!!

- Uma Nova Surpresa –
-Aí, que lindo. Ele realmente te ama.  Pelo visto eu estava enganada quando disse que ele não prestava – Jéssica disse no ouvido de Priscila, enquanto o pequeno grupo que havia gostado da música ainda gritava, apoiando William.
-Duvido que essa música realmente seja para mim. – respondeu deixando o local do show. Jéssica a seguiu, lhe perguntando:
-Amiga, por que ele cantaria uma música romântica num show desses?
-Ele é um idiota e acha que vou perdoa-lo se fizer uma declaração simples como essa.
-Simples? Você só pode estar brincando.
-Confessa Jéssica, essa música é ridícula. O pior é que ele ainda se acha o compositor.
-Ele pode não compor bem, mas escolheu muito bem as palavras pra expressar os sentimentos.
-Credo, você nem parece aquela garota que recusou falar sobre ele quando liguei semana passada.
-Não estamos falando de mim e sim de você Priscila – parou na frente de sua amiga, impedindo que ela continuasse a andar em direção a saída da casa de shows – por que você não vai falar com ele? Aproveita que acabou o show e faça essa surpresa ao nosso playboy apaixonado.
-Até parece né Jeh? Não quero ver a cara daquele canalha. – pausou por alguns instantes. - Pega alguma bebida pra nós que eu vou ao banheiro – deu meio volta e deixando Jéssica sozinha.
“Não vou ficar com essa curiosidade. Vou agora mesmo perguntar se essa música foi realmente feita pra mim” – Priscila pensou já longe dali.
* * *
Um dos organizadores do show entrou no camarim de William lhe perguntando:
-William, tem uma garota dizendo ser sua amiga. O que eu faço?
-Priscila? Não acredito, que surpresa... Bom, mande-a entrar logo – respondeu.
William passou a olhar no espelho, se arrumando para o grande encontro. A expectativa de enfim tê-la de volta era grande. Não demorou muito para a porta enfim abrir. Não queria ser o primeiro a dizer alguma coisa. Já havia pedido desculpas, mas fracassara. Ela teria que tomar a iniciativa, pelo menos dessa vez.
Quando enfim ouviu uma voz feminina, se surpreendeu. Não era Priscila que havia lhe procurado.
Depois de alguns votos favoráveis, decidi que em breve colocarei algo para criar um suspense na história. Talvez assim termine a “primeira parte” da série. Aguardem. Lembrando que essa é uma história fictícia, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Caso for usar algum trecho desse ou de qualquer outro texto do blog, dê os devidos créditos. E a imagem foi retirada do WeHeartit.

- A mediunidade de Bárbara -

- Que desenho lindo que você está fazendo Babi – perguntou o senhor sentado ao lado da pequena Bárbara, uma garotinha de apenas cinco anos.
- É o papai, a mamãe e eu.
- Você desenha muito bem sabia?
- Obrigado vovô. A tia Ana pediu pra desenhar o que eu mais amo.
- E você ama a família? – ele perguntou ansioso para ouvir um sim de sua pequena neta.
- Amo muito – ela prolongou a última palavra por segundos, para tentar demonstrar que seu amor pela família era gigantesco – a mamãe disse que a família é mais preciosa do qualquer pedra rara do mundo.
- Essa minha filha não muda mesmo. Por isso que eu ainda a amo.  – o senhor, com seus mais de 80 anos, sorriu alegremente, mas sua neta pareceu não ouvir o que ele tinha dito:
- Agora é a vez de desenhar o vovô.
- Não minha garotinha, antes o vovô quer te contar uma historinha sobre a sua mãe. Vem cá, senta aqui no meu colo.
Como qualquer outra criança, Bárbara adorava histórias, entretanto seu avô jamais havia dedicado algum tempo para satisfazer essa gosto da menina. Ambos sentiam muita falta da relação de avô e neta que eles não levavam diariamente. Se pudessem, os dois mudariam essa situação, mas não queriam pensar nisso naquele momento. Iriam aproveitar por estarem sozinhos e compartilhariam as mais belas histórias que tinham a contar.
Babi, toda feliz por ouvir a história que seu avô tinha para lhe contar, correu até a cadeira em que ele estava sentado e se sentou no colo do avô. Ele, sempre muito atencioso, passou a acariciar a menina enquanto contava uma história que havia marcado a sua vida.
* * *
A noite já começava a cair quando o celular de Marcelo tocou. Era sua noiva, Andrea. Ele já sabia o assunto que ela trataria. Sem dúvidas era o resultado do exame que havia feito. Ansioso e esperançoso, ele atendeu rapidamente o aparelho. Antes que Marcelo dissesse alguma coisa, ela gritou emocionada do outro lado da linha:
- Amor, você não vai acreditar. Eu estou grávida meu amor. Grávida. Vamos ter um bebê.
- Eu vou ser papai? É isso minha vida?
- Sim amor, é isso. Estou indo para o hospital contar para o meu pai. Tenho certeza que ele vai ficar feliz. Ele sempre sonhou em ter um netinho. Teria como você vir comigo Marcelo? Quero contar essa grande novidade ao seu lado.
Sem pensar duas vezes, o jovem Marcelo aceitou o convite, se despediu de sua noiva e partiu para um dos hospitais particulares da cidade. Quando chegou a entrada do grande prédio, viu Andrea lhe esperando com um grande sorriso estampado em seu rosto. Os dois correram para um encontro que terminou com o mais apertado dos abraços.
De mãos dadas, o casal enfim entrou no hospital e lá dentro estava a mãe de Andrea, que tentando não assusta-la disse:
- Minha filha, seu pai quer muito falar com você.
Marcelo e Andrea não eram nem um pouco ingênuos e sabiam que isso significava uma única coisa: a vida do pai de Andrea estava chegando ao fim.
Aquilo foi um choque para o casal. Até a noite anterior, o progenitor da família estava bem e feliz, apesar de estar em uma cama de hospital. Estava forte, aguardando a alta que receberia em alguns dias. Se ele queria vê-la, era porque havia piorado. Andrea tinha consciência disso, mas tentou ser forte principalmente ao lado de sua mãe e de seu pai, que se realmente estivesse ruim, ficaria ainda pior por vê-la triste. Toda a felicidade de saber que seria mãe havia acabado instantaneamente. Já Marcelo, não sabia o que fazer para acalmar a sua noiva. Apenas a abraçou fortemente enquanto ambos subiam as escadas em direção ao andar que Antônio, o progenitor da família, estava internado.
Marcelo era estudante de medicina, e ao entrar no quarto percebeu quando olhou um dos aparelhos ao lado do leito, que os minutos de Antônio realmente estavam chegando ao fim. Seu coração batia lentamente. Sua febre estava alta. Respirava com a ajuda de aparelhos.
“Talvez ele esteja esperando apenas para falar com a filha” – Marcelo pensou.
Ao se aproximar do leito onde seu pai estava, Andrea não sabia o que dizer. Esperava vê-lo bem como na noite anterior. Apenas algumas palavras saíram de sua boca:
- Oi pai, tudo bem?
Antônio mal conseguia falar, mas respondeu com dificuldades:
- Oi fi...
Marcelo fez o mesmo, enquanto usava de suas habilidades médicas para cuidar dos últimos momentos de seu sogro:
- Boa noite seu Antônio. – sabia o que impediu que seu sogro falecesse e então disse - Eu e sua filha viemos lhe dar uma notícia que eu acho que o senhor estava esperando e que vai gostar muito.
- É mesmo papai. Acabei de saber que eu estou grávida. Você vai ser vovô.
Antônio estava fraco, mas ainda assim conseguiu sorrir. O senhor, quase sem vida, percebeu que a senhora morte estava lhe esperando, mas não poderia deixa-la leva-lo antes que dissesse suas últimas palavras a sua filha, que mal conseguiam entender.
- Me..na...Bár...ra.
Quanto mais o senhor dizia, menos o casal lhe entendia. Antônio, que apesar de estar morrendo, estava lúcido, achou melhor dizer as sílabas que não haviam saído antes.
-...ni...ba...
E tentou novamente:
- Me..na...Bár...ra
- ...ni...ba...
-Menina Bárbara? – enfim Marcelo entendeu – Se for menina o senhor quer que chame Bárbara?
Antônio sorriu, satisfeito por terem entendido sua última palavra em vida.
O estudante de medicina se aproximou novamente de sua noiva, a abraçou e sussurrou em seu ouvido:
- Amor, eu sei que é difícil, mas se despeça de seu pai. Ele quer seguir em frente em uma nova vida perto de Deus.
Ouvir aquilo fez com que os olhos de Andrea enchessem de lágrimas, mas sem deixa-las cair ela disse:
- Pai, me desculpa por tudo. Desculpa-me se eu te magoei. Se fui grossa com o senhor. Se não fui a filha que o senhor sempre sonhou. Me desculpa por tudo pai, mas tenha a certeza de que você é o melhor pai do mundo e eu me orgulho muito por ter feito parte de sua vida. Esse bebezinho que está nascendo aqui – ela colocou a mão já inchada de seu pai em sua barriga antes de prosseguir – vai ser a criança mais amada do mundo. Marcelo e eu faremos tudo que o senhor faria se tivesse em vida. Você já encerrou seu ciclo meu pai, agora é hora de seguir para a casa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu te amo meu pai – ela beijou a testa de seu pai pela última vez antes que o aparelho que controlava o coração de Antônio passasse a apitar, indicando que aquele senhor que fora tão amado em vida, já estava mais presente.
A alma de Antônio já estava em um lugar lindo, onde não havia sofrimento, não havia dor, não havia guerra. Já estava em um lugar distante de sua família, mas perto da perfeição do Universo.
* * *
- Agora que te contei essa historinha você pode me desenhar. Vai lá na sua cadeira que eu vou fazer uma pose bem legal pra você – ele beijou sua neta e a colocou no chão, indo para um dos cantos daquela sala.
Babi, enquanto olhava para o seu avô fazendo as mais engraçadas caretas, gargalhava e aos poucos desenhava os primeiros traços do que deveria ser a imagem de seu querido avô.
A garota era muito jovem, mas conseguiu transmitir para o papel tudo o que via em seu avô, principalmente o velho chapéu coppola e a bengala de madeira que ele não largava de jeito nenhum. Em menos de meia hora o desenho estava pronto. Quando a menina olhou para o lugar onde o avô estava parado, viu apenas seu pai se aproximando. Marcelo logo perguntou:
- Já terminou a lição do parque minha filha? Você tem que tomar banho antes que a mamãe chegue.
- Terminei papai.
- Então guarda suas coisas e vamos tomar um banho que tem uma garotinha que tá toda suja de gauche – ele disse carinhosamente.

Andrea chegou em sua casa e como de costume foi ver se a lição de sua filha estava pronta e ao olhar o desenho se assustou. Não era nítido, porém era como se Andrea estivesse olhando para seu pai. Ela correu até o quarto, onde Marcelo penteava o cabelo da garotinha. Apesar de ser um bom pai, aquela cena não era comum, porém o espanto de ver aquele desenho impediu que ela estranhasse tudo o que estava acontecendo. Andrea logo perguntou:
- Filha, que desenho é esse?
- O que eu mais amo – ela respondeu, sem entender o espanto de sua mãe.
- E quem são esses?
Apontando para cada um Babi respondeu:
- Esse é o papai, a mamãe, eu e o vovô Nico.
- Vovô Nico? – ela perguntou espantada.
- Sim mamãe. O vovô contou uma história pra mim e depois deixou eu desenha-lo.
- Ele fez isso?
- Sim mamãe. Ele disse que meu desenho estava muito bonito e que ele escolheu o meu nome.
- Exatamente minha filha, o vovô que escolheu seu nome. Agora você fica sentada aqui na cama que eu vou conversar com o papai, tá bom?
A garota apenas assentiu, enquanto olhava para o desenho que estava em sua mão.
Pai e mãe saíram do quarto para conversar. Andrea logo repreendeu seu esposo:
- Onde você achou uma foto do meu pai para mostrar pra ela? E por que você não disse nada que faria isso?
- Eu não mostrei nada – ele respondeu.
- Então como ela desenhou o meu pai? Ele morreu faz cinco anos e você sabe disso melhor que ninguém.
Marcelo ficou sem saber o que responder.
- Ela só pode estar doente. Precisamos leva-la em um médico Marcelo.
- Eu sou médico e posso garantir que ela não tem nada.
- Você é um ortopedista e está na cara que ela não tem nenhum problema com os ossos.
- Nossa filha não precisa de uma médica amor. Ela não está doente. Ela é especial e tem um dom muito lindo. Ela é capaz de se comunicar com os mortos.
- Desde quando um médico acredita em espíritos? – perguntou, ainda assustada.
- Desde que eu vi essa cena - Marcelo apontou a cabeça para dentro do quarto de Bárbara, onde Antônio e a garota conversavam normalmente. Andrea achou que seu marido estava louco, mas no fundo ele e Bárbara eram mais do que especiais. Pai e filha eram médiuns.
Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
Essa é uma história fictícia e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Foi difícil encontrar alguma imagem que pudesse representar este conto, e a usada foi retirada do site weheartit.com. Caso use algum trecho desse ou de qualquer outro texto do blog, dê os devidos créditos.

- Grande Dia –
Uma semana depois...
Sem a ajuda de seus companheiros de banda, William passou a semana ensaiando a sua nova música, na qual tocaria de forma acústica. Quando o grande dia chegou, o quinteto fez o show como estavam acostumados e só quando William anunciou a grande novidade eles se retiraram deixando-o sozinho com o seu violão.
-Como eu havia anunciado no nosso site, hoje vou tocar uma nova música.
O público foi ao delírio, apesar de saberem o nome da música.
-Tenho certeza – ele continuou – que muitos aqui irão me criticar por essa canção, mas peço a compreensão de todos.
Ele fez uma pausa enquanto o público novamente gritava.
-Eu compus essa música para uma garota que perdi, então se você já passou por isso, cante com toda a força e mostre para a pessoa amada que você sofreu por amor. Enfim, essa música se chama Como Pode Acabar e é mais ou menos assim:
O público já estava ansioso esperando pela nova música. William tocou um pequeno e excepcional solo antes das primeiras acordes serem tocadas por ele. Logo no primeiro acorde iniciou o primeiro verso:
-Tento entender – e assim continuou – o que aconteceu; porque acabou, porque aquilo que era bom se perdeu na memória; talvez, algum dia possa voltar; isso é o que eu preciso, pois solidão está ao meu redor.
Entre vaias dos fãs da banda e gritos histéricos de suas fãs, ele continuou:
-Eu me pergunto como pode acabar só lembranças me restam, eu descobri que não vivo sem você; eu me lembro daquilo que passou, os momentos junto de ti; que me fizeram tão bem: Como pode acabar, eu prefiro não falar de amor; pra não lembrar que tudo aquilo acabou.
O público que havia gostado da música já cantava junto quando ele cantou os últimos versos:
-E a cada dia que passa, eu continuo na esperança, de que um dia eu possa te ver, pois... eu não vivo sem você.
E todos cantaram em coro:
-Vivo sem você – e William emendou - Essa é pra você Priscila. Eu te amo.
Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
Acredito que a maioria esperava por esse momento. Essa música, como foi dito, se chama Como Pode Acabar e foi composta por mim alguns anos atrás quando tinha um projeto de banda. Alguns dizem gostar da música, e eu também acredito que seja a melhor que já compus (se tenho talento pra isso eu já não sei). Enfim: a história de William Herz continua. Como vocês acreditam que será a reação de Priscila com a música?
Vou perguntar mais uma única, antes de resolver como prosseguirei com a história: Devo usar crimes ao longo dessa série, para que haja uma investigação? Por favor, respondam, é essencial.
Se for usar algum trecho desse, ou de qualquer outro texto do blog, dê os devidos créditos. A imagem do post foi tirada do site WeHeartit.com

- O Ensaio –
-Claro que não – respondeu William – eu nunca vou abandonar a ideologia hardcore.
-Então que porra de nome é esse? – Wellington voltou a perguntar, se referindo ao título da música.
-É apenas uma música que compus para a Priscila.
-E você acha que vamos tocar uma música assim? Você sabe que o público não vai gostar de música emo.
-Na boa Wellington, se vocês não quiserem tocar, é só me deixar sozinho. Eu sou o líder e faço o que quiser com a minha banda.
-Desde quando a banda é sua, seu desgraçado? – perguntou, enquanto agarrava William pela camiseta. Os demais membros da banda precisaram reagir e os separaram.
-Eu invisto o meu dinheiro nessa banda. Eu compus a maioria das músicas. Ajudei em todos os arranjos. Marquei todos os shows.
-Só falta dizer que é o mais galã.
-Isso só as mulheres podem dizer, mas eu sou grande responsável por tudo o que a nossa banda fez e por isso tenho direito de tocar a música que eu bem entender.
-Você é um tremendo egoísta por isso ninguém está nem aí pra você. Você não presta William.
-Quem estava me agredindo aqui era você Wellington.
-Fiz pouco pelo que você merecia – ele respondeu ironicamente, enquanto ainda era segurado pelos demais membros.
-Tudo isso por causa de uma música? Você nem a ouviu ainda.
-Meu nervosismo é por esse seu jeito ridículo. Por você pensar que porque tem mais dinheiro, tem mais direito do que os demais.
-O dinheiro sempre faz a diferença.
-Como você é egoísta – o baixista criticou novamente.
-Chega porra – interviu Daniel, um dos guitarristas – não importa o estilo e muita menos a letra, o que importa que gostamos de música e vamos tocar o que for. Chega de divergências musicais e vamos ensaiar que temos um show para fazer.
Mesmo com o clima pesado, o quinteto concordou e ensaiaram, porém sem nem ouvirem a nova música de William.
* * *
Ao ver o nome da nova música da banda, Priscila pensou:
“Será que é pra mim ou pra mais uma dessas piriguetes interesseiras?”
Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)
Assim como na última parte, volto a perguntar: Devo usar crimes ao longo da história de William, para que haja uma investigação? Comente deixando suas opiniões. Se for usar algum trecho desse, ou de qualquer outro texto do blog, dê os devidos créditos. A imagem é do site Weheartit.
O próximo mini-conto é o dia em que William vai tocar a música que escreveu para Priscila. O que esperam disso?


- A Divulgação -
Já passavam das 16hrs quando William finalmente acordou. Precisaria se arrumar, pois em duas horas teria um novo ensaio e nele divulgaria para seus companheiros sua nova composição.
William foi até o banheiro tomar um banho e depois de estar pronto, voltou ao quarto, ligando seu computador. Precisava dar a notícia da nova canção aos fãs de sua banda. Apesar de ser uma banda independente, havia diversos admiradores espalhados pelo Estado, onde fazia shows constantemente.
Quando já estava conectado, William não demorou a postar a notícia na sidebar do site: Como pode Acabar, novo single: Aguardem.
Em seguida, William desceu com seu violão até a cozinha de sua casa para pela primeira vez no dia conversar com a mãe. Apesar de ser um cara implicante e orgulhoso, ele amava e tinha uma ótima relação com Dona Márcia. Estavam sempre juntos, conversando sobre os mais variados assuntos, exceto sobre os sentimentos do jovem. Jamais falaria sobre isso com ela.
Dona Márcia estava fazendo mais um de seus deliciosos bolos especialmente ao playboy. Se William era mimado, era graças a sua mãe que fazia todos os seus gostos. Ele abraçou fortemente sua mãe e depois de trocarem algumas palavras, William mostrou a nova canção para sua mãe.
-Que música mais linda meu filho. Eu sabia que um dia você passaria a falar com o coração – e voltou a abraçar o jovem músico.
Mãe e filho conversaram e comeram juntos até às 18hrs, quando William saiu dali desesperado ao perceber que estava atrasado. Tinha menos de uma hora para chegar ao estúdio.
Atravessou a cidade em seu carro, chegando ansioso para mostrar a nova canção para seus companheiros de banda. Já imaginava as bases, os solos e até mesmo os beacking-vocals. Tinha tudo para virar o hit do ano.
Para sua surpresa, seus amigos ainda não haviam afinado os instrumentos para aquele ensaio. Pareciam esperar especialmente por sua chegada. Teve certeza disso quando Wellington, o baixista, passou a falar:
-Deu pra compor músicas coloridas agora William? Se você pensa que vamos tocar essa porra, você está muito enganado.
Ricardo Biazotto (@ricbiazotto)

Mais uma parte da história de William Herz e aproveitou para questionar aos que lerem: Devo usar algo misterioso, crimes por exemplo, na história do playboy? Não deixem de dar a opinião nos comentários. Como já disse, isso é essencial. Caso use algum trecho daqui, dê os devidos créditos. A imagem foi retirada do site Weheartit. Espero que gostem.